A Pedra

A Pedra

Numa agonia daquelas, há dois dias pensando em que escrever, acordei e fui pensar no banheiro. “O Pensador” veio invadir minha mente! Sentado lembrei-me das pedrinhas que tiramos do bolso e, assim, começa uma história. O Pensador (francês: Le Penseur) é uma das mais famosas esculturas de bronze do escultor francês Auguste Rodin. Retrata um homem em meditação soberba, lutando com uma poderosa força interna. Nessa situação eu me encontrava.

É claro que o leitor deve imaginar outras “forças internas”… Também era! Confesso! Porém não se trata disso. Minhas necessidades prementes não eram fisiológicas. Quem nunca passou por isso que atire a primeira pedra! Ops… Pedra! É sobre a iconográfica pedra que quero discorrer. Pode ser o volume que carregamos em nosso caminhar aqui na Terra… Pode ser o elemento que sustenta uma fundação sólida e assim por diante… Na maçonaria a pedra bruta deve ser lapidada!

A Pedra Bruta é aquela que sai da pedreira. Tosca, simboliza o estado de falta de conhecimento.

Pedra Cúbica ou Polida é a peça que está em condições de ser assentada em uma obra. Na construção do nosso Templo Interior.

Uma imensa chuva de pedras, que cobriu boa parte do sul brasileiro ontem, contribuiu muito para a escolha do título desta prancha (trabalho escrito na maçonaria).

O planeta não é mais o mesmo de tempos atrás.

Com alterações climáticas constantes e diárias, a própria atmosfera se transforma dia após dia seguidamente. Todos os dias o horário do por do Sol é alterado. Vivemos em mutações frequentes e ininterruptas. Estamos sendo lapidados pelo tempo e pelo espaço. Dimensionais que existem aos pares na natureza.

No ensaio da vida, percorremos caminhos onde encontramos tudo, que existe no universo, aos pares. Nada existe sem seu oposto.

O bem e o mal, o claro e o escuro, o dia e a noite, a alegria e a tristeza o tudo e o nada, a dinâmica e a estática e etc…

O translúcido diamante nada mais é que uma bela pedra bruta onde, bem lapidada, torna-se de valor divino pela luz de seu sublime espectro. Réstia celestial.

O diamante foi um carvão que quando submetido à pressão se transforma numa linda pedra. O mesmo acontece com as pessoas, que às vezes precisam passar por dificuldades para melhorar como seres humanos.

E as pedras continuam rolando… Existe também a Pedra Angular. Aliás, se formos falar sobre as pedras… Ficaríamos uma eternidade. Desde a idade da pedra até agora… Não passou um ínfimo sequer quando nos remetemos ao eterno! Aí… Estamos lascados!

A Pedra Lascada, também conhecida como Período Paleolítico, é a primeira fase da Idade da Pedra. Vai de dois milhões AEC até 10.000 AEC (início do Período Neolítico).  Esse período da Pré-História se caracteriza pela fabricação de ferramentas, como machados, lanças, cajados, facas e outros objetos de pedra, como ossos e madeira.

A Pedra Tumular é mais uma expressão usada no decorrer dos tempos. Ontem eu fui com minha mulher ao apartamento da minha falecida sogra.

Certamente ela se fez mais presente do que em outros dias. Lembrei-me de passagem que escrevi em “Vítimas do Delírio”, resenha das nossas vidas ao lado dessa figura maravilhosa que foi Sabine Wahrhaftig (saudade imensa)!

Reproduzo abaixo:

CAPITULO 9 – CONJECTURAS SOBRE O FUNERAL

Além das besteiras corriqueiras, a protagonista comenta sempre como gostaria que fosse o ritual da sua transição.

Pensávamos todos juntos em como seriam os arranjos do colóquio final.

Em sua fértil imaginação sugeria que fossem como uma festa dionisíaca, com homens e mulheres nuas, guarda-sóis brancos, um violinista no telhado, um flautista tocando e andando entre os presentes.

Seria servido champagne, (ocasionalmente aportuguesado para champanha ou champanhe, deriva do latim popular campania, que designava uma paisagem de campos abertos).

Todo cenário era bem estudado e, como num arrumar de vitrines, ela projetava suas mirabolantes criações.

Os arquitetos da família iriam fazer o trabalho de projeto e construção da sua última morada. Marco faria o projeto arquitetônico e Salo iria tocar a obra. O Maurinho da Gazebo ficaria por conta do paisagismo e jardinagem, fazendo arranjos psicodélicos.

Em um jantar de pessach no edifício que sofreu o atentado, estavam o Mauricio e a Martha, interessadíssimos nesta história que a manceba contava com orgulho. Depois de relatar seu desejo derradeiro, ela perguntou ao Mauricio:

-Mauricio, o que você acha dessas ideias?

Rapidamente, com o tirocínio e inteligência apimentada, característica Schulman, responde:

-Gostei muito Sabine, mas, por favor, faça logo a sua parte!

Todos riram.

Hoje… Ela já fez a parte dela! E nós… Saudades!

A Pedra Tumular no judaísmo é definida e denominada de forma muito mística.

Segundo o Rabino Shamai Ende, do Livro “Últimos Momentos”:

A colocação da Matsevá

É costume judaico colocar uma matsevá (pedra tumular) sobre o túmulo do falecido. Esta é de responsabilidade dos filhos e demais parentes…

Quando se coloca a matsevá

Há costumes de colocar a Matsevá somente após doze meses do falecimento ou no dia do primeiro Yohrtsait, outros costumam colocá-la após o shloshim, ou após onze meses, e entre muitos chassidim, costuma-se colocá-la no sétimo dia ou oitavo dia, após levantar-se da shivá.

Logo após o falecimento da minha sogra Sabine, eu e minha mulher fomos ao restaurante em que sempre íamos com ela. Ao lado da mesa onde sentávamos havia um vaso grande com pedrinhas brancas. Choramos juntos e peguei uma das pedrinhas roliças.

O garçom serviu três cafezinhos… O que seria para ela, Lágrimas! E balinhas de banana!

Estaremos lá no dia certo, segundo ela queria, aos onze meses da sua transição… Conforme ela pensava e reclamava: “Pra que a família precisa de tanta pressa”?

Vou levar… A Pedra!

A Bina foi encontrar com o amor dela… O Léo!

Nessa vida travessa… Só nos resta a… Travessia!

Solto a voz nas estradas, já não quero parar…

Meu caminho é de pedras, como posso sonhar…

Sonho feito de brisa, vento vem terminar…

 

Vou ali me Deprimir um pouquinho e… Já Volto!

Vou ali me Deprimir um pouquinho e… Já Volto!

Mais de 350 milhões de Deprimidos.

Estudo realizado pela Organização Mundial da Saúde mostra que aproximadamente 5% da população mundial sofreram com a depressão nos últimos anos.

Um amigo meu disse para eu jamais fazer 60 anos… Era uma merda ser sexagenário… Sexogenário!

Fiz… Foi mesmo uma merda!

Hoje com sessenta e “uns” anos constatei que ele tinha razão. No ano passado estive com outro amigo, excelente médico, Dr. Cláudio Paciornik, filho do brilhante saudoso Moysés Paciornik, que me disse: “Marco, a Depressão é a doença do século”. Cantou mais a bola ainda: “Até o ano 2020, o percentual de deprimidos no mundo será inimaginável”.

Moysés Goldstein Paciornik (4 de outubro de 1914 — 26 de dezembro de 2008).

Formou-se em Medicina em 1938. Em 1959 fundou o Centro Paranaense de Pesquisas Médicas, do qual foi diretor.  O centro dedicava-se à prevenção do câncer ginecológico e estendeu os serviços às reservas indígenas no sul do Brasil, época na qual Moysés tornou-se partidário do parto de cócoras, ao observar que as índias da tribo caingangue, mesmo tendo muitos filhos, tinham uma musculatura mais firme do que as mulheres da cidade.

Numa reportagem da revista Veja, é feita uma análise da situação atual.

“As mulheres são mais propensas a sofrer com a depressão do que os homens”, afirmou Shekhar Saxena, diretor do Departamento de Saúde Mental e Abuso de Substâncias Psicoativas da OMS. O número de mulheres afetadas pela depressão é 50% mais elevado que o dos homens. Esta maior prevalência nas mulheres se deve principalmente à depressão pós-parto, que afeta até uma mãe em cada cinco.

A depressão, segundo a OMS, é diferente das mudanças de humor mais comuns. Ela se manifesta por um sentimento de tristeza que dura, ao menos, duas semanas, e que impede a pessoa de levar uma vida normal. É fruto da interação de fatores sociais, psicológicos e biológicos. Em muitas ocasiões, está relacionada com a saúde física. Uma doença cardiovascular pode, por exemplo, desencadear a depressão no enfermo. Além disso, em circunstâncias particulares, como as dificuldades econômicas, o desemprego, as catástrofes naturais e os conflitos podem aumentar o risco de a pessoa sofrer com a depressão.

E o mundo está vivendo com constância esses últimos conflitos.

Nos casos mais graves, a depressão pode levar ao suicídio. Cerca de um milhão de pessoas se suicida a cada ano e uma grande porcentagem delas padece de depressão profunda. “Mais de 50% das pessoas que se suicidam sofriam de depressão”, diz Saxena.

Google – Descoberta a causa do tsunami no Japão.

O gordinho estava deprimido… Comeu muito… Mergulhou… Causou a Catástrofe Natural…

O mundo mudou com as dificuldades econômicas.

Google – Imagem

De tanto frequentar as redes sociais pela internet, o homem se deprimiu… Ficou tão bravo que pegou o celular para reclamar sobre a conexão… Não TIMnha sinal!

Ficou na calçada durante tanto tempo que nem banho tomava. Dentro da casa dele não pegava nem “resfriado”!

Ficou se deprimindo na rua mesmo.

