CURITIBA MISCIGENADA

CURITIBA MISCIGENADA

“Se um produto passar no teste do gosto do povo curitibano, podem lançá-lo no país todo que dará certo”.

Isso tem a ver com sociologia urbana.

Até antropologicamente existem ricos exemplos nas plagas da antiga Vila da Nossa Senhora da Luz dos Pinhais.

Colonizada por imigrantes europeus durante o século XIX, na maioria italiana, alemã, polonesa e ucraniana, com rigorosos e conservadores hábitos, e costumes, formando assim uma diversidade cultural de grande exigência, foi miscigenada com o fluxo migratório de outros brasileiros do Norte e Nordeste deste país continental. Com descendências diferenciadas, fruto das misturas índio, portuguesas e africanas, mais descontraídas e calorosas que os frios europeus, empolgados pela imagem de que Curitiba era a Suíça brasileira, adensaram o planalto curitibano na expectativa de melhor qualidade de vida.

Desta forma, o conglomerado urbano se tornou um laboratório para identificação daquilo que é bom ou é ruim para o consumidor exigente.

De forte opinião.

Minha sogra imigrante conta que quando “estourou a guerra”, em 1939, ela e um bando de crianças chutavam as portas de aço das lojas da cidade (provavelmente para fazer barulho) cantando: “Tim… Tim Pereira… Polaco não tem bandeira”.

Interação com os fatos já em tenras idades.

De forte opinião.

Soma-se ao fato o êxodo rural que contribuiu com a diversidade dos costumes e consumos.

A fama de ser palco para lançamento de novos produtos vem principalmente dos colonizadores europeus. Como escreveu José Pio Martins, economista e vice-reitor da Universidade Positivo, em seu artigo “O exigente consumidor”:

“Talvez induzida pelo clima e pelo conservadorismo da Europa anglo-saxã, essa parte da população curitibana é vista sim como um consumidor mais difícil de conquistar, além de ser diferente do estilo festivo e quase irresponsável do brasileiro simples das regiões de clima sempre quente”. 

Símbolos Fálicos.

Lendo a Coluna do Aroldo Murá de 06/11/12, sobre a bela matéria do Chafariz da Praça Zacarias, onde ele resgata o brilhante jornalista e publicitário Renato Schaitza, lembrei-me do polêmico fotografo da BENETTON, Oliviero Toscani.

Google Imagens

Aguadeiro apanhando o líquido no chafariz da Praça Zacarias em 1905.

Escreve o Aroldo:

Sobre esse chafariz, há um episódio pitoresco, que viria a ser narrado pelo jornalista Renato Schaitza: algumas senhoras pudicas da cidade teriam ido até o prefeito para exigir que fosse retirada a cúpula arredondada que ornava a coluna central de bronze. Essa cúpula estava bem no topo central do chafariz e as beatas senhoras eram de opinião que essa ornamentação era ofensiva à moral pública, pois lembrava um ereto símbolo fálico.

Dizia Renato Schaitza: “Se a mulher marota é difícil de vencer, imaginem a pudica”. Vai daí, e por causa da fantasiosa imaginação beatice, decepou-se o tal ereto símbolo fálico. Ou como dizia o Renato, a “glande incomoda”. E assim está até hoje.

Renato e netos, Otávio, Alfredo e Renata (minha filha).

Quanto ao Oliviero Toscani

imaginem a pudica apreciando o polêmico fotógrafo!

Google

Fico imaginando minha sogra cantando: “O Santo Padre disse que é pecado… andar de braço dado sem ser casado…”!

Tá armada a encrenca…

Laboratório “curitibense”!

EREÇÃO INFANTIL

Curitiba não deixa de ser laboratório polêmico.

Oliviero Toscani Google

Há alguns anos passados acompanhamos a iniciativa de uma agência de propaganda de Curitiba, utilizando um garotinho nu com o “pequeno” pênis em posição de sentido, em 80 outdoors esparramados pela capital paranaense.

Não resta dúvida sobre a pretensão da agência na divulgação do seu primeiro ano de existência, que a linha concepcional a seguir, seria a do Oliviero Toscani.

Particularmente, acho o fotógrafo da Benetton um gênio de sensibilidade sem par.

A agencia curitibana exagerou no tamanho do apêndice pendular para demonstrar que eles estavam com grande “excitação” (Tesão mesmo).

A linha concepcional de Toscani utiliza-se do chocante, mas sem aleijar o “casting”.

Em “A publicidade é um cadáver que nos sorri”, Toscani escreve:

Quero abrir o processo de Nuremberg da publicidade.

Sob que acusações?

Crime de malversação de somas colossais.

Crime de inutilidade social.

Crime de mentira.

Crime contra a inteligência.

Crime de persuasão oculta.

Crime de adoração às bobagens.

Crime de exclusão e de racismo.

Crime contra a paz civil.

Crime contra a linguagem.

Crime contra a criatividade.

Em “Crime de malversação de somas colossais”, Toscani falava em 330 bilhões e meio de francos franceses para empresas europeias, 406,7 bilhões nos Estados Unidos, 172 bilhões no Japão, 85 bilhões na Alemanha, 92,64 bilhões na Inglaterra e 48,7 bilhões na França, tudo em 1992, em plena crise.

De qualquer forma, a polêmica dá o “briefing” do movimento na propaganda.

Google Toscani para Benetton

O traseiro nu com o carimbo “H.I.V. POSITIVE” ou as fotos sem textos do gênio encontrado por Luciano Benetton, sem dúvida fazem parte de um estilo concepcional diferenciado.

Na França, a turma da Benetton foi atacada de todos os lados, frente a uma “intelligentsia” dividida. Até o papa da publicidade francesa, Jaques Séguéla, lembrando as donzelas curradas de outrora, quando gritavam: “Minha virgindade! Minha virgindade!” citou textualmente:

“Toscani é a grande exibição da monstruosidade do mundo (…) pouco a pouco a provocação substitui a criação…”.

De qualquer modo, meus parabéns aos fotógrafos publicitários, pois alguns grandes teóricos da publicidade ainda não compreendem o poder criador da imagem. Sua capacidade de dar livre curso às paixões e às múltiplas interpretações para além de um sentido convencional e dogmático. Alguns intelectuais, que se acreditam ultramodernos, trazem novamente à cena a velha querela da coisa escrita contra a imagem, do texto como o único depositário da verdade. Não admitem que uma foto esteja carregada de uma força explosiva, sem estar legendada…

Google Foto Oliviero Toscani Itália

Foto Rodrigo Alzamora (meu filho) Curitiba Paraná Brasil

Alguém, quando escreveu, foi mais elegante que Vinícius de Moraes.

Enquanto o poeta mor brasileiro escrevia: “As feias que me perdoem… Mas a beleza é fundamental”, outro poeta, Antonio Maria, escrevia: “Não existe mulher feia… Existe uma mais bonita que a outra!”.

Pior que qualquer afirmação acima é a de que “Não existe mulher feia… O que existe é mulher pobre!”.

Google – Só Imagem…

Aqui é só texto.

Mas vamos ouvir um publicitário bem próximo do meu coração.

Antes, quero que o leitor me desculpe pelo fato de ter usado e citado um montão de gente ligada a mim por laços familiares. Não tenho culpa que todos os citados são da área publicitária (e muito bons).

“Se a curra é iminente (ou eminente)… Relaxe e goze!”.

Vinicius Alzamora

Sócio Diretor de Criatividade da Tom Comunicação.

Olá Vi! Dá uma cancha aí!

Fala pra gente:

Salve, salve mano!

