Céu e Terra

Céu e Terra

Assim é no cristianismo:

“Seja feita a Vossa vontade, assim na Terra como no Céu”!

Assim é no judaísmo:

Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mélech haolam, hamôtsi lêchem min haárets.

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D-us, Rei do Universo, que faz sair pão da terra.

William Shakespeare foi um poeta, dramaturgo e ator inglês, tido como o maior escritor do idioma inglês e o mais influente dramaturgo do mundo.

Também citou os mistérios entre o Céu e a Terra!

A frase “Não tanto ao céu, nem tanto a terra” remete-nos ao ato sugestivo de não nos tornarmos extremistas.

Sem exageros, com equilíbrio.

Céu é substantivo masculino. Espaço onde se localizam e se movem os astros.

Parte desse espaço, visível pelo homem e limitada pelo horizonte; firmamento, abóbada celeste.

Terra é o terceiro planeta mais próximo do Sol, o mais denso e o quinto maior dos oito planetas do Sistema Solar.

É também o maior dos quatro planetas telúricos.

É por vezes designada como Mundo ou Planeta Azul.

Nesse ir e vir encontrei meu amigo e poeta acróstico Celso de Macedo Portugal.

Eu estava estancado na penumbra impeditiva de criar ao anunciar em uma rede social:

Preciso doadores de três órgãos para transplante imediato: hipófise, hipotálamo e pineal!

Pedi ao Celso:

Sintetize Céu e Terra!

Ele pensou um instante e mandou a síntese:

Cosmos…

Númeno!

Númeno ou noúmeno (do grego νοούμενoν) é um objeto ou evento postulado que é conhecido sem a ajuda dos sentidos. Na filosofia antiga, a esfera do Númeno é a realidade superior conhecida pela mente filosófica. Também pode ser entendido como a essência de algo, aquilo que faz algo ser o que é.

No entanto, este termo é mais bem conhecido da filosofia de Immanuel Kant.

No kantismo, o Númeno é o real tal como existe em si mesmo, de forma independente da perspectiva necessariamente parcial em que se dá todo o conhecimento humano; Coisa-em-si, nômeno, noúmeno (embora possa ser meramente pensado, por definição é um objeto incognoscível.)

Está ligado, em Kant, à expressão coisa em si, no original Ding an sich, embora a natureza desta relação tenha alguma controvérsia.

O termo é geralmente usado em contraste ou em relação com fenómeno, que em filosofia se refere que aparece aos sentidos, isto é, é um objeto dos sentidos.

Obs.: Por “perspectiva necessariamente parcial” devemos entender por aquilo que ocorre no tempo, portanto Númeno é um real que não depende do tempo para existir, e por isso o conceito de Númeno se opõe ao conceito de fenômeno (‘no kantismo’). Equivale ao real absoluto.

Etimologia: Advém do alemão Noumenon, plural noumena, palavra criada pelo filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804), a partir do grego nooúmena usada por Platão ao falar da ideia, propriamente ‘aquilo que é pensado, pensamento’, neutro plural substantivado de nooúmenos, particípio presente passivo de noéó ‘pensar’

Pensei: Isso é metafísica pura!

Eu viajei entre o Céu e a Terra naquele ínfimo momento!

Em “Acróstico em Verso” do Celso de Macedo Portugal pude resgatar parte:

A dúvida

Diante da incerteza

Única da verdade

Vejo com clareza

Ilação e alacridade

Duvidar é cegueira

Ao descrer da realidade!

Os opostos Céu e Inferno lembraram-me da afirmação de alguns filósofos:

“O Inferno é aqui na Terra”!

Resgatei a banda Barão Vermelho:

Foi decretado

Estado de calamidade social

Agora já se paga os pecados

Com carnê mensal

O inferno é aqui

E não adianta, nem tentar fugir

O preço que se paga é alto

Para existir

Na rua

O povo todo traz na cara

A insatisfação

Já não sorriem

Tolos miseráveis

Filhos da nação

O último a sair

Que apague a luz

E desça da cruz

Com tempo pra fugir

Em direção a um futuro

Que não terá fim

Por outro lado, em contrapartida, encontrei o grande fotógrafo e ambientalista francês, