Uma Vontade Louca de Escrever

Uma Vontade Louca de Escrever

Voltei correndo da rua para casa. Meu cérebro parecia querer explodir de tantas ideias, estuporando minha caixa craniana. Pensei estar exagerando no ímpeto. Muitos títulos vieram à tona. Com velocidade vertiginosa, meus neurônios (Tico e Teco) percorreram o exíguo espaço físico entre o núcleo e a crosta. Era o dito pelo não dito, bendito e maldito… Ditado… Dita dura… Dita mole… Escambau! Até dentadura veio visitar o centro da “moringa” (Cabeça… Para os que não conhecem gírias). Tinha que escrever logo. Sem coordenar minhas emoções e os meus dedos, comecei a teclar (Datilografar… Para os antigos). Antigamente eu datilografava 150 palavras por minuto. Agora consigo escrever 1500! Çalskhdfçoaiwefçalwebnf, mais ou menos assim! Sem respirar ou tirar o dedo do teclado. Escrevendo tudo sem dizer nada com nada.

CALMA!… Vamos começar tudo de novo!

Respire fundo!… Prenda o ar por alguns segundos… Solte pausadamente. PRONTO!… Agora já dá para pensar em alguma coisa que deleite o leitor e que você acredite ser útil ao Universo.

Vaca? Não!

Fui ao andar de baixo e reparei um artigo em

 O ESTADO DE SÃO PAULO – Editorial – 21/ABR/13.

Dilmês castiço

Já se tornou proverbial a dificuldade que a presidente Dilma Rousseff tem de concatenar ideias, vírgulas e concordâncias quando discursa de improviso.  No entanto, diante da paralisia do Brasil e da desastrada condução da política econômica, o que antes causaria somente riso e seria perdoável agora começa a preocupar.  O despreparo da presidente da República, que se manifesta com frases estabanadas e raciocínio tortuoso, indicam tempos muito difíceis pela frente, pois é principalmente dela que se esperam a inteligência e a habilidade para enfrentar o atual momento do País.

Uai gente! Será que tudo isso está dando ansiedade e angústia?

Será que estou concatenando bem as ideias na “moleira” (moringa)?

Agora consigo escrever 1500! Çalskhdfçoaiwefçalwebnf, mais ou menos assim! Sem respirar ou tirar o dedo do teclado. Escrevendo tudo sem dizer nada com nada.

CALMA!… Vamos começar tudo de novo!

“E eu quero adentrar pela questão da inflação e dizer a vocês que a inflação foi uma conquista desses dez últimos anos do governo do presidente Lula e do meu governo”. Presidenta do Brasil

Bom, isso é papo para quem entende de política. Vamos mudar de assunto. Vou continuar falando da vontade de escrever… Não da vontade louca de falar!

Hoje alguns elementos da minha personalidade, aflorados, pincelam a minha lavra. Se o texto for corrosivo, é revelação da minha amargura. Caso eu continue escrevendo com palavras que transmitam leveza e tranquilidade, demonstrarão meu estado de alegria.

Lendo o Bom Dia Hoje do Sigmar Sabin, esbarrei com uma citação de Sêneca, um orador romano que viveu entre (55 AEC e 39 DEC). Correndo da rua para casa… Corri mais um risco!

Rir é correr o risco de parecer tolo… Chorar é correr o risco de parecer sentimental… Estender a mão é correr o risco de se envolver… Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu… Defender seus sonhos e ideias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas… Amar é correr o risco de não ser correspondido… Viver é correr o risco de morrer… Confiar é correr o risco de se decepcionar… Tentar é correr o risco de fracassar… Mas devemos correr os riscos, porque o maior perigo é não arriscar nada… Existem pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada… Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem… Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade… Mas, somente a pessoa que corre riscos, é livre!

Aí mergulhei na famosa frase de Franklin Roosevelt:

É melhor lançar-se à luta em busca do triunfo mesmo expondo-se ao insucesso, que formar fila com os pobres de espírito, que nem gozam muito nem sofrem muito; E vivem nessa penumbra cinzenta sem conhecer vitória nem derrota.

Faça algo e, se não conseguir, faça outra coisa. Mas, acima de tudo, tente algo.

Franklin Roosevelt

Quando tive Uma Vontade Louca de Escrever, não pensei que estava compartilhando parte da minha experiência de vida com algumas pessoas. Minha alegria ou minha tristeza, minha criatividade ou minha estupidez. Os benefícios da instrução nunca são perdidos.

Sempre cito, “O Filho DO HIPNOTIZADOR e outras histórias de estranhas pessoas” de Dennis D:

“Escrever é revelar-se”. “Por isso, talvez, já disseram que toda escritura – como ofício ou como arte – é apenas uma das muitas faces do exibicionismo humano.”

“Acreditem, mostrar a bunda na janela pode ser menos constrangedor do que expor, em letras, as entranhas da própria sensibilidade”.

Quando tenho essa vontade louca de escrever, parece que estou rasgando páginas dos meus cadernos do primário. Exibicionista desde a tenra idade.

Quem sabe não seja essa a grande diferença procurada pelos escritores mais famosos?

Curto cada letra formando uma palavra que flui da alma, ainda que já insistentemente explorado por outros!

Hoje descobri outro escritor que passei a admirar.

Como escreveu o brilhante escritor Juliano Martinz:

Quando falamos sobre algo que pulsa nosso coração, que salta pelos poros de nossa pele, o Estilo Literário mostra suas caras e bocas. Este será o elemento mais sedutor de suas narrativas”.

Já o Arnaldo Jabor desabafa sem dó:

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Sinto-me assim, como articulista.  Para que escrever? Nada adianta nada. E como meu trabalho é ver o mal do mundo, um dia à depressão bate.  A náusea, não a do Sartre, mas a minha. Não aguento mais ver a cara do Lula, o homem que não sabe de nada, talvez nem conheça a Rosemary, não aguento mais ver o Sarney mandando no País, transformando-nos num grande “Maranhão”…

E ainda fica em dúvida sobre a letra da música de Cole Porter:

 “Conflicting questions rise around my brain/ Should I order cyanide or order champagne?” (“Questões conflitantes rondam minha cabeça/ devo pedir cianureto ou champanha?”).

Uma escrita, além de espontânea, pode ser lapidada, elaborada. Como fazemos em arquitetura. Primeiro criamos um partido a ser adotado, que chamamos de estudo preliminar. Em seguida fazemos o anteprojeto, que é uma definição mais acurada da ideia. Finalmente desenvolvemos o projeto definitivo, que de definitivo fica só o nome, pois ainda poderá restar alguma correção. Normalmente vai para um órgão responsável de aprovação relativo ao objeto da obra a ser construída.

Agora consigo escrever 1500! Çalskhdfçoaiwefçalwebnf, mais ou menos assim!

Algum roteirista disse que o importante é o grande final.

O meio pode ser uma “merda”. Emoções “invisíveis” dos personagens não são indicadas pelos roteiros, porque precisam ser mostradas ao espectador através da vivência das ações dos atores em frente à câmera. Daí a noção essencial aos escritores de roteiro de que “escrever é igual a descrever”.

Pablo Neruda diz que “Escrever é fácil. Você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca ideias”.

Será? Mesmo o meio sendo uma “merda”?

“A verdade é que não há verdade.”

Pablo Neruda

Por isso e por todo o risco que corro agora, escrevendo, invoco o mestre que diz:

“A timidez é uma condição alheia ao coração, uma categoria, uma dimensão que desemboca na solidão”.

Pablo Neruda

Antigamente eu datilografava 150 palavras por minuto…

Mesmo escrevendo 1500! Çalskhdfçoaiwefçalwebnf, mais ou menos assim!  “Tipo assim”! Xô timidez!

Já teclei um monte de palavras e sei que poderia podar algumas. Mas não vou me acovardar. Se as letras fluíram do cerebelo e meus dedos tocaram essa música no piano datilográfico… É porque era para ser!

Escrever é tão antigo quanto falar e cantar, chorar e rir, “ir ao banheiro” e até, esculpir, lapidar, elaborar…

Escreveu… Não leu… O pau comeu! Será que na palma da mão… Alguém escreveu?

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Desde os tempos mais remotos, a escrita tem sido um baluarte das grandes civilizações. Os escribas eram os profissionais que tinham a função de escrever textos, registrar dados numéricos, redigir leis, copiar e arquivar informações. Como poucas pessoas dominavam a arte da escrita, possuíam grande destaque social. Hoje, embora guardada as devidas proporções, quem escreve também tem um lugarzinho ao Sol! Formadores de opinião.

No Egito Antigo, os escribas tinham uma importante função e ocupavam lugar de destaque na sociedade egípcia, pois eram conhecedores da escrita demótica e dos hieróglifos. Eram eles que escreviam sobre a vida dos faraós, registravam a cobrança de impostos e copiavam textos sagrados. Os escribas usavam o papiro para escrever dados e textos ou registravam nas paredes internas das pirâmides. (Sua Pesquisa.com – Google)

Toth – o Deus dos Escribas

Assim como Baco e Dionísio, deuses do vinho romano e grego respectivamente, Toth também era Hermes…

Hermes Trismegisto (em latim: Hermes Trismegistus; em grego Ἑρμῆς ὁ Τρισμέγιστος, “Hermes, o três vezes grande”) é o nome dado pelos neoplatônicos, místicos e alquimistas ao deus egípcio Thoth (ou Tehuti), identificado com o deus grego Hermes. Ambos eram os deuses da escrita e da magia nas respectivas culturas. Thoth simbolizava a lógica organizada do universo. Era relacionado aos ciclos lunares, cujas fases expressam a harmonia do universo. Referido nos escritos egípcios como “três vezes grande”, era o deus do verbo e da sabedoria, sendo naturalmente identificado com Hermes. Na atmosfera sincrética do Império Romano, deu-se ao deus grego Hermes o epíteto do deus egípcio Thoth. Wikipédia, a enciclopédia livre.