Como você bem coloca, um breve comentário, até porque não sou um cientista do assunto. Mas vamos lá.

Curioso. BH também leva essa imagem, o que se passou a chamar de mercado teste. Penso que por motivos similares, mas por realidades bastante distintas. Imagino que Curitiba ganhe esse status basicamente por sua formação étnica: diferentes culturas, hábitos e tradições reunidas num mesmo espaço urbano, com gostos, costumes e preferências peculiares. Já BH, talvez pelas características centrais da personalidade de sua população, a discrição e a reserva, traços esses herdados, muito provavelmente, dos tempos de extração do ouro e das pedras preciosas. É claro que o traço étnico do português, e do negro dessas épocas também compõe tal personalidade, mas de forma tímida, muito mais discreta do que a colonização imigrante de Curitiba. Mas os efeitos acabam sendo os mesmos, para o assunto em questão: em ambas as populações, algo de prudente, e até mesmo de desconfiança, em relação ao novo e às inovações, típico de uma comunidade mais conservadora.

Num aspecto mais pragmático, o tamanho dessas cidades também contribuiu para serem escolhidas como mercados teste. Isso acontece quando elas ainda estão ali pelo milhão de habitantes, talvez um pouco menos, o que favorecia a análise e ajustes de outras variáveis fundamentais para o sucesso de um produto ou serviço, quais sejam: nome, embalagem, preço, distribuição, logística, gestão e toda a parafernália da qual lança mão a sofisticada indústria do consumo.

É por isso que, aqui na Tom, trocamos a mídia pela interação e o público alvo pelo “público gente”. Não queremos atingir ninguém, mas queremos convencer a todos… hehehehe!!!

Beijo. Espero que dê caldo.

Te amo.

É por isso e por tudo mais que amo a minha família.

Ela é igual Curitiba e BH, um grande “Laboratório de Propaganda e Marketing”!

Tem também jingles para se comunicar, né?

Não deixe sua vida ficar muito séria. Viva como se estivesse num jogo, saboreie tudo o que conseguir. As derrotas e as vitórias, a força do amanhecer e a poesia do anoitecer.

(Roberto Shinyashiki).

Meus parabéns á Umuarama Publicidade.

 “House” do extinto Bamerindus.

Pela Umuarama passaram alguns dos nomes mais importantes da propaganda paranaense, como Sérgio Mercer, Jamil Snege, Luiz Aurélio Alzamora, Paulo Leminski, Alice Ruiz, Eloi Zanetti, Rettamozzo, Solda e Eugênio Thomé.

Com a ida de Sérgio Reis para a diretoria de marketing do banco, Mercer assumiu a direção da agência, também ocupada por Zanetti e Alzamora.

 A Umuarama fechou as portas em 1994, três anos do desaparecimento do “banco da nossa terra”.

O Tempo Voa

O Tempo Voa

Vamos brincar com a relatividade do tempo e do espaço! O tempo tem tempo? Quanto tempo o tempo tem? Espaço de tempo!

A ideia veio á cabeça quando me encontrei em um estado de expectativa sobre as coisas que teria de fazer e se daria tempo de cumprir o desiderato. Na minha cabeça veio logo o Salvador Dali. Em seguida Albert Einstein.

A Persistência da Memória – Salvador Dali

Em 1934, Salvador Dali, pintor catalão radicado em Paris e uma das figuras líderes do grupo surrealista, expõe numa galeria de Nova Iorque o quadro “A persistência da memória”, o que se tornaria num dos momentos fundamentais da sua carreira artística, responsável pelo incremento da sua notoriedade pública.

Esta pintura traduz o interesse do pintor pelas conquistas da ciência moderna, cruzando teorias mais abstratas de física, nomeadamente a relatividade de Einstein, que colocou em causa a ideia de espaço e tempo fixos, com as pesquisas de Freud relativamente ao inconsciente e à importância dos fenómenos dos sonhos.

Fui dormir um pouco e sonhei…

Acordei e pensei! O mundo tem realmente 4,54 bilhões de anos? Quem mensurou esse dimensional? Não fui eu com certeza! Para mim o tempo passa… O tempo voa… E a minha poupança continua… Muito atoa!

Quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha?

Como eu não sou astrônomo, nem astrofísico, estava longe de saber que a chave desse cálculo foi encontrada medindo a quantidade de urânio e de chumbo nas rochas mais antigas do planeta.

Voltando a ideia que me levou ao tema, lembrei-me de que sempre vem à cabeça uma frase em alemão, idioma utilizado pelos maiores filósofos e ensaístas da história pelo fato de expressar muito bem as ideias: “Alles zu seiner Zeit”, “Tudo ao seu tempo”, quando estou correndo, ou voando, contra o tempo. Não sabendo se vai ou não dar certo, eu me contenho e relaxo com a indução da frase.

Dar tempo ao tempo também é bom!

Ato contínuo apareceu Kurt Vonnegut Jr., que nasceu em Indianapolis, 11 de novembro de 1922 e passou pela transição em Nova Iorque em 11 de abril de 2007. Foi um escritor estadunidense de ascendência germânica. Em “Matadouro 5” o tempo e espaço são relativos!

“Matadouro 5” é um romance pelo qual o escritor se tornou mundialmente conhecido. Publicado em 1969, em plena Guerra do Vietnã, o livro conta a enlouquecida, fantasiosa, sarcástica, engraçada, satírica, irônica e triste história de Billy Pilgrim, um americano médio e interiorano que passa a se deslocar no tempo e visita diversos momentos de sua própria vida. O ponto crucial da existência de Billy é o episódio em que ele – um soldado lutando na Segunda Guerra – é feito prisioneiro e vivencia o bombardeio da cidade alemã de Dresden, em que morreram 135 mil pessoas – o dobro de mortes resultantes da bomba de Hiroshima.

Assisti ao filme também. Do começo ao fim não sabia se o tempo era tempo e se o espaço era espaço. Ir e vir constante no tempo e no espaço! O homem prisioneiro do tempo!

O filme “Matadouro 5” (Slaughterhouse Five, 1972)  é um dos mais niilistas e desesperançados filmes gnósticos: sem saída, o homem é prisioneiro no tempo e condenado por alienígenas a repeti-lo por toda a eternidade. O que torna o filme “Matadouro 5” um clássico dos filmes com temática gnóstica é que ele inicia uma crítica metafísica de fatos que tradicionalmente são abordados pelo viés da crítica política ou social. No filme, a guerra não é mais enquadrada pela crítica ideológica ou política, mas, agora, como mais um fato dentro de um absurdo plano cósmico levado a cabo por demiurgos alienígenas. Wilson Roberto Vieira Ferreira-Cinema Secreto. Abaixo Kurt Vonnegut.

Sem perceber quantas vezes voltei ao inicio dessa escrita, já nem sabia se havia ou não terminado o texto. Dando-me conta do tempo passado e do por vir, num momento relâmpago do presente, chegou ao meu cérebro, certo Benjamin Button!

O orçamento do filme foi de US$ 150 milhões.

Benjamin Button (Brad Pitt) nasceu de uma forma incomum, às portas da morte, e com a aparência e doenças de uma pessoa em torno dos oitenta anos. Ao invés de envelhecer com o passar do tempo, Button rejuvenesce. Benjamin “cresceu” ao lado da menina Daisy (Cate Blanchett), que ele encontra nas férias quando a garota vai visitar a avó no asilo.

