Que Azedume Gelado…

Que Azedume Gelado…

Acordei um limão muito azedo hoje. Nem passarinho cantando adoçava meu azedume.

Nem sei se tinha passarinho cantando com esse frio.

Síndrome de um domingo sem fim, igual ao romance do Kent Follet, “Mundo Sem Fim”.

Google

O passarinho cantou sim… Eu é que não escutei.

Estava com preguiça de ler 1000 páginas.

Soltei bafos nas mãos para ver se esquentavam…

Após um primeiro turno político, comecei a cuspir fogo pelo bafo quente… Como o amigo da foto abaixo…

Ou melhor, ainda…

Já que com esse, o estresse é politico.

Entre outros estressados é claro…

Quase queimei a mão. Mas esquentou um pouco.

Pensei nas estrofes do Hino Nacional…

Brasil… Sem Lábaro… Sem Buril…

O Resto da Rima…

Fica por Conta… De Quem aqui Pariu!

Fui pagar contas pela internet… Estava fora o sistema.

Tentei outro banco, a senha estava bloqueada. Mandava ir desbloquear num caixa eletrônico. Fui. Estavam todos travados e prendendo meus queridos cartõezinhos…

Queridos? Uma merda… Só iludem a gente mentindo que a gente pode comprar. Pagar é que é “foda”.

Azedo, com frio e com uma gripe que dói na garganta, minha prosa só poderia ser esse limãozinho que estou descrevendo. Tudo bem, amanhã será outro dia.

Opa! Estou tentando me convencer que sou otimista?

Não era essa a ideia quando comecei a teclar.

Estou azedo e quero ficar azedo e ninguém tem nada a ver com isso.

Parece criança né? Síndrome da semana do dia das crianças. Que preguiça ser criança de novo. Mas é melhor que ser adulto azedo.

Tá nervoso? Vai pescar idiota! Com esse frio? Vá ao supermercado e compre o peixe já congelado… Tão custoso quanto!

Se eu quiser fazer alguma coisa eu faço… Se não quiser não faço!

Lembrei-me do José Zokner (Juca), que após ter comprado seu livro “RIMAS PRIMAS & Outras Constatações”, ele me escreveu num guardanapo:

“Ler o meu livro que deverá ficar à mão em cima do criado mudo. Ler antes de… Ou depois de… Jamais ao invés de…”.

“Ah, esse nosso vernáculo”…

Criado mudo? Mesinha de cabeceira? Sei lá Juca!

Indutor ao ato substitutivo?

Faço isso e não faço aquilo?

Acho que eu estou azedo por que eu quero mesmo.

Nem mel adoça. Mas o gelo gela!

Que saco esse frio.

Quem matou Odete Roitman?

Quem matou Max?

Sai fora Carminha!

Vamos brincar no Facebook!

Lá a gente fica sabendo de tudo.

Obá! O domingo está chegando ao fim.

O frio ainda não.

Ah! Mas teve um dia bacana esta semana. Foi o aniversário do meu irmão Luiz Aurélio. Dia 12, dia da criança. Sentei ao lado do Sergio Reis. Que papo interessante. Ex-diretor de marketing do Bamerindus, assim como Luiz Aurélio, elogiou meu ultimo artigo “Aquelas Mulheres de Atenas…”.

Fiquei mais fã dele ainda. KKK… Vaidade! Ego! Escambau!

O domingo gelado e azedo ainda não tinha acabado quando vi meu vizinho Gerson fazendo uma calçadinha de paver na casa dele.

Pensei… Esse Gerson não tem mal tempo!

Será que gente assim não fica azeda?

Acho que ele não! Está sempre fazendo conserto terapia.

Tudo bem, ele é 20 anos mais novo do que eu.

Azedume é coisa de velho?

Rabugento?

Quando eu era criança, eu não cansava andando na Rua XV. Minha Vó Jupira Tomagnini me carregava.

Sem azedume e sem rabugice.

Isso era Curitiba com calçadas ilustradas de pinhão.

Os carros tinham pneus com faixas brancas.

O tempo passa… O tempo voa… E a Poupança Bamerindus continua numa boa…

Lembrei-me do Toni. Aquele barbudo simpático que fazia a propaganda do banco.

Ali tinha também Eloi Zanetti.

O Toni entrava num restaurante ou bar e perguntava para o garçom:

“Tem grapette?”

O garçom respondia:

“Não”…

O Toni continuava:

“Tem Crush?”

“Não”…

“Então me dá um Black mesmo!”…

Êta tempo bão!

Oba! O domingo acabou!

Volto a escrever amanhã. Segunda fria também.

Day by Day!

Alles zu sine zeit!

Na Toca do Coelho da Coluna do Aroldo Murá, a pepita de ouro foi para analise… Deu pirita!

Humor Coelhino.

Brinco sempre com o Antonio Carlos Coelho. Ele me chama de rabequista.

Disse para ele que a lã angorá era confeccionada com pele de coelho domesticado para substituir o cashmere.

A lã angorá é um tecido de lã fino e macio feito a partir do pelo do coelho angorá.

Esse dia ele não quis nem comer cenoura!

Antonio Carlos da Costa Coelho: ouvido atentíssimo

Bom de prosa e verso.

Tô de olho em você!

Domingo é dia de intermináveis passeios no shopping com minha mulher e sogra. Elas passam um milhão de vezes em frente da mesma vitrine e sempre comentam as mesmas coisas sobre os produtos expostos.

Quando minha sogra liga dizendo que não quer ir almoçar, por que passou a noite em claro e está “esbodegada”, lembro-me do meu avô dizendo que uma coisa chata era uma coisa “muito aborrecida”. Quando alguma criança passava fazendo bagunça, ele dizia “não chacoalha menino”.

Vô José Alzamora e meu filho Rodrigo.

Tô de olho nesse seu azedume!

Nem mel adoça essa joça…

Google

Embora a semana tenha começado com sol, não posso abandonar o azedume. Ele é contagiante e duradouro.

Acho que vai acabar depois do dia 28, eleições. O ar vai ficar mais leve. Em Brasília vão plantar limoeiros nos canteiros das principais avenidas.

Vão lançar a bolsa açúcar e a bolsa 51.

O lema vai ser “mais cachaça nessa joça, uma boa ideia”.

Bebum brasiliense vai ter caipira de “grátis”!

Lewandowski absolve Dirceu e diz que ‘não há prova documental’ contra o réu.

Vai lançar a Vodka Lewandowski.

Vodka Sobieski 750 ml

Como se ele “sobieski” alguma coisa!

Bota limão nessa figura impoluta!

Não dá para dizer que ele é um grande filho da Pátria!

Dá para não ficar azedo?

É sacola “saco cheio” pra lá… Das ilhas Cayman!

Sem fugir das arraias… E da Raia!

Água transparente e vodka fresca dão para arrancar o azedume de qualquer um. Mas tem que ser da turma não muito transparente.

Deitado em rede esplêndida…

Assim como o céu varonil…

Desse Brasil… Sem Lábaro… Sem Buril…

O Resto da Rima…

Fica por Conta… De Quem aqui Pariu!

Encontra a preguiça na caliça… Dessa justiça postiça…

Vai Lewandowski “numa boa” Zé Mané!

Levanta esse seu chulé e vá chupar limão de picolé.

Se você não acrescenta nada…

Sou só Limão!

Olho a rosa… Na janela…

Olho a rosa… Na janela…

Há tristeza… Choro e… Velas…

Google – Um incêndio na boate Kiss, no Centro de Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

Nessas janelas não haverá rosas. Só velas. Tristeza. Jovens na flor de suas idades jamais poderão cantar à suas amadas… Que amadas? Elas morreram também.

A vida acabou. A festa acabou. A nuvem negra sobre o santuário se fez noite opaca, tosca… O céu e a terra unidos na fuligem de almas brancas enfumaçadas em gritos e desesperos alucinados de seres passando pela transição doída, dolorida… Sem jamais poderem cantar… O meu amor… O meu amor…

Olho a rosa na janela,

Sonho um sonho pequenino…

Se eu pudesse ser menino

Eu roubava essa rosa

E ofertava, todo prosa,

À primeira namorada.

E nesse pouco ou quase nada

Eu dizia o meu amor,

O meu amor…

Modinha (Sérgio Bittencourt).

Nossos filhos estavam lá! Sonhando um mundo alegre, divertido… De esperança. A maioria estudantes com sonhos lindos pela frente. O passado ficou… O futuro morreu… A rosa chorou… Em luto…

Vi a pneumonia química. Alvéolos avermelhados. Olhos lacrimejados. “Minha alma chorou tanto… Que de pranto está vazia”!

Saí para encontrar minha mulher e irmos almoçar.

Sempre andamos ali na Rua Barão do Rio Branco. Eu trabalhava na COHAB, ela na Regional de Saúde.

No caminho do restaurante, perguntei: “O carnaval vai cair em quais dias este ano?”.

Ela respondeu: “Dias 11, 12 e 13… Eu acho… Graças a Deus!”.

Como… Graças a Deus? Indaguei… Então não é uma festa pagã? Coisa do diabo?

É que vamos ter folga no trabalho e acho que já estou no limite para tirar férias! Justificou.

Ah! Exclamei! Então Deus criou o Diabo para dar folga aos trabalhadores exauridos!

É… Seu… Prendeu o ar.

Silêncio reticente.

De súbito vimos um palhaço usando o celular. Era palhaço mesmo! Ele falava: “Alô querida…”.

