Torre de Pizzas

Torre de Pizzas

SONORO DESPERTAR

Acordei, abri a janela e o bem-te-vi cantou olhando para mim. Ontem o sono demorou a chegar. Nem sei se chegou. Às vezes o limbo confunde a percepção. Estava pensando como escrever a continuidade das minhas incursões europeias.  Falando da Suíça, lembrei-me do saudoso amigo Oscar Bolliger, Cônsul que me atendeu e orientou quando, após ter voltado da Europa, pensei em retornar à Confederação Helvética. A ideia era montar uma Comercial Importadora em Berna, onde levaria algumas representações brasileiras. O Bolliger me apresentou o então Secretário de Indústria e Comércio, Antônio Fernando Miranda, que se tornou um bom amigo também. Fernando Miranda, sabendo do meu desiderato, apresentou-me Nicola Minervini, alto executivo da Brown Boveri (empresa multinacional com sede em Zurique) para a América Latina. Acompanhei Nicola durante dois anos em suas andanças pelo Brasil, realizando palestras sobre comércio exterior. Bondade do Fernando Miranda e paciência do Minervini ao me proporcionarem tamanha oportunidade. Fiz muitos contatos para angariar marcas e produtos susceptíveis de serem comercializados na Europa. Em determinado momento, para realizar o pretendido, com boa parte da documentação já providenciada, me foi solicitado pelo Governo Suíço, uma Carta de Apresentação de algum órgão oficial ligado ao setor de exportação e importação. Ingo Zadrozny, então dono da Artex e presidente da entidade mor de comércio exterior no Brasil, me agraciou com tal Carta. Como precisava de um capital inicial de grande envergadura, não pude realizar o projeto de retorno ao coração da Europa. Embora não tenha vingado vitória na empreitada historiada, ganhei muitos amigos e uma experiência impar na caminhada da vida.

Conheci Arnaldo Macedo Caron que me proporcionou a concepção do logotipo de sua empresa de transportes aéreos e o projeto arquitetônico do primeiro terminal de containers fora do Porto de Paranaguá, na saída para as praias em Curitiba.

Logotipo da Comissária de Transportes. Marco Alzamora.

Henrique Lenz Cesar, competentíssimo Desembargador e Presidente do TJP eu já conhecia do próprio Tribunal de Justiça do Paraná, por intermédio do meu pai Juiz de Direito Zanoni de Quadros Gonçalves. A amizade ficou fortalecida pelo convívio de vizinhança nas férias de Caiobá. Sua casa ficava em frente à do Renato Schaitza, meu então sogro, e já tínhamos o Rotary em comum.

Renato Schaitza, minha filha linguaruda Renata com os priminhos Otávio e Alfredo em Caiobá.

Apadrinhado pelo Rotary Club Curitiba (o Curitibão), fiz parte da fundação do Rotary Club Curitiba-Marumby, no qual fui Secretário. Muitas vezes saímos, eu, Henrique e Caron, no enorme iate do último (maior barco do Iate Clube de Paranaguá) e após belíssimos passeios em alto mar, ancorávamos próxima a Ilha do Mel para saborear a moqueca especialidade do bom chef Lenz Cesar. Como era bom de serviço o saudoso companheiro. Chegava a empatar com a moqueca do Rubens Teig nos jantares da Confraria do Lechaim (Grupo de amigos do Centro Israelita do Paraná que se confraternizam todas as terças feiras de cada mês, revezando-se na cozinha).

Marco e um amigo “sabra”. Confraria do Lechaim!

Le Grand Chef Rubens Teig e o Poderoso Chefão da Confraria Isaac Ingberman.

Ao fundo o Guardião da Vodca (Lechaim) Claude Hasson.

Nessas andanças, eu não poderia deixar de citar dois grandes companheiros dos tempos idos:

Odone Fortes Martins (Jornal Indústria e Comercio) e Miguel Zattar (Labra).

Odone Fortes Martins

O empresário Odone Fortes Martins já foi membro dos Conselhos Superior e Deliberativo, vice-presidente (1990/94), primeiro vice-presidente (94/96), vice-presidente e coordenador do Conselho Político (2008/2010) e vice-presidente e coordenador do Conselho de Comércio Exterior e Relações Internacionais na Associação Comercial do Paraná.

Se o meu amigo “Sancho Pança” comentasse a foto, diria:

“Lá vai o ‘Mala’ e as malas”

De pronto eu responderia:

São malas com alças! Mané! Viu SSP*?

*Seu Sancho Pança – El Bruxo doravante!

No Brasil a Torre se chamaria:

“BALANÇA… Mas Não Cai”!

E… Io cammino per le strade!

E Ando Devagar…

Guardando na memória:

Oscar Bolliger

Antonio Fernando Miranda

Nicola Minervini

Ingo Zadrozny

Arnaldo Macedo Caron

Renato Schaitza

Henrique Lenz Cesar

Zanoni de Quadros Gonçalves

Rubens Teig

Isaac Ingberman

Claude Hasson

Odone Fortes Martins

Miguel Zattar

TRANSITANDO… POETIZANDO… POLEMIZANDO POLETIZANDO… – Licenciosidade poética –

TRANSITANDO… POETIZANDO… POLEMIZANDO

POLETIZANDO

 – Licenciosidade poética –

Minha mulher olhou para mim e me desafiando falou:

“Quero ver você ser poeta falando deste trânsito”!

Todos os dias, penso duas vezes quanto à coragem de sair de casa. 

Fui buscar os DANTES!

Lembrei-me da escrita do Dante Mendonça para completar o caos:

Para o eleitor do sexo masculino, machista por natureza, é próprio das mulheres a falta de espírito de decisão, a capacidade de decidir ou resolver de pronto. Usando como exemplo uma velha piada, no trânsito temos uma colisão na via de mão dupla: 

– Seu guarda, a madame  fez sinal que ia entrar à esquerda. Acelerei, também desviei à esquerda, e fui com tudo pra cima do carro dela. 

– Mas a senhora não estava sinalizando que ia entrar à esquerda? 

– Justamente! É inacreditável, mas ela entrou de fato à esquerda! Quem iria imaginar? O normal seria a madame sinalizar à esquerda, e entrar à direita!

Quando não penso no trânsito, saio mais rápido, sem titubear.

Protelado o massacre do stress, vencido o primeiro medo, mergulho no fluxo sanguinário de artérias entupidas, congestionadas, cujo sistema nervoso assemelha-se às questões anatômicas de um corpo doente.

Não dá para ser poeta do caos.

Dante Alighieri em sua viagem guiada pelo poeta romano Virgílio, poetiza o inferno.

Dante e Virgílio no Inferno, quadro de William-Adolphe Bouguereau. Wikipédia.

No trânsito esses corpos se metamorfoseiam em automóveis de aço.

No estado e na capital paranaense temos os ANÉIS como forma de sugerir fluxos mais fluídicos e induzir ao progresso.

ANÉIS…

Anel de integração… Anel viário…

Anelado, continuo pensando em como fazer poesia, sem heresia e com cortesia.

No poema de Dante, o inferno é descrito com nove Círculos de sofrimento localizados dentro da Terra.

Belo Horizonte, a primeira cidade brasileira projetada e concebida, pelo urbanista Aarão Reis, tem como conceito concepcional o sistema radial, com muitos anéis até a Avenida Contorno. Os raios têm seu ponto central na Praça Sete. A cidade foi planejada para acomodar 600 mil habitantes.

Aqui até houve proposta com similaridade conceitual. Plano Agache.

Agache aqui… Aarão lá!

O trânsito continua a “lesma lerda”.

Sem querer ser cínico, engraçadinho ou poeta, a lerdeza é a mesma!

Se colocarmos os nove Círculos de Dante no caminho de onde estamos e para onde vamos, aqui seria diferente de Belo Horizonte. Lá o mineirinho diria: “doncovim, oncotô… proncovô?”.

Aqui, o atleticano xinga o coxa-branca e vice versa. O torcedor do Paraná Clube fica quietinho… E assim o trânsito continua não fluindo!

Há alguns anos passados escrevi que o trânsito em Curitiba funcionava como um relógio suíço.

 Era o arquiteto Marcos Prado o responsável pelo DETRAN.

Sincronia de sinais como sinfonia de pardais!

Outro tempo é claro.

O adensamento vertiginoso despreza a lerdeza do planejamento.

Entre “tapas e beijos”, os tapa-buracos!

É! Obras também corroboram o caos transitório.

Necessárias para melhoria e conforto da população, carecem de planejamentos minuciosos para diminuir os transtornos na saúde da urbe.

Voltemos à poesia de Dante e Virgílio.

Portal do Inferno:

Portal do Inferno não tem portas ou cadeados, somente um arco com um aviso que adverte: uma vez dentro, deve-se abandonar toda a esperança de rever o céu, pois de lá não se pode voltar. A alma só tem livre-arbítrio enquanto viva, portanto, viva se decide pelo céu ou pelo inferno. Depois de morta, perde a capacidade de raciocinar e tomar decisões.

Arco, anel e circulo… Parace que tudo está “redondinho”.

Soma-se a isso tudo, os carrinheiros; motoqueiros; estacionamentos em fila dupla (carros, caminhões e até pedestres afoitos); mal traçado trajeto de coletivos.