Esse aí não se suicidou. Gostou do salário na canequinha!

Google – Imagem

Esse cidadão resolveu ir se deprimir no aconchego do seu veículo… Tinha horror ao relento. Era o homem se tornando um farrapo humano!

A mocinha Lado a Lado dizia: “Essa cara sou eu…”.

“As mulheres são mais propensas a sofrer com a depressão do que os homens”.

Shekhar Saxena.

Vou ali me Deprimir um pouquinho e… Já Volto!

Viajei pelo mundo tentando entender a Depressão.

Locais Exóticos… Eróticos… Neuróticos…

Lembrei-me de “O Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley, que narra um hipotético futuro onde as pessoas são pré-condicionadas biologicamente e condicionadas psicologicamente a viverem em harmonia com as leis e regras sociais, dentro de uma sociedade organizada por castas. A sociedade deste “futuro” criado por Huxley não possui a ética religiosa e valores morais que regem a sociedade atual. Qualquer dúvida e insegurança dos cidadãos eram dissipadas com o consumo da droga sem efeitos colaterais aparentes chamadas “soma”. As crianças têm educação sexual desde os mais tenros anos da vida. O conceito de família também não existe.

Acho que minha sogra tomou isso. Relatei em artigo anterior “Vítimas do Delírio”.

Ela não se deprime. Fica triste de vez em quando. Com razão.

Ali onde ela chorou… Qualquer um chorava…

Dar a volta por cima que ela deu… Quero ver quem dava!

Lembrando um passado lastimável de uma humanidade insensível com síndrome de obsessão compulsiva ela sobreviveu com amor e alegria os momentos de depressão da população insana da guerra.

Sabine Wahrhaftig – Depoimentos em Sobreviventes.

Vou ali me Deprimir um pouquinho e… Já Volto!

Com ela nem estátua se deprime… KKK

Características da depressão

Tristeza, Perda de interesse, Ausência de prazer, Oscilações entre sentimentos, Sensação de culpa, Baixa autoestima, Distúrbios do sono, Falta de apetite, Sensação de cansaço, Falta de concentração.

Grandes nomes que viveram deprimidos

Alexandre, o grande. Napoleão Bonaparte. Abraham Lincoln. Theodore Roosevelt. Winston Churchill. George Patton. Isaac Newton. Michelangelo. Van Gogh. Edgar Allan Poe. Ludwig Beethoven.

Como diria a Roberta, sobrinha nossa: “Atenção! Cavaleiros… Vamos Cavalar”!

Google – Imagem

As crianças possuem uma capacidade divina de brincar com a vida. Os homens deveriam observar mais quem leva a vida leve… Levada… Traquina!

Google – Imagem

Como lá nas Minas Gerais não tem mar, o mineirinho, em frente do lago pensa:

Dôncô vim?… Ôncôto?…Prôncovô?

Foi pro mar… Ops!

Foi para o iate do Neymar…

Google-Imagem

Deprimente… Melhor ter ficado na lagoa da Pampulha.

Tinham muitos elementos em depressão naquele iate.

A moça adiante estava tão deprimida que pediu para ser levada de volta para a Barra da Tijuca.

Mineirinho no Rio de Janeiro é festa…

Foto: Marcos Fortes/Site do Multishow

O jogador de futebol ficou deprimido. Gastou R$ 18 milhões para adquirir um receptáculo marítimo de deprimidos.

Agora vamos voltar a falar sério. O assunto é preocupante.

Os investimentos na Saúde são de todo insuficientes para equilibrar as mazelas do setor. Quando não são canalizados para outros segmentos da administração.

É voz corrida que aqui no Paraná, o Governo deixa de investir R$ 450 milhões em saúde no orçamento de 2013.

Disseram na Assembleia Legislativa, que o governo não está contabilizando os recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para calcular os 12% que a Constituição Federal manda os estados investirem em educação. Antes, o governo incluía nas dotações para a saúde os gastos com saneamento, hospital militar, SAS, pensões aos portadores de hanseníase, programa Leite das Crianças, Funsaúde e proteção à saúde do adolescente, o que fazia com que ilusoriamente se cumprisse os 12%, mas, na realidade, a área perdesse recursos. Também foi lembrado que o Tribunal de Contas do Estado recomendou “que o governo se abstenha de excluir da base de cálculo da receita de impostos os repasses do Fundeb, seja por inexistir base legal para tais exclusões, seja porque o critério da Constituição, em se tratando de direitos fundamentais, é o ampliativo e não o coercitivo”.

Vou ali me Deprimir um pouquinho e… Já Volto!

Como diria a Roberta, sobrinha nossa:

“Atenção! Cavaleiros… Vamos Cavalar”!

Aliás, foi a pequena Roberta, 4 anos, quem me despertou para a escolha do tema. Quando ela viu que cada um dos convivas do jantar estava arriado nas poltronas, ela pegou um guarda-chuva, montou como em cavalo, e gritou para todos…

“Atenção! Cavaleiros… Vamos Cavalar”!

Daí eu pensei…

“Atenção! Deprimidos… Vamos Deprimir”!

Segundo a Prof. Dra. Márcia Gonçalves, a depressão foi diagnosticada como doença há menos de 50 anos.  Hoje, estima-se que 340 milhões de pessoas sofrem do mal em todo o mundo. O Brasil tem 10 milhões de deprimidos O consumo mundial de antidepressivos já chega a US$ 7 bilhões por ano. No País, esse mercado movimenta US$ 133 milhões/ano.

Daria para comprar quase 15 iates do Neymar.

O Dr. Cláudio Paciornik já cantava essa bola. Confirmada pelo Prof. Raymond De Paulo:

A depressão é o câncer do século 21. O alerta foi feito, por especialistas, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Os médicos recomendaram que empresários e governos destinassem mais recursos para as pesquisas para combater a doença, que afasta milhões de pessoas do trabalho, ocasionando queda na produtividade das empresas. Raymond De Paulo, professor de Psiquiatria da Escola de Medicina do Hospital John Hopkins, em Baltimore (EUA).

Vou ali me Deprimir um pouquinho e… Já Volto!

Confesso que já estou com vontade de voltar logo. Ufa… Não é fácil “pegar galinha pela orelha”.

Antes de voltar ao normal, vamos visitar alguns lugares deprimentes.

Manihi Pearl Beach Resort em Arquipélago de Tuamotu, Polinésia.

O mineirinho lá do píer em busca de se libertar da depressão, comandou seu cérebro e criou o mundo que queria. Nem deu bola mais para a amiguinha do iate do Neymar.

Polinésia Francesa

Agora chega de depressão. Vamos voltar à alegria, a saúde, à vida…

Vamos viver essa Roda Viva…

Vamos ser felizes…

Assim deve caminhar a humanidade.

Vamos abrir os caminhos em busca da Luz Maior e “largar mão” dessa tal Depressão…

Hava Nagila (Alegremo-nos)!

Alegremo-nos e sejamos felizes…

Cantemos, e sejamos felizes…

Despertai irmãos…

Com um coração contente!

Amizade

Amizade

Um amigo sugeriu que eu escrevesse sobre esse tema. Pensei que, sendo as relatividades das relações tão diversas ou as diversidades tão relativas, não daria conta de cumprir o desiderato do relato. De qualquer forma vou tentar sentir o desafio. Digo “sentir”! Pois se não houver sentimento nessa empreitada, a própria palavra “amizade” pode perder-se em conjecturas superficiais. Imediatamente veio-me á mente o filme e o livro de JONH BOYNE, “O Menino do Pijama Listrado” onde Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus.

Também não faz ideia de que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos de que sua família está envolvida no conflito.

Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer.

Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e, para além dela, centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com um frio na barriga.

Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. “O Menino do Pijama Listrado” é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.

Ficou “selada” a Amizade mais pura!

Imediatamente fui parar em frente ao escritor australiano Markus Zusak que escreveu “A Menina que Roubava Livros”. Durante a Segunda Guerra Mundial, uma jovem garota chamada Liesel Meminger (Sophie Nélisse) sobrevive fora de Munique através dos livros que ela rouba. Ajudada por seu pai adotivo (Geoffrey Rush), ela aprende a ler e partilhar livros com seus amigos, incluindo um homem judeu (Ben Schnetzer) que vive na clandestinidade em sua casa. Enquanto não está lendo ou estudando, ela realiza algumas tarefas para a mãe (Emily Watson) e brinca com o amigo Rudy (Nico Liersch). A Amizade ficou “selada” com o amigo e com o padrasto em cumplicidade.

Amizade não se rouba! Ela simplesmente… Existe!

Não por acaso, pretendendo dar uma pausa nesta lavra, liguei a televisão e estava lá o filme que corroborou sobre maneira com o tema proposto pelo amigo Luigi.

A Amizade não é prerrogativa somente entre seres humanos. Estava passando o filme “Sempre ao Seu Lado”. Hachiko: A Dog’s Story é um filme de drama norte-americano de 2009, com roteiro baseado em uma história verdadeira de um cão japonês chamado Hachiko. O filme é um remake do original japonês, de 1987.

É um filme muito comovente sobre a lealdade e laços invencíveis raros, onde ocasionalmente aparecem quase que instantaneamente nos lugares mais improváveis.

Ficou “selada” a Amizade mais pura!

Amizade não se rouba! Ela simplesmente… Existe!

Assim constatamos que existe Amor na Amizade.

Nos tempos atuais surgiram outras formas de relacionamentos. São os “amigos” virtuais. Muitos deles são conhecidos pessoalmente. Outros, só por imagens postadas em redes sociais. E desta forma vamos levando… Maridos se vão e esposas ficam… Esposas se vão e maridos ficam… Bom quando todos vão juntos… Ou ficam! Quando existe a “cara metade”, é a alma que se apresenta na relação. Tempos passados com amor, sempre estarão presentes em nossas mentes e corações. Quando alguém canta… Chorei… Não precisava esconder… Todos viram… Fingiram… Pena de mim não precisava… Ali onde eu chorei… Qualquer um chorava! É porque já viveu uma paixão…

Assim, a Amizade é uma dádiva divina que enriquece nossos corações e nossas almas. Por isso, depois de quase 20 anos de pura e verdadeira Amizade, pedi a minha melhor amiga em casamento!