E logo se apaixona pela jovem. A diferença de idade aparente, porém, os afasta. Até que eles se encontram anos depois – ela 20 anos mais velha, ele 20 anos “mais jovem”. Aparentemente com a mesma idade, eles enfim podem se envolver e viver um grande amor. Site Eu Capricho – Luiza Gomes

Aí o tempo foi de trás para frente? Não me importa mais! Já acabei de fazer o que havia começado e ainda escrevi isso em tempo bem alado…

O Tempo Voa!

Tão longe de mim distante…

Onde irá, onde irá teu pensamento… Minh’alma toda devora…

Dá a saudade…

Dá a saudade agro tormento!

Quem Sabe…

Carlos Gomes.

Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo: Nem ele me persegue, nem eu fujo dele.

Um dia a gente se encontra.

Mario Lago

Guerra é Guerra

Guerra é Guerra

Há certas dúvidas sobre quais foram exatamente os nossos antepassados mais remotos. Os seres humanos modernos só surgiram há 150 mil anos. Os humanos são primatas e pertencem ao grupo dos grandes símios, sendo originais da África. Em 1823, foi descoberto o primeiro fóssil de um ser humano moderno, em 1829 de um Homem-de-Neandertal, em 1848 e 1856 mais fósseis de Neandertais. Em 1859, Charles Darwin publicou a “A Origem das Espécies”. Charles Darwin chamou a atenção dos cientistas de seu tempo, ao afirmar que as espécies evoluíram e que o homem e os primatas têm um ancestral em comum.

O cérebro do ser humano cresceu! Mas as guerras também cresceram.

Diante do perigo ou ameaça, as opções são, geralmente, ficar e lutar, ou correr o mais rápido possível. Ambas as respostas irão requerer uma quantidade extra de oxigênio e açúcar no sangue e nos músculos. A liberação de adrenalina, então, é acionada, aumentando a velocidade de batimentos cardíacos, metabolização, e respiração. Vencer a fera é uma conquista, fugir da fera é uma vitória, saber a melhor decisão a ser tomada é a sobrevivência.

Site “No Divã”- COMO UM LEÃO

Há uns 50 000 anos, os seres humanos lançaram-se à conquista do planeta em diferentes rumos desde África. Um rumo alcançou a Austrália. O outro chegou a Ásia Central, para logo se dividir em dois, um na Europa, e o outro caminhou até cruzar o estreito de Bering e chegou à América do Norte. As últimas áreas a serem colonizadas eram as ilhas da Polinésia, durante o primeiro milênio da Era Comum.

A origem da fala humana tem sido muito controversa. Mas apesar do Homo habilis e Homo erectus já terem alguma, houve uma evolução há possivelmente 250 mil anos atrás, mas o grande salto em frente só ocorreu há 40 mil anos, quando os seres humanos modernos desenvolveram uma linguagem semelhante à nossa.

Mesmo assim parece que a falha de comunicação permanece até hoje. Tem cobra engolindo cobra e…

Guerra é Guerra!

Mesmo os povos mais cultos da face da Terra se digladiaram entre si. A guerra do Peloponeso foi um conflito armado entre Atenas (centro político e civilizacional do mundo ocidental no século V A.E.C.) e Esparta (Cidade-Estado de tradição militarista e costumes austeros), de 431 a 404 A.E.C.

As guerras não acontecem somente por céu, terra e mar… A falha de comunicação permanece até hoje.

A Guerra midiática é tão nociva quanto às bombas atômicas, pois pode levar á explosão dos átomos! As notícias são dadas de formas muitas vezes direcionadas e interessadas por alguns simpatizantes de lados adversários. Como bem observou e escreveu Pilar Rahola, jornalista espanhola:

 Segunda-feira à noite, em Barcelona. No restaurante, uma centena de advogados e juízes. Eles se encontraram para ouvir minhas opiniões sobre o conflito do Oriente Médio. Eles sabem que eu sou um barco heterodoxo, no naufrágio do pensamento único, que reina em meu país, sobre Israel. Eles querem me escutar. Alguém razoável como eu, dizem, por que se arrisca a perder a credibilidade, defendendo os maus, os culpados? Eu lhes falo que a verdade é um espelho quebrado, e que todos nós temos algum fragmento. E eu provoco sua reação:

Todos vocês se sentem especialistas em política internacional, quando se fala de Israel, mas na realidade não sabem nada. Será que se atreveriam a falar do conflito de Ruanda, da Caxemira, da Chechênia?

E vai além:

Os jornalistas históricos que conheciam as raízes de um conflito, ainda existem, mas são espécies em extinção, devorados por este jornalismo tipo hambúrguer, que oferece fast food de notícias, para leitores que querem fast food de informação.

Guerra é Guerra… Guerra mundial é o termo utilizado para referir-se a um conflito bélico de grandes proporções envolvendo um grande número de nações e países de distintos continentes. Já tivemos duas!

“Não sei como será a terceira guerra mundial, mas sei como será a quarta: com pedras e paus.”

“O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer.”

“A liberação da energia atômica mudou tudo, menos nossa maneira de pensar.”

“A paz não pode ser mantida à força. Somente pode ser atingida pelo entendimento.”

Albert Einstein.

Primeira Guerra Mundial

Começou em 28 de julho de 1914 e durou até 11 de novembro de 1918. Mais de 9 milhões de combatentes foram mortos, em grande parte por causa de avanços tecnológicos que determinaram um crescimento enorme na letalidade de armas, mas sem melhorias correspondentes em proteção ou mobilidade.

Segunda Guerra Mundial

Foi um conflito militar global que durou de 1939 a 1945, envolvendo a maioria das nações do mundo. Marcado por um número significante de ataques contra civis, incluindo o Holocausto e a única vez em que armas nucleares foram utilizadas em combate, foi o conflito mais letal da história da humanidade, resultando entre 50 a mais de 70 milhões de mortes.

A nuvem em forma de cogumelo deixada pela bomba atômica que explodiu a 550 m. de altitude no centro de Nagasaki, Japão, a 6 de agosto de 1945, atingiu 18 km de altura.

“Não sei como será a terceira guerra mundial, mas sei como será a quarta: com pedras e paus.”

Pois é…

E a humanidade está cada vez mais enferma! Envenenada com ódio! É hora de mudar o rumo dessa prosa! Paz e Amor…

Diga Bob Dylan…

Quantas estradas um homem precisará andar antes que possam chamá-lo de homem?  Quantos mares uma pomba branca precisará sobrevoar antes que ela possa dormir na areia?

Sim, e quantas balas de canhão precisarão voar até serem para sempre banidas?

A resposta, meu amigo, está soprando ao vento.

Sim, e quantos anos uma montanha pode existir antes que ela seja dissolvida pelo mar?

Sim, e quantos anos algumas pessoas podem existir até que sejam permitidas a serem livres?

Sim, e quantas vezes um homem pode virar sua cabeça e fingir que ele simplesmente não vê?

A resposta, meu amigo, está soprando ao vento.

Sim, e quantas vezes um homem precisará olhar para cima. Antes que ele possa ver o céu?

Sim, e quantas orelhas um homem precisará ter antes que ele possa ouvir as pessoas chorar?

Sim, e quantas mortes ele causará até saber que pessoas demais morreram. A resposta, meu amigo, está soprando ao vento.

MENINA INGLESA PEDE AJUDA

Menina pede informação sobre o seu destino a um funcionário na Estação Ferroviária de Bristol, Inglaterra, 1936. Foto de George W. Hales/Getty nos anos difíceis do pré-guerra. A legenda de Hales é esta:

“Desculpe senhor, onde posso pegar o trem para um mundo melhor?”