Revista Eletrônica do Grupo Educacional Uninter

Foto: Larissa Glass

Êta ferro! Eu que já fui motoqueiro fico pensando que trabalhar com moto deve ser “osso duro de roer”.

Melhor seria fazer como meu irmão Vinícius…

Vai navegando sem destino pelo mundo a fora…

Para trás, só olhando no espelhinho.

Quando chega a alguma paragem, estica os músculos e continua sua viagem rumo ao desconhecido.

É como velejar no asfalto… Com motorzinho bem turbinado.

Ciclonibus via?

Ligeirinho invade trecho da ciclofaixa da Rua Marechal colocando em risco integridade dos ciclistas: “Tenho horário para cumprir”, justifica o motorista.

Alexandre Costa Nascimento/Ir e Vir de Bike

Tire a gravata e vá trabalhar de bicicleta!

Idiosincrasias dicotômicas ou dicotomias idiosincráticas?
“O cérebro encolhe e fica titica de galinha”

Antonio Costa/ Gazeta do Povo

Para taxistas, Avenida Visconde Guarapuava lidera lista das vias com pior tráfego em Curitiba.

Como sempre me dizia o saudoso amigo, companheiro e padrinho das minhas artes, Dino Almeida: “O curitibano já é ruim de boleia… Quando chove então o cérebro encolhe e fica do tamanho de uma titica de galinha”!

Situação bastante comum e incômoda em vários pontos da urbe.

No trajeto minha mulher falou que será difícil poetizar com esse infernal trânsito.

Lembrei-me do Zé Lopes, garimpeiro no Tocantins que comprou diploma de advogado para herdar uma fazenda, como procurador.

“Difícil é pegar galinha pela orelha”! 

Esse trânsito está um chute, de bico, no apêndice pendular masculino!

Pô, o cara tem uma BMW!

No trânsito, para ser poeta… Só se for trabalhar de bicicleta!

Mas… Tem que ser atleta!

Cala a boca seu poeta!

Procurando… Einstein!

Procurando… Einstein!

“A Pedra”

Quando fui morar em Berna, capital da Confederação Helvética, Suíça, passava quase todos os dias na rua onde morou Albert Einstein.

Do alto da Catedral de Berna, fotografei a rua onde ele desenvolveu a Teoria da Relatividade. É a Kramgasse 49.

Eu já costumava tirar uma pedrinha do bolso para obter alguma ideia criativa. Ali onde o gênio viveu eu respirava o mesmo ar e sentia a presença da genialidade impregnada nas paredes, nos pisos, nos tetos… Nas eternas curvas do universo.

Google Earth – Kramgasse 49 – Morada de Einstein

O Jogo de telhados agasalhou a teoria da relatividade.

Pensando estar conversando com Albert, senti que ele estava me falando: “Marco, continue andando até encontrar uma pedrinha, guarde em seu bolso e retire vez ou outra, para ativar o senso de criatividade”. “Nunca deixe de escutar música, você vai gostar de – Mansamente pastam as ovelhas – de Bach”.

Bom, certamente irei encontrar ovelhas pela caminhada sugerida. Nesta terra onde passou Maurits Cornelis Escher e Sir Charles Spencer Chaplin, não tenho dúvidas quanto ao ambiente ser propício para criatividade.

Com Escher, fiquei pensando por onde começar a caminhada. Não sabia se subia… Ou se descia…

Só existiam “malucos” nessa cidade?

Google – O MUNDO MÁGICO DE ESCHER

Tentei ver se conseguia desenhar a mim mesmo… Tentando imitar o mago do desenho…

Olhei a bola de cristal e vi que era só ele mesmo a conseguir tal façanha…

Google – Imagem

Com Charles Chaplin, comecei aprender a sonhar e rascunhar…

Botei o pé na estrada outra vez… Sem dó dos calos!

… E sem bengalas!

Saindo da rua onde Einstein viveu, fui “curtir” um churrasquinho na laje dos Gauer.

Jean-Jacques e Emeline Gauer com algum alemão ao lado falando com o cachorrinho abaixo à esquerda.

Proprietários do Scweizerhof Bern – GAUERGHOTEL, onde fiz minha exposição de desenhos como já divulguei em artigo anterior.

Hoje eles aumentaram a rede hoteleira e investimentos. LAUSANNE PALACE & SPA.

Situado no coração de Lausanne com vista para o lago de Genéve e para os Alpes.

O casal não deixou de ser meu MECENAS também, como citei no artigo “MECENATO”. Bancaram toda exposição e os nobres convites às personalidades como Roman Polanski e Elizabeth Taylor, hospedes tradicionais. Como retribuição e gentileza de minha parte, fiz o portrait da Emeline sem cobrar um tostão sequer… Kkk

Retrato – Emeline Gauer – Bern 83 – Marco Alzamora

Jean-Jacques gostava de contar piadas. Eram sempre as mesmas.

-Marco, você conhece aquela do Belga que foi comprar carne? (Os franceses, suíços, italianos e, quem sabe, toda Europa estão para os belgas como o Brasil está para Portugal). Os Belgas lá são os portugueses cá!

-Não Jean-Jacques, qual?

-O belga era sempre chacoteado pelos parisienses. Com a devida fama de “sonsidade”. Cansado das chacotas foi passar um ano em Paris para se tornar um verdadeiro francês. Fez curso de dicção, mandou confeccionar terno com corte de alfaiate famoso, estudou gestual e passou a pensar (segundo ele) como um verdadeiro parisiense.

Quando foi comprar carne, entrou direto para o balcão de um estabelecimento comercial e pediu um quilo de carne.

Imediatamente o balconista olhou para ele e perguntou: “O senhor é belga né”?

O belga ficou estupefato e retrucou: Como assim? Não estou falando como um verdadeiro francês?

Sim, respondeu o interlocutor.

Não estou vestido como um verdadeiro parisiense?

Sim respondeu o vendedor.

Então, como sabe que sou belga?

Meu caro senhor, com o devido respeito, aqui não é um açougue… É uma SAPATARIA!

A outra é mais velha e manjada. Para fazer amor, falamos em italiano. Para fazer negócios falamos em Inglês. Para sermos gentis falamos em francês e com nosso cachorro falamos em Alemão! Platz… Platz!

Quando me mudei para a periferia de Berna, Kirchlindach, uns 4 km do centro da capital, passeava num bosque lindo a 18º negativos. Parecia filme do Walt Disney. Esquilos pulando de galho em galho e desprendendo flocos de neve que brilhavam como diamantes suspensórios aéreos. Era o cenário de desenho animado. Carneirinhos deixando a grama bem podada.

Vista do fundo do quintal da casa que me hospedei em Kirchlindach.

Nos finais de semana, como ninguém é de ferro, ia até Gstaad raspar a bunda na neve como exímio esquiador. Dois metros e meio era o percurso máximo que eu conseguia ficar em pé. Ficava hospedado num chalé de uma amiga vizinha do Ivo Pitangui.

Chalés onde os vinhos eram colocados no lado de fora das janelas para ficarem na temperatura ambiente. “Casinha” do Ivo Pitangui na 1ª foto.

Fotos – Marco Alzamora

Por enquanto só tinha achado pedrinhas de gelo e neve…

Como eu precisava comer, fui ao alto da estação de inverno fingindo que era um vero italiano.

Gstaad

Mangia… Mangia… Che cosa ti fa bene…

Ainda procurando a pedrinha de Einstein, escutando Johann Sebastian Bach… Franz Peter Schubert e lembrando-me de Maurits Cornelis Escher e Sir Charles Spencer Chaplin, eu fui caminhando…

Indo de um lado para o outro, a caminho de Liechtenstein, fiquei uma semana numa fazenda em Lucerna, precisamente em Ruswil, onde em troca de hospedagem e tortas schartswald (floresta negra), feitas com chocolates nacionais, eu pintei um mural na parede que separava o estacionamento do casarão e o chiqueiro. Chiqueiro com assepsia. Tudo em aço inoxidável e brilhando de tão limpo.

Painel em Hüswil – Zell – Schweizerland – Marco Alzamora

Após ter visto muita Ferrari e Rolls-Royce no Principado de Liechtenstein:

Fui passear pelas rodovias vicinais degustando o cardápio regional e assistindo aos passeios do Clube do Rolls-Royce formado por cidadãos da classe média proprietários dos mais variados modelos e anos de fabricação. É mais ou menos como o Club dos Opalas em Astorga, no interior do Paraná! Brincadeirinha!

Foto – Marco Alzamora

Paisagem vista da estradinha onde os Rolls-Royce desfilam.

Fotos Marco Alzamora

Aqui ficou clara a observação que o mundo todo faz: “Os suíços varrem a paisagem”!

Ao lado da casa maior, é habito e costume, se construir uma casinha menor que se chama stöckli, para acomodar os filhos quando se casam. Eles ficam por um tempo morando ali. Cada um com seus “pobrema” né?

Quando eu falava que estava morando na Suíça, os italianos diziam que eu era velho e acomodado. Que país sem graça e sem sal! Tudo é muito certinho e o ônibus para no ponto às 11h22min: 33seg e milésimos escambau!

