“Saudosa Maloca…”

“Saudosa Maloca…”

FAVELA

Favela (português brasileiro), bairro de lata (português europeu) ou musseque (português angolano), tal como definido pela agência das Nações Unidas, UN-HABITAT, é uma área degradada de uma determinada cidade caracterizada por moradias precárias, falta de infraestrutura e sem regularização fundiária.

A origem do termo em português brasileiro, favela surge no episódio histórico conhecido por Guerra de Canudos. A cidadela de Canudos foi construída junto a alguns morros, entre eles o Morro da Favela, assim batizado em virtude da planta Cnidoscolus quercifolius (popularmente chamada de favela) que encobria a região.

Wikipédia

MALOCA

Maloca é um tipo de cabana comunitária utilizada pelos nativos da região amazônica, notadamente na Colômbia e Brasil. Cada tribo tem sua própria espécie de maloca, com características únicas que ajudam a distinguir um povo do outro.

“Maloca” vem do araucano malocan, “fazer hostilidade”. Pode ter vindo também do tupi “mar’oka”, quer dizer “casa de guerra; ranchada de índios”.

Google – Malocas Lodge

Pronto, agora que já fomos buscar informações no tataraneto do Francisco Júlio de Caldas Aulete e da sua companheira Barsa, um rapazinho chamado Google, mago da modernidade, vamos desenvolver o tema.

Para não ficar “malocado” nem parecer “maloqueiro”, “Vamu que Vamu” em frente.

É claro que o incêndio recente em favela de São Paulo não é o problema crucial. Salienta-se que o programa contra incêndio não teve verba!

A Lei aprovada em 2009 prevê a instalação de hidrantes, extintores de incêndio e rotas de fuga. Aplicada em 50 favelas, esse número representa 3% das comunidades na capital paulista.

Quando disse Charles de Gaulle em alto e bom tom que “O Brasil não é um país sério”, certamente não estava se referindo a incêndios em favelas.

A França também tem “malocas conglomeradas”.

Penso tratar-se de administrações públicas capengas no decorrer de anos a fio.

Quando o impostômetro brasileiro esbarra às raias do trilhão de reais e a corrupção campeia solta em todas as paragens deste gigante continente é que se mensura a tal seriedade da qual o francês falava.

Favelas existem em todos os lugares.

The New York Times

Dragoi, de 19 anos, é da Romênia, mas vive na França desde que tinha nove anos, recolhendo e vendendo sucata, indo de favela a favela, sendo forçada a sair, conta ela, pelas autoridades francesas, que recebem instruções para manter a ordem pública.

Com já escrevi anteriormente aqui:

Para a maioria das famílias, o problema da moradia ocupa tanto no aspecto material como no imaterial, o primeiro lugar nas preocupações da sua existência. O problema maior é que o mercado imobiliário é regido por órgãos e pessoas que se preocupam somente com receitas, deixando de lado os fatores vitais para que os usuários tenham um nível de vida minimamente desejável.

Devido a sua privilegiada situação, os investidores e promotores exercem um controle absoluto, quantitativa e qualitativamente no que diz respeito à concepção e execução das moradias. Desgraçadamente, o empreendedor não controla com a mesma precisão a “funcionalidade” das moradias, pois enfim não as constrói para si mesmo e sim para vendê-las, ou alugá-las. Essa situação, desfavorável a qualquer inovação, se agrava cada vez mais pelo fato de que o empresário não tem muito interesse no desenvolvimento de princípios ou métodos de construção que ofereçam maior número de alternativas ou possibilidades de utilização múltiplas.

Não falo do morador de rua!

               Flagelo Humano!

Foto Search

Como diria Millôr Fernandes: “É o Caput Mortum da civilização, parido em fezes e urinas a poluição original”.

Em compensação, nem tanto assim compensada, os cariocas possuem em seus morros poéticos, muito mais que barracões de zinco.

Cada acordar deve ser um espetáculo quando o fogo cruzado de fuzis não é o despertador!

Assim “O Rio de Janeiro continua lindo…”.

O Google é o – Tataraneto do Francisco Júlio de Caldas Aulete e da sua companheira Barsa.

Em Israel, o fabuloso arquiteto Moshe Safdie, inspirou-se muito bem nos volumes aglomerados, como as favelas dos morros cariocas e “mandou bala” numa arquitetura racional e de linda concepção plástica.

Arquiteto Moshe Safdie

Imagem Google

Já no Rio de Janeiro…

Rio foi à primeira cidade a se tornar Patrimônio Mundial como paisagem cultural urbana (Foto: AFP)

Enquanto isso, Charles de Gaulle deve estar se torcendo na cova:

Tiririca é eleito um dos melhores parlamentares do Brasil.

Tiririca foi eleito um dos melhores deputados do ano. (Foto: Dida Sampaio/AE)

Da palhaçada à seriedade!

País sério ou engraçado?

Melhor é Palhaço Político que Político Palhaço!

E eu continuo, melhor que o Charles, a “Couché dans un berceau splendide”.

Curitiba, cidade modelo para muitos parâmetros urbanos, também perece do sintoma de ocupação desordenada.

Paola Carriel e Polianna Milan/Jornal de Londrina

800 mil paranaenses residem em habitações irregulares

Por Amauri Brevilheri em ago. 19th, 2011.

Cerca de 800 mil paranaenses vivem em favelas ou loteamentos irregulares.

O Paraná não foge a regra e carece, tanto quanto os outros estados, de maior atenção ao problema.

É notável a incapacidade de controle das administrações públicas no que tange ao crescimento desordenado.

A desordem urbana é característica na maioria das metrópoles. A cidade não planejada tem seu crescimento espontâneo, desordenado e, a partir de um determinado estágio, vê estrangular-se a qualidade de vida desejada. Com o aumento da população, a vida se torna cada vez mais proibitiva, social e economicamente, as condições de vida são precárias nos centros superpovoados, onde é peculiar a minimização de áreas livres e aspectos de salubridade bastante deficientes. A cidade como “um aglomerado permanente, relativamente grande, denso de indivíduos socialmente heterogêneos, ressente-se da falta de planos de zoneamento e de legislação que possam canalizar o seu desenvolvimento sem detrimento da condição de vida de seus habitantes”.

Igualmente generalizáveis para todas as grandes metrópoles, acrescentam-se os problemas com a poluição e com as redes de esgoto que se mostram de todo insuficientes para responder a um crescimento exagerado que não se previu e dificilmente, ou nunca, se poderá conter.

Do acumulo do lixo urbano, a formação do lixo humano é apenas um passo, um curto trecho percorrido pelas classes mais baixas em quase todas as grandes metrópoles.

Imagem Google

Dentro deste quadro de “rush” permanente, ruído, lixo, poluição e isolamento, o homem das classes médias em especial (que não conta com os recursos das faixas mais abastadas para afastar-se das grandes metrópoles e não possui a mesma capacidade de luta e resposta das camadas mais baixas) encontra-se asfixiado, acuado e oprimido por uma vivência em ritmo permanentemente acelerado, dentro de um monstro de tecnologia e concreto, cuja realidade e complexidade são capazes de entender.

Se em termos clínicos, situássemos os problemas da cidade grande, longe de ser grande cidade, concluiríamos pela existência de uma síndrome, isto é, de um grupo conexo de sintomas. E certamente iniciaríamos o quadro desta síndrome pelos evidentes sinais de hipertrofia presente neste crescimento vertiginoso, irregular e patológico.

Se de um lado os métodos clínicos empregados pelos urbanistas, nas metrópoles mais antigas, têm-se mostrado de todo insuficientes, as previsões ressalvam algumas esperanças para as cidades mais novas, em fase de crescimento, cujos administradores deverão valer-se dos exemplos deixados pelo velho mundo.

Num questionamento mais astronômico, pergunta-se:

Quanta gente poderia habitar esta nave espacial que chamamos Terra?

Está o mundo urbano evoluindo de forma que permita acreditar que pelo menos 10 bilhões de pessoas poderão habitar nas cidades deste planeta no ano 2020 vivendo razoavelmente?

O que acontecerá com o homem? Com suas instituições políticas e seus traços culturais, num mundo que se urbaniza assim desta forma e tão rapidamente?

Um grupo londrino conhecido por “Archigram” desenhou uma cidade-esteira para unir toda a Europa, na qual os prédios são encaixados nas mais diversas ordens e hierarquias.

Google Archigram

Em Israel, Moshe Safdie construiu casas que são como brinquedos de armar e diz que a “arquitetura morreu”.

Google Moshe Safdie

Nos EUA, Buckminster Fuller levou para prancheta uma cidade-casa, construída sob um domo tetraédrico, para flutuar na baía de Tóquio, com um milhão de pessoas.

Google Buckminster Fuller

Em Atenas, Doxiadis, autor do plano do Rio, nos disse que os homens estão se tornando meio-gente, meio-automóveis.

Google Doxiadis, autor do plano do Rio.

Em Paris, Candilis nos diz que a megalópole (áreas metropolitanas que se juntaram) é o “casamento da vaca com a chaminé”.

Hygiene school in Oran, Hammam Bou Adjar, Algeria, by Mauri ET AL, Candilis, ATBAT-Afrique, 1957.