Ela aceitou! A Amizade ficou “selada” para sempre!

 

Navegar é preciso…

Navegar é preciso…

Na semana em que Moby Dick faz 161 anos escolhi o tema que conta bem à história de todos nós. Somos caminhantes, voantes e navegantes. Quando nos movimentamos, entramos nessa barca. Embarcados, navegamos em mares bravios ou amainados. Tempestuosos ou em calmaria.

Quando a lisura da superfície das águas é espelhada e calma, o mar é de Almirante.

Quando é muito brava, é de Surfista… Que navega também em sua prancha. Quando nasci em Curitiba nos idos anos 50, percebi que minha carcaça navegava naquele ar frio, onde as estações do ano eram bem definidas. Aprendi no colégio que existiam quatro estações.

Primavera, verão, outono e inverno. Hoje isso pode acontecer no espaço exíguo de apenas um dia.

Passei a tenra infância nesta capital miscigenada com uma gama variada de etnias.

Eu era bem loirinho e meu apelido era “polaco”.

Meu primeiro irmão era moreno e o apelido dele era “bugre”.

A vida cigana e navegadora começou.

A carreira jurídica do meu pai levou-o para o interior do Paraná. Ficamos com os avós paternos num lindo casarão chamado Vila Joana, com sótão e porão.  Quase na esquina das Ruas Marechal Deodoro com General Carneiro. Ali meu barco começou uma navegação fabulosa. País regido em Regime Militar.

Muitos logradouros públicos com nomes de Sargento, Capitão, Tenente, Major, Coronel, General e Marechal. Época em que o civismo era latente. Tinha Exercito e Marinha, as Forças Armadas.

Hoje há forças armadas nos morros e nas periferias aquarteladas das grandes cidades.

No Paraná, moramos em Reserva, Marechal Mallet, Bela Vista do Paraíso, Rolândia e Londrina.

Cada um desses portos me proporcionou uma história de navegação.

A criança queria ser piloto de avião a jato ou marinheiro de grandes fragatas. Os olhos eram voltados para a aeronáutica e marinha.

Eu tinha um desejo complementar, queria ser Lupion e morar no castelinho do Batel. Para mim, Lupion era sinônimo de governador.

Exposição Marco Alzamora na Acaiaca Espaço e Arte Galeria.

Falando em barcos, batel é por definição da Wikipédia Google:

Batel é um termo náutico proveniente do latim battelum e, em sentido lato, significa barco (conf. o francês bateau e o inglês boat) ou canoa de boca aberta. O termo Batel, segundo o dicionário Houaiss, refere-se à maior das embarcações miúdas. Segundo o mesmo dicionário, a embarcação servia aos navios antigos (naus) para transporte, por exemplo, de pescado.

Quando um navio não é capaz de chegar a um determinado local, utiliza-se o Batel, pois, por causa de seu tamanho, é quase sempre possível sua passagem em locais pequenos.

A finalidade de um Batel assemelha-se à de um barco, canoa ou bote, tornando estes sinônimos de Batel. A única diferença entre os termos é a época em que foram utilizados – enquanto canoa e bote são termos mais atuais, batel é mais antigo.

Este foi muito utilizado por Gil Vicente, em sua obra Auto da Barca do Inferno, assim como a citação de Pero Vaz de Caminha utilizando o termo batel em sua carta a El Rei Dom Manuel.

Desenho Marco Alzamora – Barcos.

Navegar é Preciso

Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:

“Navegar é preciso; viver não é preciso”.

Fernando Pessoa

‘O que Fernando Pessoa, quis nos mostrar com essa frase, “Navegar é preciso, viver não é preciso”?

Se falarmos em “precisão” e não de necessidade, poderíamos imaginar puramente uma navegação em que navegar exige-se um conhecimento calculado, medido e previsível, já em relação à vida não temos nada de preciso.

A vida é incalculável no sentido de momentos, decisões e medidas.  A vida não é exata, não é precisa… ’

Cláudia Rodriguess em Recanto das Letras

 

Navegar é preciso, viver não é preciso.

Lema da Escola de Sagres, Portugal.

‘Navegar tem precisão, viver é como navegar sem bússola… Minha interpretação. ’

Juan Campesino

Como falei de Marinha, Coronéis (não os dos sertões) e outras patentes, quero gravar meu respeito e saudosismo de tempos de civismo.

Hino da Marinha do Brasil.

Linda música e letra.

É de arrepiar! Que saudades!

Música: Primeiro-Sargento (Exército Brasileiro)

Antonio Manoel do Espírito Santo

Letra: Segundo Tenente (Reformado) (Marinha do Brasil)

Benedito Xavier de Macedo

Qual cisne branco que em noite de lua…

Vai deslizando num lago azul.

O meu navio também flutua…

Nos verdes mares de Norte a Sul…

As evoluções dos Fuzileiros Navais em concursos de fanfarras… Espetacular!

De Londrina embarquei para Belo Horizonte. Ops!

De barco não se chega a BH!

Minha barcaça era alada nessa viagem. Fiquei lá 10 anos.

Peguei outro barco e fui para Barra do Piraí cursar o primeiro ano de arquitetura. A faculdade era num antigo mosteiro na estrada para Vassouras. Nas aulas de desenho artístico tirávamos os sapatos. Os pássaros cantavam com Heitor Vila Lobos.

Dalí eu fui para Belo Horizonte outra vez.

Cursei mais quatro anos de Arquitetura e Urbanismo na UFMG.

Voltei para Curitiba e me formei na UFPR em 1978.

Arquiteto e Urbanista navegando outra vez. Fui para a Bahia do Antonio Carlos Magalhães. Mais 10 anos comendo acarajé, mingau de tapioca, moqueca de peixe e azeite de dendê.

Dos 10 anos soteropolitanos, morei seis curtidos anos em Itapuã.

Era vizinho do poeta maior, capitão do mato, Vinicius de Moraes. Ali eu navegava todos os santos dias.

Conheci o arquiteto Sergio Ferro, que já morava em Grenoble, sul da França. Era catedrático de uma Unité Pédagogique d’Architecture (escola de arquitetura).

Embarquei de novo.

O Sergio foi meu Diretor de Tese.

Fiquei hospedado na casa do diretor.

Grenoble é o centro de tecnologia da França.

Quando cheguei lá, abajour era a única palavra que eu sabia em francês.

Depois de três meses, aprendi a falar algumas frases.

Daí, eu fui navegar…

Fui morar em Berna, linda capital dos ursos suíços.

Sem barco, raspei a bunda varias vezes em Gstaad, estação de inverno onde o Ivo Pitangui tem um chalé…

Coisa de ralé bem chulé!

Criei na minha mente outro barco e voltei a navegar.

Fui para Grécia. Korfu é uma ilha no extremo noroeste daquele berço da civilização.

Não muito civilizada nos tempos atuais.

Aluguei uma vespa (espécie de lambreta) e percorria a ilha todos os dias, frequentado a praia de Paleokastritsa.

“Navegar é preciso; viver não é preciso”.

Fernando Pessoa

Navegar é preciso…

Embarquei em um navio noturno e fui amanhecer em Brindisi na costa sudeste da Itália.

Lá havia muitos navegantes…

Google

Bela marina. Embarcações do Programa “Meu Barco Minha Vida”… KKK

Naveguei até Ostuni.

Cidade caiada das colinas italiana.

Desenvolvimento urbano helicoidal.

Além de navegar, mergulhávamos em águas límpidas para pegar polvos e comê-los nas pedras da praia. Batíamos o molusco na pedra até amolecerem e mandávamos para dentro da goela!

No caminha de volta ao povoado, parávamos o “barco” na beira da estrada e colhíamos pitanga no pé. Sobremesa natural e deliciosa. Fiz bons amigos navegantes.

Como já escrevi em coluna anterior, meu bisavô era monegasco. De origem italiana, Pietra Santa, Toscana. Ele também era navegador, poeta e maestro do além mar.

Da Itália, naveguei até o Principado de Mônaco.

Aqui tem barquinhos com mais de 100 pés.

Centopeias? Parece que o mundo inteiro navega.

Navegar é preciso… Viver também é preciso… Eu vivo sim… E estou vivendo… Tem gente que não vive… E está morrendo… Ó! Abestalhado… Mareado?

Levanta essa vela do veleiro e veleje até Paris. Peguei uma barcaça e fui ancorar em Paris.

Andei um pouco em solo firme. Para passar a maresia.

Refeito da tontura mareada, fui navegar em Veneza.

Reparem que nem tremi para tirar a foto.

Passei em Roma e joguei uma moedinha.

Não havia nenhum barquinho na Fontana Di Trevi.

Claro que não poderia deixar de ir até Firenze dar um abraço na pedrinha que se apaixonou e ficou por lá. Lembram-se da pedrinha do meu artigo “Semiótica Arquitetônica”?

O David estava cuidando bem da pedrinha!

Voltei a Paris, me alimentei e naveguei para minha pátria amada Brasil!

Minha ultima refeição parisiense.

Brasil! Aguarde-me que estou com o vento em popa!

Cheguei ao Rio de Janeiro, após 30 horas de navegação aérea, passando por Caracas, Bogotá e sobre a Floresta Amazônica, onde pedi um prato cheio de feijão.

Minhas coisas estavam todas em Salvador. Não tinha voo para a Bahia. Vim para Curitiba mesmo. Fiquei quase três meses antes de retornar a Itapuã.