Dessa forma minha folha viveria borrada…

Escutando fragmento do concerto “Vozes para a Paz” (Músicos Solidários), realizado no Auditório Nacional de Música de Madri (Espanha), em 12 de junho de 2011 na Peça do compositor americano Leroy… Concluí:

Dá para escrever até numa orquestra bem calibrada.

Loucamente… Extraí uma música da velha máquina de escrever…

Depois do show musical, escrevendo, continuei com Uma Vontade Louca de Escrever…

Apesar de você… A coisa aqui… Tá preta…

Apesar de você… A coisa aqui… Tá preta…

Do Bom Dia Hoje, de Sigmar Sabin, recebi a seguinte pergunta:

“Olá: Marco”! Como você acordou hoje?
Como uma pessoa animada, disposta e entusiasmada para olhar pela janela para ver e desfrutar as maravilhas deste mundo ou com um olhar triste, nublado por tristeza do passado, por uma perda que ainda não foi compreendida ou aceita?

Abri a janela e o céu estava preto. Só o telhado da casa do Gerson Horochowski estava branco. Vizinhos queridos em que a Patrícia, sua esposa, volta e meia nos brinda com algum quitute feito com esmero. Já que falei em vizinho, não posso esquecer-me do Cristian Gulin, soldado Gulin, como é chamado na Gloriosa Corporação da Policia Militar. Sempre quebra um galho aqui em casa quando se trata de elétrica. Somos privilegiados com referência à vizinhança.

Quase agarrei no fio elétrico que passa bem em frente da minha janela. Abri a casa toda para ver se ventilava sobre o ranço noturno. A vantagem é que não tinha raios nem trovoadas naquele momento. Resolvi lavar o rosto e escovar os dentes. Sou pobre mais sou limpinho!

Porém… Quando leio o Arnaldo Jabor em “A náusea”, escrito em 11 de dezembro de 2012 – O Estado de São Paulo:

O grande Cole Porter tem uma letra de música que diz: “Conflicting questions rise around my brain/ Should I order cyanide or order champagne?” (“Questões conflitantes rondam minha cabeça/ devo pedir cianureto ou champanha?”).

Fico cá com meus botões pensando se minha náusea é maior que a dele e a do Sartre, juntas!

Ele escreve tudo que eu gostaria de escrever. Ele diz e brada com o desabafo de quem já explodiu o “saco”!

As palavras escritas parecem sonoras.

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Sinto-me assim, como articulista.  Para que escrever? Nada adianta nada. E como meu trabalho é ver o mal do mundo, um dia à depressão bate.  A náusea, não a do Sartre, mas a minha. Não aguento mais ver a cara do Lula, o homem que não sabe de nada, talvez nem conheça a Rosemary, não aguento mais ver o Sarney mandando no País, transformando-nos num grande “Maranhão”…

Embora tenha vontade de reproduzir o texto na íntegra, não é o caso desta lavra. Esse cara é “foda”!

Continuo caminhando com esse céu escurecido de verão amalucado.

Havia recebido um e-mail do Dr. Zanoni de Quadros Gonçalves, meu pai, repassando texto sobre como as coisas estão por aqui na Pátria Amada. O título era “10 técnicas infalíveis para manipular a população”.

O filósofo, um judeu antissemita norte-americano Avram Noam Chomsky desenvolveu uma lista de 10 estratégias utilizadas pela mídia como um todo para manipular a população em geral. Comunista de carteirinha.

Conversando com meu amigo Szyja Lorber sobre o “gajo” Chomsky que escreveu as 10 estratégias, fui ilustrado com o seguinte comentário:

Só lastimo você citar o Chomsky, para “uma anta tocada a cachorro”, como dizia um amigo meu. De fato é filósofo, professor disso e daquilo e é judeu (não sei se sabia). Mas é, um judeu antissemita (sim, também existem os judeus com auto-ódio). Ele é de esquerda, um comunistão. Até aí tudo bem. Mas tudo o que faz, escreve ou fala, incluindo “As 10 técnicas infalíveis para manipular a população”, é para criticar os Estados Unidos pelo apoio a Israel. Em 2.006, logo após a guerra de Israel no Líbano, a anta apareceu abraçada numa fotografia com… O chefão do terrorista Hezbolá, o Nasralla, rindo um para outro! É só um desabafo porque não suporto o tipo (quem por sinal tem muito, muito mais), mas não precisa tirá-lo do texto, pois senão ficará quebrado em sem sequência.

Abração

Szyja.

Não vou reproduzir todas. Mas essa me chamou bastante a atenção:

Mensagens Subliminares

Se aproveitar da fragilidade emocional de grande parte das pessoas é outra técnica bastante utilizada para manipulação, a fim de causar um curto-circuito no senso crítico de cada um. Para isso, a mídia constantemente se utiliza da técnica das mensagens subliminares, sobretudo na televisão, a fim de manipular a mente das pessoas.

Como já foi tema de artigo meu anterior: “Vou ali me deprimir um pouquinho e… Já Volto”!

Em outro artigo escrevo sobre Propaganda Subliminar. “Apesar de você… A coisa aqui… Tá preta…”. É melhor ser rico com saúde do que pobre doente, né?

Falando em saúde, náusea, doença e escambau! Houve uma passagem interessante comigo e minha mulher. Estávamos voltando de um opíparo jantar de comemoração de aniversário da minha cunhada Sheilla Figlarz, noite fria de verão chuvoso “curitibense”, quando um sujeito atravessava a rua. Fora da faixa de pedestre e mancando em uma das pernas. Minha mulher falou: “Ele deve estar procurando acidentar a outra perna”!

Olhei bem para a cara dela, com expressão de dúvida.

Percebendo, ela completou: “Isso é Cinemática do Trauma”!

Ri… Muito! Nem precisou perguntar e ela já estava me explicando. “Veja no meu livro do curso que fiz sobre Trauma – Atendimento Pré-Hospitalar”.

Ah! Sim… Ela é enfermeira!

E das boas! Competência não lhe falta! Dedicada e atenciosa! Atenta! Atina tudo!

Fiquei encucando sobre “Cinemática do Trauma”… Pensei… Bem que poderia ser também “Cinemática da Náusea”. Minha, do Sartre e do Jabor!

Segundo o livro dela:

Denomina-se Cinemática do Trauma o processo de avaliação da cena do acidente, para determinar as lesões resultantes das forças e movimentos envolvidos.

Ô loco sô! É muito pra minha cabeça! Até física esses enfermeiros sabem!

E=m.V²/2 … A energia de movimento ou cinética (E) é uma função da massa (m) (peso do acidentado) e da velocidade (V). Primeira Lei de Newton. É mole?

Lendo as atuais manifestações dos brasileiros, imagino que Newton iria criar uma fórmula para a “Cinemática da Náusea”. Minha, do Sartre e do Jabor!… Sabe-se lá de quem mais!

E=PQP²/196.655.014 – “Cinemática da Náusea”.

Canta aí Chico Buarque… Melhorou muito depois dos protestos que foram feitos nos tempos idos? É a “lesma lerda”? Adiantou o exílio de uma turma poeticamente correta?

…não dá mais para ouvir quantos campos de futebol foram destruídos por mês nas queimadas da Amazônia, enquanto ecochatos correm nus na Europa, fazendo ridículos protestos contra o efeito estufa; não aguento mais contar quantos foram assassinados por dia, com secretários de segurança falando em “forças-tarefas” diante de presídios que nem conseguem bloquear celulares…

Arnaldo Jabor em “A náusea”.

Esse aí está “nauseado” mesmo…

Aqui no Brasil… Sei lá!

Apesar de você…

A coisa aqui…

Tá preta…

Preta? Seria politicamente correto… Afrodescendente?

Do anarquista russo do século 19, Mikhail Bakunin.

(1814-1876):

“Assim, sob qualquer ângulo que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada”. Esta minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessará de ser operários e pôr-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo. “Quem duvida disso não conhece a natureza humana”.

E daí cantores de protestos?

…não suporto a polêmica nacionalismo-pelego x liberalismo tucano, eu tenho enjoo de vagabundos inúteis falando em “utopias”, bispos dizendo bobagens sobre economia, acadêmicos decepcionados com os ‘cumpanheiros’ sindicalistas, mas secretamente fiéis à velha esquerda…

Arnaldo Jabor em “A náusea”.

Quando estive na Europa, fiquei hospedado na casa do meu Diretor de Tese. Sérgio Ferro foi exilado também.

Cultivava a incoerência. Inquiridor. Foi professor do Chico Buarque na Faculdade de Arquitetura. Brigou, como muitos, para que o Brasil se tornasse um país livre de ordens ditatoriais. Hoje vejo e escuto eruditos reclamando da nova ordem. Tá valendo o que? Como os jovens estão enxergando este momento nacional?

Vai ter “apagão” ou o ministro promete que vai chover?

“Amanhã… Vai ser outro dia”?

E o Rio de Janeiro?

Até você Vinicius?

Como era mesmo?

Vai meu irmão
Pegue esse avião
Você tem razão
De correr assim
Desse frio, mas beija
O meu Rio de Janeiro
Antes que um aventureiro
Lance mão…

E o Rio de Janeiro continua lindo!

Barracão de zinco… Pendurado no morro! Vai pedindo…

Meu irmão, Luiz Aurélio Alzamora Gonçalves estava com sua agência de publicidade no Rio de Janeiro. Indigna-se o tempo todo com o que está acontecendo na cidade maravilhosa. Qualquer dia ele vai cantar como o Vinicius de Moraes:

Pede perdão pela duração
Dessa temporada
Mas não diga nada
Que me viu chorando
E pros da pesada
Diz que eu vou levando…

Acho que tem alguém me querendo “sacanear”!