Qualquer semelhança é mera “sacanagem”.

É claro que o projeto do Oscar é mais bonito!

Qual destes gênios poderia definir a solução para os problemas que surgem entre a superpopulação e o meio ambiente?

Google A SUPERPOPULAÇÃO MUNDIAL. Fonte: TUDO SOBRE.

Quem vai enfiar o pé na jaca?

Imagem Google

A solução?

Ganhe na sorte grande e compre uma maloca na favela do Dubai…

Imagem Google

Imagem Google

“Saudosa maloca, maloca querida”.

“Dim… Dim donde nóis passemo os dias feliz de nossas vidas”.

Chute… Ponta pé… Inicial!

Chute… Ponta pé… Inicial!

O primeiro “Chute” é na barriga da mamãe! De dentro para fora… É claro! Não é, necessariamente, uma “bicuda” ou “Ponta Pé”! Como se referiam os atletas mirins do futebol quando marcávamos um gol de “bico”. Somente bem depois ficamos exibidos. Principalmente quando ganhamos a primeira chuteira e posamos na foto com a perna cruzada para dar ênfase à nova indumentária. Para se mostrar “grande” (pensando que é gente)… Tomamos “chimarrão” com bomba e cuia… Como manda a tradição!  A chaleira é parte instrumental da ritualística. Aprendemos desde a tenra infância disciplinar os rituais das nossas ações. Lógico que estamos falando de meninos, embora muitas meninas joguem futebol hoje em dia. Piás, guris, moleques, pirralhos… E outros tantos codinomes para essas peças miúdas que começam suas caminhadas e seus “chutes” vida a fora e vida adentro.

Não que as meninas também deixem de “chutar”, mas aqui a conversa é de “meninos”. Dizíamos que no “Clube do Bolinha” não entra “Luluzinha”! Educação machista né? Mas é assim até hoje. A “Luluzinha” de hoje também não quer nenhum “Bolinha” botando o bedelho em seus colóquios femininos! Não muito mais tarde, descobrimos que o bom mesmo é “hominho e mulherzinha” estarem sempre juntinhos! Senão a Humanidade não caminha!

Já existia quem desse um “Chute” em pedrinhas na Lua. Era “Ponta Pé”… Inicial!

Todos nós temos lembranças dos nossos primeiros passos. Nossos primeiros chutes. Tropeços. Existem várias formas de chutar uma bola. Peito de pé, com calcanhar, do tipo “folha seca”, com efeito, pegando de ladinho na “pelota”. Tudo isso a gente aprende na prática. Teoria é só mesmo para profissional com “professor” e tudo mais.

Já “chutar o balde” é coisa bem diferente… Mas é chute.

Esse tipo de ilustração fazia com que os “chutadores mirins” ficassem mais aguçados… E os “chutadores adultos” também. Isso já é “sacanagem”!

Existem também aqueles que foram… São… E serão sempre… “Um chute no saco”! Aprenderam ser “bacaninhas” quando crianças e continuaram sendo até a velhice!

Lembro-me ter jogado futebol no GESM Mirim – Grêmio Esportivo Santa Maria – Era artilheiro. Daí continuar “me achando” sempre o “bom de bola”! Fui mal acostumado com minhas conquistas. Mas nem tudo eram festa e alegria. Roubaram minhas bolinhas de gude acertadoras.  Minhas figurinhas e até álbuns foram objetos de rapinagem por “demônios” mais terríveis do que eu. A trapaça era inerente aos pequenos maus intencionados. Eu nunca roubei quase nada!

Somente na adolescência foi que eu peguei emprestado um maço de cigarros do meu pai, sem ele saber é claro! Não vou contar o que aconteceu. Seria tema fora desta abordagem! É aprendendo que se apanha! Ops! Será o contrário? Deixe quieto. Assim está de bom tamanho.

Vamos lembrar-nos de coisas boas e saudáveis. Como na escola as crianças estragavam muito os sapatos, dando chutes em tudo que estivesse no caminho, ganhei um Vulcabrás. Era um tanque de guerra.

A primeira chuteira vocês já viram na foto de capa dessa escrita. Mas o primeiro tênis foi o famoso Kichute! Que tempos bons!

Do filme Meninos de Kichute

Sinopse

Beto é um garoto que vive com a família num bairro operário do interior nos anos 1970. Em uma década que viu o Brasil ser tricampeão mundial e viveu o rigor do regime militar, meninos calçavam seus tênis Kichute para jogar partidas nos campinhos do bairro. Beto quer ser jogador de futebol, e pra realizar seu sonho tem que lutar contra os rígidos princípios religiosos do pai, a concorrência com os outros garotos e especialmente contra seus medos.

Nós tínhamos muitos medos sim! Quando algum “pirralho” cometia algum ato maior de bravura, as mães e os pais dos amiguinhos comentavam que esse “guri” era muito afoito!

O que me inspirou escrever esse artigo foi o fato de ter acabado de conhecer o seu autor, produtor, diretor e “escambau”! Trata-se de Luiz Carlos Coelho Amberg. Figura querida e de altíssima sensibilidade humana e criativa.

É ele quem tem me dado a maior “força” nas traduções dos meus textos.

Roteirista e diretor: Luiz Carlos Coelho Amberg

Nascido em Lages, Santa Catarina.

Bacharel em roteiro e direção para cinema e televisão pela Universidade do Sul da Califórnia – 1992.

Roteiro e Direção dos filmes de longa metragem:

Caminho dos Sonhos, Heróis da Liberdade e Meninos de Kichute www.meninosdekichute.com.br. Prêmio Júri Popular de Melhor Filme Brasileiro Mostra Internacional de Cinema de São Paulo/2010.

Roteiro do projeto de longa metragem XAMÃ aprovado na ANCINE 2012. Escreveu e dirigiu REISELE e recebeu o Premis Tirant Guarnicê, de melhor curta metragem 35 mm, Valencia, Espanha.

Roteirista e diretor: Luiz Carlos Coelho Amberg

Vendo e sentindo a arte desse meu mais novo amigo, “viajei” no tempo e no espaço. Onde foi parar minha primeira camisa Volta ao Mundo e de Ban-Lon?

Se quiser fumar eu fumo e não quero nenhum “chute no saco” que reprima com esse papo politicamente correto!

Acho que continuo meio “Rebelde Zinho” ainda!

E minhas calças de nycron, que fim levou?

Exibido, eu ficava sentando e levantando o tempo todo para mostrar a peculiaridade do produto!

Foi fazendo exibicionismo que acabei quebrando minha primeira régua de plástico. O plástico não era tão flexível quanto o tamanho da exibição. Antes só existiam de madeira. Meu avô ficou tão sensibilizado com minhas lágrimas que saiu e foi comprar outra. Expliquei para ele que não estava chorando por causa do equipamento de medição e, sim, por achar que o teria magoado, foi ele quem deu o presente. Eu era muito exibido! Ops! Alguém está dizendo que continuo ainda.

Como minha avó era costureira, muitas vezes usei a fita métrica dela para medir o meu grau de “exibido”!

Quando eu jogava futebol de salão em Bela Vista do Paraíso no interior do Paraná, caí e fraturei a rótula. Chorei de dor. O goleiro do time adversário era o “Zé Embica”. De tanta raiva por eu fazer tantos gols, ele começou a me chamar de “florzinha”! Grande FDP… O apelido pegou e durou muito… Até eu namorar a filha do prefeito José Marcelino que era sobrinha dele. Aí ele teve que “me engolir”! Mané!

Bullying sempre existiu!

Já no Colégio Marista Santa Maria de Curitiba, no curso primário, eu dividia com o José Ricardo Araujo, Roberto Motta Cociolli e João Alfredo Arruda os quatro primeiros lugares da sala, mensalmente. Gerava desconforto aos outros “capetinhas”. O Guilherme Guerreiro fazia jus ao nome. Era bem “briguento” e era fortinho mesmo. Tinha cara de mau!

Um vagabundo como eu
Que vivo a vida a procurar
Alguém que siga
Ao meu caminho
E veja tudo como eu…

Se caminhando eu encontrar
Alguém que pensa como eu
Será o fim dessa estrada
E finalmente irei parar…

Um vagabundo como eu
Também merece ser feliz
Pois eu só quero dessa vida
Ter um amor, somente meu…
Assim… Enquanto vemos uma Nova Copa chegar!

Lembramos saudosos de Copas Passadas!

E… Chuto, ainda enxuto, meu Kichute!

SEMIÓTICA ARQUITETÔNICA

SEMIÓTICA ARQUITETÔNICA

“A semiótica é um saber muito antigo, que estuda os modos como o homem significa o que o rodeia”.

Envolve todos os sentidos, e muito mais, além de todos (metafísica).

Os Tomagnini de Pietra Santa eram comerciantes de mármore do Carrara. Meu bisavô materno, Ítalo Tomagnini, nasceu em Mônaco.

Eu aqui.

Lapidando pedras de Petit Pavê na Rua das Flores.

Às vezes escorregando na lisura do pedregulho.

Se olhar para cima, vejo, escuto e cheiro os detalhes do caminho.

Se olhar para baixo, escorrego e tropeço menos. Mas continuo vendo, escutando e cheirando os detalhes do caminho.