Comentei que ele estava falando com a palhaça. Minha mulher sentenciou: “É o palhaço ligando para a palhaça e combinando uma bela palhaçada para aquela noite”!

Rimos.

Era a esquina das ruas Barão do Rio Branco e Pedro Ivo.

Lembrei-me que no carnaval somos todos palhaços.

Mas esse era real. Luiz Carlos, ele me disse. Sou o palhaço Méguinho. Sou amigo do Ratão e do Ratinho! Deu-me um folheto “Será este o filme da sua vida?”. Dentro, havia fotos de cenas do cotidiano, do tipo: “Jovem demais para pensar em Deus?” – “Cansado demais para pensar em Deus?” e finalizando com uma foto num velório, “Tarde demais para pensar em Deus?”.

Fiz mais um amigo. E dos bons! Tanto riso… Tanta alegria… Mais de mil palhaços no salão!

Era mesmo uma caminhada para encontrar amigos, antes e depois da refeição. Na volta do restaurante, encontrei um amigo que não via há mais de 15 anos. Serginho Grossman. Fiquei emocionado com o encontro de um amigo antigo. Sempre fico feliz ao encontrar “figuraças” que me são caras. Há uns dias atrás, foi um telefonema com meu contemporâneo de faculdade de arquitetura, Osvaldinho Hoffmann. Chegando a minha casa vi as fotos deles e das famílias no Facebook.  Serginho estava com seu filho jovem. Pensei… Eu e esse cara já aprontamos todas… Baladas e etc… Sobrevivemos! Lembrei-me dos meus filhos. Baladas. Incêndios! Voltou-me a lembrança os filhos mortos em Santa Maria.

Obs.: Serginho, Osvaldinho… Inho! Era assim que carinhosamente os tratava. E eram tratados! Mantenho!

Em casa, peguei o recém-comprado livro de Anne Tyler, “O Começo do Adeus”, e fui ler um pouco. Ficção da autora onde a esposa do personagem Aaron, Dorothy, morta, aparece com frequência para ele. Diálogos metafísicos. Não sei por que, o título ligava-me aos jovens asfixiados que devem ter tido um Começo de vida para chegarem ao momento do Adeus! Vidas curtas, exíguas, tão rápidas que a história pode até não captar.

“O Começo do Adeus”… “Começo da Agonia”…

Google- Fogos de artifícios.

Chorei… Não procurei esconder…

Todos viram, fingiram… Pena de mim não precisava.

Ali onde eu chorei… Qualquer um chorava.

Dar a volta por cima que eu dei…

Quero ver quem dava…

Os jovens estudantes da boate Kiss não verão este elos…

Nem estes livros… Jamais!

Tornaram-se páginas rasgadas a caminho do etéreo!

“Contar uma dor é consolá-la.”

Eça de Queirós.

É isso que estou tentando fazer. Esse carnaval vai ser triste. Não dá para ignorar o fogo consumidor das almas jovens de Santa Maria. Vão chorar o Pierrot e Colombina.

Se eu pudesse ser menino…

Eu roubava essa rosa…

A tragédia abriu muitas feridas mundo a fora. Foi um “Dejà vu” para muitos.

Em Santa Maria era o fogo… No filme “O Impossível” de Spielberg, o horror era a água. Parece que a Terra é constantemente purificada pelos quatro elementos.

Entremente.com – filme “O Impossível”.

A dor causada em circunstâncias extremas, não é somente física. É dor da alma. Quando um dos elementos da natureza se destempera, o Universo treme e estupora o núcleo dos nossos átomos. Ficamos impotentes!

Entremente.com- filme “O Impossível”.

O ruído ensurdecedor das águas, o som de galhos entrando na carne, gritos sofridos e muitas crianças chorando. Isso tudo me faz imaginar as cenas reais do que ocorreu na boate Kiss. O fogo, não sei, deve ser tão ensurdecedor quanto à água em sua fúria devastadora.

O desespero de não saber se salva os outros ou se tenta fugir desesperadamente para uma zona fora do inferno.

O inferno pode ser de água? Dizem que é de fogo. Acho que inferno é inferno. Tanto o fogo quanto a água… Afogam!

Entremente.com- filme “O Impossível”.

No filme, história real, o pai consegue encontrar os filhos.

Os pais de Santa Maria não verão mais os seus filhos!

Quando o mundo presencia situações como estas, fica mais sensível em solidariedade. É fechamento em espírito de corpo. Quando se fala em fogo, logo vem à mente o “Fogo do Inferno”. Porém, o fogo não é emblema só do mal. Fui buscar informações e encontrei várias situações. Até do “Fogo Sagrado”. Só para viajar um pouco longe da tristeza de Santa Maria no Rio Grande do Sul.

Antigamente em Roma, nos templos da deusa Vesta, havia Vestal (Sacerdotisas) para muitas coisas – mas, a principal, era a Vestal ou as Vestais que tinham por incumbência, zelar pelo Fogo Sagrado. Se, por acaso o Fogo Sagrado apagasse, castigo terrível seria dado à Vestal zeladora – talvez, até a morte… Por que… O Fogo Sagrado representava o Deus dos Deuses. Tudo o mais era secundário naquele Templo – menos o zelo pelo Fogo Sagrado. O Fogo Sagrado, não era um Objeto de Ritual; Ele existia, para que a Sacerdotisa fosse aos poucos, se incorporando a Ele. Quando a Vestal, na sua pureza de virgem, de intocada, sentisse que transportava o Fogo Sagrado em si, era quase como deslizasse, ao invés de andar com as pernas. As Vestais, na idade acima dos trinta anos, saindo do Templo, poderiam levar uma vida normal, casando-se, constituindo família. Mas, acho que a Vestal que desejasse fazer “Votos” com relação ao Culto Interno do Fogo Sagrado, aquela que sentisse mesmo que uma Vida de Luz havia nascido dentro dela, esta sacerdotisa despertaria em si a Ambição da Luz, no desejo de desvendar o estado em que estaria à medida que subisse os degraus da Escada Cósmica no Templo do Universo. Clarisse – Escola de Filosofia Espiritualista Raios do Amanhecer.

Google – Imagem.

Fênix e o fogo sagrado (kundalini), clavícula de Salomão.

A kundalini ou fogo sagrado é uma energia telúrica que vem num movimento de subida, do centro do planeta, numa ação contrária a gravidade e que circula em cada ser humano ao longo da coluna vertebral, alimentando energeticamente os sete principais chacras do corpo humano.

É estudada em várias escolas herméticas do conhecimento.

Os antigos ensinamentos da Índia e do Tibete se referem à elevação das energias enroscadas na “serpente flamejante” como a Kundalini. A raiz “Kund”, em sânscrito, significa queimar ou consumir. A palavra “Kunda” significa bojo ou buraco. Também a palavra “Kundala” significa espira, espiral ou anel.

Google – Imagem.

Voltando ao Rio Grande do Sul, quero expressar meus sentimentos de pesar aos familiares e amigos das almas vitimadas com brutal violência, encerrando um ciclo que nós, pobres mortais, desconhecemos o motivo.

… Roger, 21, e Susiele, 19, morreram no incêndio da boate Kiss… Roger jamais cantará:

Se eu pudesse ser menino…

Eu roubava essa rosa…

Assim será nosso carnaval…

Uma Rosa para você… Outra para mim… Uma para o Roger… Outra para a Susiele…

Olho a rosa na janela… Sonho um sonho pequenino…

Se eu pudesse ser menino… Eu roubava essa rosa…

E ofertava… Todo prosa…

À primeira namorada…

 

Sublime Som das Esferas!

Sublime Som das Esferas!

A ideia de escrever sobre esse Sublime Som, que paira em nossos tímpanos pela eternidade, foi quando assisti a um vídeo enviado de Israel. Beni, o cineasta autor da pequena película, filmou aquela linda criança que atende por Avraham Israel e que apelidamos de Pitz Pon (pequeno) Embora o pai dele (Beni) já ache que ele (Pitz Pon) seja gadol (grande). Aprendendo tocar shofar, o encantador menino faz uma apresentação de som e imagem que nos enleva aos píncaros do etéreo!

Google – Imagem – Shofar

Shofar (do hebraico שופר shofar) é considerado um dos instrumentos de sopro mais antigos.

Somente a flauta do pastor – chamada Ugav, na Bíblia – tem registro da mesma época, mas não tem função em serviços religiosos nos dias de hoje.

O shofar não produz sons delicados como o clarim moderno, a trombeta ou outro instrumento de sopro, mas para os judeus, o shofar não é apenas um instrumento “musical”.

É um instrumento tradicionalmente sagrado.

Na tradição judaica, lembra o carneiro sacrificado por Avraham (Abrão) no lugar de Yitschac (Isaac) através da história da Akedá (amarração de Yitschac), lida no segundo dia de Rosh Hashaná. Wikipédia.

Com esse tema em minha cabeça, resgatei alguns momentos sublimes onde participei de Convocações Ritualísticas na AMORC – Antiga e Mística Ordem Rosa Cruz. Fiz parte da Equipe Ritualística e Iniciática laborando como Guardião Interno do Templo.

 Os sons vocálicos emitidos possuíam vibrações que nos transportava ao patamar mais elevado do Universo.