Simplesmente… Chorei…

Simplesmente… Chorei…

Mentira! Chorar não é tão simples! Precisa ter uma gama variada de motivações, sim, das simples até as mais sublimes. Você pode chorar de dor física ou espiritual. Dor de corpo e dor de alma.

Quando nascemos, choramos para insuflar a primeira baforada de ar da vida. Pneuma. “Sopro da Vida”. Espírito. Alma. Enquanto o novo rebento chora com expressão de dor, os entes envoltórios queridos choram de alegria.

Minha filha contou-me que chorou assistindo um comercial de amaciante de roupas. Disse-me que era característica da TPM (Tensão Pré Menstrual). A sensibilidade das mulheres aumenta consideravelmente nestes períodos. Existe “choro” para todo tipo de situação. Já chorei de tristeza, de alegria, de raiva, de agonia, quando alguém nasceu e quando alguém morreu.

Chorei, não procurei esconder…
Todos viram, fingiram…
Pena de mim, não precisava…
Ali onde eu chorei…
Qualquer um chorava…
Dar a volta por cima que eu dei…
Quero ver quem dava…

Essa… Todo mundo sabe… Dar a Volta por Cima.

Choros de amores e paixões também não são assim tão… Simplesmente… Chorei…

Será que o choro só existe com lágrimas?

Essa… Todo mundo sabe também… Não Tenho Lágrimas.

Quero chorar…
Não tenho lágrimas…
Que me rolem nas faces…
Pra me socorrer…

Se eu chorasse…
Talvez desabafasse…
O que sinto no peito…
E não posso dizer…

Só porque não sei chorar…
Eu vivo triste a sofrer…

Chorei na maternidade, no cemitério, na formatura, no casamento, em frente à televisão, escutando o rádio do carro, sozinho e, até, sonhando! Existem lágrimas até quando se chora sonhando… É só ver a fronha do travesseiro molhada para constatar essa verdade. Tem alguns exagerados que dizem: Quase morri afogado!

Falando em afogado, os tsunamis da vida afogaram muitas vidas e geraram muitas lágrimas.

O Impossível (The Impossible 2012). Baseado em história real – cinemacomrapadura- Google

Os gritos de dor sentidos na alma.

Esse choro é desesperador. Encaixa-se em uma categoria de extrema agonia. Desespero. Visão da morte.

Um brado de súplica ao Criador. Também não é…

Simplesmente… Chorei…

Entremente.com- filme “O Impossível”.

Até o “Menino do Pijama Listrado”… Chorou!

Há choro solitário e coletivo. Comoções generalizadas.

Sozinho, quando na tenra infância, nos primeiros anos escolares, ganhei do meu avô uma régua de plástico transparente e (meio) flexível. Até então as réguas eram quase todas de madeira. Fiquei tão feliz e empolgado. Meu avô deu-me régua e eu mais tarde consegui o compasso. Previa que teria os instrumentos para geometrizar o mundo.  Em êxtase comecei a demonstrar as qualidades da nova tecnologia para todos os espectadores. Motivado e excitado, torci mais do que devia e a flexibilidade do medidor não resistiu… Crack! Quebrou. Chorei muito. Não pela perda do instrumento retilíneo meio flexível… Mas por achar que estava magoando meu avô que me presenteou com tanto carinho. Não queria que ele ficasse triste pelo meu exagero e descuido. Esse choro expressa sentimento diferenciado. Fui estudar arquitetura. Sem quebrar régua.

Existe choro com lágrimas de crocodilo também! A expressão popular derramar lágrimas de crocodilo, usada para dizer que alguém chora sem razão ou por fingimento, surgiu de um fato que acontece com os crocodilos. Quando o animal come uma presa, ele a engole sem mastigar. Para isso, abre a mandíbula de tal forma que ela comprime a glândula lacrimal, localizada na base da órbita, o que faz com que os répteis lacrimejem.

Fui até ali buscar um pouco de massacre. Encontrei a Bina, minha sogra, com os olhinhos parados. Parecia estar olhando para o infinito. Só mexeu um pouco quando deve ter vislumbrado meu vulto beijando-lhe a testa.

Pré-estado de coma!

Simplesmente… Chorei…

Acho que ela se encontrava naquele estágio entre o céu e a terra. Limbo cósmico. Imaginei seu pensamento indo ao encontro do seu amor que estava esperando por ela com a outra aliança que fizeram juras de amor eterno.

Na certeza de que não haveria reversão daquele quadro, tentei imaginar como será comigo, no momento sublime da transição. Minhas lágrimas não eram de crocodilo…

Google – Imagem

Saindo da casa dela, fui conversar com uma tia querida, Zilá, que passou pela transição há alguns bons dez anos.

Coloquei suas flores preferidas. Cravos vermelhos.

Simplesmente… Chorei…

No caminho do cemitério, imaginei como seria se pudéssemos ir morrer dirigindo o próprio carro. Chegaríamos lá, encostaríamos o veículo na vaga para idosos, colocaríamos no painel a licença para tal e iríamos morrer nos sepulcros de nossas propriedades. Terreno bem valorizado, por sinal. Muito bem localizado num campo santo do tipo parque, no alto da colina. Três andares subterrâneos. Ali também estiveram meus avós, Adelaide e João. É para onde irei também. Imagino. A vantagem é que quem vai chegando depois, vai ocupando a cobertura. Só que nessa dimensão a cobertura fica mais próxima da linha entre o céu e a terra. Lá, quanto mais baixo… Mais alto na escalada divina!

Há quem chore de tanto rir…

Essa eu recebi por e-mail.

Para minha sogra querida… No palco da vida…

Essa é a Peça Rara

Sabine é assim. Hoje pode ser “Gilda”, amanhã “Marlene” e depois “Bina”.

Aqui ela é Sabine Dietrich.

Histórias da Sabine:

Um dia eu joguei um prato de sopa na Sheilla… Mas estava morna!”

Narrando histórias sobre fazer os filhos comerem. Imaginem as pratadas.

Adeus Peça Rara!

Um dia a gente se encontra outra vez..

Sua cortina nunca vai fechar minha sogra querida!

Vidas que se acabam a sorrir…
Luzes que se apagam, nada mais…
É sonhar em vão tentar aos outros iludir…
Se o que se foi pra nós…
Não voltará jamais…
Para que chorar o que passou…
Lamentar perdidas ilusões…
Se o ideal que sempre nos acalentou…
Renascerá em outros corações…

 (LUZES DA RIBALTA) CHARLES CHAPLIN

Viver Sob Pressão

Viver Sob Pressão

Existe momento que parece não ter fim! A sensação é de que a cabeça vai explodir! Sentimos a natureza sendo retorcida até na mais ínfima molécula dos nossos cérebros, dos nossos músculos… Dos nossos ossos!

Será que fomos abandonados por Deus?

Quando recebi, de um querido amigo, a sugestão do tema para este artigo estava começando ler o fantástico livro de Richard Elliott Friedman, O Desaparecimento de Deus – Um Mistério Divino.

Por que o Deus que era conhecido através de milagres e de interações diretas no início da Bíblia vai pouco a pouco se tornando oculto, até deixar os seres humanos inteiramente sozinhos ao final da Bíblia?

Quando temos a sensação de que o Universo conspira contra nós, a primeira reação é pedir socorro á quem está por perto… Do lado!

É claro que as dificuldades servem para lapidar a pedra bruta fortalecendo a essência dos corpos e das almas viventes! Forjar o fio da espada!

É a grandiosa pressão que transforma um simples e rejeitável carvão em um cobiçado e valioso diamante.