Fiz uma exposição de barcos na Acaiaca, no Largo da Ordem.

Fui buscar minhas coisas lá na terra da pimenta e, em Curitiba, assumi a Coordenadoria do Patrimônio Cultural da Secretaria de Estado da Cultura. Naveguei de Superagui a Guaraqueçaba.

Essa peça rara era o Curador do Patrimônio Natural…

Grande amigo e colega de trabalho, Paulo Henrique Schmidlin, o Vitamina.

Aprendi muito com esse marinheiro da vida. Alma linda da natureza divina.

Em 1989 embarquei para o recém-institucionalizado Estado do Tocantins. Terra do Siqueira Campos.

Norte velho de um Goiás esquecido por muitas décadas a fio.

Ganhei na mega sena e comprei minha morada navegante.

Casa Abril – Google

Qual cisne branco que em noite de lua…

Vai deslizando num lago azul.

O meu navio também flutua…

Nos verdes mares de Norte a Sul…

Minha homenagem a Marinha do Brasil.

Não sei… Vou pensar…

Quizás… Talvez…

Não sei… Vou pensar…

Ando muito ocupado, e com problemas na coluna.

Talvez, vamos ver.

Quem sabe.

Pode ser.

Essa foi à resposta que um amigo muito querido me enviou quando pedi para que ele fizesse algo para mim.

Luigi, cuja alcunha é Juan Campesino, formata com muita competência os meus escritos, transformando-os em revista eletrônica. Achei a expressão tão pura e verdadeira, com a pitada certa de humor e carinho, que guardei arquivada em meu computador.

Ao receber por e-mail um vídeo maravilhoso apresentando Andrea Bocelli e Jennifer Lopez cantando e interpretando a música Quizás, eu não tive escolha melhor senão percorrer o caminho que levou ao tema proposto. Não é de hoje que aproveito as “dicas” dessa sensível figura, Luigi para os íntimos. Sempre sugeriu temas interessantes e sublimes. O perigo será se ele quiser cobrar direitos autorais! Vou arriscar!

Quanto ao casal cantante Andrea Bocelli e Jennifer Lopez eu não havia visto coisa mais linda em toda minha vida! Simbiose de amor, vida… Pureza d’alma!

As primeiras palavras dessa lavra foram escritas ao som e imagem, repetidas vezes, desse maravilhoso colóquio musical! O violino… Os bailarinos… Tudo muito mágico! Não precisa ter a visão para sentir aquela mão dócil e carinhosa encostando-se ao coração.

Google – Andrea Bocelli e Jennifer Lopez

O título escolhido, embora começando com a palavra negativa, é leve, lúdico e límpido!

A frase eu “Não sei… Vou pensar…”, ameniza a rispidez de um “não” definitivo. O “sim” é perfeitamente possível também.

Na escrita do meu amigo Juan Campesino é nitidamente visível que, ao final, ele concorda com a possiblidade de aquiescer ao pleito solicitado.

Procrastinar também é cabível no contexto. Lembrei-me que perambulei por estas paragens quando li Will Stanton na revista Seleções Reader’s Digest. Clássico escrito em 1974.

Em “Os riscos de um procrastinador” o autor conta histórias pessoais cômicas e interessantes. Começa com a ponderação de “Talvez seja mesmo melhor não fazer nunca o que deixamos para amanhã”.

Juntando uma coisa com a outra tive a certeza de que meu amigo Juan Campesino estava mesmo procrastinando. Da mesma forma como é o Quizás muito bem interpretado pelo fantástico casal citado.

Desse ponto em diante… Foi só usar um pouco de criatividade e contar situações pertinentes ao conteúdo dessa prosa. Cheguei até pensar novamente se o Geraldo Vandré tinha ou não razão…

“Vem, vamos embora”.

“Que esperar não é saber”!

“Quem sabe faz a hora”

“Não espera acontecer.”

Mas aí é outra conversa. É possível que sim, é possível que não. Todavia, contudo… Não obstante! Não digo que sim nem que não… Muito antes pelo contrário! De toda sorte, isso é… Melhor que mais ou menos!

Jean Cocteau mostra outra face dessa situação. Não houve postergação, porém, ele foi fazendo sem saber que a ação era tida como improvável de se realizar. Senão… Quizás… Talvez…

Não sei… Vou pensar…

Ando muito ocupado, e com problemas na coluna.

Talvez, vamos ver.

Quem sabe.

Pode ser.

Pensei que eu estava perdendo tempo… Pensando! Pensando! E aí me dei conta de que é pensando que permaneço vivo. Ora triste. Ora alegre! Quando não temos as respostas na “ponta da língua”, damos tempo ao tempo. Maturar uma ideia, esmiuçar o raciocínio no seu tempo adequado, pode nos dar referências mais sólidas e coerentes. Quando tomamos decisões precipitadas incorremos na possibilidade do erro com maior facilidade.

…Estás perdiendo el tiempo

Pensando, pensando

Por lo que más tú quieras…

Sempre invoco uma frase na língua alemã para justificar momentos de espera:

Alles zu seiner Zeit! – Tudo ao seu tempo!

Assim confirmamos outras afirmações do gênero: “Dar tempo ao tempo” e por aí a fora… Ou adentro né? Quem sabe? Pode ser!

Minha mulher perguntou-me se eu poderia lavar a louça aquela noite.

Amor, você lava a louça hoje”?… “É porque fiz as unhas de tarde”!

Respondi conforme a frase já oficialmente presente em nosso dia a dia e aprendida com o amigo Juan Campesino:

Não sei… Vou pensar…

Ando muito ocupado, e com problemas na coluna.

Talvez, vamos ver.

Quem sabe.

Pode ser.

Cinco minutos depois… A louça estava lavada… Enxugada… Brilhando e guardada!

Sei lá se ela resolver não me alimentar mais! Ou colocar veneno na comida! Ela vai me matar quando ler isso!

Quizás… Talvez…

A verdade é que existem alguns jargões que se perpetuam no decorrer do tempo.

Mal sabia o meu amigo parafraseado que o texto já havia ganhado o Universo!

Procrastinação é sugerida na letra da música Quizás tendo sido uma canção escrita em 1947, em espanhol, pelo compositor cubano Osvaldo Farrés.

Siempre que te pregunto

Qué, cuándo, cómo y dónde…

Tú siempre me respondes

Quizás, quizás, quizás…

Sempre que te pergunto

O que, quando e onde…

Você sempre me responde

Talvez, talvez, talvez…

Sem me espichar… Porque a conversa é curta…

Vou cantando Quizás, quizás, quizás…

 

Uma Vontade Louca de Escrever

Uma Vontade Louca de Escrever

Voltei correndo da rua para casa. Meu cérebro parecia querer explodir de tantas ideias, estuporando minha caixa craniana. Pensei estar exagerando no ímpeto. Muitos títulos vieram à tona. Com velocidade vertiginosa, meus neurônios (Tico e Teco) percorreram o exíguo espaço físico entre o núcleo e a crosta. Era o dito pelo não dito, bendito e maldito… Ditado… Dita dura… Dita mole… Escambau! Até dentadura veio visitar o centro da “moringa” (Cabeça… Para os que não conhecem gírias). Tinha que escrever logo. Sem coordenar minhas emoções e os meus dedos, comecei a teclar (Datilografar… Para os antigos). Antigamente eu datilografava 150 palavras por minuto. Agora consigo escrever 1500! Çalskhdfçoaiwefçalwebnf, mais ou menos assim! Sem respirar ou tirar o dedo do teclado. Escrevendo tudo sem dizer nada com nada.

CALMA!… Vamos começar tudo de novo!

Respire fundo!… Prenda o ar por alguns segundos… Solte pausadamente. PRONTO!… Agora já dá para pensar em alguma coisa que deleite o leitor e que você acredite ser útil ao Universo.

Vaca? Não!

Fui ao andar de baixo e reparei um artigo em

 O ESTADO DE SÃO PAULO – Editorial – 21/ABR/13.

Dilmês castiço

Já se tornou proverbial a dificuldade que a presidente Dilma Rousseff tem de concatenar ideias, vírgulas e concordâncias quando discursa de improviso.  No entanto, diante da paralisia do Brasil e da desastrada condução da política econômica, o que antes causaria somente riso e seria perdoável agora começa a preocupar.  O despreparo da presidente da República, que se manifesta com frases estabanadas e raciocínio tortuoso, indicam tempos muito difíceis pela frente, pois é principalmente dela que se esperam a inteligência e a habilidade para enfrentar o atual momento do País.

Uai gente! Será que tudo isso está dando ansiedade e angústia?

Será que estou concatenando bem as ideias na “moleira” (moringa)?

Agora consigo escrever 1500! Çalskhdfçoaiwefçalwebnf, mais ou menos assim! Sem respirar ou tirar o dedo do teclado. Escrevendo tudo sem dizer nada com nada.

CALMA!… Vamos começar tudo de novo!

“E eu quero adentrar pela questão da inflação e dizer a vocês que a inflação foi uma conquista desses dez últimos anos do governo do presidente Lula e do meu governo”. Presidenta do Brasil

Bom, isso é papo para quem entende de política. Vamos mudar de assunto. Vou continuar falando da vontade de escrever… Não da vontade louca de falar!

Hoje alguns elementos da minha personalidade, aflorados, pincelam a minha lavra. Se o texto for corrosivo, é revelação da minha amargura. Caso eu continue escrevendo com palavras que transmitam leveza e tranquilidade, demonstrarão meu estado de alegria.

Lendo o Bom Dia Hoje do Sigmar Sabin, esbarrei com uma citação de Sêneca, um orador romano que viveu entre (55 AEC e 39 DEC). Correndo da rua para casa… Corri mais um risco!