Os Sons Vocálicos harmonizam os ambientes. Nos ensinamentos da AMORC aprendemos que se entoa “à plena voz” sem que nos preocupemos com a qualidade da mesma, uma vez que as vibrações dos nossos pensamentos são recebidas pelo Cósmico, responsável por produzir resultados específicos, desde que todas as condições estejam atendidas. Como no som do shofar!

Google – Imagem – Mantras e Sons Vocálicos

Os movimentos dos céus não são mais que uma eterna polifonia.

Harmonices Mundi (1619), Kepler.

Pesquisando no excelente site do Portal do Astrônomo sobre as Leis de Kepler, esbarrei com a conclusão filosófica e metafísica:

A diversidade dos fenômenos da Natureza é tão vasta e os tesouros escondidos no Céu são tão ricos precisamente para que a mente humana nunca tenha falta de alimentos.

Mysterium Cosmographicum (1596), Kepler.

Mas o que corrobora o assunto em questão é a 3ª Lei, relacionando os sons produzidos pelos diversos planetas. Concluindo que os planetas mais longínquos eram mais lentos, Kepler entendeu que os sons produzidos seriam mais graves à medida que a distância ao Sol aumentava.

Kepler deduziu os intervalos musicais produzidos por cada planeta. Para ele, a melodia produzida por cada planeta não era uma sequência de notas distintas, mas sim um único som eterno, a variar continuamente entre o mais grave e o mais agudo, como o som produzido por um violinista deslocando continuamente o seu dedo, sem o levantar, sobre a corda do seu violino.

Enquanto vou teclando minha lavra, num quase silêncio, pensando no tutu emitido pelo shofar do Pitz Pun, cujo pai dele acha que já é Gadol, me dou conta de que existe som no silêncio. Tudo é sonoro na natureza. Fui andar na chuva e escutei os pingos d´água jorrando e emitindo sons diferenciados, dependendo da superfície em que caíam. Ontem, antes de cair no sono, o silêncio era tanto que meus ouvidos escutavam meus pensamentos. “Durma com um barulho desses”! Sim! Conforme nosso estado de espírito até o “barulho” pode ser sonoramente agradável. Se nós estamos irritadiços, qualquer “triscar” sonoro nos incomoda!

Cantando Simon e Garfunkel:

Olá escuridão, minha velha amiga…

Eu vim para conversar com você novamente…

Por causa de uma visão que se aproxima suavemente… Deixou suas sementes enquanto eu estava dormindo…

E a visão que foi plantada em minha mente…

Ainda permanece…

Dentro do som do silêncio…

Em Música Nas Esferas – Espaço de Reflexão Sobre Questões Musicais lê-se o seguinte:

Amphion, filho de Júpiter e Antíope. Quando se torna rei de Tebas, quer fortificar a sua cidade construindo uma muralha à sua volta. O seu talento musical era de tal forma que, ao cantar, as pedras se deslocavam ao ritmo da voz, marchando para as suas posições na fortificação. Talvez seja a mais antiga referência escrita à importância do ritmo como elemento primordial da música.

“Isso é música para meus ouvidos”!

Para Ludwig van Beethoven, não foi só em seus ouvidos que a música se perpetuou.

Sublime Som das Esferas!

Em Viena surgiram os primeiros sintomas da sua grande tragédia. Foi-lhe diagnosticado, por volta de 1796, estando com seus 26 anos de idade, a congestão dos centros auditivos internos, o que lhe transtornou bastante o espírito, levando-o a isolar-se e a viver grandes depressões.

“Devo viver como um exilado. Se me acerco de um grupo, sinto-me preso de uma pungente angústia, pelo receio que descubram meu triste estado. E assim vivi este meio ano em que passei no campo. Mas que humilhação quando ao meu lado alguém percebia o som longínquo de uma flauta e eu nada ouvia! Ou escutava o canto de um pastor e eu nada escutava! Esses incidentes levaram-me quase ao desespero e pouco faltou para que, por minhas próprias mãos, eu pusesse fim à minha existência. Só a arte me amparou!”.

Ludwig van Beethoven, in Testamento de Heilingenstadt, a 6 de Outubro de 1802.

Assim:

Pessoas escrevendo canções

Que vozes jamais compartilharam

E ninguém ousava

Perturbar o som do silêncio…

Ludwig van Beethoven já escutava no futuro as notas de Simon e Garfunkel

O Som do Silêncio! Sublime Som das Esferas!

“Tão Longe de Mim Distante”

“Tão Longe de Mim Distante”

Busca incessante! Quando estudante em São Paulo a saudade de Campinas, do seu pai e da sua namorada Ambrosina, moça da família Correia do Lago, Carlos Gomes escreveu em 1859 essa joia que se chama “Quem sabe?” de uma poesia de Bittencourt Sampaio, cujos versos “Tão longe, de mim distante…” são cantados até hoje.

Carlos Gomes tinha oito anos de idade quando sua mãe, Maria Fabiana Jaguari Cardoso, que ele chamava simplesmente “Nhá Biana”, foi em plena rua assassinada a facadas, sem que se conseguisse saber a razão do crime e quem era o criminoso.

Para fugir um pouco dos temas que falam sobre política, procurei algo mais sublime, embora triste, considerando a violência que se pratica contra as mulheres no decorrer dos tempos. Mas o amor sempre vence as agruras da maldade. O princípio do precipício é propício ao mergulho do orgulho! Apesar da severidade da Lei Maria da Penha e do maior investimento em políticas públicas, o índice de homicídios de mulheres continua alto, fazendo do Brasil o sétimo colocado em lista que contabiliza assassinatos de mulheres em 84 países.

As diversas culturas esparramadas pela face do globo terrestre, com respeito e desrespeito às mulheres, não unificam posturas e condutas semelhantes.

O Líbano, por exemplo, uma sociedade moderna convive com costumes medievais. Lá, as mulheres, depois do casamento, passam a ser propriedade dos maridos e podem ser agredidas, presas e até estupradas sem ter a quem recorrer. Será que voltamos dois mil anos no tempo? Não exatamente. Estamos em 2014 no Oriente Médio e muitos homens ainda agem como sultões, em um mundo que eles acreditam que mulheres existem para servi-los.

Segregação, maus tratos, mutilação de órgãos genitais, estupros, tortura dentro de casa, divórcios desejados pelas mulheres, mas dificilmente alcançados e crimes de honra em que o marido assassino sai praticamente impune.

No Brasil, até que ponto a Lei Maria da Penha deixa de ser aplicada em virtude do comportamento das próprias vítimas, que resistem em denunciar seus agressores?

Apesar da maior atenção dada nos últimos anos à violência contra mulheres e meninas, esta ainda se mantém em níveis “inaceitáveis”, segundo a OMS, que considerou insuficientes os esforços feitos.

Em todo o mundo, entre 100 e 140 milhões de mulheres jovens e adultas sofreram mutilações genitais, e cerca de 70 milhões de meninas se casaram antes dos 18 anos, frequentemente contra a sua vontade, enquanto 7% das mulheres correm risco de serem vítimas de estupro ao longo da vida, destacaram os autores destes estudos.

De forma geral, a exploração sexual infantil trata-se do abuso sofrido por uma criança a qual, por vários fatores, como situação de pobreza ou falta de assistência social e psicológica, torna-se fragilizada.

Triste realidade…

Em tempos mais remotos o SEXO também foi distorcido.

As fontes sobreviventes oferecem um importante número de histórias a respeito de Calígula que ilustram a sua crueldade e a sua demência.

As fontes contemporâneas, Fílon de Alexandria e Sêneca, o Moço, descrevem o imperador como um demente irascível, caprichoso, derrocador e enfermo sexual.

O imperador era acusado de alardear em se acostar com as mulheres dos seus súditos, de matar por pura diversão, de provocar a fome ao gastar demais dinheiro na construção da sua ponte, e de querer erigir uma estátua de si mesmo no Templo de Jerusalém com o objeto de ser adorado por todos.

Antiga moeda romana com a gravura de Calígula. O reverso representa as três irmãs de Calígula, Agripina, Drusila e Júlia Lívila, com as quais se rumorejou que o imperador manteve relações incestuosas.

Após verificar a existência dessas “culturas” indevidas e injustas referentes ao sexo feminino, eu deixo minha homenagem ao poeta Bittencourt Sampaio e a Antônio Carlos Gomes, que foi o mais importante compositor de ópera brasileiro. Destacou-se pelo estilo romântico, com o qual obteve carreira de destaque na Europa. Foi o primeiro compositor brasileiro a ter suas obras apresentadas no Teatro Alla Scala.

Quem Sabe – Carlos Gomes

Tão longe de mim distante

Onde irá, onde irá teu pensamento

Tão longe de mim distante

Onde irá, onde irá teu pensamento

Quisera saber agora

Quisera saber agora

Se esqueceste, se esqueceste

Se esqueceste o juramento.

Quem sabe se és constante

Se ainda é meu teu pensamento

Minh’alma toda devora

Dá a saudade dá a saudade agro tormento

Tão longe de mim distante

Onde irá onde irá teu pensamento

Quisera saber agora… Se esqueceste

Se esqueceste o juramento!

O Gato Preto Não Cruzou a Estrada…

O Gato Preto Não Cruzou a Estrada…

Acordei muito azedo! Mas muito azedo mesmo!

Saco cheio! Mas muito cheio mesmo!

Faz três dias que me visto todo de preto.

Elegante cor, principalmente para os gordos. Dizem que emagrece. E é verdade. Chama-se correção ótica. Ao contrario do que os gregos faziam nas colunas abauladas para serem vistas esguias de longe.