Embora Sob Pressão, li no site Sou Mãe que: Dentro da barriga da mãe existe um mundo maravilhoso. Os movimentos do neném são parciais e variados, o tronco se vira, estica-se e flete-se, as pernas e os braços, extensão e flexão, os pezinhos apoiam-se sobre as paredes do útero como se fosse dar um salto, a cabeça gira e encosta no útero, os olhos movimentam-se. Os movimentos são espontâneos ou estimulados pelos ruídos, agradáveis ou não. Por volta dos seis meses de gestação, o neném dá a volta e bate frequentemente com a cabecinha no colo do útero sobre os músculos do pavimento pélvico, dando a sensação um pouco desconfortável à mãe, com uma pressão de baixo ventre, “como se o neném fosse cair”.

Assim começa a maratona de Viver Sob Pressão!

Daí a gente cresce e não admite que a bomba do chope não funcione por falta de pressão…

Brincadeiras à parte, mas temos que achar um meio de dar risadas colocando sempre, nas situações mais difíceis, uma pitada de humor!

Fica mais leve suportar os apertos que nos amassam o corpo e a alma! Dia após dia!

O medo é outro fator que corrobora, sobremaneira, a manutenção desses estados de espírito. Até para falar de medo é bom preservarmos o humor cômico.

Ser Fotofóbico é ter medo de fobias!

Ablutofobia é o medo de tomar banho! Azinofobia é o medo de ser agredido pelos pais! Belonofobia é o medo de agulhas! Corofobia é medo de dançar! Cronometrofobia é o medo de relógios! Dromofobia é o medo de atravessar a rua! Heliofobia é o medo do sol! Limnofobia é o medo de lagos! Megeirocofobia é o medo de cozinhar! Metrofobia é o medo de poesia! Penterofobia é o medo da sogra! Verbofobia é o medo de palavras! Parasquavedequatriafobia é o medo de sexta-feira 13! Triscaidecafobia é o medo do número 13!

E para não amarelar o Viver Sob Pressão encontramos a Xantofobia, que é o medo da cor amarela!

Se Viver Sob Pressão já faz parte da maioria dos seres viventes nas CNTPCondições Normais de Temperatura e Pressão, imaginem o que ocorre com algumas profissões. Motoristas por exemplo!

Todos os dias, penso duas vezes quanto à coragem de sair de casa. Quando não penso no trânsito, saio mais rápido, sem titubear. Protelado o massacre do stress, vencido o primeiro medo, mergulho no fluxo sanguinário de artérias entupidas, congestionadas, cujo sistema nervoso assemelha-se às questões anatômicas de um corpo doente.

Dante Alighieri em sua viagem guiada pelo poeta romano Virgílio, poetiza o inferno. Corofobia?

Dante e Virgílio no Inferno, quadro de William-Adolphe Bouguereau. Wikipédia.

Soma-se a isso tudo, os carrinheiros, motoqueiros, estacionamentos em fila dupla (carros, caminhões e até pedestres afoitos) e o mal traçado trajeto de coletivos.

Revista Eletrônica do Grupo Educacional Uninter Foto: Larissa Glass.

Xantofobia?

Êta ferro! Eu, tendo sido motoqueiro, fico pensando que trabalhar com moto deve ser “osso duro de roer”.

Ciclonibus via? Dromofobia?

Em Curitiba, ligeirinho invade trecho da ciclofaixa da Rua Marechal colocando em risco integridade dos ciclistas: “Tenho horário para cumprir”, justifica o motorista.

Alexandre Costa Nascimento/Ir e Vir de Bike

Viver Sob Pressão…

“O cérebro encolhe e fica igual titica de galinha”

Antonio Costa/ Gazeta do Povo – Curitiba

Para taxistas, Avenida Visconde Guarapuava lidera lista das vias com pior tráfego em Curitiba. Como sempre me dizia o saudoso amigo, companheiro e padrinho das minhas artes, Dino Almeida: “O curitibano já é ruim de boléia… Quando chove então o cerebro encolhe e fica do tamanho de uma titica de galinha”!

Viver Sob Pressão…

Prefiro ser
Essa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo

Eu quero dizer
Agora o oposto do que eu disse antes

Sobre o que é o amor
Sobre o que eu nem sei quem sou

Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor

Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator

É chato chegar
A um objetivo num instante
Eu quero viver
Nessa metamorfose ambulante

Metamorfose Ambulante Raul Seixas

Fontes Secas

Fontes Secas

Exatamente agora, ao escrever a primeira palavra, uma tempestade com pedras “metralhou” o telhado aqui de casa! Surrealista cena cinematográfica em que a luz do dia, imediatamente, deu lugar ao breu noturno! As luzes dos postes acenderam-se, como relâmpagos, criando-se um brilho de diamante nas pedras de gelo que se precipitavam com vertiginosa violência sobre a crosta da superfície vizinha. Havia alguns dias que a umidade do ar não passava dos 12%. Estávamos vendo tudo esturricado nestas plagas do Sul do Brasil, onde não é comum esse tipo de clima.

Curitiba amanheceu assim depois da tempestade!

Porém, o resto do país continua com penúria d’água.

O reservatório da Cantareira, que abastece 8 milhões de moradores do Sudeste, está com apenas 4% de sua capacidade. No Rio de Janeiro, o fogo se espalha pela região serrana.

A situação das queimadas em Minas Gerais está cada vez mais crítica.

Embora as fotos sejam espetaculares, as consequências são catastróficas!

Em tempos não muito remotos, a seca era tema de romances, poesias e teatro no Nordeste do Brasil!

Somos muitos Severinos iguais em tudo na vida: na mesma cabeça grande que a custo é que se equilibra, no mesmo ventre crescido sobre as mesmas pernas finas, iguais também porque o sangue que usamos tem pouca tinta.

João Cabral de Melo Neto, Morte e Vida Severina.

Já em 1938 o escritor Graciliano Ramos escreveu Vidas Secas. Essa coisa de seca vem de longa data. Graciliano não focaliza os efeitos do flagelo da seca através da crítica, mas em narrar uma fuga da família, a desonestidade do patrão e arbitrariedade da classe dominante, impossibilitada de adquirir o mínimo de sobrevivência. Objeto de criatividade de pintores como Cândido Portinari, a falta d’água ficou documentada na história desse país continental.

Mais antigo ainda foram os períodos dos perigos do clima e das doenças na Idade Média. Hoje o vírus Ebola está aí! Até conquista variante no Brasil!

Seria o retorno da Peste Negra? Segundo Geoffrey Blainey em seu livro “Uma Breve História do Mundo” a peste não foi um evento isolado quando ocorreu no ano 1348. Provavelmente tenha atingido a Ásia e África alguns séculos antes. Entre os anos 165 e 180 uma epidemia semelhante atingiu o Império Romano. Três séculos depois a Peste Bubônica veio da Índia, atingindo Constantinopla no ano 542. A maior parte que morreu estava condenada dentre uma semana em que manifestava os primeiros sintomas – dor de cabeça, febre alta e o aparecimento sobre a pele de um caroço, do tamanho de um ovo. A Peste Negra se espalhou lentamente no inverno e rapidamente no verão! Salvador Dalí também desenhou o calor…

A modelo do pintor surrealista deveria estar dizendo para a ave: “Um dia vai faltar água até mesmo para afogar o ganso”! Brincadeira à parte, a coisa está séria!

O Brasil possui o maior potencial hídrico do Planeta!