Logo eu, que “Soy loco por ti, América
Yo voy traer una mujer playera”
, né Caetano?

Levem-me para Londres também! Quero aprender “Ingreis”.

Tráfico de crianças… Ou de quengas…?

OsPaparazzi.com. br

E o BBB? Não é necessário nem traduzir. O Brasil inteiro sabe do que se trata! É Mensagem Subliminar?

Aproveitar-se da fragilidade emocional de grande parte das pessoas é outra técnica bastante utilizada para manipulação, a fim de causar um curto-circuito no senso crítico de cada um?

É Mensagem Subliminar?

Google – Imagem

Continuei minha caminhada em busca de elucidações pertinentes quanto ao real estado das coisas aqui na terrinha do faz de conta!

Procurei a Rosa… A Margarida… Até a Interpol!

Só encontrei denúncias em cima de denúncias.

Senti dor de barriga e fui aliviar minha náusea.

A minha… A do Jabor… A de Sartre! Procurei pesquisar sobre “disritmias” nacionais e mentais. Metafísica e etc…

Curioso, fui buscar Sartre. Niilismo foi o que encontrei.

Niilismo (do latim nihil, nada) é um termo e um conceito filosófico que afeta as mais diferentes esferas do mundo contemporâneo (literatura, arte, ciências humanas, teorias sociais, ética e moral). É a desvalorização e a morte do sentido, a ausência de finalidade e de resposta ao “porque”. Os valores tradicionais depreciam-se e os “princípios e critérios absolutos dissolvem-se”. “Tudo é sacudido, posto radicalmente em discussão. A superfície, antes congelada, das verdades e dos valores tradicionais está despedaçada e torna-se difícil prosseguir no caminho, avistar um ancoradouro”.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Aí faço analogias sobre “Cinemática do Trauma” e “Cinemática da Náusea”:

E=PQP²/196.655.014 – “Cinemática da Náusea”.

A população do Brasil é de aproximadamente 196.655.014. Isaac Newton não saberia denominar as dimensionais PQP², mas, certamente, concordaria que a divisão seria justa!

PQP²/196.655.014=Rateio do prejuízo!

É muito justo!

Google-Imagem

Vejo o céu clarear de repente… Impunemente!

Desta forma… Ou desta fórmula, quem inventou a tristeza vai ter que “desinventar”, né Mané?

Quando o galo cantar, vai brotar água nova!

Esse grito contido e esse samba no escuro… Tenha a fineza de “desinventar”!

Vamos esbanjar POESIA!

Meu caro amigo me perdoe, por favor.

Se eu não lhe faço uma visita.

Mas como agora apareceu um portador.

Mando notícias nessa fita.

Aqui na terra tão jogando futebol.

Tem muito samba muito choro e rock’n’roll.

Uns dias chove, noutros dias bate o sol.

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta. Muita mutreta pra levar a situação.

Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça.

E a gente vai tomando que também sem a cachaça.

Ninguém segura esse rojão.

Meu caro amigo eu não pretendo provocar.

Nem atiçar suas saudades.

Mas acontece que não posso me furtar.

A lhe contar as novidades…

É… Meu Caro Amigo!

Vamos esbanjar POESIA!

 

Pintando o Sete… Chutando o Balde…

Pintando o Sete… Chutando o Balde…

Realmente o “mar não tá pra peixe”! Quando existe crise em todos os quatro pontos cardeais temos a impressão de que “a coisa tá preta”! Ou afro descendente para invocar o politicamente (os bolhas) correto! Da crise na Crimeia aos conflitos no Oriente Médio a situação aqui e ali “tá russa”! Quem gosta de Beirute e Esfiha fica olhando torto para quem está comendo Guefilte Fish e Pletzalej de cebolla. Olha que não estou falando de comida Kasher, que se refere ao modo como a comida foi manuseada e preparada. Refere-se aos pratos da tradição judaica.

Com o término da Copa do Mundo, devemos receber no Brasil alguns lideres mundiais. O presidente da Rússia, Vladimir Putin não veio á Curitiba. A cidade contempla colônias russas e ucranianas ao mesmo tempo em que a Ucrânia vive período de intensos conflitos entre a população, dividida em pró-Rússia e pró-União Europeia; e porque o movimento LGBT, que irá protestar contra a homofobia de Irã e Nigéria, também pensa em atos contra Putin.

Mas certamente estará para o lançamento do Banco dos Brics! Os países emergentes do Brics, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul decidiram estabelecer um banco de desenvolvimento que entre outros objetivos terá a tarefa de se contrapor ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional. Os países do Brics trabalham também no estabelecimento de um fundo de reservas de divisas de contingência por um valor inicial de 100 bilhões de dólares. O acordo foi alcançado durante a quinta conferência que reuniu os presidentes dos países membros do grupo econômico emergente em Durban, África do Sul. O banco de desenvolvimento acordado pelo Brics tem como objetivo “mobilizar recursos”, fomentar a construção de infraestruturas e o “desenvolvimento sustentável” em países emergentes e em vias de desenvolvimento. A “invasão do dragão” também é temida: Temores de que a China cuja economia é muito maior do que às de todos os outros Brics somadas, poderia tomar o banco para atender os seus próprios interesses. Certamente mais um “destempero” á vista.

Já li algo assim:

– Pelo fim do capitalismo e em defesa de uma sociedade socialista! Vamos juntos! Enquanto os BRICS querem criar mais um banco, nós queremos Saúde, Transporte, Educação, Moradia e Reforma Agrária em todo canto!

Parece que não existe ninguém satisfeito com nada! É até compreensível em um mundo desestabilizado com estes acontecimentos extremistas. Sem contar com as catástrofes naturais!

A Copa do Mundo no Brasil culminou com um placar de 7×1 da Seleção Holandesa contra o Pseudo Escrete Brasileiro, mal formado durante os “brados” de “tudo vai bem” dito em vozes soberbas por alguns políticos instalados no poder da corrupção!

Acidente durante colocação do último módulo da cobertura da Arena do Corinthians (Itaquerão) deixa dois mortos. Parte da arquibancada e do painel de LED foi afetada. “Grande Legado”! Pintando o Sete…

“Os lugares mais sombrios do Inferno são reservados àqueles que se mantiveram neutros em tempos de crise moral”.

Dante Alighieri

Na Copa do Mundo a mordida não foi na jugular…

Mas o Inferno de Dante estava representado em uma versão mais moderna e amena!

Pintando o Sete…

Sete são os pecados capitais, de acordo com a Bíblia. Sete são as artes. Sete são as notas da escala diatônica. Sete são as cores do arco-íris. Sete é o número de dias da semana. Sete são as maravilhas do mundo antigo. Diz-se que, quando fazemos diabruras ou desatinos, estamos Pintando o Sete. Por estes e outros motivos, o Sete é tido por alguns, como um número mágico.

Para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil o Sete deve ter sido magia negra! Ou afro descendente!

Chutando o Balde…

Significa “morrer”. Por que to kick the bucket? Que tem que ver “chutar o balde” com “esticar as canelas”? No século 16, época em que essa expressão surgiu, ela se aplicava somente à morte por enforcamento. O suicida subia num balde, bucket, emborcado, prendia uma corda no teto da sala, amarrava a outra extremidade no pescoço e, chutando, (kicking, o balde, ficava pendurado até morrer).

A expressão brasileira teve origem semelhante: o suicida ficava agachado encima de uma base alta. Depois de ter amarrado a corda no pescoço, chutava a base e, sem o apoio para as pernas, “as canelas esticavam”.

Morria. Com o tempo, to kick the bucket e esticar as canelas passaram a aplicar-se a morrer de qualquer tipo de morte. Jéssicaa-Yahoo

Já na época de 1920 ou 1930:

Quando ocorreu a época da segunda guerra e a grande recessão americana, um grande general bravo com toda a situação tropeçou em um balde, e assim, seus subordinados assimilaram que chutando o balde seria como correr para explodir. Alexandre-Yahoo

Tem dessas coisas também… Ficar olhando para trás!

Enfim, aqui no Brasil, enquanto uns estão Pintando o Sete…

Outros estão Chutando o Balde…

Quem sabe a culpa tenha sido… De quem falou das flores? Ou da Brigitte Bardot?

Viagem à Superfície da Terra…

Viagem à Superfície da Terra…

O Centro do Planeta é bem diferente. Quase na superfície da Terra podemos ver algo semelhante ao que ocorre em seu ponto nuclear.

Gruta da Lapa Doce na Chapada Diamantina na Bahia.

Todos os seres nascidos no Centro da Terra são especialistas em espeleologia.

As “pedrinhas” cravadas nas paredes subterrâneas, brutas, quase intocadas… Ou “entocadas”, sonham um dia serem lapidadas na superfície da Terra.

Google –Imagem

Cena do filme Viagem ao centro da Terra, adaptação, para o cinema, do livro de Julio Verne. – Google – Imagem

Os homens do Centro da Terra imaginam as joias da Superfície…

Lamborghini Veneno – Google – Imagem

Não existem pistas extensas o suficiente no Centro da Terra para as velocidades destas joias da Superfície.

Mesmo porque a temperatura poderia derreter esses exemplares desenvolvidos pela tecnologia dos humanos superficiais. O núcleo da Terra é mais quente que o Sol.

O núcleo externo é provavelmente composto de ferro metálico e outros elementos (enxofre, silício, oxigênio, potássio e hidrogênio) e o núcleo interno, composto de ferro e níquel, e é sólido porque, apesar das imensas temperaturas, está sujeito a pressões tão elevadas (cerca de 4,5 milhões de atmosferas) que os átomos ficam compactados; as forças de repulsão entre os átomos são vencidas pela pressão externa, e a substância acaba se tornando sólida. A temperatura entre o núcleo e o manto é estimada em cerca de 3700 °C, podendo atingir de 4000 a 4500 °C no núcleo interno.