Dá-lhe Pituca:

“Solto a voz nas estradas, já não quero parar”… “Meu caminho é de pedras, como posso sonhar”…

“Sonho feito de brisa, vento vem terminar”…

“Vou fechar o meu pranto, vou querer me matar…”.

Continuo andando.

Na estrada da Toscana, um caminhão velho levava um bloco de mármore bruto e tosco.

Lembrei-me das pedrinhas do calçadão de pedestres da capital paranaense.

Resgatei Dante Mendonça em Paraná Online por volta de 2008:

“Se essas ruas fossem minhas, voltaria ao capitão Matheus Leme e convocaria uma eleição nesta Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais”.

“Sendo que hoje uma boa calçada é legítima defesa do pedestre, o povo poderia escolher democraticamente o seu feitio”:

Pedrinhas de brilhante;

Lajotas antiderrapantes;

Revestimentos cerâmicos de Campo Largo;

Cascas de bananas;

Blocos de concreto pré-moldado intertravados;

Petit Pavê.

“Façam suas apostas!”

SEMIÓTICA.

Caminhada reconhecendo o envolto construído e o natural.

Comecei ler “A LEBRE COM OLHOS DE ÂMBAR” de Edmund De Waal onde ele abre o livro com: “Tire um objeto do seu bolso e o coloque diante de si. Você começa a contar uma história”.

Tirei uma pedrinha do bolso!

Ela foi parar na França…

Misturada com outras pedrinhas, à beira da estrada, continuei seguindo, vendo, escutando e cheirando os detalhes do caminho.

As curvas da arquitetura me induziram ao romântico. A curva é romântica.

O cheiro era de mar.

 O som era do vento marinho e do borbulhar de ondas um pouco mais distantes.

SEMIÓTICA ARQUITETÔNICA E LEITURA DA PAISAGEM URBANA.

Como não pude identificar a primeira pedrinha, peguei a mais próxima e joguei para cima…

Ela foi parar em Paris.

Eles estavam reformando o piso da Rue de La Reyne e minha pedrinha ficou tão pequena perto das outras que guardei no bolso para jogá-la mais em frente.

Os toldos cor carmim davam calor ao outono.

Mas continuo vendo, escutando e cheirando os detalhes do caminho.

O cheiro era da Pizza Pino, misturado com o pó da reforma da calçada.

Devia estar tocando em algum lugar, a música “Noite do meu bem”, cantada em francês pela Elis Regina.

La nuit de mon amour

Aujourd’hui je veux la plus belle rose du monde
Je veux la première étoile du soir
Pour embellir la nuit de mon amour…

Senti saudades das pedrinhas do Brasil.

Continuei andando e observando o envolto.

Era meu exercício preferido, SEMIÓTICA.

Suspirei profundamente com minha pedrinha no bolso.

Fui até Veneza!

Voei outra vez!

Paris.

Os letreiros. Carros e motos nas calçadas. A arquitetura antiga com grades nas janelas.

Andei rápido como as pessoas em volta. Envolto me cansei.

Descansado abri a janela do apartamento.

Voltei a ler o urbano.

Li o espaço e não vi calçada digna. Pombos se alimentavam próximos ao meio fio. Não joguei minha pedrinha ali. Subi no telhado e joguei tão alto que minha pedra de bolso passou por cima de Mônaco.

De Mônaco diretamente para Ostuni, entre Bari e Brindisi.

Cidade Caiada.

Aqui a leitura da paisagem urbana mostra transformações de conceitos no decorrer dos séculos.

Minha pedra já pensou na Grécia.

A SEMIÓTICA induzia o caminhar.

Ainda em Ostuni, onde o romano não entende o dialeto e vice versa.

A iluminação pública é a arandela.

Joguei minha pedrinha do último degrau da escadaria branca, caiada.

Ela atravessou o mar e foi parar em Korfu na Grécia.

A paisagem entre estes lugares tem características semelhantes.

Fui recebido pelo simpático habitante montanhês.

Branquinho como minha pedra do bolso, recebemos as boas Vindas!

…COM OLHOS DE ÂMBAR…

Os gregos são muito acolhedores…

A do meio foi minha professorinha de grego!

Parakalo, kalismera!

O sol da Grécia é de trincar!

Minha pedrinha queria ver outras pedras.

Estava muito solitária na escuridão do meu bolso.

Fui mergulhar em Paleokastritsa.

Lavei a pedrinha e subimos até o alto para alçar novos voos.

Comia pizza com muito azeite em Paleokastritsa.

A pedrinha subiu e foi parar perto de seus semelhantes esculpidos e lapidados.

Apaixonou-se e ficou lá para sempre.

Embora seja outra história, em SEMIÓTICA, a mesma paisagem pode ser sentida de formas diferentes, de dia ou de noite…

Minha casa no Tocantins

De dia…

De noite…

Mas continuo vendo, escutando e cheirando os detalhes do caminho.

SEMIÓTICA no TOCANTINS é

ANTROPOLOGIA URBANA!

Você… Não sabe nada!

Você… Não sabe nada!

É desse tamanho a dimensão da encrenca!

Já escutei essa acusação de alguns indivíduos.

Confesso que eles tinham razão.

Mesmo que um, ou outro, seja mais idiota que eu.

Mas engoli até com compreensão!

A grande diferença foi na forma e no “tom” das expressões.

Quando uma linda criança disse:

“O titio não sabe nada”, fiquei comovido e aceitei carinhosamente a observação.

Claro! Eu não sabia escrever ou falar hebraico!

Estava recentemente vivendo em Israel!

Mas deixando os idiotas para o passado, recomecei um novo aprendizado!

Quem sabe um dia eu saberei mais que eles?

Não é fácil mudar de um país ocidental para um oriental.

Talvez assim eu me “oriente” mais que os pretensos sabedores?

Já vivi em tantos lugares e estudei tantas matérias que não precisava escutar isso de alguém que se achava o proprietário da verdade.

Claro que esta escrita é um desabafo!

Porém, é uma grande forma de reflexão!

Até agradeço ao mancebo que num momento de destempero bradou em meus ouvidos a frase raivosa.

Imagino que a sua disritmia tenha sido maior que a minha na discussão evidenciada.

Fiquei mastigando esse amargo durante muito tempo.

Mas…

Evoluí quando escutei a mesma frase com o carinho de uma linda criança!

Realmente… Não sabemos nada!

Boa parte dessa lavra surgiu com um impulso psicológico ao assistir o filme Palavras de Amor.

Elenco grandioso com Richard Gere e Juliette Binoche.

O sucesso de Eliza Naumann, de 11 anos, em concursos de soletrar acaba por desenterrar segredos familiares, alterando a dinâmica do relacionamento de toda a família.

Pesquisando sobre o filme, encontrei uma crítica interessante pertinente ao título desta minha escrita.

No site sineclickl tudo sobre cinema, lê-se:

Sempre penso que as palavras perdem cada vez mais o significado.

Dizer “eu te amo”, por exemplo, não significa, necessariamente, que existe amor verdadeiro envolvido.

Eu mesma, confesso, já me peguei dizendo coisas que não sinto.

 No entanto, como jornalista – portanto, uma pessoa que valoriza as palavras tanto lidas quanto escritas -, acredito que a banalização na comunicação é algo irreversível.

A existência de um filme como Palavras de Amor faz com que pensemos melhor nessa questão.

Afinal, é isso que a produção dirigida por Scott McGehee e David Siegel (Até o Fim) faz:

Dá valor às palavras perdidas ao vento.

O negrito na frase é minha iniciativa.

Assim vou expelindo minhas mágoas já mofadas.

Enfim…

Assim…

Da Editora Resson, “O Filho DO HIPINOTIZADOR e outras histórias de estranhas pessoas” do ainda não conhecido meu Dennis D:

“Escrever é revelar-se”.

 “Por isso, talvez, já disseram que toda escritura – como ofício ou como arte – é apenas uma das muitas faces do exibicionismo humano.”

“Acreditem, mostrar a bunda na janela pode ser menos constrangedor do que expor, em letras, as entranhas da própria sensibilidade”.

Aqui estou eu novamente expondo sentimentos… Sem bunda na janela!

Na vida ou se perde ou se ganha.

Se empatar vai para os pênaltis e após, persistindo o empate, é cara ou coroa em moedinha de um centavo!

E ainda fico em dúvida sobre a letra da música de Cole Porter:

“Conflicting questions rise around my brain/ should I order cyanide or order champagne?”

“Questões conflitantes rondam minha cabeça/ devo pedir cianureto ou champanha?”.

Nada É Por Acaso

Assim o Acaso é um indivíduo inútil!

Sendo que Nada é por ele.

Vamos dar uma pincelada rápida na etimologia. Filosoficamente ao pensar-se no Nada, associamos à nossa mente a ausência de qualquer coisa que seja o vazio absoluto.

O nada foi pensado como conceito pelos filósofos que questionavam inclusive se “o nada existe?”.

Ao definir o nada como a ausência de qualquer coisa, então do próprio existir, Kant apresentou a existência do nada como um “pseudoproblema”, uma falsa questão. Sartre vai tratar o nada em oposição ao ser, que é o existir de algo.