Considerando a disponibilidade hídrica e as condições de infraestrutura dos sistemas de produção e distribuição, os dados revelam que em 2015, 55% dos municípios brasileiros poderão ter déficit no abastecimento de água, entre eles grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre e o Distrito Federal. O percentual representa 71% da população urbana do país, 125 milhões de pessoas, já considerado o aumento demográfico.

Lata d’água na cabeça

Lá vai Maria, lá vai Maria.

Sobe o morro e não se cansa

Pela mão leva a criança

Lá vai Maria.

Maria lava roupa lá no alto

Lutando pelo pão de cada dia

Sonhando com a vida do asfalto

Que acaba onde o morro principia…

Aqui no Brasil, vou ter que jogar muitas moedinhas nas “fontanas” para pagar a energia elétrica! Quando estive em Roma… Não passava em minha cabeça… Quaisquer Fontes Secas!

 

Enfermidade Política Nacional e Admirável Mundo Novo

Enfermidade Política Nacional e Admirável Mundo Novo

É desse tamanho o rombo no cerebelo! No cérebro e em todos os órgãos dessa estrutura geopolítica continental.

Se, em termos clínicos, se situassem os problemas da política nacional, tão distante de ser bem qualificada, concluiríamos pela existência de uma síndrome.  Isto é, de um grupo conexo de sintomas.  E certamente iniciaríamos o quadro desta síndrome pelos evidentes sinais de hipertrofia da moral, do caráter, da honra, da honestidade e do respeito a si próprio.

É o crescimento vertiginoso, irregular e patológico da CORRUPÇÃO. O Brasil está doente! Doenças genéticas raras custam bilhões de reais aos cofres públicos. As doenças de DDL (Doença de Deposito Lisossômico) em minha opinião podem se transformar em DDB (Doença de Deposito Bancário), ou seja, ninguém quer mais utilizar os Bancos para operações financeiras. É mala e pacote para todos os lados! Se o País falasse, diria em seu pronunciamento: “Sentia muita fraqueza, além de um problema grave de inchaço no baço”. Neste caso especifico existe relação com a Doença de Gaucher, que também causa aumento do fígado, anemia e dores nos ossos, que podem evoluir para fraturas. Mas não para por aí. O Brasil possui também a Doença de Fabry, que afeta o cérebro, o coração e os rins. Nosso País está com a deficiência das enzimas galactosidade e glicocerebrosidade. Ambas são responsáveis por eliminar gorduras.

Os problemas mais comuns instalados em Brasília são:

  • Insuficiência renal.
  • Enfarte do coração.
  • Derrame com idade precoce.
  • Anemia.
  • Dores nos ossos, que podem evoluir para fraturas… E superfaturas!

CORRUPÇÃO QUE PODE LEVAR A ÓBITO NOSSO SISTEMA DEMOCRÁTICO.

ADMIRÁVEL MUNDO NOVO
Aldous Huxley (escritor inglês, 1894-1963), escreveu “ADMIRÁVEL MUNDO NOVO” em 1932.
Se fosse possível dar nomes a lugares e personagens, poderia projetar a sua “viagem” até Brasília.

A urbe criada por arquitetos e urbanistas teria na entrada do seu centro cívico as palavras:

CENTRO DE INCUBAÇÃO E CONDICIONAMENTO DO BRASIL CENTRAL onde, num escudo, poderíamos ler o lema do Estado Nacional:

COMUNIDADE DO PT, IDENTIDADE DO PT, ESTABILIDADE DO PT.
Assim como na obra original de Huxley, agora existiria um D.I.C., Diretor de Incubação e Condicionamento, cuja denominação inicial seria Zé Dirceu.
Não importava a idade ou características físicas, pois a genética laboratorial já teria definido bem as funções que deveria prestar na República.
Só importava saber que a República existente tem dois períodos:

Década Perdida (depois de Lula) e Era Anterior.
Neste cenário, a organização PT criou predestinados sob a forma de seres vivos socializados, denominados Alfas, Ípsilones, Gamas e etc.

Nesta seleção entram os Valérios, Delúbios, Silvinhos, entre outros.
Eles seriam os “Futuros Administradores do País”.
Tudo tinha a intenção de domínio absoluto sobre o resto dos mortais existentes e nascidos de relações entre papai e mamãe, vivíparos.

O Grande Chefe LULA era preservado para nunca saber de nada. As quadrilhas resultantes deste fabuloso projeto de perpetuação no Poder se incrustaram de tal modo na superfície do País, que não deve existir nenhum produto químico que a elimine.
A esperança é que uma energia cósmica, metafísica, faça dos mortais votantes um movimento arrepiante (mente) positivo para extirpar da face nacional esta gangue homogênea de corruptos e salafrários que maculam a ordem e o progresso.

Que Admirável Novidade!
O ano de 2015 poderá ser um momento propício para um tratamento de choque na gangrena em metástase da política nacional, já que não foi possível antecipar a decepa em 2014!

A Bandeira Nacional, lábaro estrelado, símbolo das pátrias tratadas com amor e carinho…

Não estaria passando tanta vergonha a ponto de ficar vermelha de raiva nestas plagas americanas.

TRISTE ORDEM E PROGRESSO

Acima do semiarco da bandeira nacional que brada a escrita ORDEM E PROGRESSO existe apenas uma estrela. Estrela branca de cinco pontas. Límpida, lúdica e leve. Linda e pura. Nunca foi vermelha. O pentagrama é místico e representa a quintessência. Leonardo da Vinci criou o ícone do homem dentro do circulo, com os braços e as pernas estendidas, para simbolizar os cinco pontos místicos e metafísicos que representam geometricamente a união da alma com o Criador. Cânone dimensional que mostra a grandeza do individuo perante as hostes divinas. Alguém, vindo do inferno, pintou esta estrela de vermelho e tomou conta da nação. Sem dúvida é o inicio do fim dos tempos. O caos está instalado. Onde está o Areópago?

Um bom governo deveria inteirar-se de todo conhecimento humano possível de alcançar, assim como praticar as virtudes que devem dotar o coração e a mente do homem. Alguém, vindo do caos, que pintou a estrela de vermelho, certamente não enche a imensidade com sua luz. Está escrito também, “Combatei a mentira, onde quer que esteja, procurai destruir o erro e derrotar as paixões que desolam a humanidade”.

Alguém, vindo do inferno, comanda nossa nação. O governante ideal para nosso país “nunca poderá submeter-se ao despotismo material ou intelectual, que tanto usurpa o poder como prende as consciências e agrilhoa o livre pensamento”. “Deverá ser sempre um apóstolo da Verdade e dos direitos do homem; ajudar aos fracos, pequenos e oprimidos; pregar pelo exemplo e instruir pela palavra; ser prudente, discreto, firme na fé, modesto e recatado nos atos externos”.

Alguém, vindo do inferno, não possui estas características. Para resgatar a ORDEM E PROGRESSO há premência na retirada de alguém vindo do caos.

É premente desamarrotar o Pavilhão Nacional!

Os grilhões que nos forjava.

Da perfídia astuto ardil.

Houver mão mais poderosa.

Zombou deles o Brasil

E agora, José?

E agora, José?

Carlos Drummond de Andrade

Escrito durante a Segunda Guerra Mundial e da ditadura de Vargas, José, apesar da dureza, ainda tem o impulso de continuar seguindo. Mesmo sem saber para onde:

“… Você marcha, José! / José, para onde?”

Em 1940, o poeta escreveu “Sentimentos do Mundo”. Os poemas foram lavrados entre 1935 e 1940. Mostram a visão sobre o mundo à sua volta, em uma ótica determinantemente política. Foram tempos de guerras, onde o pessimismo era nota entoada. Nem bem o mundo se recuperava da Primeira Guerra Mundial e já vislumbrava a Segunda grande batalha.