Em seus primeiros momentos de existência, há cerca de 4,5 bilhões de anos, a Terra era formada por materiais líquidos ou pastosos, e devido à ação da gravidade os objetos muito densos foram sendo atraídos para o interior do planeta (o processo é conhecido como diferenciação planetária), enquanto que materiais menos densos foram trazidos para a superfície. Como resultado, o núcleo é composto em grande parte por elementos mais pesados como o ferro (80%), e de alguma quantidade de níquel e silício.  Outros elementos, como o chumbo e o urânio, são muito raros para serem considerados, ou tendem a se ligar a elementos mais leves, permanecendo então na crosta. A espessura do núcleo é aproximadamente 3400 km de raio.

Google-Imagem – Por Letícia Resende em 20.05.2011

Cientistas da Universidade de Leeds, Inglaterra, afirmam que o centro da Terra pode estar derretendo e que isso afetaria atividades na superfície.

O núcleo da Terra é formado por uma bola de ferro com 2,4 mil quilômetros, quase do tamanho da Lua. Essa bola é cercada por uma camada feita de uma liga líquida de ferro e níquel, uma camada viscosa e, por cima de tudo, a crosta sólida que forma a superfície do planeta.

Quando o “Ser do Centro” se desloca para a superfície, ele fica imaginando a beleza dos horizontes.

Dá para vislumbrar o espaço sideral com suas estrelas, planetas e o infinito. Acho que todos os seres viventes neste globo devem ser oriundos do Centro da Terra. Quando morrem são enterrados! Será uma simbologia de retorno ao nascedouro? Esse tal de Julio não era da Superfície!

Em francês Jules Verne, era um escritor francês. Júlio Verne foi o filho mais velho dos cinco filhos de Pierre Verne, advogado, e Sophie Allote de La Fuÿe, esta de uma família burguesa de Nantes.

Este indivíduo deve ter nascido próximo ao Centro da Terra. Narrou várias façanhas percorridas do núcleo á superfície e acima dela, também. “Volta ao Mundo em 80 Dias”, “Vinte mil Léguas Submarinas” e “Viagem ao Centro da Terra”. Viagem à Superfície da Terra fica por minha conta. Sinto-me como um rebento oriundo dessa esfera nuclear equidistante de cada centímetro quadrado da crosta intermediária da atmosfera. Lá em baixo o Sol era somente uma lenda. Quando busquei, com esforço, vencer a força da gravidade, eu acelerei minha carcaça a bem mais do que os 9,8 m/s², que é a aceleração da gravidade. De onde eu vim, não faltavam diamantes. Mas eu já sonhava com a superfície ensolarada com paisagem campestre verdejante e ar puro… Sem se esquecer de uma bela Lamborghini Veneno. Objeto de consumo de seres superficiais e subterrâneos. Mais dos subterrâneos, assim como os diamantes são substancialmente queridos pelos seres superficiais. Explosões no Centro da Terra não acontecem em “panelas de pressão”! Nem acontecem para matar semelhantes. No núcleo central não há África empobrecida nem Etiópia. Do “núcleo” até a “superfície” existem muitas “cavernas”, “grutas”, “tocas” e outras “entranhas”. Algumas tocam músicas chamadas de “pagodes” onde os serviçais falam “tipo assim”!

Em minha chegada à superfície da Terra, numa das várias “reencarnações”, eu fui parar num lugar habitado. Lemúria? Atlântida?

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Atlântida ou Atlantis (em grego, Ἀτλαντίς – “filha de Atlas”) é uma lendária ilha ou continente cuja primeira menção conhecida remonta a Platão em suas obras “Timeu ou a Natureza” e “Crítias ou a Atlântida”. Wikipédia, a enciclopédia livre.

Nessa “viagem” encontrei Sólon, que viajava pelo Egito naquela ocasião. Em conversa com um sacerdote que vivia em Sais, no delta do Rio Nilo, ele nos contou sobre algumas tradições ancestrais relacionadas com uma guerra perdida em tempos mais remotos entre os atenienses e o povo atlante. Atlântida era localizada onde o Mediterrâneo terminava e o Atlântico começava.

Acho que como urbanista, foi ali que aprendi sobre o traçado radial no planejamento das cidades.

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Aarão Leal de Carvalho Reis deve ter sido oriundo do “núcleo” também. Foi urbanista nomeado para fazer o levantamento do local apropriado para a construção da então capital do estado de Minas Gerais, Belo Horizonte.

A primeira cidade planejada no país continental chamado Brasil. Sistema radial de concepção urbanística. As ruas convergem para a Praça Sete. A cidade fica dentro da Avenida Contorno. Ficava quando tinha 600 mil habitantes. Depois “explodiu” como a Atlântida!

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Outro sujeito que conheci foi Neil Alden Armstrong. Era um astronauta dos Estados Unidos, piloto de testes e aviador naval que escreveu seu nome na história do século XX e da humanidade ao ser o primeiro homem a pisar na Lua. Provavelmente oriundo do mesmo “núcleo” do Centro da Terra, não se contentou somente em conhecer a “superfície” encontrada aqui e foi buscar informações sobre outras superfícies em outro astral! Pisou no solo da Terra… E da Lua!

Neil Armstrong – Google – Imagem

“Esse é um pequeno passo para um homem, um salto gigante para a humanidade”!

Vista do espaço, a Terra era apenas um dos infinitos astros com “Centro” e “Superfície” esparramados no Universo. Era como se coubesse em nossa mão.

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Inquiridor, perguntei ao Carl Sagan sobre os ancestrais da “superfície” ainda mais antigos que os Atlantes. Como eram as “criaturas” no período de formação do Planeta Terra?

Sem pestanejar ele deu um sorriso maroto e disse:

“A História está repleta de pessoas que, como resultado do medo, ou por ignorância, ou por cobiça de poder, destruíram conhecimentos de imensurável valor que em verdade pertenciam a todos nós. Nós não devemos deixar isso acontecer de novo.”

Carl Sagan

Quando percebi que nossa origem era de seres espeleólogos tive curiosidade de saber como era a “Superfície da Terra” em contraste com “Viagem ao Centro da Terra” de Julio Verne.

O Paleolítico, também conhecido como Idade da Pedra Lascada, é a primeira fase da Idade da Pedra. Vai de dois milhões A.E.C. (época aproximada em que o homem fabricou o primeiro utensílio) até 10.000 A.E.C. (início do Período Neolítico).

Uma das grandes descobertas do período foi à produção do fogo. Este era produzido através de dois processos. O mais rudimentar era a fricção de duas pedras sob um maço de palhas secas. A faísca obtida incendiava a palha. Num segundo procedimento, mais elaborado, um graveto era girado sob o furo de uma madeira seca. Este procedimento, através do aquecimento, gerava calor que passava para a palha, provocando o fogo.

Imagens dos homens das cavernas – Google

Alguns exageraram ao fazer “Fogo”!

Google – Imagem

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Embora ainda existam seres da “superfície” que continuam com hábitos arcaicos… Vou correr o risco de “apanhar” da minha mulher… Mas não dava para perder essa piada!

Ufa! Era só… Uma piada!

Ufa! Era só… Uma piada!

Washington – CNN Especial
Documentos mantidos em sigilo pela Polícia Federal do Brasil revelam que o Estado Islâmico, teria ordenado à execução de um atentado no Brasil.

O alvo da ação seria a estátua do Cristo Redentor, um dos símbolos mais conhecidos do Rio de Janeiro.

Foram enviados para o sequestro de um avião que seria lançado contra a “estátua-símbolo dos infiéis cristãos”.

Os registros da Polícia Federal dão conta de que os dois terroristas chegaram ao Rio no domingo, 1º de novembro, às 21h47m, num voo da Air France.

A missão começou a sofrer embaraços já no desembarque, quando a bagagem dos muçulmanos foi extraviada, seguindo num voo para o Paraguai.

Após quase seis horas de peregrinação por diversos guichês e dificuldade de comunicação em virtude do inglês ruim, os dois saem do aeroporto, aconselhados por funcionários da Infraero a voltar no dia seguinte, com intérprete.

Os dois terroristas apanharam um táxi pirata na saída do aeroporto, sendo que o motorista percebeu que eram estrangeiros e rodou duas horas dando voltas pela cidade, até abandoná-los em lugar ermo da Baixada Fluminense.

No trajeto, ele parou o carro e três cúmplices os assaltaram e espancaram.

Eles conseguiram ficar com alguns dólares que tinham escondido em cintos próprios para transportar dinheiro e pegaram carona num caminhão que entregava gás.

Na segunda-feira, às 7h33m, graças ao treinamento de guerrilha no Afeganistão, os dois terroristas conseguem chegar a um hotel de Copacabana.

Alugaram então um carro e se perderam no Rio entraram para o lado da Rocinha e o carro foi totalmente metralhado, mais uma vez o treinamento de guerrilha se safou ,voltaram para aeroporto, determinados a sequestrar logo um avião e jogá-lo bem no meio do Cristo Redentor.

Enfrentam um congestionamento monstro por causa de uma manifestação de estudantes e professores em greve e ficaram três horas parados na Avenida Brasil, altura de Manguinhos, onde seus relógios foram roubados em um arrastão.

Às 12h30m, resolvem ir para o centro da cidade e procuram uma casa de câmbio para trocar o pouco que sobrou de dólares.

Recebem notas de R$ 100 falsas, dessas que são feitas grosseiramente a partir de notas de R$ 1.

Por fim, às 15h45m chegam ao Tom Jobim para sequestrar um avião.

Aeroviários e passageiros estão acantonados no saguão do aeroporto, tocando pagode e gritando slogans contra o governo.

O Batalhão de Choque da PM chega batendo em todos, inclusive nos terroristas.