Heidegger, cujo pensamento foi influenciado pelos místicos, trata em sua aula inaugural, “Que é Metafísica?”, que a pergunta fundamental da metafísica é “por que existe o ser e não o nada?” (ou “por que existe afinal ente e não antes nada?”), e esta pergunta, pelo cosmólogo brasileiro Mário Novello, também é a pergunta fundamental da cosmologia , quando tenta tratar como surgiu o universo, que seria o maior objeto que a ciência pode tratar.

Não sabendo nada…

Vou seguindo minha caminhada!

Poeira Cósmica

Poeira Cósmica

No capítulo 2, “QUANDO OS MARES COMEÇARAM A SUBIR”, do Best-seller Internacional “UMA BREVE HISTÓRIA DO MUNDO” de Geoffrey Blainey pode-se ler:

Em 20000 A.C, o homem já se encontrava presente em todos os continentes.

 A Austrália e Nova Guiné, juntas, formavam uma segunda massa de terra habitada, mas contavam com menos de 5% da população mundial.

 Havia outra característica curiosa dessa população: estava quase inteiramente confinada às zonas tropicais e temperada; as áreas mais frias do mundo eram praticamente desabitadas.

Nessa época, as temperaturas em todos os lugares eram muito mais baixas do que as de hoje.

Anteriormente à COP 21 (21ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas) em Paris, mais de 25% dos municípios brasileiros decretaram situação de emergência ou calamidade pública em função de desastres naturais ligados ao clima extremo.

O mote principal dos partícipes desse encontro, na capital francesa, é o objetivo de limitar o aumento da temperatura média da Terra em 2 graus Celsius (2ºC) até 2100, em relação aos níveis pré-Revolução Industrial.

 Ultrapassar esse limite provocaria mudanças climáticas severas.

Enquanto o País agoniza numa crise político-econômica e ambiental (em Minas e no Espírito Santo), cerca de 180 pessoas de delegações brasileiras, representantes da União, Estados e Municípios, faz “festa” em Paris para a COP 21, a conferência do clima, com custos pagos pelo contribuinte.

A comitiva do Governo federal soma 40 integrantes, incluindo a presidência e seis ministérios.

Com uma “contribuição” irrelevante, a mandatária da República das Bananas só passou recibo da incompetência administrativa pública nacional.

Em sua retórica peculiar declarou:

“A ação irresponsável de uma empresa provocou recentemente o maior desastre ambiental da história do Brasil, na grande bacia hidrográfica do rio Doce. Estamos reagindo ao desastre com medidas de redução de danos, apoio às populações atingidas, prevenção de novas ocorrências e também punindo severamente os responsáveis por essa tragédia”.

Dilma é barrada com comitiva em Paris e reclama: “Isso aqui é uma bagunça”!

Na saída de um evento do qual participaram líderes como o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o presidente da França, François Hollande, a comitiva brasileira não recebeu informações sobre qual direção tomar, não foi reconhecida pela polícia e acabou barrada, atrasando-se para um compromisso.

Enquanto eu fiquei imaginando o que se passava pela massa encefálica da manceba, meu cerebelo retornou ao Best-seller Internacional “UMA BREVE HISTÓRIA DO MUNDO” de Geoffrey Blainey:

No espaço de vários milhões de anos, os humanos tinha se tornado mais adaptáveis, munidos de mais recursos.

 O cérebro humano estava crescendo em volume.

Enquanto ocupava cerca de 500 centímetros cúbicos nos primeiros humanos, chegou a 900 na espécie humana chamada Homo erectus, que levou a cabo a longa migração.

Em algum ponto entre os últimos 500 mil e 200 mil anos, o cérebro sofreu novamente um crescimento notável em volume; esse aumento foi um dos grandes acontecimentos na história das mudanças biológicas.

A estrutura do cérebro também vinha mudando e caracterizava-se por uma “área motora e uma área da fala”.

Um cérebro maior parecia estar associado a uma crescente habilidade em usar as mãos e os braços e ao lento surgimento de uma linguagem falada.

Depois da “substancial” contribuição da mandatária em Paris, que não possui “estoque de vento”, ainda guardamos na memória:

Pátria Educadora da Presidenta?

Terra curva

Eu, para ir, eu faço uma escala.

Para voltar, eu faço duas, para voltar para o Brasil. Neste caso agora nós tínhamos uma discussão.

Eu tinha que sair de Zurique, podia ir para Boston, ou pra Boston, até por que…

Vocês vão perguntar, mas é mais longe?

Não é não, a Terra é curva, viu?

O que ela queria dizer:

 Que a escala feita em Portugal na volta de Zurique era justificável.

Estradas de água

Esse país foi descoberto, foi colonizado através das estradas de água.

Essas estradas de água são a forma mais barata de transporte.

O que ela quis dizer:

Estradas de água não existem.

Se existissem e o Atlântico fosse considerado uma delas, talvez a referência ao descobrimento fizesse sentido.

Árvores plantadas pela natureza

A Zona Franca de Manaus, ela está numa região, ela é o centro dela porque é a capital da Amazônia (…). Portanto, ela tem um objetivo, ela evita o desmatamento, que é altamente lucrativo – derrubar árvores plantadas pela natureza é altamente lucrativo.

O que ela queria dizer:

Que a Zona Franca de Manaus oferece uma alternativa econômica ao desmatamento.

Em tempo:

 Manaus é a capital do Estado do Amazonas.

Não vai dar nem pra dizer que a culpa é do Zika Vírus!

Ou seria Chikungunya?

A febre Chikungunya é uma doença de origem viral tipo dengue, que passou a existir no Brasil no final de 2014.

Microcefalia?

Que pena poeta!

Até você foi atingido!

 Depois de velho!

Ou será que foi:

Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir?

Mas:

Não se aborreça moço da cabeça grande…

Outros poetas também ficaram assim!

Devem ter respirado a mesma…

 Poeira Cósmica!

A CALMA DA ALMA

A CALMA DA ALMA

Do medo ao pavor… Da raiva ao rancor…

“Não há pranto sem saudade… Nem amor sem alegria”.

Ao passar por momentos de extremo desgaste físico e emocional, os indivíduos são lançados para todos os cantos do universo, querendo ou não. Recebemos todos os tipos de “cacetadas na moleira”!

Existem os doces mistérios da vida… E os amargos mistérios da morte!

Acordar de madrugada com rotavírus (É uma das principais causas de diarreia grave)… É chorrilho certeiro! Aguaceiro por todos os poros da anatomia humana. Meu amigo está com câncer… Minha sogra morreu disso! Muita gente morre disso. Um médium comentou: “A humanidade está enferma”!

Bota enferma nisso! Você deve estar pensando: “Esse individuo está com síndrome de Arthur Schopenhauer”.

Ficou vulgarmente conhecido por seu pessimismo.

Schopenhauer acreditava no amor como meta na vida, mas não acreditava que ele tinha a ver com a felicidade.

Que medo… Que raiva! E a alma não acalma!

Tentei não me deixar influenciar pelo pessimismo. Aquele que gera pensamentos negativos… Pronto! Veio a “merda” do sentimento outra vez! Lembrei-me da minha conta bancária… Bota “negativo” nisso!

Já escrevi “Vou ali me deprimir um pouquinho e… Já Volto!” Não aliviou. Escrevi também “DIFÍCIL É PEGAR GALINHA PELA ORELHA”. Não adiantou. Rindo, imaginei-me uma hiena. As hienas, mesmo alimentando-se de fezes, arreganham os dentes. Todo pavor começa com o medo. E a alma não acalma!

Do começo ao fim existe um rápido percurso.

Google – Imagem

Ops! Buscar Freud, nessas alturas do campeonato, é foda!

Ô cara! Vê se não “Freud”! Tá tudo “freudido” mesmo.

O medo é uma sensação que proporciona um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente. Pavor é a ênfase do medo. Wikipédia, a enciclopédia livre.

Não sei se por precognição ou hiperestesia direta do pensamento, eu estava viajando nesse rumo.

As descargas de adrenalina em meu organismo, causando aceleração cardíaca e tremores, provocaram as reações químicas geradoras do medo.

Google – Imagem

O pavor é o final dessa jornada. Enquanto isso vai e vem… E a alma não acalma!

Que raiva! Aqui começa outra viagem. Aquela que leva ao rancor. Quando a gente sente, a gente sente mesmo. Não dá para curtir esses estados emocionais só pela metade ou em pedaços. Não existe muita paciência para capítulos demorados e enfadonhos. Gostamos mesmo é de “chutar logo o balde”. “Enfiar o pé na jaca” e outros destemperos mais! Senti-me como Dennis D em “O Filho DO HIPNOTIZADOR e outras histórias de estranhas pessoas”.

“Escrever é revelar-se”. “Por isso, talvez, já disseram que toda escritura – como ofício ou como arte – é apenas uma das muitas faces do exibicionismo humano.”

“Acreditem, mostrar a bunda na janela pode ser menos constrangedor do que expor, em letras, as entranhas da própria sensibilidade”.

Depois de acordar de madrugada com rotavírus, certamente não vou colocar a bunda na janela! Mas vou continuar escrevendo e me revelando, com exibicionismo ou não. Como ofício ou como arte… Como vida ou como morte!