Quando contei para minha mulher que havia recebido alguns elogios sobre minha última escrita, fruto de elaborada lavra de boa verve, ela comentou sentada no computador dela: “Eles mexem com a sua vaidade, massageiam o seu ego, né?”.

Respondi fingindo ser humilde e resignado: É natural sentir-se bem quando o seu trabalho é reconhecido! Bufando…

Ela: “Han… han”.

Saímos, eu, ela e minha sogra para almoçarmos num shopping que tem livraria também. (todos tem né? Animal!).

Só faltava o gato preto cruzar a estrada!

Bufando…

Comi rápido e enquanto elas foram chupar sorvetes, fui ver livros.

Esbarrei de cara com um que me hipnotizou.

Meu avô estudava hipnose e chegou ao grau superior da letargia.

Da Editora Resson, “O Filho DO HIPNOTIZADOR e outras histórias de estranhas pessoas” do, ainda não conhecido meu Dennis D, eu abri na página certa para um bufante de preto que procurava chutar qualquer gato preto que cruzasse a estrada.

“A Puta Que Não Pariu” era o título da historieta.

Por sinal, muito boa como às outras do livro.

Bufando… Comprei!

Não vou contar para não tirar a graça da surpresa.

Ali me identifiquei com o autor, até mesmo pelo vicio do computador.

Estou escrevendo por quê?

No prefácio, o autor já manda forte.

“Escrever é revelar-se”. “Por isso, talvez, já disseram que toda escritura – como ofício ou como arte – é apenas uma das muitas faces do exibicionismo humano.”

“Não sei se há vício e vulgaridade em toda escritura, mas sei que lidar com as palavras atrai fantasmas de sentimentos, fantasmas de emoções assustadoras que vagueiam por aí, nos desvãos da quarta dimensão, à procura de um ser humano que esteja com a caneta entre os dedos ou, como é o meu caso, diante de um computador”.

Já gostei muito do autor. Ele diz exatamente o que eu quero dizer.

Porra! Mas é ele quem está dizendo!

Será que ele vai dividir comigo a massagem no ego?

Sei lá.

A verdade é que parece ser uma transmutação fantasmagórica entre bruxos que sentem as mesmas coisas, como:

“Acreditem, mostrar a bunda na janela pode ser menos constrangedor do que expor, em letras, as entranhas da própria sensibilidade”.

Para não ficar enchendo a bola do autor, demasiadamente, fui checar meus e-mails.

Minha amiga Martha Schulman, grande incentivadora das minhas peraltices grafimontadas, enviou algo que mexeu com a elucubração em questão.

Chama-se “REMOVENDO AS VENDAS”.

No inicio pensei tratar-se de coisas ligadas ao comercio, lojinhas, barganhas e outras gambiarras.

Muito mais que isso!

Mensagem do YEHUDABERG, onde diz:

“Você já escutou de algum amigo, ou talvez até de alguém que não seja seu amigo, que existe alguma coisa na sua personalidade de que eles não gostam? Na maioria das vezes, quando alguém aponta traços negativos em nós, que não tivemos o mérito de enxergar sozinhos, discordamos imediatamente.”

Meu azedume foi passando com o passar dos pássaros passarinhando.

Comecei a resignação. Li mais adiante e compreendi.

“Quanto mais abertos estivermos à crítica, tanto mais poderemos remover as vendas de nossos olhos e começar a mergulhar em nosso verdadeiro trabalho espiritual.”

Não se tratava de vendinhas, lojinhas ou gambiarras.

Uma das amigas incentivadoras do meu ego é a Alegre Bromfman, querida Ageh para nós.

Como tenho o habito de citar nomes, não poderia deixar de homenagear meu dileto amigo Luiz Orestes Gavazzoni, Juan Campesino e outros bruxos mais, que entra em nova primavera.

Parabéns grande figura!

Não vá se lambuzar Luigi. Só pode ir brincar na piscina de bolinhas!

Já não estou tão azedo mais.

Uma rosa mística para os leitores, leitoras e para o Luigi um presente de esperança e carinho.

Pouco me importa ser escravo.

“O homem é dono do que cala e escravo do que fala.”

“Quando Pedro me fala sobre Paulo, sei mais de Pedro que de Paulo.”

Sigmund Freud.

Assim vocês vão continuar sabendo mais de mim do que os de quem falo.

Vestido de preto. CRUZEI A ESTRADA DO GATO PRETO!

KKK! Dei um pulo no gato!

O Gato Preto Não Cruzou a Estrada.

Melhor ainda, NÃO SUBIU NO TELHADO!

Tô de olho em você!

Já não estou tão azedo mais.

Mas com saco cheio ainda.

Recebo pela internet, diariamente, o Bom Dia Hoje do Professor e Aprendiz da Vida Sigmar Sabin.

No inicio das suas mensagens sempre tem o Pensamento para um Bom Dia HOJE:

“Os anos deixam rugas na pele, mas a falta de entusiasmo deixa rugas na alma”.

(Michael Lynberg)

Pensei… Rugas na pele! Huum… Bufo!

…Rugas na alma!…Huum… Bufo dois!

Pelo menos com saco cheio as rugas não aparecem lá!

Dei um tempo para assistir o Jornal do meio dia.

Ânsia de vomito olhando para a cara do Lewandowski.

A sorte é termos o Batman.

A sorte maior ainda é termos o Joaquim Barbosa.

Já não estou tão azedo mais.

Mas com saco cheio ainda.

Fazendo enxerto em texto que comecei trésontonte, essa página tinha ficado em branco.

Vou escrever nela.

Antes vou comer um chocolate… Diamante Negro é claro!

Ops… É escuro!

Vá fazer frio assim lá na PUTA QUE NÃO PARIU!

Trocando olhares com minha mulher que estava sentada teclando em seu escritório ao lado do meu, nos comunicamos por e-mail. Disse, no olhar, que iria “turbinar” esse texto. Entendemo-nos bem só de olhar.

A página já não está mais tão branca.

O Luigi, que é responsável por tudo isso ir ao ar, disse que ia voltar para os braços do Orfeu!

Respondi usando o autor de O Filho DO HIPNOTIZADOR:

“Ao sobreviver uma fadiga literária, só nos resta um caminho: dormir um pouco, preferencialmente em horários indevidos, para estimular novos sonhos e esvaziar velhas melancolias”. “Não há muito mais o que fazer, nem seria prudente tentar quaisquer outras soluções”.

Dennis D.

Orfeu, Plutão e Perséfone, de François Perrier

 

Mais tarde eu dou um grito para ele: Acorda aí Mané!

Vamu que Vamu!

Sem rugas na pele, na alma e no saco.

Sem puta parindo nem gato preto não cruzando a estrada!

Como ainda não escureceu, vou continuar preenchendo estas páginas em branco.

Desci para assistir a sessão da tarde.

O filme era “The Good Witch” com Catherine Bell.

Google

Gata preta que pula no capô do carro do policial já no inicio do filme.

Isso é um sinal!

Vou comprar o bilhete do gato… Ou da gata!

Pô! A página continua em branco?

Acho que vou contratar alguém da área de informática para me tirar dessa escuridão!

Paradoxo? Página em branco na escuridão?

Não!

Ainda não escureceu. Já estou com essa cara.

Google – Jean Luc-Godard

Que saco né?

Sem rugas.

Estou parecendo àquelas figuras na rede social “face book”. Elas ficam postando o tempo todo o que estão fazendo.

“Agora vou ao cinema”; “Agora vou ao restaurante tal”; “Agora vou fazer xixi”; “Agora vou fazer coco”!

QUE NOJO!

Minha mulher chegou e foi tomar banho. Disse que o cabelo estava grudento. Contei que eu estava “turbinando” o texto.

Ela disse que já estava muito bom, pra que mexer? Respondi que “muito bom” é muito menos do que pretendo.

Quero que fique muito mais que apenas “muito bom”.

Está começando escurecer e não sinto vontade de parar de escrever.

Vou escrever mais quatro páginas e parar. Não sei se paro ou não!

Depois vou ao meu psiquiatra.

Tchau!

Já pensaram no EDGAR ALLAN POE contratando a Cléo Pires para um filme de terror?

O GATO PRETO

Para a muito estranha embora muito familiar narrativa que estou a escrever, não espero nem solicito crédito. Louco, em verdade, seria eu para esperá-lo, num caso em que meus próprios sentidos rejeitam seu próprio testemunho.

Contudo, louco não sou e com toda a certeza não estou sonhando. Mas amanhã morrerei e hoje quero aliviar minha alma. Meu imediato propósito é apresentar ao mundo, plena, sucintamente e sem comentários, uma série de simples acontecimentos domésticos. Pelas suas consequências, estes acontecimentos, me aterrorizam me torturaram e me aniquilaram. Entretanto, não tentarei explicá-los. Para mim, apenas se apresentam cheios de horror. Para muitos, parecerão menos terríveis do que grotescos. Mais tarde, talvez, alguma inteligência se encontre que reduza meu fantasma a um lugar comum, alguma inteligência mais calma, mais lógica, menos excitável do que a minha e que perceberá nas circunstâncias que pormenorizo com terror apenas a vulgar sucessão de causas e efeitos, bastante naturais.

EDGAR ALLAN POE – FICÇÃO COMPLETA – CONTOS DE TERROR, MISTÉRIO E MORTE.

Isso sim é terrorismo!