Tudo somado á imposição do Estado Novo de Getúlio Vargas e o crescimento do Nazi-fascismo.

A história do Brasil é repleta de momentos nevrálgicos.

Em dimensão diferenciada, cuja mensuração não esbarra nem tange as raias de calamidades como as guerras, o Brasil e o mundo estão vivendo épocas de desequilíbrios constantes quanto suas políticas!

O certo e o errado confirmam a existência dos opostos.

“Lutar com palavras / é a luta mais vã”

“O lutador” Carlos Drummond de Andrade.

Acho que a partir daí surge um brado indutor para que um povo vá às ruas fazer seus reclames.

“Independência ou Morte” foi um grito dito por vários líderes de países que indicavam que o povo estava a postos para lutar. Seus casos mais famosos são Brasil e Romênia, onde:

Descendentes do príncipe Mihai (Miguel) Viteazul, que reuniu os reinos da Moldávia, Valáquia e Transilvânia, gritaram isso para sair do posto de colônia da Hungria, em 1876. Isto ficou registrado no hino oficial da Romênia até hoje, Desperte, Romeno! “Viaţă-n libertate ori moarte!”

Wikipédia.

O nosso “brado”, todos já devem ter estudado nas escolas. Na Grécia também houve “grito”!

Eles teriam gritado “Liberdade ou morte” (Ελευθερία ή θάνατος) contra os otomanos. Cada sílaba corresponde a uma listra da bandeira grega (Ελ-ευ-θε-ρί-α ή θά-να-τος).

Wikipédia.

Não há necessidade de sobrenomear os “Josés” que estão evidenciados neste momento brasileiro.

Nada contra o nome em si. Meu avô, homem da mais alta integridade, de moral e costumes ilibados, era José! Conheço “Adolfos” que são bem diferentes daquele do 3º Reich! Mas… Carlos Drumond nominou assim. Pode ser o Zé da quitanda, da farmácia… Do povão mesmo! Ou pode ser o Zé que usou o poder para dilapidar os cofres públicos. Aves de rapina.

A polêmica dos “mensaleiros” na Pátria Amada já causou levantes verbais pelos cantos mais submersos da verborreia portuguesa! Quem sou eu para enunciar um veredicto? Mas o “Voto Minerva” da questão “Embargos Infringentes” havia afirmado em ocasião anterior:

 Celso de Mello declarou: “Trata-se de uma quadrilha de bandoleiros de estrada, (…) devem ser condenados e punidos com o rigor da lei”.

Imagino que o fato protelatório esteja bem respaldado nos esteios maiores da justiça! Mas… Se condenados os réus:

E agora, José?

Bom, aí será outra história.

Celso de Mello

Vamos falar um pouco do José da construção. Nessa… Havia até o João! Também cantado em verso e prosa por outro poeta. Gilberto Gil:

O rei da brincadeira… Ê, José!

O rei da confusão… Ê, João!

Um trabalhava na feira… Ê, José!

Outro na construção… Ê, João!…

Cada “Zé” e cada “João” com destinos diferentes.

Um trabalhava na feira… Outro na construção!

Os “Josés” do Planalto Central… Bom… Quem sabe se trabalhassem na construção de um país mais justo?

O que dá pra rir dá pra chorar!

Qual dos “Zés” vai morrer na contramão atrapalhando o tráfego?

Canto Chorado

O que dá pra rir dá pra chorar…

Questão só de peso e medida…

Problema de hora e lugar…

Mas tudo são coisas da vida…

O que dá pra rir dá pra chorar…

No jogo se perde ou se ganha…

Caminho que leva que traz…

Trazendo, alegria tamanha…

Levando, levou minha paz…

Tem gente que ri da desgraça…

Duvido que ria da sua…

Se alguém escorrega onde passa…

Tem riso do povo na rua…

Billy Blanco

O José da Construção… Pode morrer na contra mão atrapalhando o tráfego!

O José de Brasília… Pode viver na contra mão espalhando o tráfico!

E agora, José? Ou seria… E agora Joaquim?

Recebi um e-mail interessante que faz o tipo “entendeu ou quer que desenhe”?

Pai, o que são Embargos Infringentes?

É o seguinte, imagine que nossa casa seja um Tribunal e que quando alguém erra, é julgado e todos podem votar!

Um dia, por exemplo, o papai comete um deslize: É pego traindo sua mãe com três prostitutas.

Eu irei a julgamento.

Sua mãe, a mãe dela, o pai dela, sua irmã mais velha, você e seu irmão mais velho, votam pela minha condenação.

Meu pai, minha mãe, o Totó e a Mimi, nossa gatinha, votam pela minha absolvição.

Tá pai, mas aí você é condenado, não?

Sim, eu fui e aí é que entram os tais dos “Embargos Infringentes” meu filho. Como eu ganhei quatro votos a favor da minha absolvição, tenho direito a um novo julgamento.

Mas pai, no novo julgamento, todos vão votar do mesmo jeito. Não se eu tiver trocado a sua mãe, o pai dela e a mãe dela pelas três prostitutas…

E agora, José?

A festa acabou a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José? E agora, você? Você que é sem nome, que zomba dos outros, você que faz versos, que ama protesta,

E agora, José?

 

Azar e Sorte

Azar e Sorte

Disse Dalai Lama: Às vezes não conseguir o que se quer pode ser um enorme golpe de sorte”!

Penso: Será que é por isso que não devemos entrar em canoas furadas?

Jean-Paul Sartre disse: “Viver é isso: Ficar se equilibrando o tempo todo, entre escolhas e consequências”!

“O que dá pra rir dá pra chorar. Questão só de peso e medida”! Cantou Billy Blanco.

Recentemente li em algum lugar que quando faltar sorte, façamos sobrar atitude. O azar morre de medo de pessoas determinadas! Fui imediatamente fazer um jogo em uma casa lotérica!

 No caminho em busca da sorte grande lembrei-me de um amigo meu, Senador, que denunciou esquema de vício e corrupção nos sorteios, afirmando indícios de fraude nas loterias da CEF. E eu fico torcendo pelo azar dos fraudadores. Alvaro Dias disse que a lavagem de dinheiro alcançava R$ 32 milhões. Segundo ele, o relatório do COAF aponta pessoas que ‘ganharam’ 525 vezes na loteria.

Vai que eles tenham um azar danado e errem os números dos seus comparsas, assim, desta forma, eu possa ter a sorte de ser contemplado em detrimento do azar deles? Azar e Sorte andando juntos.

Todos nós nos lembramos do fenômeno João Alves. Quando apanhado, na CPI do Orçamento, com uma fortuna não justificada em suas contas bancárias, ele declarou que ganhara inúmeras vezes na loteria. Vá ter sorte assim lá na Caixa Prego, para lá da Ilha de Itaparica! Cheguei atrasado ao aeroporto!

Tive um azar danado em perder meu voo naquele dia!

Voo MH370, da Malaysia Airlines, que levava 239 passageiros.

Tive uma sorte danada em não estar naquelas torres naquele dia!

Ataques de 11 de setembro de 2001.

Na manhã daquele dia, dezenove terroristas sequestraram quatro aviões comerciais de passageiros. Os sequestradores colidiram intencionalmente dois dos aviões contra as Torres Gêmeas do complexo empresarial do World Trade Center, na cidade de Nova Iorque, matando todos a bordo e muitas das pessoas que trabalhavam nos edifícios.