Aí, “piquei a mula” da Suíça e fui jogar francos suíços na Fontana. A esperança era a de conseguir todos os meus desideratos. Da Itália fui para a Grécia e da Grécia para o então recentemente institucionalizado o novo Estado do Tocantins. Antropologia perde! Lá, no norte velho de Goiás, passei a “grunhir”: Fui fazer churrasco e uma gambira de baixo dum pé de manguba! Mas isso é papo para outra hora.

Enchi de moedinhas o meu bolso e de esperanças… Minha cabeça! Ops…

Enchi de pedrinhas o meu bolso e de esperanças…

Procurando Einstein! “A pedra”

Ainda procurando a pedrinha de Einstein, escutando Johann Sebastian Bach… Franz Peter Schubert e lembrando-me de Maurits Cornelis Escher e Sir Charles Spencer Chaplin, eu fui caminhando…

Caminhando… Encontrei David carregando uma “pedrinha”! Quase voltei a Berna para falar com Albert… Ele não havia me contado sobre Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni!

Na viagem quase sem retorno, eu fui até a Bologna…

Quebrar algum galho não substitui procurar pedrinhas de criatividade…

Corri para Veneza atrás de Einstein…

Fiquei com… Beethoven – 9ª Sinfonia – Ode a Alegria…

PATRIMÔNIO CULTURAL

PATRIMÔNIO CULTURAL

Quando tive o privilégio de chefiar a Coordenadoria do Patrimônio Cultural da Secretaria de Estado da Cultura em 1988, fizemos a cultura paranaense passar por bons momentos. Não por mim, mas pelo competente Secretário Dr. René Ariel Dotti e o excelente Governador Alvaro Dias.

Secretário René Ariel Dotti – Coordenador do Patrimônio Cultural Marco Alzamora – Reunião do Conselho Estadual de Cultura – 1988

Nesta ocasião tive o privilégio de criar uma equipe interdisciplinar para rever a Lei de Tombamento que já se encontrava retrógrada e ultrapassada havia anos passados. Entre várias ações analisamos os ícones estaduais (Bandeira do Paraná e Brasão). Para Bandeira, enviamos a Londres o Professor Ferrarini com objetivo de analisar o mapa celeste na data de institucionalização do Estado. Dever-se-ia fazer correção nas estrelas da bandeira. Em heráldica, o Brasão não representava a fidalguia, pois a figura humana estava com a face voltada para a esquerda, enquanto deveria estar voltada para direita. A foice também foi polemizada.

Como Responsável Técnico, inerente ao cargo ocupado, fizemos a maior quantidade de restauros nos bens do Patrimônio Histórico e Artístico e demos ênfase especial ao Patrimônio Natural.

Restauramos a Sede da Secretaria com prospecções nas paredes que escondiam antigas pinturas; o Museu de Arte Contemporânea; Museu Alfredo Andersen; Sala Bento Mossurunga; Sala Miguel Bakun; Auditório Brasílio Itiberê. Lapa e Paranaguá, também foram objetos das atenções aos bens tombados.

Paranaguá – Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas.

A Curadoria do Patrimônio Natural, pilotada pelo iconográfico “Vitamina”, querido amigo Henrique Schmidlin que tinha na alma e no sangue a vocação divina da empatia com a natureza, também foi contemplada com carinho por todos nós.

O José La Pastina Filho, Superintendente Estadual – IPHAN-PR, INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL, igualmente foi um grande parceiro nas empreitadas preservativas da cultura.

Tudo é fascinante.

“O Patrimônio Cultural de uma nação, de uma região ou de uma comunidade é composto de todas as expressões materiais e espirituais que lhe constituem, incluindo o meio ambiente natural”. (Declaração de Caracas – 1992).

Extraído do Programa de Pós Graduação Profissionalizante em Patrimônio Cultural:

“O conceito de Patrimônio não existe isolado”. Só existe em relação a alguma coisa. Podemos dizer que Patrimônio é o conjunto de bens materiais e/ou imateriais que contam a história de um povo e sua relação com o meio ambiente. É o legado que herdamos do passado e que transmitimos a gerações futuras.

“O Patrimônio pode ser classificado em Histórico, Cultural e Ambiental”.

Quando morei na Europa, esbarrava o tempo todo nas reminiscências do passado histórico e artístico. De Firenze a Venezia, o antigo retumba na superfície.

Foto Marco Alzamora

O Patrimônio Natural lá, também é bem cuidado.

O Rio Aare que passa em Berna tem PH O (zero).

Foto Marco Alzamora

Lá, escrevi sobre as questões relativas aos restauros. Não concordando com alguns pontos praticados no Brasil.

Num momento em que o Conselho Estadual de Cultura se reuniu para avaliar os fatores determinantes da proposta de tombamento da Praça do Batel, há que se observarem os cânones do objetivo e do subjetivo. Como escreveu o colunista Celso Nascimento, para haver o tombamento se deve resgatar a forma original do objeto em questão. Resgate pelo restauro pode se tornar apenas arremedo. Originalmente existia uma rua, ali mesmo onde se queria abrir. Hoje, aberta!

A incipiente industrialização e pré-capitalismo dos meados do século XIX, na Alemanha e na Inglaterra, foram o pano de fundo para a vida e atuação de Karl Marx, nascido em Trier.

Cidade mais antiga da Alemanha, Trier tem mais de dois mil anos. Em nenhum lugar o passado romano está tão presente. Situada às margens do Mosela, oferece bons vinhos e muitas atrações. A casa onde nasceu Karl Marx é hoje um museu sobre o fundador do comunismo e o movimento operário. Fundada pelos romanos no ano 16 antes de Cristo como Augusta Treverorum, Trier é a cidade mais antiga da Alemanha. Como foi residência imperial e a capital do Império Romano do Ocidente no final do século 3º, chegou a ser considerada a “segunda Roma”.

Seis imperadores residiram na cidade, que no século 4º já tinha 80 mil habitantes.

Fonte DW Cidades & Roteiros

Porta Nigra data do século 2º D.C.

Como “filósofo da prática“ e criador do socialismo científico, influenciou decisivamente o desenvolvimento internacional político e social dos últimos 150 anos. Como aconteceu com todos os teóricos contemporâneos, seu pensamento foi marcado pela análise idealista de Hegel, que ele se propôs a enfocar do ponto de vista materialista e a tirar do campo teórico para passá-la á realidade. Karl Marx foi influenciado pelos pré-socialistas franceses, pela filosofia materialista e pelas teorias dos economistas britânicos.

Martin Hengel (14 de dezembro de 1926 – 2 de julho de 2009) teólogo e historiador alemão, que estudou o Segundo Templo.

Modelo do Templo de Herodes – Fonte Wikipédia

Em 1848, juntamente com Friedrich Engels, Karl Marx publicou o “Manifesto Comunista”. Em 1867, publicou em Londres, no exílio, o primeiro volume do que viria a ser sua obra mais importante, “O Capital”, uma análise e crítica do capitalismo. Trier, fundada pelos romanos em XVI A.C., é a cidade mais antiga daquela região. Ela conta com numerosos monumentos históricos em bom estado de conservação e foi declarado pela UNESCO Patrimônio Cultural da Humanidade.

Friedrich Engels (Barmen, 28 de novembro de 1820 — Londres, 5 de agosto de 1895) foi um teórico revolucionário alemão que junto com Karl Marx fundou o chamado socialismo científico ou marxismo. Ele foi coautor de diversas obras com Marx, sendo que a mais conhecida é o Manifesto Comunista. Também ajudou a publicar, após a morte de Marx, os dois últimos volumes de O Capital, principal obra de seu amigo e colaborador.

Grande companheiro de Karl Marx escreveu livros de profunda análise social. Entre dezembro de 1847 a janeiro de 1848, junto com Marx, escreve o Manifesto do Partido Comunista, onde faz uma breve apresentação de uma nova concepção de história, afirmando que:

“A história da humanidade é a história da luta de classes.”

Lá não há arremedo do passado na vã intenção de preservá-lo. Em toda Europa, desde os tempos mais remotos, berço da cultura e da civilização, o patrimônio nosso, da humanidade, é cultuado com respeito e sem “arremedamento”. O que foi a duzentos anos, trezentos ou sei lá quantos “entos” antes, não tem que ser copiado “capengamente”. Restauro… Sim!

Em Berlim, o contraste da arquitetura entre o velho e o novo valoriza tanto um quanto o outro.

Berlim

Enfim, a Praça do Batel em Curitiba, agora com o “Quarto Templo de Salomão” (Grande shopping ali instalado) ficaria linda apenas com a revitalização do espaço urbano. Embora com trânsito meio caótico!

Com a obra do projeto de Oscar Niemeyer, Curitiba continua com os olhos atentos para o PATRIMÔNIO CULTURAL!

Ora mais… Ora menos!

Acho que tanto Marx quanto Engels concordam com Darwin:

“Cada macaco no seu galho”!

Aquela banda que tocava no coreto daquela praça deixa na memória e na lembrança o conjunto de bens materiais e/ou imateriais que contam a história de um povo e sua relação com o meio ambiente. É o legado que herdamos do passado e que transmitimos às gerações futuras.

Vamos continuar “praceando”!

Os Arredios Sem Rédeas

Os Arredios Sem Rédeas

Pode até ser redundante o título, porém há controvérsias sobre o termo arredio ser somente utilizado á quem não tem rédeas.