Os árabes são conduzidos à delegacia da Polícia Federal no Aeroporto, acusados de tráfico de drogas, que tiveram plantados papelotes de cocaína nos seus bolsos.

Às 18 horas, aproveitando o resgate de presos feito por um esquadrão de bandidos do Comando Vermelho, eles conseguem fugir da delegacia em meio à confusão e ao tiroteio.

Às 19h05 eles se dirigem ao balcão da viação aérea GOL para comprar as passagens.

Mas o funcionário que lhes vende os bilhetes omite a informação de que os voos da companhia estão suspensos.

Eles, então, discutem entre si: começam a ficar em dúvida se destruir o Rio de Janeiro, no fim das contas, é um ato terrorista ou uma obra de caridade.

Às 23h30m, sujos, doloridos e mortos de fome, decidem comer alguma coisa no restaurante do aeroporto.

Pedem sanduíches de churrasquinho com queijo de coalho e limonadas. Só na terça-feira, às 4h35m, conseguem se recuperar da intoxicação alimentar de proporções eqüinas, decorrente da ingestão de carne estragada usada nos sanduíches.

Foram levados para o Hospital Miguel Couto, depois de terem esperado três horas para que o socorro chegasse e percorresse os hospitais da rede pública até encontrar vaga.

No HMC foram atendidos por uma enfermeira feia, grossa, gorda e mal-humorada.

Debilitados, só terão alta hospitalar no domingo.

Domingo, 18h20h: os homens de Bin Laden saem do hospital e chegam perto do estádio do Maracanã.

O Flamengo acabara de perder o jogo.

A torcida rubro-negra confunde os terroristas com integrantes da galera adversária, e lhes dá uma surra sem precedentes.

O chefe da torcida, cuja alcunha é “Pé de Mesa”, abusa sexualmente deles.

Às 19h45m, finalmente, são deixados em paz, com dores terríveis pelo corpo, em especial na área proctológica.

Ao verem uma barraca de venda de bebida nas proximidades, decidem se embriagar uma vez na vida (mesmo que seja pecado, Alá que se foda!).

Tomam cachaça adulterada com metanol e precisam voltar ao Miguel Couto.

Os médicos também diagnosticam gonorreia no setor retrofuricular inchado (Pé de Mesa não perdoa!).

Segunda-feira, 23h42m: os dois terroristas fogem do Rio escondidos na traseira de um caminhão de eletrodomésticos, assaltado horas depois na Serra das Araras.

Desnorteados, famintos, sem poder andar e sentar, eles são levados pela van de uma ONG ligada a direitos humanos.

Viajam deitados de lado.

Conseguiram fugir do retiro da ONG no dia seguinte e eles perambulam o dia todo à cata de comida.

Cansados, acabam adormecendo debaixo da marquise de uma loja.

A Polícia Federal ainda não revelou o hospital onde os dois foram internados em estado grave, depois de espancados quase até a morte por um grupo de mata-mendigos.

O porta-voz da PF declarou que, depois que os dois saírem da UTI, eles serão recolhidos no setor de imigrantes ilegais, em Brasília, onde permanecerão até o Ministério da Justiça autorizar a deportação dos dois infelizes, se tiver verba, é claro.

Os dois consideraram desnecessário terrorismo no Brasil e eles irão sugerir um convênio para realização, no Rio de Janeiro, de treinamento especializado para o pessoal da Al-Qaeda!

Já conseguiram reservar pistolas AK-47 e fuzis de assalto com um contrabandista do Paraguai!

Ufa! Era só… Uma piada!

Transporte Coletivo

Transporte Coletivo

Começamos com uma foto da linha de bonde de Curitiba em 1911 com elegante policiamento. Meus avós estavam nascendo. Se estivesse escrevendo naquela época, demoraria mais do que 30 dias para produzir essa matéria.

Google

Romântico teclado de outrora! Lindo e poético!

Quando tudo era documentado em P&B (Preto e Branco), tenho a impressão de que a vida era bem mais colorida.

Naquele início de milênio o futuro só era projetado por Júlio Verne.

Google – Júlio Verne – Nascimento: 8-2-1828, Nantes (França); morte: 24-3-1905, Amiens (França).

Tranporte Coletivo para a Lua?

The Jetsons (em português Os Jetsons) foi uma série animada de televisão produzida pela Hannah-Barbera.

Essa série introduziu no imaginário da maioria das pessoas o que seria o futuro da humanidade: carros voadores, cidades suspensas, trabalho automatizado, toda sorte de aparelhos eletrodomésticos e de entretenimento, robôs como criados, e tudo que dá para se imaginar do futuro.

Google – The Jetsons

Projeto – Piloto de trem aéreo da NASA para Tel Aviv. Foto BBC Brasil.

Projeto – Piloto de trem aéreo da NASA para Tel Aviv. Foto BBC Brasil.

O custo será de US$ 6 milhões de dólares por quilômetro.

Estima-se que para o metrô de São Paulo o custo por quilômetro está entre US$ 60 milhões a US$ 100 milhões.

Serão aproveitadas as ondas magnéticas que passavam pela cabeça de Julio Verne?

Ou pelos futuristas Hannah-Barbera?

O homem já pisou na Lua!

“Um pequeno passo para o homem, um grande salto para a humanidade” — e para a ciência. Em 20 de julho de 1969, o astronauta norte-americano Neil Armstrong se tornou o primeiro homem a pisar na Lua, dizendo a célebre frase. O momento marcou a história não apenas da conquista espacial, mas do avanço científico e tecnológico, como um todo, e da sociedade que começava a se globalizar.

Um, dois, três… Vários homens e mulheres pisarão na Lua!

Enquanto Tel Aviv busca novas soluções para transportar massas, Paris avança no individual.

Google – Bicicletas do Sistema Vélib – Paris.

Vélib é o sistema de serviço gratuito de empréstimo de bicicletas em Paris. O serviço foi inaugurado em julho de 2007 com 10 mil bicicletas e 750 estações automatizadas.

O projeto francês foi o primeiro a aplicar, em grande escala, o serviço de bicicletas públicas com estações automatizadas com sucesso. Atualmente, o número de bicicletas é de cerca de 20 mil em mais de mil estações.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Linda a pintura da paisagem e da carroça.

Andei muito nelas, no interior do Paraná.

Google-Imagens.

Enquanto a Rainha andava na dela! Nem cavalo aparece na foto…

Curitiba tem história.

História do Transporte Coletivo de Curitiba. URBS.

Em 1928 começaram a circular os primeiros ônibus da Companhia Força e Luz Paraná, a nova responsável pelo transporte coletivo.

ALTO CAJURU!

Aqui existia um Jaime Lerner novinho em folha!

História do Transporte Coletivo de Curitiba. URBS.

Modelo que funcionou como um relógio suíço até outros administradores municipais não acompanharem as devidas atualizações para o crescimento vertiginoso.

Certamente esse urbanista foi um dos melhores gestores da capital paranaense.

Parabéns Jaime Lerner.

Belo Horizonte, apesar do relevo acidentado e topografia montanhosa, usou o ônibus elétrico.

Google

Fui usuário quando cursava o científico.

Reminiscência do romântico trólebus.

No Japão tem o SHINKANZEN… E na China também tem…

Ônibus chinês permite que carros ultrapassem por baixo…

Divulgado pela UEMG – Universidade do Estado de Minas Gerais – Prêmio por projeto de transportes.

Aqui, mineiro continua não perdendo trem… Ô trem bão sô!

Segundo um dos autores do projeto, Rafael Osmar Costa, as facilidades de adoção do sistema superam às do metrô subterrâneo. “Uma das principais vantagens financeiras é a de não necessitar de desapropriações. A estimativa é de que os custos com a implementação do projeto sejam até 1/3 do valor previsto para trens urbanos”, analisa.

Publicação no TGVBR – Ferrovias Brasil

Estamos chegando perto de irmos coletivamente para a Lua!

Se o mundo não acabar em 20/12/2012, ainda teremos a Lua para viver, ver, escrever e cantar.

Nesta Terra somos terrestres… Na Lua… Lunáticos!

Está o mundo urbano evoluindo de forma que permita acreditar que pelo menos 10 bilhões de pessoas poderão habitar nas cidades deste planeta no ano 2020 vivendo razoavelmente?

O que acontecerá com o homem? Com suas instituições políticas e seus traços culturais, num mundo que se urbaniza assim desta forma e tão rapidamente?

Quantos cabem aí dentro?

Enquanto aqui na Terra tateá-se para encontrar o melhor sistema de Transporte Coletivo, já existe alguns milionários que estão indo comprar terrenos na Lua.

Esses pioneiros lunáticos devem atentar para não acontecer o que ocorre cá, nestes rincões urbanos. Nunca deixar que o adensamento populacional extrapole, incontrolavelmente, as ofertas de Transporte de Massa.

Google – Imagem

Nesta nave cabem alguns lunáticos empreendedores de parcelamentos “lunetoriais” (territoriais).

“É chegada a hora de escrever e cantar…”.

Google – Imagem

A lista de pessoas aguardando para ingressar numa nave espacial e partir para uma viagem turística no espaço já conta com pelo menos 450 nomes. Entre eles, o comediante Russell Brand, o cineasta Bryan Singer, a atriz Victoria Principal e o cientista Stephen Hawking.

“A tripulação é formada por seis indivíduos, além de dois pilotos. Cada passageiro do voo pioneiro terá de pagar aproximadamente R$ 312 mil pelas duas horas de entretenimento. Nesse período, pelo menos 15 minutos serão reservados para flutuar no ambiente de microgravidade”.

Um dos pontos altos da viagem é a visão privilegiada da Terra, que até hoje apenas astronautas altamente treinados têm acesso.

Não se preocupem… Com o tempo nós vamos ganhar vale-transporte! Ou para os que querem ir para a Lua definitivamente, haverá o PMLMV – “Programa Minha Lua Minha Vida”.