FICÇÃO COMPLETA

Aqui está a Gata Que Não Pariu e a Puta Que Não Atravessou a Estrada!

Meu humor melhorou consideravelmente.

O GATO PRETO NÃO CRUZOU A ESTRADA!

A PUTA QUE NÃO PARIU!

E SOU NETO DE HIPNOTIZADOR!

O Gato Preto Que Não Cruzou a Estrada…

Encontrou… Achou…

A namorada…

Amou…

 

O Despertar dos Magos

O Despertar dos Magos

Hoje eu acordei com esta frase no pensamento. Ao despertar o “Tico e o Teco”, dei-me conta de uma infinidade de coisas que estava povoando grande espaço em minha mente. Poucos dias antes do falecimento do meu pai, minha mãe emprestou-me um livro. Zanoni! Era o nome do meu progenitor.

Do autor Sir Edward Bulwer Lytton, é um dos mais célebres textos da literatura esotérica. Romance iniciático ambientado no século XVIII. Conta história de dois Rosacruzes, Mejnour e Zanoni, últimos sobreviventes da augusta Fraternidade Rosacruz. O enredo gira em torno da transmissão da iniciação a dois discípulos, Clarence Glyndon e Viola. O primeiro, Mejnour, tenta iniciar Clarence Glyndon nos segredos da natureza. A senda que ele propõe é árida; é a senda do estudo, que requer ascese. O caminho que propõe o segundo Rosacruz, Zanoni, é o do amor. É para esse caminho que ele conduz Viola, pensando que, como ela é mulher, só pode ter acesso à iniciação pela maternidade.  Com um Brasil em crise moral e outras intemperanças políticas em tempos de eleições para escolha do mandatário da nação, lembrei-me do meu pai que passou recentemente pela transição da matéria.

Deixou alguns legados com relação às Leis.

Como estudante de metafísica, durante boa parte das minhas buscas e inquirições, lembrei-me de outro livro que havia lido em tempos mais remotos. O Despertar dos Mágicos (no original em francês, Le Matin des Magiciens) é um livro escrito em 1960 por Louis Pauwels e Jacques Bergier, descrevendo vários fenômenos paranormais. O seu conteúdo abrange temas tão diversos como a alquimia, sociedades secretas, civilizações perdidas, o estranho, as religiões e as ciências ocultas ou esotéricas, com base em provas antigas (como o Mar Morto), livros de pesquisa de autores reconhecidos ou não, revistas e livros sobre ficção científica ou literatura de fantasia.

O tema central deste livro é baseado na ideia de que uma quantidade de conhecimentos científicos e técnicos, alguns dos quais são de civilizações extraterrestres, têm sido mantidos em segredo durante longos períodos da história, e que o homem é chamado para se tornar um super-homem.

Para os autores, a fantasia não é a ocorrência do impossível, mas uma manifestação das leis naturais quando eles não são filtrados através do véu do sono intelectual, pelos hábitos, preconceitos, do conformismo.

A humanidade está enferma. Há conflitos em todos os pontos cardeais. O Brasil foi transformado em dois. Rachado ao meio, literalmente, em partes quase simétricas na geografia e destemperada na qualidade.

ENFERMIDADE POLITICA NACIONAL

Se, em termos clínicos, se situassem os problemas da política nacional, tão distante de ser bem qualificada, concluiríamos pela existência de uma síndrome. Isto é, de um grupo conexo de sintomas. E certamente iniciaríamos o quadro desta síndrome pelos evidentes sinais de hipertrofia da moral, do caráter, da honra, da honestidade e do respeito a si próprio. É o crescimento vertiginoso, irregular e patológico da CORRUPÇÃO. O Brasil está doente! Doenças genéticas raras custam bilhões de reais aos cofres públicos. As doenças de DDL (Doença de Deposito Lisossômico) em minha opinião podem se transformar em DDB (Doença de Deposito Bancário), ou seja, ninguém quer mais utilizar os Bancos para operações financeiras. É mala e pacote para todos os lados! Se o País falasse, diria em seu pronunciamento: “Sentia muita fraqueza, além de um problema grave de inchaço no baço”. Neste caso especifico existe relação com a Doença de Gaucher, que também causa aumento do fígado, anemia e dores nos ossos, que podem evoluir para fraturas. Mas não para por aí. O Brasil possui também a Doença de Fabry, que afeta o cérebro, o coração e os rins.

Nosso País está com a deficiência das enzimas galactosidade e glicocerebrosidade.

Ambas são responsáveis por eliminar gorduras.

Os problemas mais comuns instalados em Brasília são:

 Insuficiência renal. Enfarte do coração. Derrame com idade precoce. Anemia. Dores nos ossos, que podem evoluir para fraturas… E superfaturas!

 CORRUPÇÃO QUE PODE LEVAR A ÓBITO NOSSO SISTEMA DEMOCRÁTICO.

ORDEM E PROGRESSO

Acima do semiarco da bandeira nacional que brada a escrita ORDEM E PROGRESSO existe apenas uma estrela. Estrela branca de cinco pontas. Límpida, lúdica e leve. Linda e pura. Nunca foi vermelha. O pentagrama é místico e representa a quintessência. Leonardo da Vinci criou o ícone do homem dentro do circulo, com os braços e as pernas estendidas, para simbolizar os cinco pontos místicos e metafísicos que representam geometricamente a união da alma com o Criador. Cânone dimensional que mostra a grandeza do individuo perante as hostes divinas. Alguém, vindo do inferno, pintou esta estrela de vermelho e tomou conta da nação. Sem dúvida é o inicio do fim dos tempos. O caos está instalado. Onde está o Areópago? Um bom governo deveria inteirar-se de todo conhecimento humano possível de alcançar, assim como praticar as virtudes que devem dotar o coração e a mente do homem. Alguém, vindo do caos, que pintou a estrela de vermelho, certamente não enche a imensidade com sua luz. Está escrito também, “Combatei a mentira, onde quer que esteja, procurai destruir o erro e derrotar as paixões que desolam a humanidade”. Alguém, vindo do inferno, comanda nossa nação. O governante ideal para nosso país “nunca poderá submeter-se ao despotismo material ou intelectual, que tanto usurpa o poder como prende as consciências e agrilhoa o livre pensamento”. “Deverá ser sempre um apóstolo da Verdade e dos direitos do homem; ajudar aos fracos, pequenos e oprimidos; pregar pelo exemplo e instruir pela palavra; ser prudente, discreto, firme na fé, modesto e recatado nos atos externos”. Alguém, vindo do inferno, não possui estas características.

Para resgatar a ORDEM E PROGRESSO há premência na retirada de alguém vindo do caos.

DESPERTAI LOGO! Ó MAGOS DO BRASIL!

Hier encore…

Hier encore…

Carlos Bastos e sua Arte.

Como escreveu o crítico de artes Roberto Pontual:

Carlos Bastos (1925 – 2004).

“Baiano por origem e convicção, permanece por trás de toda a sua pintura essa atmosfera mágica de uma cidade carregada de história, lendas e luminosidade. Como disse Di Cavalcanti, significativos são os anjos de Carlos Bastos, suas negras e seus negros, seus meninos abandonados, suas freiras amorosas, suas portas abrindo-se para mundos de orgias tristes, suas janelas escondendo alcovas traiçoeiras, suas velas aladas deslizando pelo mar azul da Bahia, levando barcos de sonho com pombos e estatuas.”

Quando pedi ao Jorge Amado para fazer a apresentação da minha exposição de desenhos, ele, humildemente, disse que escreveria com muito prazer. Enquanto ponderávamos sobre o assunto, em boa prosa numa tarde em Itapuã, ele pensou na possibilidade de convidar o seu vizinho de casa (belas mansões), o pintor Carlos Bastos, já que se tratava de pintura e desenho. Não era assunto de literatura. Achei a ideia excelente e fomos bater na casa do vizinho. De “bate pronto” o “mago do pincel”, com a expressão facial que lhe era peculiar- “bruxo”, Carlos Bastos aceitou o nosso convite.

Assim ele escreveu a apresentação acima mostrada.

Passou pela transição em 2004 aos 79 anos.

De estilo requintado, dedicou-se à pintura antropológica, arquitetônica e onírica produzindo uma grande quantidade de quadros de temática surrealista usando como modelo as festas e o povo da Bahia. Ingressou na Escola de Belas Artes da Bahia em 1944 e foi aluno de três grandes pintores baianos. João Mendonça Filho, Raimundo Aguiar e Alberto Valença. Dois anos depois foi estudar no Rio de Janeiro com Iberê Camargo. O amigo e escultor Mário Cravo Júnior convidou-o para aperfeiçoar sua técnica nos Estados Unidos em outubro de 1947. Em Nova York, Bastos frequentou a Art Student League.

Hier encore…

Mes amis sont partis et ne reviendront pas…

Teve também o meu amigo de fé, camarada, bom de “boleia” Dino Almeida.

No dia 25 de abril de 2001, faleceu em Curitiba, o grande jornalista e colunista do Paraná – Dino Bronze de Almeida, mais conhecido como Dino Almeida.

Quando chovia, e saíamos de carro, os motoristas “curitibenses” tinham o cérebro reduzido para o tamanho de uma “titica de galinha”, dizia-me o Dino, irritado com as barbeiragens no trânsito. Foi mais que um amigo. Foi meu Padrinho nas artes plásticas.