Rir é correr o risco de parecer tolo… Chorar é correr o risco de parecer sentimental… Estender a mão é correr o risco de se envolver… Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu… Defender seus sonhos e ideias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas… Amar é correr o risco de não ser correspondido… Viver é correr o risco de morrer… Confiar é correr o risco de se decepcionar… Tentar é correr o risco de fracassar… Mas devemos correr os riscos, porque o maior perigo é não arriscar nada… Existem pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada… Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem… Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade… Mas, somente a pessoa que corre riscos, é livre!

Aí mergulhei na famosa frase de Franklin Roosevelt:

É melhor lançar-se à luta em busca do triunfo mesmo expondo-se ao insucesso, que formar fila com os pobres de espírito, que nem gozam muito nem sofrem muito; E vivem nessa penumbra cinzenta sem conhecer vitória nem derrota.

Faça algo e, se não conseguir, faça outra coisa. Mas, acima de tudo, tente algo.

Franklin Roosevelt

Quando tive Uma Vontade Louca de Escrever, não pensei que estava compartilhando parte da minha experiência de vida com algumas pessoas. Minha alegria ou minha tristeza, minha criatividade ou minha estupidez. Os benefícios da instrução nunca são perdidos.

Sempre cito, “O Filho DO HIPNOTIZADOR e outras histórias de estranhas pessoas” de Dennis D:

“Escrever é revelar-se”. “Por isso, talvez, já disseram que toda escritura – como ofício ou como arte – é apenas uma das muitas faces do exibicionismo humano.”

“Acreditem, mostrar a bunda na janela pode ser menos constrangedor do que expor, em letras, as entranhas da própria sensibilidade”.

Quando tenho essa vontade louca de escrever, parece que estou rasgando páginas dos meus cadernos do primário. Exibicionista desde a tenra idade.

Quem sabe não seja essa a grande diferença procurada pelos escritores mais famosos?

Curto cada letra formando uma palavra que flui da alma, ainda que já insistentemente explorado por outros!

Hoje descobri outro escritor que passei a admirar.

Como escreveu o brilhante escritor Juliano Martinz:

Quando falamos sobre algo que pulsa nosso coração, que salta pelos poros de nossa pele, o Estilo Literário mostra suas caras e bocas. Este será o elemento mais sedutor de suas narrativas”.

Já o Arnaldo Jabor desabafa sem dó:

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Sinto-me assim, como articulista.  Para que escrever? Nada adianta nada. E como meu trabalho é ver o mal do mundo, um dia à depressão bate.  A náusea, não a do Sartre, mas a minha. Não aguento mais ver a cara do Lula, o homem que não sabe de nada, talvez nem conheça a Rosemary, não aguento mais ver o Sarney mandando no País, transformando-nos num grande “Maranhão”…

E ainda fica em dúvida sobre a letra da música de Cole Porter:

 “Conflicting questions rise around my brain/ Should I order cyanide or order champagne?” (“Questões conflitantes rondam minha cabeça/ devo pedir cianureto ou champanha?”).

Uma escrita, além de espontânea, pode ser lapidada, elaborada. Como fazemos em arquitetura. Primeiro criamos um partido a ser adotado, que chamamos de estudo preliminar. Em seguida fazemos o anteprojeto, que é uma definição mais acurada da ideia. Finalmente desenvolvemos o projeto definitivo, que de definitivo fica só o nome, pois ainda poderá restar alguma correção. Normalmente vai para um órgão responsável de aprovação relativo ao objeto da obra a ser construída.

Agora consigo escrever 1500! Çalskhdfçoaiwefçalwebnf, mais ou menos assim!

Algum roteirista disse que o importante é o grande final.

O meio pode ser uma “merda”. Emoções “invisíveis” dos personagens não são indicadas pelos roteiros, porque precisam ser mostradas ao espectador através da vivência das ações dos atores em frente à câmera. Daí a noção essencial aos escritores de roteiro de que “escrever é igual a descrever”.

Pablo Neruda diz que “Escrever é fácil. Você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca ideias”.

Será? Mesmo o meio sendo uma “merda”?

“A verdade é que não há verdade.”

Pablo Neruda

Por isso e por todo o risco que corro agora, escrevendo, invoco o mestre que diz:

“A timidez é uma condição alheia ao coração, uma categoria, uma dimensão que desemboca na solidão”.

Pablo Neruda

Antigamente eu datilografava 150 palavras por minuto…

Mesmo escrevendo 1500! Çalskhdfçoaiwefçalwebnf, mais ou menos assim!  “Tipo assim”! Xô timidez!

Já teclei um monte de palavras e sei que poderia podar algumas. Mas não vou me acovardar. Se as letras fluíram do cerebelo e meus dedos tocaram essa música no piano datilográfico… É porque era para ser!

Escrever é tão antigo quanto falar e cantar, chorar e rir, “ir ao banheiro” e até, esculpir, lapidar, elaborar…

Escreveu… Não leu… O pau comeu! Será que na palma da mão… Alguém escreveu?

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Desde os tempos mais remotos, a escrita tem sido um baluarte das grandes civilizações. Os escribas eram os profissionais que tinham a função de escrever textos, registrar dados numéricos, redigir leis, copiar e arquivar informações. Como poucas pessoas dominavam a arte da escrita, possuíam grande destaque social. Hoje, embora guardada as devidas proporções, quem escreve também tem um lugarzinho ao Sol! Formadores de opinião.

No Egito Antigo, os escribas tinham uma importante função e ocupavam lugar de destaque na sociedade egípcia, pois eram conhecedores da escrita demótica e dos hieróglifos. Eram eles que escreviam sobre a vida dos faraós, registravam a cobrança de impostos e copiavam textos sagrados. Os escribas usavam o papiro para escrever dados e textos ou registravam nas paredes internas das pirâmides. (Sua Pesquisa.com – Google)

Toth – o Deus dos Escribas

Assim como Baco e Dionísio, deuses do vinho romano e grego respectivamente, Toth também era Hermes…

Hermes Trismegisto (em latim: Hermes Trismegistus; em grego Ἑρμῆς ὁ Τρισμέγιστος, “Hermes, o três vezes grande”) é o nome dado pelos neoplatônicos, místicos e alquimistas ao deus egípcio Thoth (ou Tehuti), identificado com o deus grego Hermes. Ambos eram os deuses da escrita e da magia nas respectivas culturas. Thoth simbolizava a lógica organizada do universo. Era relacionado aos ciclos lunares, cujas fases expressam a harmonia do universo. Referido nos escritos egípcios como “três vezes grande”, era o deus do verbo e da sabedoria, sendo naturalmente identificado com Hermes. Na atmosfera sincrética do Império Romano, deu-se ao deus grego Hermes o epíteto do deus egípcio Thoth. Wikipédia, a enciclopédia livre.

Dessa forma minha folha viveria borrada…

Escutando fragmento do concerto “Vozes para a Paz” (Músicos Solidários), realizado no Auditório Nacional de Música de Madri (Espanha), em 12 de junho de 2011 na Peça do compositor americano Leroy… Concluí:

Dá para escrever até numa orquestra bem calibrada.

Loucamente… Extraí uma música da velha máquina de escrever…

Depois do show musical, escrevendo, continuei com Uma Vontade Louca de Escrever…

Apesar de você… A coisa aqui… Tá preta…

Apesar de você… A coisa aqui… Tá preta…

Do Bom Dia Hoje, de Sigmar Sabin, recebi a seguinte pergunta:

“Olá: Marco”! Como você acordou hoje?
Como uma pessoa animada, disposta e entusiasmada para olhar pela janela para ver e desfrutar as maravilhas deste mundo ou com um olhar triste, nublado por tristeza do passado, por uma perda que ainda não foi compreendida ou aceita?

Abri a janela e o céu estava preto. Só o telhado da casa do Gerson Horochowski estava branco. Vizinhos queridos em que a Patrícia, sua esposa, volta e meia nos brinda com algum quitute feito com esmero. Já que falei em vizinho, não posso esquecer-me do Cristian Gulin, soldado Gulin, como é chamado na Gloriosa Corporação da Policia Militar. Sempre quebra um galho aqui em casa quando se trata de elétrica. Somos privilegiados com referência à vizinhança.

Quase agarrei no fio elétrico que passa bem em frente da minha janela. Abri a casa toda para ver se ventilava sobre o ranço noturno. A vantagem é que não tinha raios nem trovoadas naquele momento. Resolvi lavar o rosto e escovar os dentes. Sou pobre mais sou limpinho!

Porém… Quando leio o Arnaldo Jabor em “A náusea”, escrito em 11 de dezembro de 2012 – O Estado de São Paulo:

O grande Cole Porter tem uma letra de música que diz: “Conflicting questions rise around my brain/ Should I order cyanide or order champagne?” (“Questões conflitantes rondam minha cabeça/ devo pedir cianureto ou champanha?”).

Fico cá com meus botões pensando se minha náusea é maior que a dele e a do Sartre, juntas!

Ele escreve tudo que eu gostaria de escrever. Ele diz e brada com o desabafo de quem já explodiu o “saco”!

As palavras escritas parecem sonoras.

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Sinto-me assim, como articulista.  Para que escrever? Nada adianta nada. E como meu trabalho é ver o mal do mundo, um dia à depressão bate.  A náusea, não a do Sartre, mas a minha. Não aguento mais ver a cara do Lula, o homem que não sabe de nada, talvez nem conheça a Rosemary, não aguento mais ver o Sarney mandando no País, transformando-nos num grande “Maranhão”…

Embora tenha vontade de reproduzir o texto na íntegra, não é o caso desta lavra. Esse cara é “foda”!

Continuo caminhando com esse céu escurecido de verão amalucado.

Havia recebido um e-mail do Dr. Zanoni de Quadros Gonçalves, meu pai, repassando texto sobre como as coisas estão por aqui na Pátria Amada. O título era “10 técnicas infalíveis para manipular a população”.