Até lá os empreendedores da construção civil irão levar a “peãosada” de ônibus espacial e descontar a passagem em cada empreitada lunática encerrada.

As empresas de transportes coletivos farão um aditivo nos primeiros meses lunares.

Os mais abastados que irão conhecer o novo eldorado poderão, se cansados, pernoitar num hotélzinho no meio do caminho.

A estadia vai custar só 1 milhão de dólares. Só 16% do custo do quilômetro do trem aéreo de Tel Aviv.

Só 1% do custo do quilômetro do metrô de SP.

Hotelzinho chinfrim!

Publicado por Ana Barcellos – Cidade Internet

O hotel de luxo espacial vai hospedar até 7 pessoas por vez e o pacote inclui estadia de cinco dias. O acesso a ele será feito através de um foguete Soyuz.

Com tanta tecnologia… Tanta nostalgia… Tanta euforia… O passado ficou lá… Com sua futorologia.

“Lua… Oh Lua… Não deixem te passar pra trás…”.

Bondinho histórico transformado em equipamento urbano fixo no calçadão do Jaime Lerner.

Belo Patrimônio Histórico e Artístico.

Quando tudo era documentado em P&B (Preto e Branco), tenho a impressão de que a vida era bem mais colorida.

E era…

Júlio Verne… Jaime Lerner… Rafael Osmar Costa da UEMG… Hannah-Barbera… The Jatsons… O criador das Bicicletas do Sistema Vélib – Paris…

Alguém vai sentir saudades dos tempos das românticas carroças e charretes.

A Volta ao Mundo em 80 Dias (Le tour Du monde en quatre-vingts jours), em francês, é um romance de aventura escrito pelo francês Júlio Verne e lançado em 1873. A obra retrata a tentativa do cavalheiro inglês Phileas Fogg e seu valete, Passepartout, de circular o mundo em 80 dias. É considerada uma das maiores obras da literatura mundial, tendo inspirado várias adaptações ao cinema e ao teatro.

Qual o meio de transporte preferido por esse gênio?

Carroças e charretes? Chicotes… Nunca mais!

Google – Imagem.

Chicotes… Nunca mais!

“Poetas, seresteiros, namorados, correi
É chegada a hora de escrever e cantar
Talvez as derradeiras noites de luar…”.

 

Pisaram No Meu Pé… Continuei Dançando…

Pisaram No Meu Pé… Continuei Dançando…

Sway

When marimba rhythms start to play…

Dance with me, make me sway…

Like a lazy ocean hugs the shore…

Hold me close, sway me more…

Balanço

Quando ritmos de marimba começam a tocar…

Dance comigo, me faça balançar…

Como um oceano preguiçoso que abraça a costa…

Segure-me firme, me balance mais…

Dias difíceis. Um pisando aqui, outro ali… No meu, no teu e em nossos pés. Atropelos. Correria por um lado e vagareza por outro. Não sabendo quantos calos iria conquistar… Continuei dançando! Não podemos nos entregar ao marasmo quando temos bom ritmo, boa melodia… Belos movimentos! Viver é ter jogo de cintura. Morrer não!

Acordado, eu fui ver o que vestir. Abri a porta do armário e vi minhas roupas dançando para mim. Todas, felizes, queriam sair comigo. Pensei… Hoje elas estão mais loucas do que eu. Até as gravatas estavam excitadas.

Na vida… Ou se dança… Ou se dança! Não se cansa! Sonhei acordado que os objetos se moviam em círculos, respeitando a ordem harmônica dos movimentos em festa, homenageando minha presença. Estava angustiado demais ontem. As respostas que não vieram… Os apelos não ouvidos… Ignorado pelos entes solicitados! Outra vez sentindo-me invisível. Falando em dança, comentei um dia desses que estava vendo o “Tico e Teco no Fubá”. Alguém comentou: “Dá um susto no Tico e uma tapa no Teco” (acho que foi a Malu, que trabalha com minha sogra). Dei sem dó! Eles começaram a dançar sem parar. Já estavam dando-me uma canseira louca. Como miragem, apareceu-me Élie Wiesel em “Uma Vontade Louca de Dançar”, onde começa assim:

“Ela tem olhos escuros e um sorriso de criança assustada”. Procurei a vida inteira. Foi ela quem me salvou da morte muda que caracteriza resignação à solidão? E também da loucura em fase terminal – é exatamente o que digo terminal -, como se fala de um câncer incurável? Sim, dessa loucura que pode servir de abrigo, ou até mesmo de salvação?

“É dela, da loucura, que vou falar, da loucura carregada de lembranças e que tem olhos como todo mundo; mas, na minha história, eles são como os de uma criança sorridente tremendo de medo.”

Resenha do livro:

Quem de nós não teve a impressão, em algum momento, de estar enlouquecendo? Aliás, quem não é louco? O herói desta história, com relação a isso, acha que sofre de uma loucura devida ao excesso de memória. A história se passa nos dias de hoje, em Nova York, no recinto fechado do consultório de uma psicanalista, pois o herói resolvera se livrar dos fantasmas que lhe obscureciam a memória e o enlouqueciam. Mas não é louco quem se designa como tal.
Romance histórico, em que se desdobra a memória de Élie Wiesel sobre o século XX e o seu turbilhão de infelicidades, mas também romance de aprendizagem da descoberta de si mesmo, em suas profundezas mais obscuras. Uma vontade louca de dançar é também um livro de aventura interior, movido pelo desejo de saber e pela certeza de que só o amor pode curar as feridas mais íntimas.

Uma Vontade Louca de Dançar – Élie Wiesel.

Sempre soube que nesse mundo, ou no outro, existiam criaturas tão ou mais loucas do que eu. Esse cara é um deles. Falo do Wiesel e não do Tico ou do Teco.

Minhas roupas ajudaram-me a escolher os sapatos. Para uma boa dança é importante que os pés estejam bem protegidos.

Meus dois queridos neurônios estavam dançando sem parar.

Os “poderosos” e “importantes” personagens que teimavam em não dar-me retorno às minhas súplicas e pedidos continuavam sem dar a menor atenção aos anseios ansiosos dos meus amiguinhos cerebrais. O Tico quase se desentendeu com o Teco. Mas as roupas do armário dançavam se exibindo para ver quais seriam escolhidas. Amenizava a angústia.

Como um oceano preguiçoso que abraça a costa…

Sentindo-me “carta fora do baralho”, imaginei que as pessoas de quem eu estava dependendo, haviam engolido o baralho inteiro e se esquecido de “defecar” o Rei…

Ficaram com ele (O Rei) na barriga! Todos se achavam o último biscoito do pacote. Chamei um para dançar, pisou no meu pé. Outra vez, já com calo, recebi outra pisada. Assim estou aprendendo a dançar. Mais rápido ou mais lento, sempre dançando conforme a música. Um dia um amigo comentou: “Marco, as pessoas não estão nem aí pra você… Só enxergam os próprios narizes!”.

Bem discutível! Felizmente tenho um círculo de amigos que provam o contrário. Em situações difíceis é que confirmamos quem são os verdadeiros amigos.

Incorporando o pensamento positivo, fui dançar outra vez. A música embalou o Tico e o Teco. A cabeça já não doía mais. Joguei tênis, capoeira… Toquei bongo… Berimbau! Escambau!

Triste ou alegre fui aprendendo a dançar. Insistente… Penso que aprendi um pouco. Muito esforço e dores nas pernas. Não existia junta sem dor… Junta tudo e joga fora, né? É o que todo mundo pensa e diz!

Rindo e dançando, vou caminhando atrás do trio elétrico. Sem medo de levar choque. Um pouco chocado!

Fui fazer um chá de alecrim para ver no que dava.

Dizem que é bom para a saúde. Fiz uma jarra inteira.

Alecrim, alecrim dourado…

Que nasceu no campo…

Sem ser semeado…

Foi meu amor…

Que me disse assim…

Que a flor do campo é o alecrim…

Acabei dançando outra vez. Tempo bom da infância onde cantávamos e dançávamos com essas musiquinhas.

Élie Wiesel veio na cabeça… Conversando com o Tico e o Teco dele!

Quando fui olhar para o Élie Wiesel outra vez… Vi o Fred Astaire e a Rita Hayworth.

Coisa de maluco né? Juro que não estou cheirando meia…

Fred Astaire and Rita Hayworth …Dancing On the Ceiling.

Na vida… Ou se dança… Ou se dança! Não se cansa!

Tirei um pouco os olhos do meu umbigo e percebi que o universo não girava em torno dele.

Em B’nai B’rith PRESS li que:

75% da população mundial não tem liberdade religiosa.

Edgar Lagus, vice-presidente regional da B’nai B’rith Brasil e sua esposa Deborah, estiveram presentes representando a entidade no ato inter-religioso realizado dia 14 de março na sede da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Mórmons), onde foi homenageada a Dra. Damaris Moura, presidente da Comissão de Liberdade Religiosa da OAB/SP.

Entre os presentes o ex-governador Cláudio Lembo e o Desembargador Presidente do TRT da 15ª Região, Flávio Cooper. Em um interessante relato, Cooper, que morou diversos anos no Qatar, destacou o fato de 37 países não possuírem liberdade religiosa em maior ou menor medida. O número não é alto, mas representa mais de 70% da população mundial, o que em pleno século XXI é extremamente preocupante.

Mesmo assim… Encontramos tempo para cantar, dançar…

A programação cultural, com o tradicional cabalat shabat, música, dança, muita animação se somaram aos passeios e confraternização, marca dos eventos da B’nai B’rith.

Quem dança também canta… Na chuva a “pisada” no pé nem dói!

Quando não se tem liberdade, a pisada no pé dói mais!

Então, vamos continuar dançando e curando os calos.

Vou viver dançando até morrer. Quando a gente morre… Dança de vez! Na assepsia da palavra… Do verbo… Da lavra… Todos dançam… Do humilde ao soberbo!