Desgarrado.

O país continental da América Latina está condenado por décadas e décadas perdidas de desgovernos, corrupção crônica e desleixo sistemático!

Há tempos perdeu-se a rédea que conduz esse “animal” emburricado!

Um Brasil à deriva e sem rumo, sem prumo e sem rédeas. Rédea é a correia presa ao freio e com a qual se conduz a montaria ou animal de tração.

Governo incompetente tende ficar arredio quando os problemas aparecem em velocidades vertiginosas.

Sem o comando direcional que conduz aos caminhos certeiros, governantes se apartam das suas responsabilidades onde, muitas das vezes, querem transferir as próprias incapacidades e incompetências para outros.

Alguns possuem tanta “cara de pau” que colocam as disritmias como culpa de gestões anteriores.

Pior é quando a gestão anterior foi de suas próprias responsabilidades, como é no caso das reeleições.

Já amargamos com disparada da inflação, aumento destacado do desemprego, interrupção do crédito, maior endividamento da população e grande salto do dólar. Vivemos todo o tipo de mazelas. Como diria o “caboclo”: “É uma fartura”! “Farta isso, farta aquilo, farta tudo”!

Seria redundante enumerar os motivos que colocam o país em estado de caos. Quando a chamada “grande imprensa” anuncia em todos os canais de comunicação as notícias diárias sobre a “Pátria Grande” em colapso, a pátria pequena, porém continental, se esvaece em “leites derramados”. Não vai adiantar nem chorar o óleo da Petrobrás que escoou pelo ralo da corrupção sistêmica.

Enquanto em países com culturas mais acirradas…

Envergonhado com a corrupção, ministro japonês se suicidou…

No governo Getúlio Vargas, por meio da Lei nº 2004, de três de outubro de 1953, foi criado a Petróleo Brasileiro S/A – Petrobrás.

A nova empresa era responsável pela execução do monopólio estatal do petróleo para pesquisa, exploração, refino do produto nacional e estrangeiro, transporte marítimo e sistema de dutos.

A publicação registrou a posse do novo presidente do Conselho Nacional do Petróleo, Plínio Cantanhede, e do primeiro presidente da Petrobrás, Coronel Juracy Magalhães, além da legislação que fundamentava a política nacional de petróleo no País.

“Procuremos ser os bandeirantes desta nova cruzada através das ínvias terras brasileiras, e só pedimos a Deus que ao chegarmos ao fim da caminhada longa e esfalfante, encontremos lá, não as falsas esmeraldas da lenda, mas as verdadeiras riquezas petrolíferas de que o Brasil precisa, para construir a sua grandeza ao lado das maiores nações do Universo”.

(Do discurso de posse do Coronel Juracy Magalhães na presidência da Petrobrás).

Em 1950, Getúlio Vargas ganhou as eleições presidenciais.

Após 15 anos de governo ditatorial, o gaúcho deveria governar o Brasil por um período de 5 anos em um regime democrático.

 Ao iniciar o seu governo, Getúlio sente as primeiras dificuldades encontradas em não ter uma bancada totalmente favorável no Congresso que apoiasse os seus atos nacionalistas.

A construção da Petrobrás, com apoio popular, após a Campanha “O Petróleo é nosso”, fez com que a rivalidade entre o presidente e o Congresso aumentasse, já que essa decisão ia contra os setores empresariais – a indústria nascida era totalmente estatal.

Além disso, com ações cada vez mais independentes, como o aumento em 100% do salário mínimo em 1954, as críticas dos adversários continuavam a aumentar, de modo particular, vindas de setores da UDN, lideradas pelo jornalista Carlos Lacerda, declarado opositor de Vargas.

O fato culminante da crise que antecede o suicídio do presidente aconteceu em agosto de 1954.

Na madrugada do dia 05, o jornalista Carlos Lacerda sofre um atentado, no qual sai ferido e um Marechal da Aeronáutica, Rubens Vaz, é assassinado. Após uma investigação, chega-se ao mandante do crime que era o chefe da guarda-pessoal do presidente, um ex-policial, chamado Gregório Fortunato.

Embora eu estivesse com apenas três anos de idade, senti por anos posteriores a comoção nacional.

Na madrugada do dia 24 de agosto de 1954, Vargas toma a decisão que mudaria totalmente o rumo de sua trajetória na história do Brasil.

Sozinho, em seu quarto, no Palácio do Catete, Vargas toma uma arma e dispara contra o próprio peito.

Como gosto de resgatar a história, reproduzo a carta manuscrita deixada ao povo brasileiro:

Deixo à sanha dos meus inimigos, o legado da minha morte. Levo o pesar de não ter podido fazer, por este bom e generoso povo brasileiro e principalmente pelos mais necessitados, todo o bem que pretendia. A mentira, a calúnia, as mais torpes invencionices foram geradas pela malignidade de rancorosos e gratuitos inimigos numa publicidade dirigida, sistemática e escandalosa.

Acrescente-se a fraqueza de amigos que não defenderam nas posições que ocupavam a felonia de hipócritas e traidores a quem beneficiei com honras e mercês, à insensibilidade moral de sicários que entreguei à Justiça, contribuindo todos para criar um falso ambiente na opinião pública do país contra a minha pessoa.

Se a simples renúncia, ao posto a que fui levado, pelo sufrágio do povo me permitisse viver esquecido e tranquilo no chão da pátria, de bom grado renunciaria.

Mas tal renúncia daria apenas ensejo para, com mais fúria, perseguirem-me e humilharem-me.

Querem destruir-me a qualquer preço. Tornei-me perigoso aos poderosos do dia e às castas privilegiadas.

Velho e cansado, preferi ir prestar contas ao Senhor, não dos crimes que não cometi, mas de poderosos interesses que contrariei, ora porque se opunham aos próprios interesses nacionais, ora porque exploravam, impiedosamente, aos pobres e aos humildes.

Só Deus sabe das minhas amarguras e sofrimentos.

Que o sangue dum inocente sirva para aplacar a ira dos fariseus.

Agradeço aos que de perto ou de longe me trouxeram o conforto de sua amizade.

A resposta do povo virá mais tarde…

Encerrando este resgate da história do Brasil e assistindo, inconformado, os rumos por onde passa a nação… Eu deixo aqui…

A sugestão “Getuliana” e “Japonesa”… Para quem servir possa!

Dona Maria Tereza, diga a seu Jango Goulart, que a vida está uma tristeza, que a fome está de amargar…

E o povo necessitado, precisa um salário novo, mais baixo para o deputado, mais alto pro nosso povo.

Dona Maria Tereza, assim o Brasil vai pra trás, quem deve falar, fala pouco, Lacerda já fala demais.

Enquanto feijão dá sumiço, e o dólar se perde de vista, o Globo diz que tudo isso, é culpa de comunista.

Dona Maria Tereza, diga a seu Jango porque, o povo vê quase tudo, só o parlamento não vê,

Dona Maria Tereza, diga a seu Jango Goulart, lugar de feijão é na mesa, Lacerda é noutro lugar háháhá!

E que Os Arredios Sem Rédeas… Fiquem…

Com cada macaco no seu galho!

The End Brazil! Have a good time!

Entre linhas… Estrelina…. Lê…

Entre linhas… Estrelina…. Lê…

Estrelina é o nome dela. Lê na hora do almoço.

Assim como o palhaço Méguinho, encontrei mais uma amiga na Rua Barão do Rio Branco. Estrelina.

Luiz Carlos, ele me disse. Sou o palhaço Méguinho. Sou amigo do Ratão e do Ratinho! Quem sabe… Amigo da Estrelina?

Não tivemos muito tempo para conversas. Ela estava lendo o livro de R$ 20,00 (Vinte Reais) que comprou num sebo na mesma rua. Seria o preço de duas refeições?

Estou ampliando significativamente meu rol de amigos. Essa rede social não é virtual. É real. O livro era “O Vendedor de Sonhos E A REVOLUÇÃO DOS ANÔNIMOS” de Augusto Cury.

A capa lembra-me, antropologicamente, os personagens que vejo no centro da cidade. Sonhos!

Ela não soube nada sobre as renúncias do Jânio Quadros ou do Charles De Gaulle. Muito menos do primeiro Papa que renunciou. Do atual… Ela escuta falar. Ela também renunciou… O almoço! Lê! Ela come as letras, as palavras, as frases e… Pensa! Pergunta-se… Por que alguém renuncia a alguma coisa? Sobre o Renan, ela não sabe. Um milhão de brasileiros pedem pela internet a renúncia de Renan Calheiros. A internet, Estrelina conhece. Navega.  Senado da República, ela também conhece. Não sabe que ao conseguir 1,3 milhão de assinaturas, o que representa 1% do eleitorado brasileiro, a iniciativa pode ser apresentada como uma “ação popular” no Senado, que seria obrigado a analisá-la. Tudo a ver com “A REVOLUÇÃO DOS ANÔNIMOS”.  “Entre linhas… Estrelina… Lê…”.

Política e religião não se discutem? Cada um com seus problemas? Direito de ir e vir? Direito de ler e de comer? Renunciar é desistir? O que está por trás de cada renúncia? Como disse meu neto, ainda aprendendo as primeiras palavras: “Mudi di ideia!”.  Ele resolveu ir ao cinema sim… Já na saída do estacionamento do shopping.