O filósofo, um judeu antissemita norte-americano Avram Noam Chomsky desenvolveu uma lista de 10 estratégias utilizadas pela mídia como um todo para manipular a população em geral. Comunista de carteirinha.

Conversando com meu amigo Szyja Lorber sobre o “gajo” Chomsky que escreveu as 10 estratégias, fui ilustrado com o seguinte comentário:

Só lastimo você citar o Chomsky, para “uma anta tocada a cachorro”, como dizia um amigo meu. De fato é filósofo, professor disso e daquilo e é judeu (não sei se sabia). Mas é, um judeu antissemita (sim, também existem os judeus com auto-ódio). Ele é de esquerda, um comunistão. Até aí tudo bem. Mas tudo o que faz, escreve ou fala, incluindo “As 10 técnicas infalíveis para manipular a população”, é para criticar os Estados Unidos pelo apoio a Israel. Em 2.006, logo após a guerra de Israel no Líbano, a anta apareceu abraçada numa fotografia com… O chefão do terrorista Hezbolá, o Nasralla, rindo um para outro! É só um desabafo porque não suporto o tipo (quem por sinal tem muito, muito mais), mas não precisa tirá-lo do texto, pois senão ficará quebrado em sem sequência.

Abração

Szyja.

Não vou reproduzir todas. Mas essa me chamou bastante a atenção:

Mensagens Subliminares

Se aproveitar da fragilidade emocional de grande parte das pessoas é outra técnica bastante utilizada para manipulação, a fim de causar um curto-circuito no senso crítico de cada um. Para isso, a mídia constantemente se utiliza da técnica das mensagens subliminares, sobretudo na televisão, a fim de manipular a mente das pessoas.

Como já foi tema de artigo meu anterior: “Vou ali me deprimir um pouquinho e… Já Volto”!

Em outro artigo escrevo sobre Propaganda Subliminar. “Apesar de você… A coisa aqui… Tá preta…”. É melhor ser rico com saúde do que pobre doente, né?

Falando em saúde, náusea, doença e escambau! Houve uma passagem interessante comigo e minha mulher. Estávamos voltando de um opíparo jantar de comemoração de aniversário da minha cunhada Sheilla Figlarz, noite fria de verão chuvoso “curitibense”, quando um sujeito atravessava a rua. Fora da faixa de pedestre e mancando em uma das pernas. Minha mulher falou: “Ele deve estar procurando acidentar a outra perna”!

Olhei bem para a cara dela, com expressão de dúvida.

Percebendo, ela completou: “Isso é Cinemática do Trauma”!

Ri… Muito! Nem precisou perguntar e ela já estava me explicando. “Veja no meu livro do curso que fiz sobre Trauma – Atendimento Pré-Hospitalar”.

Ah! Sim… Ela é enfermeira!

E das boas! Competência não lhe falta! Dedicada e atenciosa! Atenta! Atina tudo!

Fiquei encucando sobre “Cinemática do Trauma”… Pensei… Bem que poderia ser também “Cinemática da Náusea”. Minha, do Sartre e do Jabor!

Segundo o livro dela:

Denomina-se Cinemática do Trauma o processo de avaliação da cena do acidente, para determinar as lesões resultantes das forças e movimentos envolvidos.

Ô loco sô! É muito pra minha cabeça! Até física esses enfermeiros sabem!

E=m.V²/2 … A energia de movimento ou cinética (E) é uma função da massa (m) (peso do acidentado) e da velocidade (V). Primeira Lei de Newton. É mole?

Lendo as atuais manifestações dos brasileiros, imagino que Newton iria criar uma fórmula para a “Cinemática da Náusea”. Minha, do Sartre e do Jabor!… Sabe-se lá de quem mais!

E=PQP²/196.655.014 – “Cinemática da Náusea”.

Canta aí Chico Buarque… Melhorou muito depois dos protestos que foram feitos nos tempos idos? É a “lesma lerda”? Adiantou o exílio de uma turma poeticamente correta?

…não dá mais para ouvir quantos campos de futebol foram destruídos por mês nas queimadas da Amazônia, enquanto ecochatos correm nus na Europa, fazendo ridículos protestos contra o efeito estufa; não aguento mais contar quantos foram assassinados por dia, com secretários de segurança falando em “forças-tarefas” diante de presídios que nem conseguem bloquear celulares…

Arnaldo Jabor em “A náusea”.

Esse aí está “nauseado” mesmo…

Aqui no Brasil… Sei lá!

Apesar de você…

A coisa aqui…

Tá preta…

Preta? Seria politicamente correto… Afrodescendente?

Do anarquista russo do século 19, Mikhail Bakunin.

(1814-1876):

“Assim, sob qualquer ângulo que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada”. Esta minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessará de ser operários e pôr-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo. “Quem duvida disso não conhece a natureza humana”.

E daí cantores de protestos?

…não suporto a polêmica nacionalismo-pelego x liberalismo tucano, eu tenho enjoo de vagabundos inúteis falando em “utopias”, bispos dizendo bobagens sobre economia, acadêmicos decepcionados com os ‘cumpanheiros’ sindicalistas, mas secretamente fiéis à velha esquerda…

Arnaldo Jabor em “A náusea”.

Quando estive na Europa, fiquei hospedado na casa do meu Diretor de Tese. Sérgio Ferro foi exilado também.

Cultivava a incoerência. Inquiridor. Foi professor do Chico Buarque na Faculdade de Arquitetura. Brigou, como muitos, para que o Brasil se tornasse um país livre de ordens ditatoriais. Hoje vejo e escuto eruditos reclamando da nova ordem. Tá valendo o que? Como os jovens estão enxergando este momento nacional?

Vai ter “apagão” ou o ministro promete que vai chover?

“Amanhã… Vai ser outro dia”?

E o Rio de Janeiro?

Até você Vinicius?

Como era mesmo?

Vai meu irmão
Pegue esse avião
Você tem razão
De correr assim
Desse frio, mas beija
O meu Rio de Janeiro
Antes que um aventureiro
Lance mão…

E o Rio de Janeiro continua lindo!

Barracão de zinco… Pendurado no morro! Vai pedindo…

Meu irmão, Luiz Aurélio Alzamora Gonçalves estava com sua agência de publicidade no Rio de Janeiro. Indigna-se o tempo todo com o que está acontecendo na cidade maravilhosa. Qualquer dia ele vai cantar como o Vinicius de Moraes:

Pede perdão pela duração
Dessa temporada
Mas não diga nada
Que me viu chorando
E pros da pesada
Diz que eu vou levando…

Acho que tem alguém me querendo “sacanear”!

Logo eu, que “Soy loco por ti, América
Yo voy traer una mujer playera”
, né Caetano?

Levem-me para Londres também! Quero aprender “Ingreis”.

Tráfico de crianças… Ou de quengas…?

OsPaparazzi.com. br

E o BBB? Não é necessário nem traduzir. O Brasil inteiro sabe do que se trata! É Mensagem Subliminar?

Aproveitar-se da fragilidade emocional de grande parte das pessoas é outra técnica bastante utilizada para manipulação, a fim de causar um curto-circuito no senso crítico de cada um?

É Mensagem Subliminar?

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Continuei minha caminhada em busca de elucidações pertinentes quanto ao real estado das coisas aqui na terrinha do faz de conta!

Procurei a Rosa… A Margarida… Até a Interpol!

Só encontrei denúncias em cima de denúncias.

Senti dor de barriga e fui aliviar minha náusea.

A minha… A do Jabor… A de Sartre! Procurei pesquisar sobre “disritmias” nacionais e mentais. Metafísica e etc…

Curioso, fui buscar Sartre. Niilismo foi o que encontrei.

Niilismo (do latim nihil, nada) é um termo e um conceito filosófico que afeta as mais diferentes esferas do mundo contemporâneo (literatura, arte, ciências humanas, teorias sociais, ética e moral). É a desvalorização e a morte do sentido, a ausência de finalidade e de resposta ao “porque”. Os valores tradicionais depreciam-se e os “princípios e critérios absolutos dissolvem-se”. “Tudo é sacudido, posto radicalmente em discussão. A superfície, antes congelada, das verdades e dos valores tradicionais está despedaçada e torna-se difícil prosseguir no caminho, avistar um ancoradouro”.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Aí faço analogias sobre “Cinemática do Trauma” e “Cinemática da Náusea”:

E=PQP²/196.655.014 – “Cinemática da Náusea”.

A população do Brasil é de aproximadamente 196.655.014. Isaac Newton não saberia denominar as dimensionais PQP², mas, certamente, concordaria que a divisão seria justa!

PQP²/196.655.014=Rateio do prejuízo!

É muito justo!

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Vejo o céu clarear de repente… Impunemente!

Desta forma… Ou desta fórmula, quem inventou a tristeza vai ter que “desinventar”, né Mané?

Quando o galo cantar, vai brotar água nova!

Esse grito contido e esse samba no escuro… Tenha a fineza de “desinventar”!

Vamos esbanjar POESIA!

Meu caro amigo me perdoe, por favor.

Se eu não lhe faço uma visita.

Mas como agora apareceu um portador.

Mando notícias nessa fita.

Aqui na terra tão jogando futebol.

Tem muito samba muito choro e rock’n’roll.

Uns dias chove, noutros dias bate o sol.

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta. Muita mutreta pra levar a situação.

Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça.

E a gente vai tomando que também sem a cachaça.

Ninguém segura esse rojão.

Meu caro amigo eu não pretendo provocar.

Nem atiçar suas saudades.

Mas acontece que não posso me furtar.

A lhe contar as novidades…

É… Meu Caro Amigo!

Vamos esbanjar POESIA!