Houve meses seguidos em que ele me promoveu na sua coluna da Gazeta do Povo.  Era uma época em que eu fazia “portrait”, retratos de belas mulheres da sociedade paranaense. Fiz até das suas escudeiras. Nadinha e Nadyesgge Almeida. Ele era um grande astral.

Nadinha – Aquarela líquida sobre papel. Marco Alzamora.

Nadyesgge – Marco Alzamora.

No concurso Glamour Girl as meninas ficavam “assanhadas”. Tempo bom!

Nadyesgge lembra que as mulheres ficavam tão alvoroçadas com o concurso que chegavam a marcar hora em cabeleireiros com um ano de antecedência. “No dia seguinte ao concurso elas já ligavam para garantir o horário do ano seguinte. Era uma coisa louca!”.

Vida e Cidadania – Gazeta do Povo.

Era assim o meu saudoso amigo… Até em projetos de arquitetura ele me prestigiava…

Centro Internacional de Tecnologia de Software. CIC.

Ubiratan, Dino Almeida e Eurico Budolla – ulustosa.com.

Nadinha-Fiel Escudeira e Dino… Saudades! Lindos!

Hier encore…

Mes amis sont partis et ne reviendront pas…

Na Bahia, me deram régua e compasso…

Revitalização urbana para comemoração dos 500 anos.

Essa Bahia me deu bons amigos. Quando fui para a Europa, recebi uma carta do saudoso Osmar Sepúlveda. Ele estava mandando anexa uma carta de apresentação me recomendando à OEA – Organização dos Estados Americanos sediada em Paris.

Dizia assim:

Sr. Marco Alzamora

55, Galerie des Baladins

38.100 – Ville Neuve – Grenoble – France.

Salvador, 18/03/83

Amigo Marco,

Estou lhe remetendo juntamente com esta, a carta de apresentação à OEA. Espero portanto estar cumprindo uma promessa, o que para mim é de muita satisfação. Estou desejando que você consiga cumprir o curso e caso eu possa fazer alguma coisa a mais é só escrever para o meu endereço: Rua Território do Guaporé 363, apto. 302, Pituba, Salvador – BA.

Você ficando por aí a gente pode jogar o “baba” (futebol no campinho de grama) com mais calma e a bola corre de um para outro com mais frequência, não tem quem monopolize lá na frente. (sacanagem do Osmar, dizendo que eu não passava a bola). Vê se aprende aí com os europeus a soltar a bola. Se quiser eu faço uma carta de apresentação para um time desses aí da França e você faz um estágio, aprendendo não só a soltar a bola quanto a outras coisas, tais como fazer gol.

Chegamos a Revitalização urbana para comemoração dos 500 anos.
Essa Bahia me deu bons amigos. Quando fui para a Europa, recebi uma carta do saudoso Osmar Sepúlveda. Ele estava mandando anexa uma carta de apresentação me recomendando à OEA – Organização dos Estados Americanos sediada em Paris.
Dizia assim:
Sr. Marco Alzamora
55, Galerie des Baladins
38.100 – Ville Neuve – Grenoble – France.
Salvador, 18/03/83
Amigo Marco,
Estou lhe remetendo juntamente com esta, a carta de apresentação à OEA. Espero portanto estar cumprindo uma promessa, o que para mim é de muita satisfação. Estou desejando que você consiga cumprir o curso e caso eu possa fazer alguma coisa a mais é só escrever para o meu endereço: Rua Território do Guaporé 363, apto. 302, Pituba, Salvador – BA.
Você ficando por aí a gente pode jogar o “baba” (futebol no campinho de grama) com mais calma e a bola corre de um para outro com mais frequência, não tem quem monopolize lá na frente. (sacanagem do Osmar, dizendo que eu não passava a bola). Vê se aprende aí com os europeus a soltar a bola. Se quiser eu faço uma carta de apresentação para um time desses aí da França e você faz um estágio, aprendendo não só a soltar a bola quanto a outras coisas, tais como fazer gol.
Chegamos a conclusão: Antônio Carlos Magalhães e João Durval vão dividir o governo da Bahia – ACM decide, João Durval despacha com os secretários de ACM (são os mesmos) que executam. Joacy (Góes) critica na Tribuna (Jornal Tribuna da Bahia) e os demais pagam impostos, você aprende a jogar bola e TUDO BEM!

Conte comigo. Um abraço. Assinado. Osmar Sepúlveda.

Osmar Sepúlveda: professor que deixa saudades. Bahia em Pauta. Faleceu em 29/05/2011

Nascido na cidade de Serrinha, Sepúlveda foi professor da Faculdade de Ciências Econômicas da UFBA, por onde também se graduou, em 1973, e de onde foi aposentar-se aos 70 anos, embora ainda mantivesse a liderança do Núcleo de Estudos de Conjuntura, programa de pós-graduação da FCE. Ele era membro do Conselho Regional de Economia e um dos mais respeitados economistas do estado. Só para matar a curiosidade, o campinho de futebol era do tipo suíço, na casa do Alvinho em Piatã… Joacy é irmão do Jeferson Góes, casado com a Iara, nossa prima. Eram donos do Jornal Tribuna da Bahia (onde publiquei alguns artigos) e da Góes-Cohabita (hoje Góes Participações). Eu jogava um bolão… O papo do Osmar Sepúlveda era de inveja. O Jeferson e o Joacy podem confirmar. Nessa época fui secretário executivo do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Salvador. Como no filme “Matadouro Cinco ou a Cruzada das Crianças” (Título original, Slaughterhouse Five or the Children’s Cruzade …) de Kurt Vonnegut, viajo no passado, no futuro e no presente, sem necessariamente cumprir cronologias.

Hier encore…

Mes amis sont partis et ne reviendront pas…

Aqui em Curitiba tenho ótimas lembranças do Renato Schaitza. Meu ex-sogro e muito bom de “caneta” (pena).

Penso que ele escrevia até dormindo. Acho que quando escrevo hoje, procuro um pouco do Renato ontem…

Dava gosto de ler… De prosear… Era bom de papo também. Curtidor sabia aproveitar a vida com humor e sabor. Saboreava até mesmo sua própria culinária.

Renato Schaitza, Otávio, Alfredo e Renata (meu neném).

As crianças já cresceram. Herdaram a veia poética e literária do avô. Nossas conversas, embora não fosse cotidianas, eu morava no Tocantins, eram sempre com pitadas de temperos deliciosos que davam gosto de escutar mais do que falar. Mas ele gostava que a gente provocasse o papo. Brincava que não podia usar bermuda muito curta… “A glande incômoda”! kkk.

Saul Schulman – Foto cedida pela Silvia Heller.

Boas lembranças também dos meus saudosos amigos, Saul Schulman e Felipe Bromfman. O primeiro, figuraça querida, me passou um trote pelo telefone durante 20 minutos, logo que eu e Sandra nos mudamos para a Rua São Pedro, no Cabral. Atendi ao telefone e a “pessoa” do outro lado da linha se apresentou como Presidente da Associação de Tranca do Alto Cabral. Disse que queria dar boas vindas aos novos moradores do bairro. Quando estava começando a novela das oito, a “pessoa” disse que precisava desligar. Daí… Descobri que era o Saul. Era noveleiro militante. Morremos de rir. Saudades!

Mes amis sont partis et ne reviendront pas…

Com o Felipe, fiquei com uma frase na cabeça que ele disse em uma das reuniões do Grupo Apoio (amigos que ajudavam o Instituto dos Cegos). Estávamos fazendo uma brincadeira. Cada um tinha que falar algo sobre alguém do grupo.  Perguntaram ao Felipe: “O que a Alegre (esposa) é para você”?

Olhou para todos… Pensou… E disse: “Ela é a minha gostosa”.

Embora todos rissem, foi uma linda manifestação de amor e carinho. Saudades!

…Ontem ainda

Eu tinha vinte anos

Mas perdi meu tempo

A cometer loucuras

O que não me deixa, no fundo,

Nada e realmente concreto

Além de algumas rugas na fronte

E o medo do tédio

Porque meus amores

Morreram antes de existir

Meus amigos partiram

E não mais retornarão

Por minha culpa

Criei o vazio em torno a mim

E gastei minha vida

E meus anos de juventude

Do melhor e do pior

Descartando o melhor

Imobilizei meus sorrisos

E congelei meus choros

Onde estão agora

Meus vinte anos?

Charles Aznavour

Hier encore…

Mes amis sont partis et ne reviendront pas…

Assim… Me transfiguro no movimento ectoplasmático da essência vital para, no instante sublime, mostrar a excelência da criação! 

Estava sentado na praia…

Estava sentado na praia… Comendo maracujá… E agora José…?

O MUNDO NÃO ACABOU!

O Fritz que me desculpe… Mas eu estava sentado na praia… Comendo maracujá… Veio um peixinho e me disse… Joga um pouquinho pra cá…

Foi assim que aprendi a musiquinha. Hoje tem muitas versões. O tempo passa e muitas coisas não são preservadas conforme deveriam. Antigamente dava para ficar sentado na praia, chupando maracujá. Ou comendo… Sei lá! Teve época que não existia congestionamento.

Google – Imagem

Do Rio a Guarujá… Dava para comer maracujá!

Google – Imagem

Esse personagem da foto acima comeu bastante maracujá… Ficou calminho… Calminho!

Como era dado a projeções de vidências avançadas, se irritou tanto que criou a Teoria da Relatividade.

Imagina se estivesse passando as festas de final de ano no litoral do Paraná! Talvez não procrastinasse sobre a bomba atômica!