Mudar de ideia, desistir, renunciar, nunca é uma situação muito cômoda. Transtorna segmento definido à priori.

Vamos falar de Papas, de políticos e de nós mesmos no dia a dia. Liberdade e livre arbítrio. Guerras religiosas e políticas. Qual delas vem primeiro? Quem está com a razão? Existe razão? Certo ou errado?

Minha amiga Estrelina continua lendo… E vendo… Nas “Entre linhas…”.

Meu avô João Quadros Gonçalves, era primo irmão do Jânio da Silva Quadros. “Nhonhô” como Jânio o chamava.

Meu avô, escrivão, e Jânio seu primo. O Primeiro não era louco… O segundo… Dizem que foi… Eu morava perto da Reitoria, na Rua Marechal Deodoro, com meus avós.

Quando anunciou sua renúncia, o primo “louco”, “fabricante de caspas” (dizem que colocava talco nos ombros para parecerem caspas, assim ficava mais popular), comentou sobre o motivo: “Forças Ocultas”!

Na época eu tinha 10 anos de idade. Como Estrelina, estava aprendendo ler nas entre linhas.

Jânio da Silva Quadros nasceu em Campo Grande, 25 de janeiro de 1917 falecendo em São Paulo, 16 de fevereiro de 1992. Foi um político e o vigésimo segundo presidente do Brasil, entre 31 de janeiro de 1961 e 25 de agosto de 1961 — data em que renunciou. Em 1985 elegeu-se prefeito de São Paulo pelo PTB. Quando criança morou em Curitiba, tendo feito os quatro primeiros anos do ensino fundamental no Grupo Escola Conselheiro Zacarias, hoje Colégio Estadual Conselheiro Zacarias; mais tarde, estudou no Colégio Marista Arquidiocesano de São Paulo para, depois, formar-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, abrindo banca na capital paulista em 1943, logo após a sua graduação. Mesmo querendo chorar, não tinha lágrimas! Achava que repetiria o feito de Charles De Gaulle, que foi reconduzido ao poder com plena votação dos franceses. Ledo engano, meu caro primo! Não deu!

Até fez dobradinha com Ney Amintas de Barros Braga. “Jânio e Ney”! Vassourinha era o mote!

Utilizou como mote da campanha o “Varre, varre vassourinha, varre a corrupção”.

Muitas foram as “Forças Ocultas”!

“Os Estados Unidos precisam compreender que hoje enfrentam um desafio do mundo socialista. O mundo ocidental precisa mostrar e provar que é somente o planejamento comunista que promove a prosperidade das economias nacionais. O planejamento democrático precisa também fazer o mesmo, com a assistência dos que são economicamente capazes”.

“Que solidariedade pode existir entre uma ação próspera e um povo desgraçado? Que ideais comuns podem, no curso do tempo, suportar a comparação entre as áreas ricas, cultivadas, dos Estados Unidos e as zonas assoladas pela fome no Nordeste do Brasil?”

Estas são algumas ideias de Jânio Quadros que selaram a sorte de seu governo.

Não é difícil adivinhar que as “forças terríveis” se conjuraram para a derrubada dessas ideias e do seu defensor.

O defensor foi obrigado a renunciar.

Assim, mesmo querendo chorar, não tinha lágrimas!

Já era! Os brasileiros não fizeram como os franceses no caso De Gaulle! Degolaram mesmo!

Enquanto isso…

Minha amiga Estrelina continua lendo… E vendo… Nas “Entre linhas…”.

Quando encontrar com ela novamente eu vou perguntar sobre o presidente francês que renunciou.

“A renúncia é a libertação. Não querer é poder”.

Fernando Pessoa

Charles De Gaulle – Google – Imagem

Charles André Joseph Marie de Gaulle foi um general, político e estadista francês que liderou as Forças Francesas Livres durante a Segunda Guerra Mundial. Nasceu em 22 de novembro de 1890 na cidade de Lille e faleceu em 9 de novembro de 1970 em Colombey-les-Deux-Églises. Durante seu mandato, De Gaulle também enfrentou a oposição política dos comunistas e dos socialistas.

Apesar de ter sido reeleito presidente em 1965, desta vez por voto popular direto, em maio de 1968 parecia provável que perdesse o poder, em meio a protestos generalizados de estudantes e trabalhadores. No entanto, sobreviveu à crise com uma ampliação da maioria na Assembleia. Pouco depois, em 1969, depois de perder um referendo sobre a reforma do Senado e a regionalização, renunciou. Faleceu no ano seguinte.

Derrotadas em referendo as suas propostas de modificação do Senado e de reorganização regional, renúncia do seu cargo presidencial para se retirar para Colombey.

Enquanto isso… Minha amiga Estrelina continua lendo… E vendo… Nas “Entre linhas…”.

Assim, mesmo querendo chorar, não tinha lágrimas!

Vamos falar de Papas, de políticos e de nós mesmos no dia a dia. Liberdade e livre arbítrio. Guerras religiosas e políticas. Qual delas vem primeiro? Quem está com a razão? Existe razão? Certo ou errado?

Até no interior do magnifico Templo… Existe Renúncia!

Quem iniciou o Papado.

A basílica do Vaticano leva o seu nome.

Primeiro Papa da Igreja Cristã.

Raio sobre o Vaticano e Renúncia – Google – Imagem

Papa Bento XVI

Papa Bento XVI, nascido Joseph Alois Ratzinger, Cardeal-Bispo Emérito de Roma, foi o Papa de Roma desde o dia 19 de Abril de 2005 até 28 de fevereiro de 2013.

Se ele pudesse contar tudo que sabe… Talvez chorasse! Se lágrima restasse!

Enquanto isso… Minha amiga Estrelina continua lendo… E vendo… Nas “Entre linhas…”.

Assim, mesmo querendo chorar, não tinha lágrimas!

O Papa Bento XVI, em sua primeira fala em público desde que anunciou sua renúncia, disse nesta quarta-feira (13) no Vaticano que tomou a decisão de abandonar o pontificado “em plena liberdade, pelo bem da Igreja”.

Bento XVI disse que “Orou arduamente e examinou sua consciência” antes de tomar a decisão.

Globo.com MUNDO.

Claro que a saúde pesou na decisão da renúncia do Papa. Porém, como todos os “renunciantes”, religiosos, políticos, ou quem quer que seja sempre existirão razões que levam ao cansaço ou stress fatigantes.

Os escândalos de pedofilia o levaram, em várias ocasiões, a expressar um pedido de perdão público às vítimas e parentes e a reconhecer, durante sua viagem a Portugal, em maio de 2010, que a maior perseguição que sofria a Igreja não vinha de seus “inimigos externos” e sim de seus “próprios pecados”. Na ocasião, ele prometeu que os culpados responderiam “diante Deus e a justiça ordinária” pelos crimes.

Globo.com MUNDO.

Em janeiro de 2009, ele suspendeu a excomunhão de quatro bispos integristas do movimento ultraconservador de Marcel Lefebvre, entre eles o britânico Richard Williamson, que nega a existência do Holocausto nazista.

Muitas foram as “Forças Ocultas”!

Assim… Fica difícil para religiosos e políticos.

Até para minha amiga Estrelina, que continua lendo… E vendo… Nas “Entre linhas…”.

Assim, mesmo querendo chorar, não tinha lágrimas!

O carnaval acabou… O Papa renunciou… E o Renan tá numa boa! Igual à poupança Bamerindus!

E bota “BOA” nisso… Né Calheiros?

“O que dá pra rir… Dá pra chorar”?

Canta aí Estrelina!

Quero chorar, não tenho lágrimas.

Que me rolem na face…

Pra me socorrer…

Se eu chorasse talvez desabafasse…
O que sinto no peito…
E não posso dizer!

Só porque não sei chorar…
Eu vivo triste a sofrer…
Estou certo que o riso não tem nenhum valor…

Enquanto isso…

Minha amiga Estrelina continua lendo… E vendo… Nas “Entre linhas…”.

 

O Tijolo do Universo

O Tijolo do Universo

Hoje me lembrei de “A LEBRE COM OLHOS DE AMBAR” de Edmund De Waal onde ele abre o livro com: “Tire um objeto do seu bolso e o coloque diante de si. Você começa a contar uma história”.

Tirei a segunda pedrinha do bolso!

Em momentos de crise, só a imaginação é mais importante que o conhecimento.
(Albert Einstein).

Não dá para deixar cair a “peteca”, “pedrinha”, “bolinha” ou sei lá o que for!

Assim vou sentindo as pedradas do Universo…. Guardando no bolso… E tirando outra vez!

A primeira pedrinha foi no meu artigo “SEMIÓTICA ARQUITETÔNICA”

Raio no Vaticano, renúncia Papal, meteoro na Rússia, tempestades no mundo inteiro, trovões, ventanias e outras intempéries climáticas e “mentais” nos pontos cardeais! Tá tudo fora de lugar? O que o Cósmico quer sinalizar com tudo isso? Esta semana houve homenagem até pelo Doodle do Google ao astrônomo e matemático Nicolau Copérnico na data de 540 anos de seu nascimento. No doodle é representado um desenho animado ilustrando a teoria heliocêntrica de Copérnico, que colocou o Sol no centro do Sistema Solar.