 

Pintando o Sete… Chutando o Balde…

Pintando o Sete… Chutando o Balde…

Realmente o “mar não tá pra peixe”! Quando existe crise em todos os quatro pontos cardeais temos a impressão de que “a coisa tá preta”! Ou afro descendente para invocar o politicamente (os bolhas) correto! Da crise na Crimeia aos conflitos no Oriente Médio a situação aqui e ali “tá russa”! Quem gosta de Beirute e Esfiha fica olhando torto para quem está comendo Guefilte Fish e Pletzalej de cebolla. Olha que não estou falando de comida Kasher, que se refere ao modo como a comida foi manuseada e preparada. Refere-se aos pratos da tradição judaica.

Com o término da Copa do Mundo, devemos receber no Brasil alguns lideres mundiais. O presidente da Rússia, Vladimir Putin não veio á Curitiba. A cidade contempla colônias russas e ucranianas ao mesmo tempo em que a Ucrânia vive período de intensos conflitos entre a população, dividida em pró-Rússia e pró-União Europeia; e porque o movimento LGBT, que irá protestar contra a homofobia de Irã e Nigéria, também pensa em atos contra Putin.

Mas certamente estará para o lançamento do Banco dos Brics! Os países emergentes do Brics, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul decidiram estabelecer um banco de desenvolvimento que entre outros objetivos terá a tarefa de se contrapor ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional. Os países do Brics trabalham também no estabelecimento de um fundo de reservas de divisas de contingência por um valor inicial de 100 bilhões de dólares. O acordo foi alcançado durante a quinta conferência que reuniu os presidentes dos países membros do grupo econômico emergente em Durban, África do Sul. O banco de desenvolvimento acordado pelo Brics tem como objetivo “mobilizar recursos”, fomentar a construção de infraestruturas e o “desenvolvimento sustentável” em países emergentes e em vias de desenvolvimento. A “invasão do dragão” também é temida: Temores de que a China cuja economia é muito maior do que às de todos os outros Brics somadas, poderia tomar o banco para atender os seus próprios interesses. Certamente mais um “destempero” á vista.

Já li algo assim:

– Pelo fim do capitalismo e em defesa de uma sociedade socialista! Vamos juntos! Enquanto os BRICS querem criar mais um banco, nós queremos Saúde, Transporte, Educação, Moradia e Reforma Agrária em todo canto!

Parece que não existe ninguém satisfeito com nada! É até compreensível em um mundo desestabilizado com estes acontecimentos extremistas. Sem contar com as catástrofes naturais!

A Copa do Mundo no Brasil culminou com um placar de 7×1 da Seleção Holandesa contra o Pseudo Escrete Brasileiro, mal formado durante os “brados” de “tudo vai bem” dito em vozes soberbas por alguns políticos instalados no poder da corrupção!

Acidente durante colocação do último módulo da cobertura da Arena do Corinthians (Itaquerão) deixa dois mortos. Parte da arquibancada e do painel de LED foi afetada. “Grande Legado”! Pintando o Sete…

“Os lugares mais sombrios do Inferno são reservados àqueles que se mantiveram neutros em tempos de crise moral”.

Dante Alighieri

Na Copa do Mundo a mordida não foi na jugular…

Mas o Inferno de Dante estava representado em uma versão mais moderna e amena!

Pintando o Sete…

Sete são os pecados capitais, de acordo com a Bíblia. Sete são as artes. Sete são as notas da escala diatônica. Sete são as cores do arco-íris. Sete é o número de dias da semana. Sete são as maravilhas do mundo antigo. Diz-se que, quando fazemos diabruras ou desatinos, estamos Pintando o Sete. Por estes e outros motivos, o Sete é tido por alguns, como um número mágico.

Para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil o Sete deve ter sido magia negra! Ou afro descendente!

Chutando o Balde…

Significa “morrer”. Por que to kick the bucket? Que tem que ver “chutar o balde” com “esticar as canelas”? No século 16, época em que essa expressão surgiu, ela se aplicava somente à morte por enforcamento. O suicida subia num balde, bucket, emborcado, prendia uma corda no teto da sala, amarrava a outra extremidade no pescoço e, chutando, (kicking, o balde, ficava pendurado até morrer).

A expressão brasileira teve origem semelhante: o suicida ficava agachado encima de uma base alta. Depois de ter amarrado a corda no pescoço, chutava a base e, sem o apoio para as pernas, “as canelas esticavam”.

Morria. Com o tempo, to kick the bucket e esticar as canelas passaram a aplicar-se a morrer de qualquer tipo de morte. Jéssicaa-Yahoo

Já na época de 1920 ou 1930:

Quando ocorreu a época da segunda guerra e a grande recessão americana, um grande general bravo com toda a situação tropeçou em um balde, e assim, seus subordinados assimilaram que chutando o balde seria como correr para explodir. Alexandre-Yahoo

Tem dessas coisas também… Ficar olhando para trás!

Enfim, aqui no Brasil, enquanto uns estão Pintando o Sete…

Outros estão Chutando o Balde…

Quem sabe a culpa tenha sido… De quem falou das flores? Ou da Brigitte Bardot?

Viagem à Superfície da Terra…

Viagem à Superfície da Terra…

O Centro do Planeta é bem diferente. Quase na superfície da Terra podemos ver algo semelhante ao que ocorre em seu ponto nuclear.

Gruta da Lapa Doce na Chapada Diamantina na Bahia.

Todos os seres nascidos no Centro da Terra são especialistas em espeleologia.

As “pedrinhas” cravadas nas paredes subterrâneas, brutas, quase intocadas… Ou “entocadas”, sonham um dia serem lapidadas na superfície da Terra.

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Cena do filme Viagem ao centro da Terra, adaptação, para o cinema, do livro de Julio Verne. – Google – Imagem

Os homens do Centro da Terra imaginam as joias da Superfície…

Lamborghini Veneno – Google – Imagem

Não existem pistas extensas o suficiente no Centro da Terra para as velocidades destas joias da Superfície.

Mesmo porque a temperatura poderia derreter esses exemplares desenvolvidos pela tecnologia dos humanos superficiais. O núcleo da Terra é mais quente que o Sol.

O núcleo externo é provavelmente composto de ferro metálico e outros elementos (enxofre, silício, oxigênio, potássio e hidrogênio) e o núcleo interno, composto de ferro e níquel, e é sólido porque, apesar das imensas temperaturas, está sujeito a pressões tão elevadas (cerca de 4,5 milhões de atmosferas) que os átomos ficam compactados; as forças de repulsão entre os átomos são vencidas pela pressão externa, e a substância acaba se tornando sólida. A temperatura entre o núcleo e o manto é estimada em cerca de 3700 °C, podendo atingir de 4000 a 4500 °C no núcleo interno.

Em seus primeiros momentos de existência, há cerca de 4,5 bilhões de anos, a Terra era formada por materiais líquidos ou pastosos, e devido à ação da gravidade os objetos muito densos foram sendo atraídos para o interior do planeta (o processo é conhecido como diferenciação planetária), enquanto que materiais menos densos foram trazidos para a superfície. Como resultado, o núcleo é composto em grande parte por elementos mais pesados como o ferro (80%), e de alguma quantidade de níquel e silício.  Outros elementos, como o chumbo e o urânio, são muito raros para serem considerados, ou tendem a se ligar a elementos mais leves, permanecendo então na crosta. A espessura do núcleo é aproximadamente 3400 km de raio.

Google-Imagem – Por Letícia Resende em 20.05.2011

Cientistas da Universidade de Leeds, Inglaterra, afirmam que o centro da Terra pode estar derretendo e que isso afetaria atividades na superfície.

O núcleo da Terra é formado por uma bola de ferro com 2,4 mil quilômetros, quase do tamanho da Lua. Essa bola é cercada por uma camada feita de uma liga líquida de ferro e níquel, uma camada viscosa e, por cima de tudo, a crosta sólida que forma a superfície do planeta.

Quando o “Ser do Centro” se desloca para a superfície, ele fica imaginando a beleza dos horizontes.

Dá para vislumbrar o espaço sideral com suas estrelas, planetas e o infinito. Acho que todos os seres viventes neste globo devem ser oriundos do Centro da Terra. Quando morrem são enterrados! Será uma simbologia de retorno ao nascedouro? Esse tal de Julio não era da Superfície!

Em francês Jules Verne, era um escritor francês. Júlio Verne foi o filho mais velho dos cinco filhos de Pierre Verne, advogado, e Sophie Allote de La Fuÿe, esta de uma família burguesa de Nantes.

Este indivíduo deve ter nascido próximo ao Centro da Terra. Narrou várias façanhas percorridas do núcleo á superfície e acima dela, também. “Volta ao Mundo em 80 Dias”, “Vinte mil Léguas Submarinas” e “Viagem ao Centro da Terra”. Viagem à Superfície da Terra fica por minha conta. Sinto-me como um rebento oriundo dessa esfera nuclear equidistante de cada centímetro quadrado da crosta intermediária da atmosfera. Lá em baixo o Sol era somente uma lenda. Quando busquei, com esforço, vencer a força da gravidade, eu acelerei minha carcaça a bem mais do que os 9,8 m/s², que é a aceleração da gravidade. De onde eu vim, não faltavam diamantes. Mas eu já sonhava com a superfície ensolarada com paisagem campestre verdejante e ar puro… Sem se esquecer de uma bela Lamborghini Veneno. Objeto de consumo de seres superficiais e subterrâneos. Mais dos subterrâneos, assim como os diamantes são substancialmente queridos pelos seres superficiais. Explosões no Centro da Terra não acontecem em “panelas de pressão”! Nem acontecem para matar semelhantes. No núcleo central não há África empobrecida nem Etiópia. Do “núcleo” até a “superfície” existem muitas “cavernas”, “grutas”, “tocas” e outras “entranhas”. Algumas tocam músicas chamadas de “pagodes” onde os serviçais falam “tipo assim”!

Em minha chegada à superfície da Terra, numa das várias “reencarnações”, eu fui parar num lugar habitado. Lemúria? Atlântida?