Todo ser humano passa por turbulências na vida. Para alguns falta o pão na mesa; a outros a alegria na alma. Uns lutam para sobreviver, outros são ricos e abastados, mas mendigam o pão da tranquilidade e da felicidade.

Os milionários quiseram comprar a felicidade com seu dinheiro, os políticos quiseram conquistá-la com seu poder, as celebridades quiseram seduzi-la com sua fama, mas ela não se deixou achar.

Balbuciando aos ouvidos de todos, disse: “… Eu me escondo nas coisas simples e anônimas…”.

Todos fecham os seus olhos quando morrem, mas nem todos enxergam quando estão vivos.

Do livro: Código da Inteligência (Augusto Cury).

Aquarelas – Marco Alzamora

Almas alegres!

Google- Imagem

Olhando para meu passado, comecei a entender que minha alma já esteve em vários lugares. Já esteve nos confins da tristeza e nos longínquos campos verdejantes da alegria. Já lambeu os doces mistérios da vida e cuspiu os amargos mistérios da morte. É o constante “ir e vir” das inacabáveis reencarnações. Mas o que é a alma?

Alma é um termo derivado do hebraico nephesh, que significa vida ou criatura, e também do latim animu, que significa “o que anima”. Wikipédia.

Quem de nós já teve a experiência da “quase morte”?

Isso tudo me remete à Lobsang Rampa, (1910-1981) que era o pseudônimo de Cyril Hoskins, escritor que alegava ter sido um Lama Tibetano. Suas obras relatam toda a sua trajetória de vida, passando por ensinamentos milenares, tendo, anos depois, praticado a “Transmigração” (a alma de um Lama se apossara do seu corpo físico, quando adulto, tomando a sua individualidade). Seus livros popularizaram assuntos relacionados ao Lamaísmo Tibetano, viagem astral e o poder da mente. No seu livro chamado A Terceira Visão, apresenta uma capa com um olho no centro da testa.

Seria o famoso “Olho de Hórus”? O “Olho que tudo vê”? Deixando a alma em dúvida… E a alma não acalma!

Lobsang Rampa’s books and wisdom – Google

Ou será que o maluco do Carlos Castaneda poderia nos dar alguma dimensão mais acurada sobre essa essência divina?

Carlos Castaneda ou Carlos Aranha Castaneda; notabilizou-se após a publicação, em 1968, de sua dissertação de mestrado intitulada The Teachings of Don Juan – a Yaqui way of knowledge, lançado no Brasil como A Erva do Diabo. Wikipédia

“Marco Antônio, que história é essa de Erva do Diabo”?… Você está “cheirando meia”? Perguntaria minha mãe quando suspeitava de alguma traquinice na infância.

Antes de qualquer coisa, é preciso dizer que Carlos Castaneda é um escritor impecável, que descreve de maneira muito competente, um enredo transcendental que se passa desde que encontrou um velho índio durante seu doutorado em antropologia.

Eu adorava o bruxo conhecido por Don Juan Matus, índio da tribo Yaquis do deserto de Sonora, no México.  Acho que eu era meio hippie.

O livro A Erva do Diabo, seu primeiro livro, também tese de mestrado, tornou-se um best-seller entre os jovens do movimento hippie e da contracultura, que rapidamente elegeram Castaneda um guru da nova era e formaram legiões de admiradores que queriam, por conta própria, reviver as experiências descritas no livro.

Escrevendo aqui, já não sei onde realmente estou posicionado nestes intervalos entre… Do medo ao pavor… Da raiva ao rancor…

Só sei que estou tentando encontrar…

A CALMA DA LAMA.

Em minha vida, procurei sempre um pouco a mais nas coisas. Não me satisfiz com a física… Procurei a metafisica! Não me satisfiz com a química… Procurei a alquimia! Sempre fui muito chegado ao surrealismo. Minhas letras e meus desenhos descambam completamente para o surreal.

Aquarelas – Marco Alzamora

Aquarelas – Marco Alzamora

Lá vem minha mãe novamente: “Marco Antônio, que história é essa de Erva do Diabo”?… Você está “cheirando meia”? Continua louqueando? Você não nasceu assim… Eu juro! Tenho certeza!

Google – Imagem

Minha alma é de borboleta?

Fosforescente voa por cada espaço vazio do Universo?

Vai e vem num casulo eterno!

Não sei mesmo responder essas questões difíceis. Principalmente após uma sequência de noitadas em pranto e ansiedade. As respostas… Ao Grande Arquiteto do Universo pertence! Hoje, só sei que…

A minh’alma chorou tanto
Que de pranto esta vazia
Desde que aqui fiquei
Sem a tua companhia.
A minh’alma chorou tanto
Que de pranto esta vazia
Desde que aqui fiquei
Sem a tua companhia.
Não há pranto sem saudade
Nem amor sem alegria
E é por isso que eu reclamo
Essa tua companhia…

“Peixe Vivo” de Milton Nascimento.

Adão e Eva… Tá tudo… Entubado…

Adão e Eva… Tá tudo… Entubado…

Quando começo escrever, procuro sempre imagens e músicas para embelezar as letras… As palavras… As frases… Os textos… A lavra… A verve!

A humanidade está enferma. Era uma vez um Adão e uma Eva. Únicos. No Éden. Inicio das entubações e dominações. “Tá tudo dominado”! Mundo enloucado!

No começo era assim:

Google – Imagens

Ó! Eva… O Universo conspira a nosso favor! Disse Adão.

Google – Imagens

A Eva começou a ficar fogosa. Ela e Adão foram criados um para o outro. Nem a cobra de Adão atrapalhava a maçã de Eva. A felicidade existia aos “tubos”, sem “dutos”. Não existiam ainda os Salvos Com Dutos Valerianos e Delubianos com seus Zés Dirceus… Dos Proteus e dos Promeus! O que era de um, era do outro. Concluía-se que o ser humano foi criado em Paz!

Deu fome e Adão não comeu a maçã… Nem a Eva!

Brava,  pensou em fugir com a maçã e tirar os pés enraizados do Éden.

Desenho Marco Alzamora

Arrancando os pés do chão, com raízes e tudo, Eva deu um passo à frente…

Adão implorava para Eva não se evadir do Éden.

Google – Imagens

Começou uma guerra dos sexos.

Refletiu no animalzinho que, desde remotos tempos, já era o melhor amigo do homem.

Rede Globo – Guerra dos Sexos

A maçã virou osso duro de roer…

Inevitável o contágio com o resto da humanidade e com todos os seres vivos.

Dante Alighieri em sua grande obra A Divina Comédia, quando relatou o Inferno, não conhecia Marcola.

Marcola conhecia bem Dante.

O mundo começava a crescer vertiginosamente.

Os cachorrinhos da Rede Globo imitam os homens infernizados do Dante e do Marcola… Que já cantava esta bola…

Dante e Virgílio no Inferno

Autor: William-Adolphe Bouguereau

Antes de estourarem os arrepiantes horrores de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina… E só o Marcola deverá nos dizer onde mais acontecerá… Vamos fazendo contrabando de bananas para o Paraguai.

(Entrevista dada ao Jornal O GLOBO por “Marcola”, o líder do PCC. Coluna: Arnaldo Jabor).

– Você é do PCC?

– Mais que isso, eu sou um sinal de novos tempos. Eu era pobre e invisível… Vocês nunca me olharam durante décadas… E antigamente era mole resolver o problema da miséria… O diagnóstico era óbvio: migração rural, desnível de renda, poucas favelas, ralas periferias… A solução que nunca vinha… Que fizeram? Nada. O governo federal alguma vez alocou uma verba para nós? Nós só aparecíamos nos desabamentos no morro ou nas músicas românticas sobre a “beleza dos morros ao amanhecer”, essas coisas… Agora, estamos ricos com a multinacional do pó. E vocês estão morrendo de medo… Nós somos o início tardio de vossa consciência social… Viu? Sou culto… Leio Dante na prisão…

Ele já cantava essa bola!

Esse cara é o Marcola!

Bandidos atearam fogo em um ônibus urbano, em Canasvieiras, no Norte da Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis (Cristiano Estrela/Ag. RBS/Folhapress) O estado de Santa Catarina enfrentou uma nova série de atentados na última madrugada. Entre a noite de terça-feira e a manhã desta quarta, três ônibus foram incendiados e prédios das polícias civil e militar foram alvos de disparos dos criminosos. Na segunda-feira, bandidos já haviam atacado ônibus e viaturas policiais em Santa Catarina.

Passaram por cima do Paraná?

Será que o plano é imitar a Eva quando deu o primeiro passo em fuga do Éden?

Em Curitiba temos as estações “tubos” para o transporte coletivo.

Adão e Eva… Tá tudo Entubado…

Tá tudo dominado?

A enferma humanidade briga aqui e briga acolá.

Blog do Dante Arruda. blogspot.com

Exército israelense aumenta mobilização após ataque a Jerusalém.

Não vai sobrar nem quibe nem tabule para contar a história.

Adão não comeu a Eva… A Eva não comeu a maçã… Começou a intubação sem elucubração, pois ninguém havia entubado ninguém até então.

As Forças Armadas devem entrar em ação.

Exército, Marinha e Aeronáutica devem se mobilizar com urgência. O Marcola cantou a bola de outras “forças armadas”:

Um país apodrecido?