Meu irmão estava em Guaratuba. Enviou várias mensagens por todos os meios de comunicação eletrônicos… Até sinal de fumaça tentou… Como os índios faziam para se comunicar.

Chegou a ir para estrada e desistiu. Voltou para casa esperar que diminuíssem as horas de espera. Três horas no Ferry e trinta quilômetros em Garuva. Nem maracujá acalma almas atormentadas pelos congestionamentos. Ele conta que na noite da virada, os funkeiros emitiram ondas sonoras perfuradoras de tímpanos. Grrr…

Acho mesmo que nem o maracujá de hoje é o maracujá de antigamente. Já vem de gaveta. Enfim, não dá para brecar o crescimento vertiginoso por que passam os conglomerados urbanos.

Muitos veranistas estavam ansiosos pela espera das definições dos novos secretariados das prefeituras de Curitiba e de outros municípios paranaenses.

Nem maracujá acalmava a expectativa. Alguns foram contemplados… Outros não! Uns exonerados… Outros não! Assim caminha a humanidade. Cada criatura que procurava descanso e relaxamento na temporada de recesso carregava uma esperança de melhora para o ano que estava por vir.

Gustavo Fruet dando exemplo… Vai pedalar 4 anos!

E o ano novo começou! O litoral descongestionou. A megalópole se entupiu outra vez. O trânsito voltou a sangrar. Deveriam distribuir suco de maracujá para os motoristas… Se os peixinhos não tiverem comido todos lá no mar do sul.

No resto do Brasil… Varonil…

Google – Imagem

Sem comentário… E agora José?

Vai de ônibus ou vai a pé?

“As academias coroam com igual zelo o talento e a ausência dele”.

Carlos Drummond de Andrade

E o ano novo começou!
E agora, José?

A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
E agora, você?

Google – Imagem

Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama protesta,
e agora, José?

Poeta de rua. Postado por Malu Paixão – Google

A festa acabou…

A luz apagou… A lua apagou…

2013 começou!

Há quem diga que o número treze não é tão ruim assim…

E o José…

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio à utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

O poeta continuava bradando e o mundo inteiro… Sorrateiro… Chupando… Ou comendo… Maracujá.

Você já comeu maracujá? Essa é velha! Não vou repetir!

Verve boa de lavra limpa… Erudito de uma figa!

Passa ano e entra ano… Nenhum desengano! Sempre tem gente entrando pelo cano! Até no Corinthians tem mano!

Em artigo anterior falei sobre fazer 61 anos sem passar pelos 60. Superstições registradas por vivências de alguns. O número 13 também possui características de conotação azarada.

Por superstição, o número 13 é um número atribuído ao azar em muitas culturas. Devido a essa tradição é costume em alguns países não haver andares com o número 13 nos prédios.

Nas corridas de Fórmula 1, geralmente não existe o carro com o número 13.

No entanto, o número 13 por estar presente nos dias de calendário, é muito explorado pela Astrologia, e embora oculto na Astronomia, é também muitas vezes parte integrante de alguns símbolos.

Quem tem medo do número treze sofre de triscaidecafobia.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Comecei ler um livro de Markus Zusak, “O AZARÃO”. É o mesmo autor do Best-Seller “A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS”.  É o primeiro livro do autor, romance cujo protagonista tem um quê de autobiográfico.

Coincidentemente quando minha sogra estava me ensinando uma musiquinha em iídiche.

Mentchn zügen as ich bin a chlemazn…

wus zol ich tin… Wus zol ich tin…

Recorri ao meu amigo Szyja Lorber.

Szyja,

A Bina escreveu essa musiquinha e eu gostaria que você corrigisse o iídiche dela.

E qual a tradução?

Ele respondeu com excelência de propriedade:

Marco,

Primeiro quero dizer que não sou um conhecedor profundo do iídiche a ponto de poder traduzir textos. Mas este é relativamente fácil. Não há muito que corrigir na transliteração com letras latinas. Como você sabe, o iídiche usa o alfabeto hebraico. Apenas faria correção na palavra “chlemazn”, que, acredito, ela quis escrever “shlemazl” (que quer dizer sem sorte, azarado). Lembra-se da felicitação mazal tov? É hebraico e quer dizer, ao pé da letra, “boa sorte”.  O iídiche provém do alemão medieval (ou gótico) em cerca de 75% das palavras. Outras 20% são palavras derivadas eslavas (do polonês, russo, ucraíno e até checo) e cerca de 5% do hebraico.

 

Existem muitas palavras mistas, ou seja, de origem dupla, como shlemazl, com parte hebraica (mazal) e parte alemã (shlech – mal, má). Também não há muito que corrigir na pronuncia das palavras por causa dos chamados dialetos do iídiche conhecidos como poilisher (polonês) e litvaker (lituano), e alguns autores colocam o voliner (ucraniano e romeno). Essas diferenças se dão especialmente nas vogais. Mas, chega de aula. Vamos à tradução:

“As pessoas dizem que eu sou um azarado (a)”…

O que eu vou fazer… “O que eu vou fazer…”.

Fiquei cá pensando com meu “E agora José”…? Será que peço para o Szyja traduzir para o iídiche… Para o hebraico… Para o aramaico? Já pensaram os hebreus perguntando naquela época: “E agora Josef ou Yosef”?

Que cambada de Zé Mané! Né?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Doncôvim? Oncotô? Proncovô?

Enquanto estou escrevendo o Brasil vai crescendo. Brasil de muito José… Nem vou repetir os sobrenomes. Só resta perguntar:

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro, sua incoerência,
seu ódio – e agora?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, pra onde?

Google – Imagem

Quem sabe voltemos para a praia para comer… Ou chupar… Mais maracujá?

Nessa hora de recomeçar é preciso muita calma. Todo mundo quer acelerar para garantir seu espaço no universo. Hoje tem vidas paralelas, virtuais, cibernéticas. Vamos correr para o computador e acessar o Facebook… Vamos curtir e compartilhar. Vamos nos informar. É mais rápido que os periódicos convencionais. “Toma lá… Dá cá”! Até as campanhas políticas ganharam um espaço antes inexistente. Particularmente, acho muito bom. As broncas e acertos se dão da mesma forma que na vida real e material.

Mark Zuckerberg, criador do Facebook, não para de teclar!

O mundo não para de teclar!

Querem saber de uma coisa? Resoluto, depois de chupar ou comer muito maracujá e perambular pela urbe no retorno do feriado, resolvi levar o José para conversar com o Carlos Drummond de Andrade.

Aquele que disse:

“As academias coroam com igual zelo o talento e a ausência dele”.

Google – Imagem

Viva o Poeta…

Adeus Mariana!

Adeus Mariana!

O nome do Estado de Minas Gerais está indelevelmente ligado à mineração, sua primeira atividade econômica.

Nas matas mineiras vivia uma tribo indígena.

Os Bandeirantes deram o nome de Campos de Cataguá.

Quando os jesuítas mapearam a região, por volta de 1700, referenciaram o Quadrilátero Ferrífero com o nome Minas Gerais dos Cataguás.

Já foi Minas Gerais dos Goitacazes, Minas Gerais do Ouro Preto, Capitania de Minas Gerais, Província de Minas Gerais e hoje é só “uai sô”!

Doncovim? Oncotô? Proncovô?

Responsável por aproximadamente 45% da produção mineral brasileira possui grandes reservas de minério de ferro, ouro, diamante, fosfato, zinco, alumínio, calcário e rochas ornamentais.

Maior produtor mundial de nióbio, mineral de larga utilização na indústria com propriedades supercondutoras, sobretudo na fabricação de ligas de ferro-nióbio, empregadas na construção de turbinas de propulsão de aviões a jato e naves espaciais.

Mineirinho “come quieto” vai deixar o Estado do Tocantins pra lá da rabeira com a cassiterita que faz liga de foguetes!

Mas o rumo dessa prosa é outro.

Além de laços familiares em Minas, que foram meus antepassados, os Tomagnini e os Alzamora, eu morei mais de uma década em BH (Belzonte).

Oh, trem bom, sô!

Fiz o curso científico no Colégio Champagnat e frequentei por quatro anos a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Minas Gerais.

Lá recebi régua e compasso!

Acompanhei o crescimento da capital mineira.

Projetada por Aarão Reis, o antigo Curral Del Rei, nome do arraial, freguesia da Comarca de Sabará, situado no local onde, em 1897, implantou-se a cidade de Belo Horizonte.

Vi explodir a população além dos limites traçados para os 600 mil habitantes delimitados pela Avenida Contorno.

Aprendi planejamento urbano in loco.

Grande laboratório para um estudante de arquitetura e urbanismo.

Morei em vários pontos cardeais da metrópole mineira.

Sion, Serra, Venda Nova e centro da cidade quando frequentei a faculdade de arquitetura próxima à Savassi.

Tive aulas no setor de ciências exatas também, lá no Campus da Pampulha!

Uma das práticas corriqueiras naquela vida de estudante era ir com meu saudoso amigo Eduardo Isoni, “Dudu Galinha” (pelo nariz ponte agudo) apelido dado pelos amigos da faculdade, para Ouro Preto desenhar os casarões em “bico de pena”.

Ele era o melhor canhoto com traço firme que conheci!

De tanto frequentarmos Ouro Preto e Mariana, patrimônios históricos e artísticos da humanidade, resolvi abrir um “boteco” na Rua Direita em Ouro Preto.