Convidei a moça para dançar. Ela sempre aceitou. Seu nome era Vida. Linda. Charmosa. Pisou no meu pé várias vezes. Nos dela, também pisei. Olhou-me com cara feia! Sorri… Sem graça! Vida devolveu o sorriso. Começamos a balançar e a cantar novamente. Escorreguei e Vida me sustentou em equilíbrio. Por prolongados momentos nos esquecemos da sua amiga fatal… A Morte! Como nunca havia dançado com essa Femme Fatale, não tenho ideia do ritmo que mais lhe agrada. A Morte nem é tão feia, né?

Quando ritmos de marimba começam a tocar…

Dance comigo, me faça balançar…

Já não me importa que pisem no meu pé! 

O Mar não está… Para Peixes

O Mar não está… Para Peixes

Seria o outono negro “tupiniquim”? Parece que vai chover “canivete aberto” nos céus do Brasil! O mar, nem se pode falar, sem a licença da Petrobrás. Há peixes grandes e pequenos fora d’água. Hoje, até pode um peixe vivo viver fora da água fria. Bota fria nisso. Água que deveria mesmo estar escaldante para arrancar as escamas endurecidas pela corrupção. Têm momentos e que nada anda. Parecem emperrados. Lembro-me dos tempos de escola primária onde os coleguinhas diziam uns para os outros, em situações de vexame frente à turma: “Pede licença para ir na ‘casinha’ e se retira do ambiente”! Claro que entre os amiguinhos a frase era outra. “Pede licença para defecar…”. Nunca antes nessa democracia houve tanta democracia. Deve ser piada democrática mesmo. Vai faltar até sereia nesse mar! A conta de luz aumentou! Meu sapato já furou! A água acabou! A gasolina virou adrenalina! O pescador se afogou!

O mar não está pra peixe… A barra pesou pra valer… O jeitinho brasileiro acabou… Não adianta mais… O pobre dar topada… Correr pra frente… Não adianta nada… Eu vou ver se me mando! Grande Otelo.

Impotente. Inerte. Imobilizado. Estagnado. É o pobre fazendo pobrice. O rico rindo, mas preocupado. A classe média espremida sem a resistência dos menos favorecidos e sem a condição dos mais abastados. É um povo dividido. Lados raivosos. É o time que perde a peleja. É o imposto que consome o seu sono. É a guerra de larápios comandando uma nação continental.

Elis já cantou:

É pau, é pedra, é o fim do caminho…

É um resto de toco, é um pouco sozinho…

É um caco de vidro, é a vida, é o sol…

É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol…

É peroba do campo, o nó da madeira…

São muitas crises. A crise moral. A perda da popularidade já existiu em governos passados, porém, a perda da credibilidade deve-se aos sistêmicos atos de falcatruas e corrupções instaladas nesta nação.

A maioria dos políticos não atua no sentido da coalizão e sim, da viciada cooptação.

A estatura moral apequenou-se. A impunidade campeia solta nos quatro pontos cardeais. O contribuinte anda tonto, zonzo… Perdido num mar revolto!

A classe média começa ir ás ruas. Reforma política. Reforma agrária. O país parece um reformatório ineficiente para corrigir marginais sem índole e caráter.

Reformar a “casa” não se faz da noite para o dia. Há que se ter projeto, previsão de custos, orçamento susceptível, bons construtores (que não emitam faturas de 100 sacos de cimento e usem apenas a metade… Na situação melhor), mão de obra preparada e cronograma não aleatório. Caso contrário, só serve para encher os bolsos dos intermediários das verbas governamentais.

Senão um dia a “casa” cai!

Água limpa em cano sujo, enferrujado, jamais chegará saudável ao “contribuinte” sedento.

“A corrupção é uma senhora idosa”! Realmente a fala da atual mandatária da nação é de trincar o cerebelo, para não dizer outro órgão! Corrobora com o poeta em verso e prosa: “O que dá pra rir… Dá pra chorar”!

O petróleo está fazendo água. O pré-sal era um trunfo para o atual governo fazer tantas promessas em conversas de campanha? Vai ter encrenca no sistema elétrico?

E o BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social? Falcatruas também?

Será que a globalização teve peso nos desmandos?

A culpa foi do FHC – Fernando Henrique Cardoso?

FHC foi leviano ao entregar o país ao chefe da metalurgia sindical?

Acordo de leniência?

Pacote contra a corrupção? No combate à corrupção: “A maior medida desse governo é transformar o crime… Em crime”!

Foi o discurso da presidenta logo após a fala arrogante do ministro da justiça.

A “grande mídia”, em suas noticias diárias, direciona o foco para questões de somenos importâncias.

Explosão seguida de morte e falta de tornozeleiras eletrônicas evitariam o aumento dos Black blocs (de corte anarquista)?

Noticiaram isso mais que programa político em época de eleições!

Mesmo os gordos terão penas leves?

O preto, o branco, o amarelo, as elites, os famintos e famigerados estarão marchando em prol de uma assepsia no sistema viciado de desgovernos a fio?

PGR dá parecer contrário a mandado do BNDES para impedir TCU de ter acesso a empréstimos secretos.

Segundo a coluna “Radar”, do jornalista Lauro Jardim, a Procuradoria-Geral da República deu parecer contrário a um mandado de segurança apresentado pelo BNDES no Supremo Tribunal Federal, contra um pedido do Tribunal de Contas da União de acesso a informações sobre os financiamentos do banco ao grupo J&F, dono da JBS Friboi, Eldorado Celulose, Vigor, Banco Original entre outras empresas. De acordo com o colunista, o BNDES se recusa a enviar ao TCU informações como o rating de crédito, o saldo das operações de crédito, a situação cadastral e a estratégia de hedge do grupo, alegando que esses dados estão sob sigilo bancário. No parecer, o subprocurador-geral da República Paulo Gustavo Gonet Branco afirmou que as operações bancárias lastreadas em recursos públicos não podem ser protegidas pelo sigilo bancário.

Há mais de um ano o senador Alvaro Dias vem tomando medidas para tentar quebrar o sigilo das operações de empréstimo feitas pelo BNDES. Inicialmente, o senador recorreu à Lei de Acesso à Informação para obter explicações do governo Dilma que justificassem o sigilo nos empréstimos a países estrangeiros.

A reposta, segundo o senador, não convenceu e, de fato, não explicou o porquê da necessidade desses empréstimos possuírem a tarja de secretos. Posteriormente, durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos, houve questionamento ao presidente do BNDES, Luciano Coutinho, sobre a manutenção deste sigilo.

O dirigente do banco, como lembra Alvaro Dias, afirmou que a decisão buscava respeitar a legislação de outros países, o que levou o senador a questionar Coutinho sobre a falta de respeito com a Constituição brasileira, que impõe transparência e publicidade dos atos públicos. Portal do Senador Alvaro Dias.

Se vier tudo á tona, a “diarreia” será brava!

É pau, é pedra, é o fim do caminho…

É um caco de vidro, é a vida, é o sol…

É peroba do campo, o nó da madeira…

O Mar não está… Para Peixes!

A Poluição Nossa… De Cada Dia!

A Poluição Nossa… De Cada Dia!

Assim Caminha a Humanidade… Ou nada?

Não é nada… Não é nada! Não é nada mesmo! Ruins administrações públicas no decorrer de décadas a fio!

O menino de capuz vermelho está com frio! Da cintura pra cima. A parte de baixo já se acostumou às intempéries por falta total de condições financeiras!

É comum ler isto nos noticiários:

Idoso não consegue sair de casa e morre afogado durante enchente na CIC.

Por Felipe Ribeiro e Danaê Bubalo.

Um idoso de 78 anos que sofria com problemas de saúde morreu afogado na manhã deste sábado (7) após não conseguir sair de casa no momento em que chovia na Cidade Industrial de Curitiba.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, ele estava dormindo não teve forças para enfrentar a correnteza e morreu no local. Ele é a primeira vítima fatal da forte chuva que atinge a capital paranaense ao longo deste sábado.

Equipes do Corpo de Bombeiros atendem ocorrências em vários pontos da cidade.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).

Vergonha para uma cidade que se diz modelo de planejamento urbano.

CURITIBA DESCALÇADA…

A própria origem histórica da cidade demonstra o desinteresse específico pelas calçadas. Nunca se falou em passeios para pedestres, com ênfase particular, a não ser a alguns anos pelo então vereador Antonio Borges dos Reis, em 10 de julho de 1997, em que o Prefeito Municipal sancionou a Lei nº 9.121, de sua autoria, que “Dispõe sobre a segurança de trânsito ao pedestre nas calçadas no Município de Curitiba”.

Desde sua fundação, em Provimentos do Ouvidor Rafael Pires Pardinho por volta de 1721, nota-se a ausência da preocupação com os passeios para pedestres, mesmo quando estava organizando os alinhamentos prediais: 37. “Proveu que daqui por diante nenhuma pessoa com pena de seis mil réis para o conselho faça casas de novo na vila sem pedir licença à Câmara, que lho dará e lhe assinará chãos em que as faça continuando as ruas que estão principiadas e em forma que vão todas direitas por corda, e unindo-se umas com as outras, e não consintam que daqui por diante, se façam casas separadas e sós como se acham algumas, porque além de fazerem a vila e povoação disforme ficam os vizinhos nela mais expostos a insultos e desviados dos outros vizinhos para lhe poderem acudir em qualquer necessidade que de dia ou de noite lhe sobrevenha”. (B.A.M.C. V1, pg. 19).

Mais adiante, em 1853, foi nomeado o Engenheiro Arruador na Província do Paraná.

Naquela época as obras municipais estavam a cargo de engenheiros que interferiam no espaço urbano a partir de critérios técnico-científicos, momento em que passou a atuar ao lado dos demais funcionários da Câmara Municipal a figura do Arruador.