Orlando Fedeli

O PCC acaba de expor, a quaisquer olhos, o estado de deterioração moral e de completa ausência de valores a que o Brasil – desgraçadamente – foi reduzido.

Uma facção criminosa se impôs ao Estado.

O crime organizado venceu um Estado desorganizado.

Pior que desorganizado, um Estado deteriorado.

Um Estado – como, de resto, – todo um país desgraçadamente apodrecidos por anos de corrupção ideológica e moral que atingiu em vários graus, amplas camadas de todas as esferas e instituições sociais: Igreja, Estado, Universidade, Escola, Família, Congresso, Justiça…

Conforme declarou o jornal O Estado de São Paulo, em editorial, a crise vivida nestes dias tornou patente que o uso de força armada deixou de ser um monopólio do Estado. Criminosos montaram um Estado paralelo, com poder armado também paralelo.

E agora cabe bem a pergunta: por que o PT de Lula se esforçou tanto em fazer uma lei e uma campanha para o desarmamento da população? Por que o Lula não se preocupa em desarmar o PCC e o MST, as duas “Forças” mais Armadas do Brasil?

Palavras do sábio Marcola. O cantador da bola.

Nessas alturas já não se sabe se foram Adão e Eva ou os cachorrinhos da Rede Globo os inspiradores da enfermidade dos humanos.

Carlinhos Cachoeira seria um Adão da atualidade?

Sua Eva seria essas coisas todas mesmo?

O Fabio Campana fazendo fofocas informou em Política, Cultura e o poder por trás dos panos, uma passagem que não avaliza a manceba do Carlinhos Cachoeira com a Eva do Adão. Seria verdade?

É fofoca?

Alvaro Dias exigente

Andressa Mendonça chegou ao Senado nesta manhã por uma discreta entrada lateral que dá acesso ao gabinete do tucano Alvaro Dias.

O senador aproveitou que sua sala havia virado rota da CPI mista do Cachoeira para dar uma conferida na mulher do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Sabe o que Dias achou? Diz o tucano:

– Não achei isso tudo, não.

Por Lauro Jardim

É, deve ter sido fofoca mesmo. O Fabio Campana colocou a foto da Denise Rocha, assistente parlamentar.

Os homens ou mentem ou se enganam. Adão deve ter contado histórinhas para a Eva não “picar a mula” do Éden.

Nem acho que o senador Alvaro Dias iria se manifestar a tal situação. O colunista quis ser humorista.

Andressa Mendonça, noiva de Carlinhos Cachoeira.

A Eva de biquíni não é a Eva que aparece o rosto na foto da Coluna do Fabio Campana.

O Adão é esse aí mesmo.

Enquanto estou escrevendo estão jogando bombas, queimando ônibus, matando bandidos e policiais.

Tudo culpa do Adão e da Eva? Da maçã não comida? Do Inferno de Dante? Do Marcola?

Homens e mulheres, cachorros e cadelas, gatos e gatas… Tudo depende da flexibilidade do rabo da lagartixa?

Jacaré nada de costas em rio de piranhas?

Alguém disse para o crocodilo: “Deixa estar jacaré”… A lagoa há de secar… Os peixinhos hão de morrer… E você há de ficar…

Adão entra pelo cano e Eva pelo tubo.

Encanado e entubada.

O terror passou por cima do Paraná?

Aqui não acontece violência semelhante?

Não ainda. Não queimaram nenhum tri-articulado.

No planalto central do país, o chefe mor da Justiça sodomiza o sistema prisional.

Tem presídio para Adão e para Eva.

Futura Press

Geraldo Alckmin o ministro José Eduardo Cardozo se encontram para discutir combate ao crime.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse na tarde de hoje (13), na capital paulista, que prefere a morte a uma longa pena no sistema prisional brasileiro, porque as condições nos presídios nacionais são medievais.

“Se fosse para cumprir muitos anos em uma prisão nossa, eu preferiria morrer”…

Medievais?

No mensalão, Toffoli diz que “prisão combina com período medieval”.

Tem prisão para Eva?

Sodoma e Gomorra? Masmorra?

Foto Maxim Shemetov, 30.07.2012. 

Detido alguns momentos antes de ser lida a sentença, que decidiu a pena de dois anos de prisão para os três elementos das Pussy Riot, o ex-campeão mundial de xadrez Garry Kasparov ilustrou em poucas palavras a amplitude do julgamento: “foi um ajuste de contas medieval e inquisitório”.

Alguém está entubando alguém medievalisticamente?

Prenderam Adão e Eva na mesma masmorra?

Ô Marcola! Cante essa bola!

A cobra do Éden falava qual língua?

Texto de Mircea Eliade em “História das crenças e das ideias religiosas, vol. I” (Ed. Zahar) – trechos das págs. 165 a 167. Tradução de Roberto Cortes de Lacerda.

O jardim do Éden, com o seu rio que se dividia em quatro afluentes e levava a vida às quatro regiões da Terra, e as suas árvores que Adão devia guardar e cultivar lembra o imaginário mesopotâmico. É provável que, também nesse caso, o relato bíblico utilize certa tradição babilônica. Mas o mito de um paraíso original, habitado pelo homem primordial, e o mito de um lugar “paradisíaco” dificilmente acessível aos seres humanos eram conhecidos além do Eufrates e do Mediterrâneo.

No inicio a maçã era verde? Seriam Adão e Eva semelhantes aos da foto?

E os homens das cavernas vieram de que colóquio amoroso? Neandertal?

Não importa.

O que importa é a herança deixada para a enferma humanidade em guerra.

Tem que acabar com isso antes do fim do mundo.

Os sinais do fim dos tempos são presentes.

Apocalíptico!

The End Of The World…

Ao Meu Amor…

Se eu fosse você, eu voltava pra mim…

Foi assim que comecei escrever hoje. Conversando com meu querido amigo e parceiro destas estrepolias literárias, Luigi, Xuqui, Juan Campesino ou outras mil facetas de identificação do feiticeiro  Cervantes, perguntei qual é a música! Ele de “bate pronto” respondeu: “Estava pensando em alguma coisa importante em minha vida…”  

Pra você eu guardei
Um amor infinito
Pra você procurei
O lugar mais bonito
Pra você eu sonhei
O meu sonho de paz
Pra você me guardei demais
Se você não voltar
O que faço da vida?
Não sei mais procurar
A alegria perdida
Eu não sei nem porque
Terminou tudo assim
Ah, se eu fosse você
Eu voltava pra mim
Voltava sim…

Desenho em aquarela – Marco Alzamora

Mandou-me um vídeo com a música e comentou:

“Não sei se vai ajudar a tua inspiração”.

Era esta música que eu estava pensando… Sem as moças alegrinhas que estão no vídeo. Ou podemos fazer uma revista para elas. Kkkk.

Sério, esta música é linda.

Sem preconceitos! É claro!

Respondi: Realmente!

Desenho em aquarela – Marco Alzamora

Belas desperdiçadas num idílio de amor. Sublime, embora não seja meu sonho erótico.

A música deve dizer algo que você deixou passar… Nunca é tarde… Se a morte ainda não levou!

Veja e ouça o “Secreto Eterno”. – Reforcei.

Ele insistiu:

“Vá… Duas senhoritas, um bom uísque (quando podíamos), uma casa na praia, sem dívidas, dinheiro no bolso… Foi sempre um sonho de consumo de qualquer homem”.

“Hoje, realmente, também não faz mais parte de meu sonho erótico”.

O “Secreto Eterno” é lindo, mas cantado em espanhol, no órgão fica muito triste e engraçado, a música é uma mistura de tango com bolero, ou estou enganado?

O mote está em DEIXOU PASSAR… Mas será que posso ter uma segunda chance?

Se a morte ainda não levou… Na teoria… Sim! Tem uma música, não sei se é apropriada, somente para ilustrar “Se eu soubesse naquele dia o que sei agora. Eu não seria este ser que chora, eu não teria perdido você”…

Mas, ela não dá a condição da reconquista do que você deixou passar.

Espetáculo este tema, tem que ser tratado com luvas de pelica.

Vai! Dom Marco

Vai ficar uma história linda.

Depois dessa, se ele não mandar me matar, vou continuar escrevendo até o fim essa empreitada.

O “Secreto Eterno” remete ao casamento místico. Meu avô, estudante profundo de metafísica, assobiava e cantarolava com tanto esmero e pureza d’alma… Que fico emocionado até hoje ao lembrar.

Neste meio tempo lembrei-me do recém lido livro de Anne Tyler, “O Começo do Adeus” – Aprendendo a se despedir…

Anne Tyler nasceu no dia 25 de outubro de 1941 em Minnesota. O seu  sorriso mostra muito bem que ela entende o que estou escrevendo agora. É um sentimento de quem já se despediu de muitos entes queridos. A dor da perda todos nós conhecemos. Desde que nascemos. Em sua ficção, a autora conta a história de Aaron, um homem de meia idade, desolado pela morte da esposa.

Meu teclado não quer parar de fazer tec-tec-tec… Ou será PEC – PEC – PEC de iniciativa popular?

Tagarelas são os meus dedos!