Era só batida!

 Todas as frutas existentes.

Dudu deu a ideia do nome: Qualé?

Fiquei o mês inteiro, nas férias de julho, durante o Primeiro Festival de Inverno de Ouro Preto.

Acampado no mezanino do “botequim”!

Meu lucro com as “batidas” foi integralmente gasto no restaurante em frente que se chamava Calabouço.

Era só mignon do bom…

E não existia a máfia do Friboi!

Sempre com os olhos voltados para a arquitetura e urbanismo, nos deliciávamos com a poesia da semiótica.

Com o recente acontecimento catastrófico nas proximidades de Mariana, saliento para registro histórico:

Mariana foi a primeira capital de Minas Gerais.

É a única de traçado planejado entre as cidades coloniais mineiras.

 O seu centro histórico, tombado pelo Iphan, em 1945, apresenta um acervo arquitetônico composto por monumentos que marcam os anos áureos da opulência do passado marcado pela mineração de ouro.

 Assim vamos entendendo a sua importância.

 O traçado urbano policêntrico, pontilhado por igrejas, Passos da Paixão e chafarizes, revela o efeito cênico típico da estética barroca de influência portuguesa.

Projetada pelo arquiteto português José Fernandes Pinto Alpoim, Mariana apresenta traçado com ruas retas e praças retangulares, seguindo os preceitos modernos, o que ainda pode ser notado, apesar de sua expansão e da constante descaracterização sofrida.

 Na segunda metade do século XVIII, surgiram os edifícios institucionais e, ao final deste século, todo o seu acervo arquitetônico estava constituído.

Única vila da província que teve seu traçado urbano planejado no período colonial, distanciando-se, nesse aspecto, das demais vilas que surgiram com a exploração do ouro.

Embora o “Rio de Lama” tenha começado em Bento Rodrigues, subdistrito do município brasileiro de Mariana, localizado a 35 km do centro da referida cidade histórica mineira e a 124 km de distância da capital Belo Horizonte, é sempre preocupante as consequências para o país como um todo!

Já em 2015 possuía uma população estimada em 600 moradores, ocupando cerca de 200 imóveis.

Esperemos não precisar dizer:

Adeus Mariana!

Embora por onde passou o estrago tenha sido em mais de 600 quilômetros de extensão…

Tendemos a imaginar que:

O mar não está pra peixe…

O rio não está pra pássaros…

Oh, Minas Gerais!

Quem te conhece não esquece jamais

Eu saí da minha terra

Pra não voltar nunca mais

Mas a saudade malvada

Fez-me voltar pra “trais”

Recordando as lindas fontes

Lá da casa dos meus pais!

Doncovim? Oncotô? Proncovô?

Jamais…

Adeus Mariana!

O ARQUITETO E A CATEDRAL

O ARQUITETO E A CATEDRAL

COLUNISTA, ENSAÍSTA OU CRONISTA?

Antes de desenvolver o tema da capa, fiquei elucubrando se não daria para ser tudo isso ao mesmo tempo. Numa troca de e-mails com Antônio Carlos Coelho, the rabbit’, como o chamamos carinhosamente nos ágapes de shabat na casa da minha sogra Sabine, onde ele costuma estar presente com a Sandra, sua mulher, e Martinha, sua filha (Coelhinha segundo a Bina), despertou minha curiosidade sobre posicionamentos.

O texto enviado tinha o título “Para os Direitistas”.

Escrevi respondendo o e-mail:

Não sei se sou COLUNISTA…

Não sei se sou CRONISTA…

Não sei se sou ENSAÍSTA…

Só sei que não sou COMUNISTA…

Talvez seja ARTISTA…

Prefiro a FLORISTA que o DENTISTA…

Se você gostou… Mantenha-me na sua LISTA!

Ele retrucou:

Você é metido a rabequista,

Mas a ninguém conquista

Com esse ar de anarquista

Melhor ser cronista.

Abraço

Coelho

Não deixei por menos:

Para os direitistas… 

Você de grossista…

Virou exibicionista!

Mas ninguém que exista…

Seja de fato sua conquista…

Melhor ser anarquista que ter ar de cronista!

No final, acho que ele é anarquista com ar de anarquista!

Em tempo:

Rabequista é a sua… Sou educado!(como diria meu amigo El Bruxo). Vamos ao tema.

Alguém afirmou que o “Arquiteto que projeta uma igreja, perpetua-se pela eternidade”.

Ninguém destrói um templo.

Engodo.

Templo de Salomão que nos diga.

No mais, ninguém sabe os nomes dos arquitetos que projetaram catedrais.

Nas minhas buscas metafísicas, encontrei Fulcanelli.

O MISTÉRIO DAS CATEDRAIS”

Fulcanelli (1839-1923) é o pseudônimo de um alquimista francês contemporâneo, autor de O Mistério das Catedrais (em 1926) e de As Mansões Filosofais (em 1930), duas famosas obras de alquimia.

A Arte Gótica é mística. Vem das palavras gregas “goès-goèts”, de bruxo, bruxaria, que sugere a ideia de uma arte mágica. Como escreveu SUZANA LAKATOS: “O alquimista Fulcanelli prefere associar ‘arte gótica’ a argol, que significa idioma particular, oculto, uma espécie de cabala falada, cujos praticantes seriam os argotiers (argóticos), descendentes dos argonautas, que, no mito grego de Jasão, dirigiam o navio Argos, viajando em busca do Tosão de Ouro. Para os ocultistas, Jasão teria sido um grande mestre, que iniciava seus discípulos gregos nos vários mistérios egípcios, inclusive na geometria sagrada, que é uma das chaves da arquitetura gótica”.

Jasão seria arquiteto?

No History Channel ouvi que Dédalo, arquiteto do labirinto seria comparado com Frank Lloyd Wright. Imagino que o segundo primava pela concepção plástica e o primeiro pela funcional.

O arquiteto que tiver o privilégio de projetar uma catedral perpetua-se para a eternidade. Ninguém destrói templos.

Embora não sejam propriamente catedrais, Dédalo e Frank Lloyd Wright ficaram para a história.

Dédalo projetou o Labirinto. Wikipédia

Frank Lloyd Wright foi ícone de uma época, assim como Dédalo.

Casa da Cascata. Wikipédia

Sua Catedral foi o Museu Solomon Guggenheim.

Catedral de Notre-Dame de Paris – Wikipédia

O local da catedral contava já, antes da construção do edifício, com um sólido historial relativo ao culto religioso. Os celtas teriam aqui celebrado as suas cerimonias onde, mais tarde, os romanos erigiriam um templo de devoção ao deus Júpiter. Também neste local existiria a primeira igreja do cristianismo de Paris, a Basílica de Saint-Etienne, projetada por Childeberto por volta de 528 D.C.. Em substituição desta obra surge uma igreja romântica que permanecerá até 1163, quando se dá o impulso na construção da catedral.

Alguém sabe que Childeberto foi o arquiteto?

Esse papo de perpetuar o autor do projeto é furado!

“Já em 1160, e em resultado da ascensão centralizadora de Alemanha, o bispo Maurice de Sully considera a presente igreja pouco digna dos novos valores e manda-a demolir”.

Esse papo de que ninguém destrói templos é furado também.

A construção inicia-se em 1163 refletindo alguns traços condutores da Catedral de Saint Denis, subsistindo ainda dúvidas quando à identidade de quem terá “colocado” a primeira pedra, o Bispo Maurice de Sully ou o Papa Alexandre III. Ao longo do processo (a construção, incluindo modificações, durou até sensivelmente meados do século XIV) foram vários os arquitetos que participaram no projeto, esclarecendo este fator as diferenças estilísticas presentes no edifício”.

Alguém quer saber os nomes dos vários arquitetos que participaram no projeto?

Fui viajar outra vez.

Fui a Firenzi, sentei na calçada para desenhar com ‘bico de pena’ e reparei a escala humana diante da Catedral. Faraônica!

Talvez o ta-tataraneto do arquiteto que fez o projeto esteja entre os ínfimos da escala humana.

(Piazza di San Marco), ao lado do Palácio dos Doges, a basílica é a sede da arquidiocese católica romana de Veneza. Essa pelo menos tem santo com o meu nome. Kkk.

Memorial – Túmulo ao Soldado Desconhecido – Roma.

Não deixa de ser uma catedral.

É sempre “pedra sobre pedra” documentando a história da civilização.

Piazza di San Pietro.

A Praça de São Pedro (em ITALIANO Piazza di San Pietro) situa-se em frente à Basílica de São Pedro, no Vaticano. Foi desenhada por Bermini no século XVII em estilo clássico, mas com adições do barroco. Ergue-se um obelisco do Antigo Egito no centro.

Aqui o urbanista Bermini foi citado!

Teria sido o corcunda o arquiteto?

A Catedral de Notre-Dame de Paris é uma das mais antigas catedrais francesas em estilo gótico. Iniciada sua construção no ano de 1163.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Pedra sobre Pedra!

Interior da Itália… Pedra sobre Pedra!

Para concluir, Pedra sobre Pedra! O Arquiteto da Catedral que lapidou a pedra foi:

Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni (Caprese, 6 de março de 1475 — Roma, 18 de Fevereiro de 1564), mais conhecido simplesmente como Miguel Ângelo ou Michelangelo, foi um pintor, escultor, poeta e arquiteto italiano, considerado um dos maiores criadores da história da arte do ocidente.

Capela Sistina