Da mesma forma sem ênfase na construção das calçadas:

“Quinta sessão ordinária; presidência do Sr. Ferreira – Aos [14.10.1853] (…)Lembrou o Sr. Presidente que era preciso nomear-se um arruador que servisse para alinhar as ruas, seu nivelamento e as casa em construção e que servisse efetivamente este emprego enquanto bem desempenhasse, entrando esta proposta em discussão foi pela Câmara feita esta nomeação na pessoa de Francisco do Prado(…)”.  (Boletim do Arquivo Municipal de Curitiba, v. LVIII pg. 68).

Hoje, quando o ex-vereador escreveu “(…) as calçadas estão em péssimas condições de conservação, inexistem em muitos bairros densamente habitados, são construídas segundo a criatividade do proprietário do imóvel, sem nenhuma orientação técnica ou supervisão dos órgãos responsáveis”, não se distancia muito do que disse em 1858, o viajante Avé-Lallement, cuja visão era uma cidade de “(…) ruas não calçadas, casas de madeira e toda espécie de desmazelo, cantos sujos e pragas desordenadas, ao lado das quais há muitas coisas em ruína e não se pode deixar de reconhecer evidente descendência e atraso”.

É evidente que naquele momento a cidade estava passando por um período de transição.

Mesmo com o advento da Urbanidade, não houve a preocupação com os passeios.

A lei 149, de 10 de outubro de 1905: sobre as regularizações de edificações e reedificações de prédios nas ruas 15 de Novembro, Liberdade e Praça Tiradentes, também não valoriza as calçadas:

Art. 2. – Na Rua 15 de Novembro, bem como nas demais da cidade, quer calçadas ou não, (…).

Parece que houve, no decorrer dos anos, uma despreocupação crônica quanto ao equipamento urbano mais precioso para o transeunte.

Numa ironia, a Rua 15 de Novembro sofreu uma belíssima intervenção se transformando na Rua das Flores. Assim, e ali, o menino do capuz vermelho não está andando na água! Nem de agasalho! Não chovia e era primavera então!

Rua das Flores.

As ingerências no sistema viário desprezaram, no decorrer do tempo, o equipamento urbano principal, visando enfatizar outros onde os desenhos teriam objetivo diverso, na tentativa de perpetuar alguns arquitetos designer que buscavam seus lugares no book decorativo da urbe. Portanto é premente que se enfatize a necessidade de solucionar um dos princípios básicos do desenho urbano, cuidando de reequipar Curitiba, concertando os passos tortos pelos caminhos do tempo.

Mas a questão maior não é a calçada!

É a falta de conscientização de uma população sem educação, sem cultura, sem rumo nem prumo que despeja, sem consideração alguma, todo tipo de dejetos em qualquer lugar da superfície da urbe!

Além dos consecutivos administradores municipais, estaduais e federais que se preocuparam apenas em mostrar um serviço de superfície!

Para tanto, deixo minha homenagem ao prefeito “toupeirinha”, como era apelidado Osmar Sabbag! Suas obras eram subterrâneas, de infraestrutura básica em saneamento, água e esgoto!

Omar Sabbag (Curitiba, 4 de setembro de 1923 – Curitiba, 17 de março de 1987) foi um engenheiro e político brasileiro. Foi prefeito da cidade de Curitiba, capital do Paraná, no período de 1967 a 1971. Filho de Zake e Maria Gebran Sabbag nasceu em um casarão no centro de Curitiba.

Formou-se em engenharia pela Universidade Federal do Paraná (1947), com pós-graduação na Universidade de Harvard (1953) e mestrado em Ciências de Engenharia Sanitária. Trabalhou no Departamento de Água e Esgotos do Paraná e na Secretaria de Viação e Obras Públicas do Paraná. Foi professor na Universidade Federal do Paraná, além de diretor Sanepar e do Departamento Nacional de Obras e Saneamento.

Foi indicado pelo então governador do Paraná, Paulo Pimentel, para assumir a cadeira de prefeito de Curitiba, tomando posse no dia 13 de março de 1967.

Entre inúmeras obras, podemos citar:

Canalizou o Rio Ivo para evitar enchentes no centro da cidade!

As cidades brasileiras precisavam de mais prefeitos como foi o apelidado de “toupeirinha”… Omar Sabbag!

Qualquer dia eu volto para a prancheta!

Nada É Por Acaso

Nada É Por Acaso

Assim o Acaso é um indivíduo inútil! Sendo que Nada é por ele.

“Algo só é impossível até que alguém duvide e prove o contrário. A maioria de nós prefere olhar para fora e não para dentro de si mesmo. Nenhum problema pode ser resolvido pelo mesmo estado de consciência que o criou. É preciso ir mais longe. Eu penso várias vezes e nada descubro. Deixo de pensar, mergulho em um grande silêncio e a verdade me é revelada.”

(Albert Einstein)

Concordo com Albert Einstein quando ele complementa:

“Eu sou suficientemente artista para desenhar livremente na minha imaginação. Imaginação é mais importante que o conhecimento. O conhecimento é limitado. A imaginação dá a volta ao mundo.”

Vamos dar uma pincelada rápida na etimologia. Filosoficamente ao pensar-se no Nada, associamos à nossa mente a ausência de qualquer coisa que seja o vazio absoluto.

O nada foi pensado como conceito pelos filósofos que questionavam inclusive se “o nada existe?”.

Ao definir o nada como a ausência de qualquer coisa, então do próprio existir, Kant apresentou a existência do nada como um “pseudoproblema”, uma falsa questão.

Sartre vai tratar o nada em oposição ao ser, que é o existir de algo.

Heidegger, cujo pensamento foi influenciado pelos místicos, trata em sua aula inaugural, “Que é Metafísica?”, que a pergunta fundamental da metafísica é “por que existe o ser e não o nada?” (ou “por que existe afinal ente e não antes nada?”), e esta pergunta, pelo cosmólogo brasileiro Mário Novello, também é a pergunta fundamental da cosmologia , quando tenta tratar como surgiu o universo, que seria o maior objeto que a ciência pode tratar.

Na Física pode ser vácuo ou vazio. Em gramática, pode ser tanto para descrever a falta de argumentos como para descrever algo que não se encaixou no pretendido: “Ele disse nada!” Ele não disse nenhuma palavra ou: “Ele disse nada do que eu pedi!” Neste caso ele disse algo, mas nada que se encaixou no pretendido.

Já o Acaso é algo que surge ou acontece a esmo, sem motivo ou explicação aparente.

Não sei se é por acaso ou não, mas como já escrevi em outras elucubrações, na dualidade das coisas, no “tudo” cabe até o “nada”… Já no “nada” não cabe nem o “tudo”.

Comecei escrever estas linhas ilustrando com o “arrebentamento” de um muro! Ou seja: “Aprisionado” por situações de desgaste, nós temos a tendência de extrapolar as barreiras que nos pressionam.

Passando por um momento de extrema dificuldade, nossas “sensibilidades” ficam à flor da pele!

Qualquer “triscar” em nossa epiderme, quando a autoestima está baixa, é como uma explosão atômica na compleição molecular. A gente “explode” mesmo.

Brigamos com amigos, parentes, conhecidos e desconhecidos. Pavio curto e tolerância “zero”. Se alguém disser que eu sou bonito, vou achar que está me provocando! Se disser que não tenho defeitos, vou arranjar um “monte” deles só pra contrariar! A rebeldia aflora e a paciência vai embora. Até elogio você desconfia! Se for ofensa então… Que vão todos para aquele famoso “lugar”! Quando alguém diz que você é “sem noção” e que os humores entre vocês não são os mesmos, até concordo com os humores! Mas “sem noção” é pegar pesado. Quem tem noção para dizer quem não tem? Aí o “bicho pega”! Bom… Tudo acontece de baixo do céu. E Nada É Por Acaso.

Quando arrebentamos as nossas amarras e ficamos mais livres dos preconceitos e suscetibilidades, entramos em um estado mais pacífico e percebemos que o “perdão” existe. Cada um com os seus problemas né? Mas muitas vezes pensamos que os nossos são bem maiores. Daí as disritmias acontecem. Bons laços são arrebentados. Com frequência sem retorno.

Os sentimentos de amor e respeito ficam apagados.

Porém, quando você tem ao seu lado a “cara metade”, a “alma gêmea”, você é completo. Mesmo que as duas “caras” tenham problemas, eles são divididos por dois.

Ao entardecer de um dia muito difícil, como se fosse o estopim de semanas a fio, minha mulher perguntou:

“Vamos fazer uma coisa?”

Respondi perguntando: O quê?

“Vamos dar uma de pobre fazendo pobrice e tomar uma cerveja num parque ao ar livre?”

Fomos ao Parque Barigui ver os pássaros, as capivaras e até o jacaré foi nos saudar!

Pobre fazendo pobrice no Barigui… Mas quando meu amor sorri… Fico rico rápido!

Em nossas conversas lembramo-nos dos problemas e rimos. Fixamos parâmetros do gênero:

Perdoamos os “incautos” que nos foram rudes e grosseiros, combinamos em não colocar a culpa das nossas intempéries em ninguém e aprendemos mais uma vez que Nada É Por Acaso.

Assim o Acaso é um indivíduo inútil! Sendo que Nada é por ele. Daí nós escutamos e cantamos com Lulu Santos e amigos Como Uma Onda:

Nada do que foi será… De novo do jeito que já foi um dia… Tudo passa… Tudo sempre passará… A vida vem em ondas… Como um mar… Num indo e vindo infinito… Tudo que se vê não é… Igual ao que a gente… Viu há um segundo… Tudo muda o tempo todo… No mundo… Não adianta fugir… Nem mentir… Pra si mesmo agora… Há tanta vida lá fora… Aqui dentro sempre… Como uma onda no mar…