Assim, a edição especial do logo do Google apresenta a estrela como a segunda letra ‘o’ no nome do buscador, com os planetas girando ao seu redor. É uma representação das teorias de Copérnico. A Terra, representada em azul, inclui a Lua como seu satélite na homenagem ao astrônomo polonês, cuja teoria revolucionou e mexeu com crenças estabelecidas na época.

Coincidências existem da forma em que se define a palavra pelo dicionário.

Quando duas ou mais coisas acontecem de forma que parece que foi combinado.
Ato ou efeito de coincidir.
Realização simultânea de dois ou mais acontecimentos; simultaneidade, contemporaneidade.

Os fenômenos espaciais, raios, “pedradas” cósmicas na Rússia e Copérnico me ligaram ao Carlos Ruiz Zafón outra vez. Em “O Príncipe da Névoa” ele relata o diálogo entre o pai Maximilian Carver (relojoeiro) e o filho Max:

– O que está lendo? – perguntou Max, apontando para o grosso volume.

-É um livro sobre Copérnico. Sabe quem foi Copérnico? – indagou o relojoeiro.

-Estou na escola – respondeu Max.

Seu pai gostava de perguntar cada coisa… Era como se ele tivesse acabado de chegar ao mundo.

– E o que sabe dele? – insistiu.

-Descobriu que a Terra gira ao redor do sol e não o contrário.

-Mais ou menos. E sabe o que isso significou?

-Problemas – devolveu Max.

Pareceu-me que havia combinado com o autor do livro para ler o trecho exatamente naquela hora.

Desde o momento em que comecei escrever essa lavra, já fez sol e chuva, barulho no Céu e na Terra.

As principais partes da teoria de Copérnico são:

  • Os movimentos dos astros são uniformes, eternos, circulares ou uma composição de vários círculos (epiciclos).
  • O centro do Universo é perto do Sol.
  • Perto do Sol, em ordem, estão Mércurio,  Vênus, Terra, Lua, Marte, Júpiter, Saturno, e as estrelas fixas.
  • A Terra tem três movimentos: rotação diária, rotação anual e inclinação anual de seu eixo.
  • O movimento retrógrado dos planetas é explicado pelo movimento da Terra.
  • A distância da Terra ao Sol é pequena se comparada à distância às estrelas.

Se essas proposições eram revolucionárias ou conservadoras era um tópico muito discutido durante o vigésimo século. Thomas Kuhn argumentou que Copérnico apenas transferiu algumas propriedades, antes atribuídas a Terra, para as funções astronômicas do Sol. Outros historiadores, por outro lado, argumentaram a Kuhn, que ele subestimou quão revolucionário eram as teorias de Copérnico, e enfatizaram a dificuldade que Copérnico deveria ter em modificar a teoria astronômica da época, utilizando apenas uma geometria simples, sendo que ele não tinha nenhuma evidência experimental.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Astrônomo Copérnico: Conversa com Deus.

 Imagem: Jan Matejko-Astrônomo Copérnico.

Está chovendo pedra. Acho que é tijolo, pelo estrondo. Minha “2ª pedrinha” caiu do bolso aqui em Curitiba. Foi parar perto do Cesare Mansueto Giulio Lattes, mais conhecido como César Lattes, (Curitiba, 11 de julho de 1924 – Campinas, 8 de março de 2005). Foi um físico brasileiro, codescobridor do méson pi. Dividiu a menor partícula do Universo. “O Tijolo do Universo”.

Dizem que o meteoro que caiu na Rússia passou aqui por cima do Brasil. Deve ter homenageado o físico Lattes.

César Lattes – Publicados Brasil – Google – Imagem.

Em momentos de crise, só a imaginação é mais importante que o conhecimento.
(Albert Einstein).

Google – Imagem.

Enquanto isso Copérnico fica atirando pedrinhas no Universo!

Rocha teria cerca de 10 toneladas, segundo agência russa.

Do micro ao macro cosmo, as dimensionais variam muito.

A segunda pedrinha é bem clarinha. É branca. Está ao lado do meu instrumento de trabalho. Fico olhando para ela e lembrando o tamanho do Tijolo do Universo!

Em momentos de crise, só a imaginação é mais importante que o conhecimento.
(Albert Einstein).

Assim canta a musa da música… Ela, bela, encanta na luz!

É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama…

Elis Regina- Tom Jobim

Coincidências existem da forma em que se define a palavra pelo dicionário.

Quando duas ou mais coisas acontecem de forma que parece que foi combinado.

Não é atoa que prezo meus amigos. Postei no facebook: Quando tirei a primeira pedrinha do bolso… Escrevi esse artigo!

Esta semana, depois da “pedrinha” que caiu do céu da Rússia, achei outra no meu bolso! Vou escrever sobre isso.

Estava divulgando “SEMIÓTICA ARQUITETÔNICA” e anunciando um novo artigo, impulsionado com a segunda pedrinha. Logo, meu amigo e vizinho Paulo Sergio Maioque escreveu:

Quando começo a ler seus artigos, fico imaginando: Qual vai ser a música? Igual aquele quadro antigo do Silvio Santos. Desta vez passei longe. Pensei que fosse encerrar com aquela: “Se esta rua, se esta rua fosse minha, eu mandava eu mandava ladrilhar, com pedrinhas, com pedrinhas de brilhantes para ver o meu amor passar”. Surpresa boa: Elis Regina com aquela voz de veludo. Valeu…

Respondi de bate pronto:

Você é um dos meus melhores incentivadores. Taí vizinho nota 1000! Interessante que nesse novo artigo, que estou elaborando ainda, não consegui escutar qual música será! Nessa, até eu vou ficar surpreso! Hehehe. Obrigado amigo. Vê se não acorda muito cedo amanhã, tá? Vamos falar.

De noitinha ele ligou para meu interfone. Queria falar com a Denise. Falei: Aqui não tem Denise! – Oh Marco, desculpe, eu liguei pra casa errada. Perguntei: Levou uma pedrada na cabeça? – Respondeu: Um TIJOLO! Kkk…

Inventei a estória do tijolo para justificar o título! Mas o resto é a mais pura verdade!

A verdade é que só fui identificar a música cabível para essa escrita no outro dia. Ele só vai saber quando ler o próximo artigo. Mas vai tentar adivinhar!

Anoitecendo outra vez, o manto celeste enegrecido com pinceladas púrpuras se manifestou no espaço etéreo.

Novamente vieram o barulho ensurdecedor dos trovões e os flashes incandescentes dos raios. O “manda chuva” lá de cima está meio nervosos nesses novos tempos. Dizem que o apelido dele é “Pedroca”! Acho que tem algo a ver com os raios do Vaticano. São Pedro, dono da “chave do céu”… Representante da divindade renunciando aqui na Terra… Deve ser “pedrada” das brabas!

Está prevista a oficialização da renúncia do Papa em 28 de fevereiro de 2013. No Vaticano!

Assim como é uma grande Coincidência entre as 24 horas de um dia e as 24 latinhas de cerveja de uma caixa, assim como no Vaticano, deveria também acontecer em Brasília. Dá-lhe Renan Calheiros!

Deve ser cabalístico! E tem pedra a dar de pau ainda!

Descoberta a menor partícula do Universo:

É pau, é pedra, é o fim do caminho.

É um resto de toco, é um pouco sozinho.

É um caco de vidro, é a vida, é o sol.

É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol…

Quando era adolescente, inquiridor, eu queria contrariar dogmas, leis, normas, teorias e tudo que existisse no Universo. Briguei com Copérnico, Einstein… Comigo mesmo, principalmente. Era meu umbigo o Centro do Universo. Tudo girava em volta dele. O resto era farelo, napo (Do termo francês garde-nappe)… Residual. Para mim, o Sol, girando na axial, escalava a montanha ou desabava rumo ao mar… Hoje sou um pouco menos obliterado, obtuso… Obnubilado! Que pujança de saber linguístico, hein? Tudo bem, eu já estou indo… Alguém deve estar me mandando ir… Se “catar”! Quirelas e mais quirelas esfacelando-se e formando a poeira, aquela que formata O Tijolo do Universo.  Tudo coberto com nuvem, escurecido, obscurecido… Nublado! Raios que o partam! Tá tudo dominado!

Bom, brincadeiras à parte, vamos falar sério.

Tive que dar uma saidinha para o dentista e o trânsito estava uma verdadeira merda. Acho que o motorista curitibano tem “titica” na cabeça. Como diria meu saudoso amigo Dino Almeida. Pensei em ficar bravo, mas logo lembrei que todos nós vamos virar poeira no final das contas. Vou deixar passar “batido” mais essa.

“Dó pó da terra foste formado e ao pó voltarás”!

…o Sol, girando na axial, escalava a montanha ou desabava rumo ao mar…

Movimento Solar – Desenho – Marco Alzamora

Esse papo de “ao pó voltarás”, me soa meio estranho, embora saiba da poeira cósmica. O corpo humano é 80% líquido, água. Se cremado, vira cinzas. Cinza é pó?

E o tempo climático continua abafado.

Num dos almoços com minha sogra, ela comentou:

 – Como está quente… Abafado, né?