Percebi que sou o primogênito de um enlace amoroso de tempos idos. Meu pai e minha mãe fizeram juras de amor eterno ao despertarem no desejo sublime que me fez nascer. Fruto da magia divina. Moraram em verdadeiros barracos escorados com pedaços de madeira nesses interiores paranaenses. Ali havia nascido o amor.

O tempo não para nunca. Os caminhos da vida são infinitos. Quando recebi um e-mail do meu progenitor, contando uma história linda, reforcei meu desejo de explorar o tema nesse artigo.  Embora muitos já conheçam, contava o seguinte:

CASADOS PARA SEMPRE

Há muito tempo atrás, um casal de idosos que não tinham filhos, morava em uma casinha humilde de madeira, tinham uma vida muito tranquila, alegre, e ambos se amavam muito. Eram felizes. Até que um dia… Aconteceu um acidente com a senhora. Ela estava trabalhando em sua casa quando começa a pegar fogo na cozinha e as chamas atingem todo o seu corpo. O esposo acorda assustado com os gritos e vai a sua procura, quando vê coberta pelas chamas e imediatamente tenta ajudá-la. O fogo também atinge seus braços e, mesmo em chamas, consegue apagar o fogo. Quando chegaram os bombeiros já não havia muito da casa, apenas uma parte, toda destruída. Levaram rapidamente o casal para o hospital mais próximo, onde foram internados em estado grave. Após algum tempo aquele senhor menos atingido pelo fogo saiu da UTI e foi ao encontro de sua amada. Ainda em seu leito a senhora toda queimada, pensava em não viver mais, pois estava toda deformada, queimara todo o seu rosto. Chegando ao quarto de sua senhora, ela foi falando: – Tudo bem com você meu amor?

-Sim, respondeu ele, pena que o fogo atingiu os meus olhos e não posso mais enxergar, mas não se preocupe amor, que sua beleza está gravada em meu coração para sempre. Então triste pelo esposo, a senhora pensou consigo mesma: “Como Deus é bom, vendo tudo o que aconteceu a meu marido, tirou-lhe a visão para que não presencie esta deformação em mim”. As chamas queimaram todo o meu rosto e estou parecendo um monstro. E Deus é tão maravilhoso que não deixou ele me ver assim, como um monstro!

 Obrigado Senhor!

Passado algum tempo e recuperados milagrosamente, voltaram para uma nova casa, onde ela fazia tudo para o seu querido e amado esposo, e o esposo agradecido por tanto amor, afeto e carinho, todos os dias dizia-lhe:

-COMO EU TE AMO.

Você é linda demais. Saiba que você é e será sempre, a mulher da minha vida! E assim viveram mais 20 anos até que a senhora veio a falecer. No dia de seu enterro, quando todos se despediam da bondosa senhora, veio aquele marido com os olhos em lágrimas, sem seus óculos escuros e com sua bengala nas mãos. Chegou perto do caixão, beijou o rosto acariciando sua amada, disse em um tom apaixonante: -“Como você é linda meu amor, eu te amo muito”. Ouvindo e vendo aquela cena, um amigo que estava ao seu lado perguntou se o que tinha acontecido era milagre. Pois parecia que o velhinho parecia enxergar sua amada. O velhinho olhando nos olhos do amigo, apenas falou com as lágrimas rolando quente em sua face: – Nunca estive cego, apenas fingia, pois quando vi minha amada esposa toda queimada e deformada, sabia que seria duro para ela continuar vivendo daquela maneira. Foram vinte anos vivendo muito felizes e apaixonados! Foram os 20 anos mais felizes de minha vida. E emocionou a todos os que ali estavam presentes.

CONCLUSÃO: Na vida temos de provar que amamos! Muitas vezes de uma forma difícil… E, para sermos felizes, temos de fechar os olhos para muitas coisas, mas o importante é que se faça única e intensamente com AMOR!

Ao Meu Amor… VAI DAR TUDO CERTO!

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E assim vamos levando… Maridos se vão e esposas ficam… Esposas se vão e maridos ficam… Bom quando todos vão juntos… Ou ficam! Quando existe a “cara metade”, é a alma que se apresenta na relação. Tempos passados com amor, sempre estarão presentes em nossas mentes e corações. Quando alguém canta… “Chorei… Não precisava esconder… Todos viram… Fingiram… Pena de mim não precisava… Ali onde eu chorei… Qualquer um chorava! É porque já viveu uma paixão…

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Será que isso já aconteceu com você? Comigo? Com meu amigo Juan Campesino?

Sei lá! O importante é a preservação daquele sentimento puro que um dia existiu! Ao Meu Amor…

Um Amor e uma Cabana!

Quando falo disso não estou falando em…

…Serenata de Schubert!

Falo de um amor e uma cabana mais simples!

Quando o amor é tão grande que até as paredes escoradas em caibros de madeira formam estruturas suficientemente fortes para sustentar os fluxos divinos da paixão. Ali nascem os frutos contínuos da procriação.

A alma canta em harmonia com vibrações musicais das esferas.

Existe quem defenda o contrário. Aliás, nos tempos atuais essa poesia cultivada nos antigos casais, não funciona mais  para a maioria dos jovens amantes. A magia sumiu?

As lembranças do passado estreitam os relacionamentos?

“Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?”

Fernando Pessoa

“A amizade é um amor que nunca morre.”

Mario Quintana

Agora, para finalizar essa viagem no tempo e no espaço…

Ofereço… O meu abraço…

Ao Meu Amor…

Será? Reflexões!

Será? Reflexões!

Quando o momento do Universo está “nervoso”, tudo parece “fervilhar” nos cerebelos mais aguçados! Nos menos aguçados também! A Primavera chegou nublada e pouco florida! Trovoadas e “bombas” eclodem nos quatro pontos cardeais!

Assistindo a um documentário na TV, relatando acontecimentos causados por déspotas… Remeteu-me á Primavera Árabe!

Apesar de ter-se iniciado durante o inverno do hemisfério norte, é uma alusão à Primavera de Praga.

Primavera Árabe, como é conhecida internacionalmente, é uma onda revolucionária de manifestações e protestos que vêm ocorrendo no Oriente Médio e no Norte da África desde 18 de dezembro de 2010. Até a data, tem havido revoluções na Tunísia e no Egito, uma guerra civil na Líbia e na Síria; também houve grandes protestos na Argélia, Bahrein, Djibuti, Iraque, Jordânia, Omã e Iémen e protestos menores no Kuwait, Líbano, Mauritânia, Marrocos, Arábia Saudita, Sudão e Saara Ocidental. Os protestos têm compartilhado técnicas de resistência civil em campanhas sustentadas envolvendo greves, manifestações, passeatas e comícios, bem como o uso das mídias sociais, como Facebook, Twitter e Youtube, para organizar, comunicar e sensibilizar a população e a comunidade internacional em face de tentativas de repressão e censura na Internet por partes dos Estados.

Hoje o Brasil está vivendo seu período de democracia aonde o povo vai ás urnas para eleger seus representantes no Poder Público da República. A res- pública é outra coisa! Segundo os noticiários… Bem dilapidada pelos que estão no poder. Não falar sobre isso? É defensável? Há justificativa para os “roubos” e desmandos de uns e de outros?

Falando em redes sociais, deparei-me com uma postagem do amigo Paulo Sergio Maioque:

É triste, mas é a verdade. Em todos os episódios políticos, sendo o lado X, Y ou Z, há um procedimento estratégico que vem sendo seguido pelos grupos de sabotagem. Podemos sintetizá-lo em dez mandamentos operativos:

1) Difunda o ódio. Ele é mais rápido que o amor.

2) Comece pela juventude. Ela esta multiconectada e pode ser mais facilmente mobilizada para destruir do que para construir.

3) Perceba que destruir é “divertido”, ao passo que “construir” pode ser cansativo e chato.

4) A veracidade do conteúdo é menos relevante do que o potencial impacto de uma mensagem construída a partir da aparência ou do senso comum.

5) Trabalhe em sintonia com a mídia tradicional, mas simule distanciamento dos partidos tradicionais.

6) Utilize âncoras “morais” para as campanhas. Criminalize diariamente o adversário. Faça-o com vigor e intensidade, de forma a reduzir as chances de defesa.

7) Gere vítimas do oponente. Questões como carga tributária, tráfico de drogas e violência urbana servem para mobilizar e indignar a classe média.

8) Eleja sempre um vilão-referência em cada atividade. Cole nele todos os vícios e defeitos morais possíveis.

9) Utilize referências sensoriais para a campanha. Escolha uma cor ou um objeto que sirva de convergência sígnica para a operação.

10) Trabalhe ativamente para incompatibilizar o político-alvo com os grupos religiosos locais. Várias dessas agências internacionais de desestabilização enviaram emissários ao Brasil, especialmente a partir do ano passado.

Antes de responder… Fiz a analogia das primaveras!

Primavera Brasileira?

Primavera da América “Latrina”?

Bom… Vamos lá caro amigo:

Concordo Paulo Sergio Maioque! Só acho que não dá pra defender o indefensável! Se assim não o fosse, as falcatruas seriam empurradas pra baixo de um tapete bem encardido! Boa Semana!