Ambos os prédios desmoronaram duas horas após os impactos, destruindo edifícios vizinhos e causando vários outros danos.

O terceiro avião de passageiros colidiu contra o Pentágono, a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, no Condado de Arlington, Virgínia, nos arredores de Washington, D.C.

O quarto avião caiu em um campo aberto próximo de Shanksville, na Pensilvânia, depois de alguns de seus passageiros e tripulantes terem tentado retomar o controle da aeronave dos sequestradores, que a tinham reencaminhado na direção da capital norte-americana. Não houve sobreviventes em qualquer um dos voos.

Às vezes não conseguir o que se quer pode ser um enorme golpe de sorte”!

Dalai Lama

Azar e Sorte! Há tristeza… Choro e… Velas…

Google – Um incêndio na boate Kiss, no Centro de Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

Nessas janelas não haverá rosas. Só velas. Tristeza. Jovens na flor de suas idades jamais poderão cantar à suas amadas… Que amadas? Elas morreram também.

A vida acabou. A festa acabou. A nuvem negra sobre o santuário se fez noite opaca, tosca… O céu e a terra unidos na fuligem de almas brancas enfumaçadas em gritos e desesperos alucinados de seres passando pela transição doída, dolorida… Sem jamais poderem cantar…

O meu amor… O meu amor…

Será que é por isso que não devemos entrar em canoas furadas?

Muitos passageiros lamentaram não poder entrar nessa “barca”! Azar e Sorte!

Na noite de 14 de abril de 1912, durante sua viagem inaugural, entre Southampton, na Inglaterra, e Nova York, nos Estados Unidos, o Titanic chocou-se com um iceberg no Oceano Atlântico e afundou duas horas e quarenta minutos depois, na madrugada do dia 15 de abril. Até o seu lançamento em 1912, ele fora o maior navio de passageiros do mundo. Com 2240 pessoas a bordo, o naufrágio resultou na morte de 1517 pessoas, hierarquizando-o como a maior catástrofe marítima de todos os tempos (em tempos de paz).

E menos da metade deles sobreviveria para ver o nascer do sol.

Assim… Deixo minha homenagem de coração ao barco!

Derradeiro Reduto

Derradeiro Reduto

As Forças da Natureza

Acordei no reduto do meu quarto, abri a janela e olhei para o céu!

Nuvens de variados formatos perambulavam pelo espaço, formando desenhos e esculpindo nichos de azul ao fundo.

Em altitudes diferentes, cada tufo esbranquiçado possuía uma velocidade e direção própria, marcando a própria individualidade.

Em pouco tempo a paisagem celeste mostrou grande quantidade de desenhos.

Pássaros vieram embelezar o balé aéreo.

Assim como o azul do céu, o Sol saía e voltava no mesmo diapasão do movimento das nuvens.

De repente ouvi um barulho forte do vento nas árvores.

Em seguida os pássaros cantaram em tons e linguagens peculiares de cada espécie.

A “Orquestra da Natureza” estava se manifestando ao raiar do dia.

O sonho diurno havia começado!

Um desenho surgiu em minha mente!

Geoffrey Blainey, professor da Universidade de Harvard e de Melbourne, brilhante historiador, discorre com muita propriedade a evolução da natureza.

Em seu best-seller UMA BREVE HISTÓRIA DO MUNDO, eu encontrei:

Capítulo 31 – NEM FRUTAS, NEM PÁSSAROS.

Uma das profundas mudanças ocorridas na história da humanidade é tão óbvia que raramente é comentada: apesar de um dia terem sido de extrema importância às diferenças gradativamente deixaram de ser tão nítidas.

As estações perderam suas características de distinção; e assim aconteceu com as diferenças entre noite e dia, verão e inverno. À medida que o céu noturno se tornava menos importante, a Lua também diminuía sua influência sobre as atividades humanas.

Trabalho e lazer, cidade e campo deixaram de proporcionar esses contrastes.

No imenso espaço de tempo em que predominaram os caçadores e agricultores, as estações foram de extrema importância.

O verão e o inverno, a primavera e o outono, determinavam o que as pessoas comiam; as cerimônias de que participavam e os confortos e dificuldades de suas vidas cotidianas.

A maioria dos seres humanos, mesmo em 1800, ainda era composta de agricultores e criadores de rebanhos, sendo profundamente afetada pela mudança das estações.

Assim, no inverno, ovos, frutas e até mesmo carne, a não ser que tivesse sido salgada, eram luxos.

O verão da fartura cedia seu lugar a um inverno de contenções. Thomas Hood, poeta inglês, uma vez escreveu: “Nem frutas, nem flores, nem folhas, nem pássaros, Novembro”!

Hoje estamos em meados do ano 2015.

Momento em que a Cúpula do Clima se mobiliza para mais uma COP – Conferência das Partes.

A 20ª Conferência das Partes sobre Mudança Climática (COP-20) será em Paris.

— Vamos fazer de Paris um grande sucesso — afirmou o presidente da COP-20 e Ministro de Meio Ambiente do Peru, Manuel Pulgar-Vidal.

O presidente da conferência referia-se a um possível acordo multilateral para dar ao mundo a chance de chegar ao final deste século com o aumento de até 2ºC em sua temperatura média. Sem o acordo, os termômetros subirão bem mais, conforme alertaram os estudos do Painel Intergovernamental de Mudança Climática (IPCC).

Está o mundo urbano evoluindo de forma que permita acreditar que pelo menos 10 bilhões de pessoas poderão habitar nas cidades deste planêta no ano 2020 vivendo razoavelmente?

O que acontecerá com o homem? Com suas instituições políticas e seus traços culturais, num mundo que se urbaniza assim desta forma e tão rapidamente?

O Papa Francisco culpa a “humanidade” pelo aquecimento do planeta em sua encíclica sobre o meio ambiente. “É previsível que o controle da água por parte de grandes empresas mundiais se converta em uma das principais fontes de conflitos deste século”, escreveu o pontífice, que viveu na Argentina, sua terra natal, sobre as tensões sociais pela privatização da água. Francisco pediu na encíclica “mudanças do estilo de vida”, e acusa as potências e suas indústrias de fazer um “uso irresponsável” dos recursos.

“A submissão da política ante a tecnologia e as finanças se mostra no fracasso das reuniões mundiais”, escreveu o papa em um texto que acusa os “poderosos” de não querer encontrar soluções.

“A dívida externa dos países pobres se transformou em um instrumento de controle, mas não acontece o mesmo com a dívida ecológica (…) com os povos em desenvolvimento, onde se encontram as mais importantes reservas da biosfera e que seguem alimentando o desenvolvimento dos países mais ricos ao custo de seu presente e de seu futuro”.

Quando o Sol

Se derramar em toda sua essência

Desafiando o poder da ciência

Pra combater o mal…

E o mar

Com suas águas bravias

Levar consigo o pó dos nossos dias

Vai ser um bom sinal…

Os palácios vão desabar

Sob a força de um temporal

E os ventos vão sufocar o barulho infernal

Os homens vão se rebelar

Dessa farsa descomunal

Vai voltar tudo ao seu lugar

Afinal…

Vai resplandecer

Uma chuva de prata do céu vai descer

O esplendor da mata vai renascer

E o ar de novo vai ser natural

Vai florir…

As pragas e as ervas daninhas

As armas e os homens de mal

Vão desaparecer nas cinzas de um carnaval!

O Derradeiro Reduto… Será apenas no plano espiritual!

As Forças da Natureza… Nas cinzas de um carnaval!