Respondi cantando: – Se chovesse… Talvez desabafasse… E o que eu sinto no peito… Não posso dizer!

Ela me olhou de rabo de olho… Desconfiada rebateu:

– Não é “Se chovesse”… É “Se eu chorasse”… Seu boboca!

Continuei: – É o sinal do Fim dos Tempos!

-Você acredita nisso?

– É o que os antigos diziam frente às disritmias cósmicas!

– Não acredito! O Fim dos Tempos é quando a gente morre…

– É… Daí acaba mesmo. Pelo menos uma das etapas deste ir e vir!

Enfim, não tem choro nem vela… Tudo se transforma na Excelência Divina do Ser… Mesmo não sendo!

O Tijolo do Universo… É somente Poeira… Cósmica!

Poeira Cósmica – Desenho – Marco Alzamora

Ela me olhou de rabo de olho… Desconfiada rebateu:

– Não é “Se chovesse”… É “Se eu chorasse”… Seu boboca!

Essa era a Bina!

Aprendeu-se a liberdade…

A Liberdade aprende-se todos os dias!

“Deixa estar jacaré… A lagoa há de secar… Os peixinhos… Hão de morrer… E você… Há de ficar”!

Dito popular cantado em verso e prosa para manifestar um temporário estado de espera e acomodação perante um desagravo que alguém nos impeliu. “O mundo dá voltas”! “Amanhã é outro dia”! E assim por diante…

Estamos sendo “metralhados” com rajadas de todos os lados. Em todas as mídias percebe-se a mesma ansiedade e angústia, tanto nos conteúdos como na forma com que nos chegam tais informações. O repórter se exalta. Os entrevistados bradam forte pensando em fazer ecos mais distantes com decibéis alterados. Há quem diga que o mês de junho será um marco histórico, já conquistado no espaço e no tempo, para a posteridade. Vamos contar isso para as futuras gerações como o despertar desse gigante adormecido que é o Brasil continental. Com limites marítimos pelo Oceano Atlântico, só se ouve a palavra Pacífico! Sim, existe balbúrdia de vândalos em todas as manifestações pacíficas. São produtos de nossas próprias alienações. Os Poderes constituídos estão em polvorosa.

O povo está inflamado. A luta não é com flechas e tacapes! São apenas brasileiros irmanados.

Recebi uma boa em meu e-mail: “Ando tão preocupado com as manifestações que hoje espirraram dentro do ônibus e uma mulher falou ‘saúde’, eu gritei ‘e educação’. Todos levantaram e começaram a cantar o Hino Nacional”.

Quando contei a piadinha para minha mulher, ela começou a cantar: “Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor…”.

Acho que o civismo só aparece em fechamento de espírito de corpo. Não confundir com “espírito de porco” dos anarquistas do vandalismo.

A história do Brasil é repleta de exemplos que sinalizam as atitudes da nossa massa popular. Massa muitas vezes cega, obtusa e obliterada, quando vota errado e depois brada “mudi dideia”, como disse meu neto ainda na tenra infância.

Pra Frente Brasil (Copa de 70)

De repente…

É aquela corrente pra frente,

Parece que todo o Brasil deu a mão…

Todos ligados na mesma emoção…

Tudo é um só coração!

Parece que todo Brasil está querendo dar as mãos novamente. Só que o mote principal não é a Copa do Mundo e nem a das Confederações. Todos vão ao “circo” sim! Comem muitas vezes o “pão que o diabo amassou”!

São os “pacíficos” que aproveitam para ver a Seleção de futebol e protestar, unindo o útil/necessário ao agradável (quando a Seleção do Brasil ganha… É lógico!). Ainda bem… Ufa! Já pensou se estivéssemos perdendo dentro e fora dos campos? A “bronca” iria ser bem maior!

Diante do clima de brados e gritos do povo indo às ruas, passou-me pela mente um momento da nossa história.

Dos morros do Rio ao Morro dos Guararapes.

A insurreição pernambucana, também referida como Guerra da Luz Divina, registrou-se no contexto da segunda das invasões holandesas do Brasil, culminando com a expulsão dos neerlandeses da região Nordeste do Brasil tornando esta à coroa portuguesa. Em 15 de maio de 1645, reunidos no Engenho de São João, 18 líderes insurretos pernambucanos assinaram compromisso para lutar contra o domínio holandês na capitania. O movimento integrou forças lideradas por André Vidal de Negreiros, João Fernandes Vieira, Henrique Dias e Felipe Camarão. Wikipédia.

Em um resumo da descrição da batalha segundo Lopes Santiago, um cronista da guerra: “Ganhamos todos os canhões do inimigo e muita bagagem, motivo que levou muitos soldados ao saque e à euforia”.

Saquear é cultura insuflada no decorrer dos tempos? Bom… Isso depende da guerra! Já que “guerra é guerra”.

Muitos governantes deste país lutaram para que o coletivo se desenvolvesse. Outros nem tanto. A “borra” que degustamos hoje é a somatória de uma sequência de comandantes que só pensaram em seus próprios interesses. Vamos contratar uma “Presidenta” de Cuba, de Portugal ou da PQP? A atual “mandatária” da nação é o ectoplasma da figura obliterada, da aberração, que deixou a herança grotesca.

Vamos importar algum descendente do Maurício, já que o norte e o nordeste do Brasil continuam carentes?

João Maurício de Nassau

Estabeleceu relações amistosas entre neerlandeses, comerciantes e latifundiários. Estes restauraram seus engenhos com empréstimos concedidos pela WIC, utilizados também na venda a crédito dos engenhos abandonados, visando restabelecer a produção de açúcar.

A Companhia Holandesa das Índias Ocidentais ou Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais (em holandês: West-Indische Compagnie ou WIC) foi uma companhia majestática de mercadores holandeses. Representa um exemplo de organização privada do comércio externo, de pendor capitalista, que contrasta com o modelo de comércio português, que permaneceu fortemente dependente do Estado até bem mais tarde.

A companhia tornou-se instrumento da colonização holandesa nas Américas e foi responsável pela ocupação de áreas no nordeste brasileiro no século XVII.

Nassau incrementou no Nordeste a economia açucareira, introduziu métodos aperfeiçoados de cultivo da cana-de-açúcar e do fumo. Hoje o Nordeste é carente! Todos sabem por que!

Apesar de calvinista, permitiu a liberdade de culto entre holandeses, franceses, italianos, belgas, alemães, flamengos e judeus, que oriundos da Península Ibérica e do norte europeu, foram atraídos para a Nova Holanda por clima de tolerância religiosa que não havia na Europa.

Neste período foi fundada uma sinagoga no Recife, considerada a primeira das Américas.

 

João Maurício de Nassau-Siegen, cognominado “o Brasileiro”, foi conde e príncipe de Nassau-Siegen, um Estado do Sacro Império Romano-Germânico e mais tarde da Confederação Germânica, localizado nas cercanias das cidades de Wiesbaden e Coblença. Wikipédia.

Devemos contratar um “brasileiro” de Cuba, de Portugal ou da PQP? É bem contra isso que o povo está bradando.

É contra os “desgovernos”, que se sucedem sucessivamente sem cessar, que o povo clama! Conclama! Para sair dessa “lama”!

Como muitos leitores desta coluna não fazem parte de redes sociais eu reproduzo parte de um texto muito esclarecedor sobre a “Presidenta”:

Enio Mainardi

Nossos intestinos estão cheios, empanturrados com fatos e verdades não só sobre as mazelas do Planalto. Mas o Congresso… Meu Deus, três bandidos condenados na Comissão de Justiça? O Renan, julgado corrupto, decidindo o que serve para nós, povo brasileiro? Os congressistas, deputados federais, a maioria sendo processada por “malfeitos”, para usar a expressão do FHC? …

O momento é de futebol. Se carnaval o fosse, a presença da torcida seria a mesma. Festa de São João, Ciranda ou o que quer que seja o brasileiro vai “sambar”…

Nem que seja para unir o útil ao agradável! “Curtir” e se manifestar! A Ciranda fala do bom Nassau! O Carnaval fala da Liberdade. O povo repele a Corrupção!

Não vamos falar de partidos políticos e sim de maus elementos que vazem parte de alguns deles. Uma vez me perguntaram sobre a maçonaria ser uma ordem do mal. Havia um irmão que fez algo errado nos conceitos da beatitude. Falei que a maçonaria era uma ordem antiga e honesta. Porém existiam bons e maus maçons. Assim é toda a humanidade. Por isso não podemos criticar instituições partidárias. Acho que assim é melhor para todos, né?

“Entendeu ou quer que desenhe?”

Precisa explicar para o “fenomenal” que uma coisa é uma coisa… Outra coisa é outra coisa!

“Passe Livre”… “Vale Transporte”… “Vale TUDO”!

Musa do Carnaval carioca, Andréa Martins pintou o corpo para protestar na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Andrea, que já foi musa por dois anos seguidos da escola de samba Renascer de Jacarepaguá, está inconformada com os preços cobrados pelas agremiações para que ela possa desfilar na Sapucaí, dentro do Grupo Especial.

Foto: Daniel Ramalho/Terra

“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude. A rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”.