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Atlântida ou Atlantis (em grego, Ἀτλαντίς – “filha de Atlas”) é uma lendária ilha ou continente cuja primeira menção conhecida remonta a Platão em suas obras “Timeu ou a Natureza” e “Crítias ou a Atlântida”. Wikipédia, a enciclopédia livre.

Nessa “viagem” encontrei Sólon, que viajava pelo Egito naquela ocasião. Em conversa com um sacerdote que vivia em Sais, no delta do Rio Nilo, ele nos contou sobre algumas tradições ancestrais relacionadas com uma guerra perdida em tempos mais remotos entre os atenienses e o povo atlante. Atlântida era localizada onde o Mediterrâneo terminava e o Atlântico começava.

Acho que como urbanista, foi ali que aprendi sobre o traçado radial no planejamento das cidades.

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Aarão Leal de Carvalho Reis deve ter sido oriundo do “núcleo” também. Foi urbanista nomeado para fazer o levantamento do local apropriado para a construção da então capital do estado de Minas Gerais, Belo Horizonte.

A primeira cidade planejada no país continental chamado Brasil. Sistema radial de concepção urbanística. As ruas convergem para a Praça Sete. A cidade fica dentro da Avenida Contorno. Ficava quando tinha 600 mil habitantes. Depois “explodiu” como a Atlântida!

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Outro sujeito que conheci foi Neil Alden Armstrong. Era um astronauta dos Estados Unidos, piloto de testes e aviador naval que escreveu seu nome na história do século XX e da humanidade ao ser o primeiro homem a pisar na Lua. Provavelmente oriundo do mesmo “núcleo” do Centro da Terra, não se contentou somente em conhecer a “superfície” encontrada aqui e foi buscar informações sobre outras superfícies em outro astral! Pisou no solo da Terra… E da Lua!

Neil Armstrong – Google – Imagem

“Esse é um pequeno passo para um homem, um salto gigante para a humanidade”!

Vista do espaço, a Terra era apenas um dos infinitos astros com “Centro” e “Superfície” esparramados no Universo. Era como se coubesse em nossa mão.

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Inquiridor, perguntei ao Carl Sagan sobre os ancestrais da “superfície” ainda mais antigos que os Atlantes. Como eram as “criaturas” no período de formação do Planeta Terra?

Sem pestanejar ele deu um sorriso maroto e disse:

“A História está repleta de pessoas que, como resultado do medo, ou por ignorância, ou por cobiça de poder, destruíram conhecimentos de imensurável valor que em verdade pertenciam a todos nós. Nós não devemos deixar isso acontecer de novo.”

Carl Sagan

Quando percebi que nossa origem era de seres espeleólogos tive curiosidade de saber como era a “Superfície da Terra” em contraste com “Viagem ao Centro da Terra” de Julio Verne.

O Paleolítico, também conhecido como Idade da Pedra Lascada, é a primeira fase da Idade da Pedra. Vai de dois milhões A.E.C. (época aproximada em que o homem fabricou o primeiro utensílio) até 10.000 A.E.C. (início do Período Neolítico).

Uma das grandes descobertas do período foi à produção do fogo. Este era produzido através de dois processos. O mais rudimentar era a fricção de duas pedras sob um maço de palhas secas. A faísca obtida incendiava a palha. Num segundo procedimento, mais elaborado, um graveto era girado sob o furo de uma madeira seca. Este procedimento, através do aquecimento, gerava calor que passava para a palha, provocando o fogo.

Imagens dos homens das cavernas – Google

Alguns exageraram ao fazer “Fogo”!

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Embora ainda existam seres da “superfície” que continuam com hábitos arcaicos… Vou correr o risco de “apanhar” da minha mulher… Mas não dava para perder essa piada!

Ufa! Era só… Uma piada!

Ufa! Era só… Uma piada!

Washington – CNN Especial
Documentos mantidos em sigilo pela Polícia Federal do Brasil revelam que o Estado Islâmico, teria ordenado à execução de um atentado no Brasil.

O alvo da ação seria a estátua do Cristo Redentor, um dos símbolos mais conhecidos do Rio de Janeiro.

Foram enviados para o sequestro de um avião que seria lançado contra a “estátua-símbolo dos infiéis cristãos”.

Os registros da Polícia Federal dão conta de que os dois terroristas chegaram ao Rio no domingo, 1º de novembro, às 21h47m, num voo da Air France.

A missão começou a sofrer embaraços já no desembarque, quando a bagagem dos muçulmanos foi extraviada, seguindo num voo para o Paraguai.

Após quase seis horas de peregrinação por diversos guichês e dificuldade de comunicação em virtude do inglês ruim, os dois saem do aeroporto, aconselhados por funcionários da Infraero a voltar no dia seguinte, com intérprete.

Os dois terroristas apanharam um táxi pirata na saída do aeroporto, sendo que o motorista percebeu que eram estrangeiros e rodou duas horas dando voltas pela cidade, até abandoná-los em lugar ermo da Baixada Fluminense.

No trajeto, ele parou o carro e três cúmplices os assaltaram e espancaram.

Eles conseguiram ficar com alguns dólares que tinham escondido em cintos próprios para transportar dinheiro e pegaram carona num caminhão que entregava gás.

Na segunda-feira, às 7h33m, graças ao treinamento de guerrilha no Afeganistão, os dois terroristas conseguem chegar a um hotel de Copacabana.

Alugaram então um carro e se perderam no Rio entraram para o lado da Rocinha e o carro foi totalmente metralhado, mais uma vez o treinamento de guerrilha se safou ,voltaram para aeroporto, determinados a sequestrar logo um avião e jogá-lo bem no meio do Cristo Redentor.

Enfrentam um congestionamento monstro por causa de uma manifestação de estudantes e professores em greve e ficaram três horas parados na Avenida Brasil, altura de Manguinhos, onde seus relógios foram roubados em um arrastão.

Às 12h30m, resolvem ir para o centro da cidade e procuram uma casa de câmbio para trocar o pouco que sobrou de dólares.

Recebem notas de R$ 100 falsas, dessas que são feitas grosseiramente a partir de notas de R$ 1.

Por fim, às 15h45m chegam ao Tom Jobim para sequestrar um avião.

Aeroviários e passageiros estão acantonados no saguão do aeroporto, tocando pagode e gritando slogans contra o governo.

O Batalhão de Choque da PM chega batendo em todos, inclusive nos terroristas.

Os árabes são conduzidos à delegacia da Polícia Federal no Aeroporto, acusados de tráfico de drogas, que tiveram plantados papelotes de cocaína nos seus bolsos.

Às 18 horas, aproveitando o resgate de presos feito por um esquadrão de bandidos do Comando Vermelho, eles conseguem fugir da delegacia em meio à confusão e ao tiroteio.

Às 19h05 eles se dirigem ao balcão da viação aérea GOL para comprar as passagens.

Mas o funcionário que lhes vende os bilhetes omite a informação de que os voos da companhia estão suspensos.

Eles, então, discutem entre si: começam a ficar em dúvida se destruir o Rio de Janeiro, no fim das contas, é um ato terrorista ou uma obra de caridade.

Às 23h30m, sujos, doloridos e mortos de fome, decidem comer alguma coisa no restaurante do aeroporto.

Pedem sanduíches de churrasquinho com queijo de coalho e limonadas. Só na terça-feira, às 4h35m, conseguem se recuperar da intoxicação alimentar de proporções eqüinas, decorrente da ingestão de carne estragada usada nos sanduíches.

Foram levados para o Hospital Miguel Couto, depois de terem esperado três horas para que o socorro chegasse e percorresse os hospitais da rede pública até encontrar vaga.

No HMC foram atendidos por uma enfermeira feia, grossa, gorda e mal-humorada.

Debilitados, só terão alta hospitalar no domingo.

Domingo, 18h20h: os homens de Bin Laden saem do hospital e chegam perto do estádio do Maracanã.

O Flamengo acabara de perder o jogo.

A torcida rubro-negra confunde os terroristas com integrantes da galera adversária, e lhes dá uma surra sem precedentes.

O chefe da torcida, cuja alcunha é “Pé de Mesa”, abusa sexualmente deles.

Às 19h45m, finalmente, são deixados em paz, com dores terríveis pelo corpo, em especial na área proctológica.

Ao verem uma barraca de venda de bebida nas proximidades, decidem se embriagar uma vez na vida (mesmo que seja pecado, Alá que se foda!).

Tomam cachaça adulterada com metanol e precisam voltar ao Miguel Couto.

Os médicos também diagnosticam gonorreia no setor retrofuricular inchado (Pé de Mesa não perdoa!).

Segunda-feira, 23h42m: os dois terroristas fogem do Rio escondidos na traseira de um caminhão de eletrodomésticos, assaltado horas depois na Serra das Araras.

Desnorteados, famintos, sem poder andar e sentar, eles são levados pela van de uma ONG ligada a direitos humanos.

Viajam deitados de lado.

Conseguiram fugir do retiro da ONG no dia seguinte e eles perambulam o dia todo à cata de comida.

Cansados, acabam adormecendo debaixo da marquise de uma loja.

A Polícia Federal ainda não revelou o hospital onde os dois foram internados em estado grave, depois de espancados quase até a morte por um grupo de mata-mendigos.

O porta-voz da PF declarou que, depois que os dois saírem da UTI, eles serão recolhidos no setor de imigrantes ilegais, em Brasília, onde permanecerão até o Ministério da Justiça autorizar a deportação dos dois infelizes, se tiver verba, é claro.

Os dois consideraram desnecessário terrorismo no Brasil e eles irão sugerir um convênio para realização, no Rio de Janeiro, de treinamento especializado para o pessoal da Al-Qaeda!

Já conseguiram reservar pistolas AK-47 e fuzis de assalto com um contrabandista do Paraguai!

Ufa! Era só… Uma piada!