De “bate-pronto” recebi a tréplica:

Na maioria das vezes Marco Antonio Alzamora Gonçalves saber ou não saber o que é defensável, fica por conta do julgamento da consciência de cada um. E você sabe que muitas vezes somos traídos por ela e quando descobrimos já fez o estrago que poderíamos ter evitado. Um bom domingo e uma semana de muita reflexão consciente. Abraços.

Será? Reflexões!

…saber ou não saber o que é defensável, fica por conta do julgamento da consciência de cada um?

O grupo radical EI (Estado Islâmico), que assumiu o controle de várias cidades na Síria e no Iraque, divulgou um vídeo que mostra militante decapitando o jornalista americano Steven Sotloff.

Consciência de cada um… E você sabe que muitas vezes somos traídos por ela e quando descobrimos já fez o estrago que poderíamos ter evitado.

Mulher aprisionada pelo fundamentalismo islâmico.

Quando Fanatismo Religioso e Político tem o Poder, os Inocentes pagam.

“Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”!

Propaganda nazista de Joseph Goebbels.

Por fim, infelizmente, acabou sendo a maior prova de que uma mentira contada muitas vezes pode se tornar uma verdade.

O dano foi terrível!

Primavera Brasileira?

Quando um jornal de grande circulação publica matéria sobre depoimento de um ex-diretor de estatal, dizendo que se revelasse tudo que sabe… Não haveria eleições este ano!

Isto faria parte dos dez mandamentos operativos, citados anteriormente pelo amigo Paulo?

 6) Utilize âncoras “morais” para as campanhas. Criminalize diariamente o adversário. Faça-o com vigor e intensidade, de forma a reduzir as chances de defesa.

Será? Reflexões!

Isso é verdade ou mentira?

Em janeiro de 2005, a empresa belga Astra Oil comprou uma refinaria americana chamada Pasadena Refining System Inc. por irrisórios US$ 42,5 milhões?

No ano seguinte, com aquele mico na mão, os belgas encontraram pela frente a generosidade brasileira e venderam 50% das ações para a Petrobras. Sabem por quanto? Por US$ 360 milhões! Vocês entenderam direitinho: aquilo que os belgas haviam comprado por US$ 21,25 milhões (a metade da refinaria velha) foi repassado aos “brasileiros bonzinhos” por US$ 360 milhões. 1590% de valorização em um aninho.  A Astra sabia que não é todo dia que se encontram brasileiros tão generosos pela frente e comemorou:

“Foi um triunfo financeiro acima de qualquer expectativa razoável”.

Bom…

Concordo Paulo Sergio Maioque! Só acho que não dá pra defender o indefensável! Se assim não o fosse, as falcatruas seriam empurradas pra baixo de um tapete bem encardido! Boa Semana!

Será? Reflexões!

A DUALIDADE DO SER… A OUTRA FACE!

A DUALIDADE DO SER… A OUTRA FACE!

Somos o que somos? E o que somos? Bipolares? Tripolares? Entes polares ou… Entre polares?

Ontem foi um dia “daqueles”! Assisti a um programa na televisão falando sobre agorafobia. Agorafobia vem do grego (ágora – assembleia; reunião de pessoas; multidão + phobos – medo) e é originalmente o medo de estar em espaços abertos ou no meio de uma multidão. Em realidade, o agorafóbico teme a multidão pelo medo de que não possa sair do meio dela caso se sinta mal e não pelo medo da multidão em si. Muitas vezes é sequela de transtorno do pânico. Quando o medo surge é difícil saber se estamos tendo um ataque de pânico ou agorafobia, porque ambos têm quase os mesmos sintomas. Parecia que nada iria dar certo. O dia passou e a noite chegou mais amena. Demorei a dormir, tendo conseguido já na madrugada de hoje. O sono vem “com tudo” bem na hora de levantar. Para quem tem hora, é claro! Quem não tem horário a cumprir pode ficar com as juntas encrencadas de tanto ficar na cama. Por razões da dinâmica de ir e vir, o novo dia foi bem diferente do anterior. Mas até que isso acontecesse, foram horas de elucubrações quase psicodélicas. Lisérgicas eu diria!

Como venho dedicando-me a escrever já há algum tempo, fiquei me perguntando sobre a minha identificação com o relato de uma personagem do romance de Khaled Hosseini, “O silêncio das montanhas”. A personagem Nila Wahdati era escritora, escrevia poemas. Ela dizia que não se orgulhava de seus poemas. Fiquei com “meus botões” imaginando se seria o mesmo comigo. Não que eu escreva poemas… Mas escrevo! E basta por enquanto! A personagem pondera sobre conseguir distanciar o seu trabalho do próprio processo criativo. Aí é que me veio o questionamento.

Ela, respondendo a uma entrevista, disse:

 Eu vejo o processo criativo como um empreendimento necessariamente desonesto. Aprofunde-se num lindo texto escrito, monsieur Boustouler, e vai encontrar todos os tipos de desonra. Criar significa vandalizar a vida de outras pessoas, transformando-as em participantes involuntários e inconscientes. Nós roubamos desejos alheios, seus sonhos e embolsamos seus defeitos. Pegamos o que não nos pertence. E fazemos isso conscientemente.”

É a compulsão que a dominava… E me domina!

Ainda lépido, na madrugada que parecia não ter fim, lembrei-me de Mario Quintana escrevendo:

“… Dizem que sou modesto. Pelo contrário, sou tão orgulhoso que acho que nunca escrevi algo à minha altura. Porque poesia é insatisfação, um anseio de auto superação”.

Monumento a Mário Quintana (dir.) e Carlos Drummond de Andrade, na Praça da Alfândega de Porto Alegre, obra de Francisco Stockinger.

Levantei… Fiz alguma coisa… Voltei ao travesseiro, esteio dos meus pensamentos de vigília noturna.

Sim, como poderia escrever algo para ser “bem lido”? Que me satisfizesse o amago do ego?

Acabara de ler um livro de Elie Wiesel, “Uma Vontade Louca de Dançar”, onde ele preconiza que “… Quando a gente chora, não choramos pelos outros e, sim por nós mesmos”.

Elias “Elie” Wiesel (Sighetu Marmaţiei, 30 de setembro de 1928) é um judeu sobrevivente dos campos de concentração nazistas, que recebeu o Nobel da Paz em 1986 pelo conjunto de sua obra de 57 livros, dedicada a resgatar a memória do Holocausto e a defender outros grupos vítimas das perseguições.

Consequentemente, mergulhamos nas profundezas do egocentrismo e do interesse como mola mestra das nossas boas ações.

Agora a coisa encrencou de vez!

Já num limbo literário meu avô José Alzamora me apareceu, em dimensão mística e cósmica, com um exemplar do livro de Menotti Del Picchia.

Meu avô adorava fazer citações. Acho que estou incorporando-o!

Em “OBRAS COMPLETAS – CONTOS – 1946”:

“No fundo de cada renuncia há um interesse. Quando um mal se torna bom, sua bondade é um disfarce acidental da sua perfídia: é uma metamorfose meramente formal da maldade assim transmudada pelo interesse. Uma generosidade que se faz mais intensa, um perdão que varre uma culpa, tudo encapota o interesse. Raspe-se a casca de qualquer ação humana que, no fundo, encontra-se o interesse…”.

Menotti Del Picchia

Paulo Menotti Del Picchia (São Paulo, 20 de março de 1892 — São Paulo, 23 de agosto de 1988) foi um poeta, jornalista, tabelião, advogado, político, romancista, cronista, pintor e ensaísta brasileiro.

No ensaio da vida, percorremos caminhos onde encontramos tudo, que existe no universo, aos pares. Nada existe sem seu oposto.

O bem e o mal, o claro e o escuro, o dia e a noite, a alegria e a tristeza o tudo e o nada, a dinâmica e a estática e etc…

Porém alguns mistérios, e por serem mistérios não são explicados, se apresentam em incógnitas.

Na lei da dualidade, assim como na da lei ação e reação, duas situações não apresentam seus reais opostos.

Uma delas é a questão da dinâmica e da estática. No universo tudo vibra e está em movimento.

As leis da estática foram formuladas por Albert Einstein para justificar a referida dualidade dos opostos.

Se não houvesse isso, haveria o desequilíbrio.

A outra é retórica. É no mínimo intrigante pensar o que ocorre na dualidade “tudo /nada”.

No tudo, pode-se considerar a presença do nada (Se é tudo, até o nada faz parte).

No nada, o tudo não existe (Ou não faz parte). No nada não existe nada.

Albert Einstein

É conhecido por desenvolver a teoria da relatividade.

Acho que ando meio “relativista” mesmo!

Assim, nos tornamos eternos buscadores e não nos incluímos na teoria estática de Einstein.

Sempre estaremos num movimento continuo, até mesmo com a transição da alma.

Como meu pensamento vaga… Que vague com AMOR!

Assim conclamo o poeta maior… Quem sabe?

Ninguém melhor que Carlos Gomes!

Tão longe de mim distante

Onde irá, onde irá teu pensamento

Quisera, saber agora

Se esqueceste, se esqueceste

Quem sabe se és constante

Se ainda é meu teu pensamento

Minh’alma toda devora

Dá a saudade dá a saudade agro tormento

Tão longe de mim distante

Onde irá onde irá teu pensamento

Quisera saber agora

Se esqueceste se esqueceste o juramento!