Rui Barbosa

Aprendeu-se a liberdade…

Combatendo em Guararapes…

Entre flechas e tacapes…

Facas, fuzis e canhões…

Brasileiros irmanados…

Martinho da Vila

Um abraço pro gaiteiro!

Tá pintando o Maior Bode

Tá pintando o Maior Bode

Com um governo se fechando em Espírito de Porco, a população desgostosa tem que possuir um Estômago de Avestruz.

Com esse Gênio de Cão da “comandanta” da nação, alguém vai ter que Pagar o Pato!

Pode até Dar Zebra

Porém há quem cante:

Deixa estar Jacaré

A lagoa há de secar…

Os Peixinhos hão de morrer e…

Você há de ficar!

Quando o Bode Expiatório percebeu que eram Lágrimas de Crocodilo e os Abutres do governo estavam devorando as vítimas, fizeram cair lágrimas dos seus olhos.

O Molusco com depressão chora pelos cantos e até a Anta se esvaece em pingos lacrimais crocodilantes!

Não podemos sacrificar a Anta!

Brada insolente o Molusco!

Pode até parecer o Fim da Picada!

Mas ainda tem muita água (ou lama) pra Rolar nesse Rio!

A populaça vai ter que comer de tudo.

Desde salada a Carne de Cobra!

Com suco gástrico capaz de dissolver metais, a Anta e o Molusco só perdem para o Avestruz!

Será que vai ter Boi de Piranha?

Vai ter encrenca jurídica?

Serão 30 juristas defendendo uma bandeira criada como “Juristas em Defesa da Democracia” contrários ao impeachment?

Serão juristas Matando Cachorro a Grito ou Engolindo Sapo barbudo?

Eles defenderiam também a Maga Patalógica?

Que possuía uma “folha corrida” digna dos Irmãos Metralhas!

Em 1967 foi militante da Política Operária (POLOP) nas Minas Gerais.

 Em 06/10/68 realizou assalto ao Banespa da Rua Iguatemi subtraindo a instituição em Ncr$ 80 mil.

 Dois meses após, em 11/12/68, assaltou a Casa de Armas Diana na Rua do Seminário, levando 48 armas.

 Após assaltar o 4º Regimento de Infantaria em Quitaúna – Osasco – SP, participou ainda de assaltos à casa de um governador e ao Banco Mercantil de São Paulo.

 Era a parceira ideal para dar continuidade aos Projetos de Poder do Pateta.

O jurista Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT, entrou com um pedido de impeachment na Câmara dos Deputados contra a presidente Dilma Rousseff.

 Ele disse:

 “Ela é incapaz de governar”.

 “Por isso, não dá para esperar”.

Bicudo afirmou ter entrado com o pedido porque a classe política é “inoperante”.

Diz, ainda, que o Brasil vive momento único.

“O clima é propício para deflagrar a consciência brasileira para a questão política”.

 “O país passa por uma crise moral”.

“É a incapacidade do governo da Dilma”.

 “Ela cometeu uma série de atuações que podem ser consideras crimes eleitorais”.

 “Por isso, não dá para esperar”.

 “Eu tomei esta atitude porque a política está enrolada, ninguém faz nada, então, resolvi jogar em frente, para ver se sai alguma coisa”.

E não vai adiantar a Anta e o Molusco ficarem Bicudos!

O povão, num Mato Sem Cachorro, já sabe que O Bicho Vai Pegar!

Pior que Cachorro Sarnento, a caterva governamental insiste em mentir e negar falcatruas em suas propagandas políticas.

O Cachorrão da Câmara é acusado de ocultar contas na Suíça com depósitos de milhões de dólares provenientes de corrupção, segundo a Operação Lava Jato.

 Ele já foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal, que ainda tomará uma decisão sobre a abertura de um processo penal.

Já a Maga Patalógica não enfrenta denúncias de corrupção da PGR, mas tem contra ela acusações de irregularidades fiscais em 2014 respaldadas por parecer do Tribunal de Contas da União.

 Alguns juristas, porém, questionam a validade desse argumento, já que o parecer ainda tem que ser votado no Congresso, podendo ser rejeitado ou aprovado.

Com esse Gênio de Cão da “comandanta” da nação, alguém vai ter que Pagar o Pato!

Quén! Quen! Quén! Quen!

Lá vem o Pato
Pata aqui, pata acolá
Lá vem o Pato
Para ver o que é que há!

O Pato pateta
Pintou o caneco
Surrou a galinha
Bateu no marreco
Pulou do poleiro
No pé do cavalo
Levou um coice
Criou um galo

Comeu um pedaço
De jenipapo
Ficou engasgado
Com dor no papo
Caiu no poço
Quebrou a tigela
TANTA fez o moço
Que foi pra panela!

Sob o Sol

Sob o Sol

Quando o sol sobe num céu azul de anil fosforescente, a luz clareia os olhos da alma. E o calor dos espectros irradiados deixa a superfície dermatológica em bronzes variados. Imerso num mar de esmeraldas brilhantes cujo arco íris reflete as linhas das luminescências divinas! Contraponho-me a ideia de que nadar e morrer na praia possa ser ruim. É bom demais. Morrer na praia é muito melhor que “mais ou menos”. O céu de Brigadeiro corrobora a limpidez do horizonte. A gaivota dialoga com o urubu. Dividem divinamente o pescado esquecido, do barco que singrava em mares mais profundos, nas areias repletas de conchas brilhantes e siris lépidos. Com tantos grãos de areia a ampulheta do tempo conquistou a possibilidade do eterno. A linha do horizonte, que marca o divisor da água e do etéreo, mostra o caminho do infinito. Como os pássaros cantam, não falam, escuto o som de boas-vindas! Até mesmo, ao deitar, antes de adormecer, esses seres alados sibilam “boa noite”.

Não existe pecado do lado de baixo do equador! Vamos fazer um pecado rasgado, suado, a todo vapor…

Me deixa ser teu escracho, capacho, teu cacho!
Um riacho de amor…

Na semana que antecipou a oficialização de um enlace com 19 anos de belo convívio, eu e minha mulher (noiva então) fomos passar uns dias na casa do meu irmão numa praia. Como vocês podem notar já começo descrever o ambiente da chegada com pitadas de surrealismo. Sim, casar com 62 anos de idade é uma façanha surrealista. Meditando em um local aprazível e harmonizado pela natureza vibrante, ficamos convencidos de que regularizar a situação da relação estável era mais do que um prêmio, outorgado pelo Grande Arquiteto do Universo! O amor permanecia mais forte ainda.

Há quase duas décadas passadas eu encontrei o amor da minha vida. Olhei para a nubente e pensei… Me deixa ser teu escracho, capacho, teu cacho!
Um riacho de amor…

Ela sorriu com expressão feliz e aquiesceu!

Assim compartilho a ideia de que nadar e viver na praia é muito bom. É bom demais. Viver e não morrer na praia é muitíssimo melhor que “mais ou menos”.

O astro rei estava sendo o melhor cúmplice daquele momento mágico. Embora nos parecesse surreal.

Fiquei pensando naquela música do Chico Buarque:

Todo dia ela faz tudo sempre igual…
Me sacode às seis horas da manhã…
Me sorri um sorriso pontual…
E me beija com a boca de hortelã…

A verdade é que durante todo tempo que passamos juntos com alguém, muitas vezes deixamos de reparar o cotidiano. Faça Sol ou faça chuva! Mas, certamente, Sob o Sol a luz penetra nosso interior mais profundamente. Principalmente quando se vive abaixo da linha do Equador. Acontece tudo com bom humor e energias positivas.

Não existe pecado…
Do lado, de baixo do Equador…
Vamos fazer um pecado…
Rasgado, suado…
A todo vapor…

Todos os rios correm para o mar e o mar não se enche; ao lugar para onde correm os rios, para lá se tornam eles a correr. Todas as coisas são canseiras. Tais que ninguém as pode exprimir; os olhos não se fartam de ver, nem se enchem os ouvidos de ouvir.

O “ECLESIASTES” E A MESMICE.

 São Paulo, domingo, 1º de janeiro de 1978.

Foi para não ficar na mesmice que resolvemos nos casar! Optamos por fazer borbulhas de amor com os pingos da garoa e com os respingos das ondas do mar!

A paisagem dinâmica, em nossos cérebros, ficou colorida em cada passo dado…

Em cada parada e em cada recomeço da andança!

Chamei Salomão para responder algumas questões… Ele respondeu:

Case com uma grande esposa e o seu casamento será maravilhoso. Existe apenas uma característica à prova de erro em uma grande esposa, que as mulheres deveriam adquirir e os homens exigir. Beleza ou favores não tem valor aqui. Sem esta característica ela decepcionará e causará tristeza.

A escolha de uma esposa é crucial. A diferença entre a esposa virtuosa e odiosa é enorme. Uma delas será como uma coroa para você diante dos outros; a outra o matará por dentro, e os outros saberão a dor que você suporta.

Assim optei por casar com a mulher que apareceu em meus sonhos. Minha “alma gêmea”.

Sob o Sol!

Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a de um jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto, convidou-a pra rodar
E então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça, foram para a praça e começaram a se abraçar
E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda cidade se iluminou
E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu, e o dia amanheceu em paz…
E então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar!

Obrigado Meu Amor

Por ter me escolhido Sob o Sol!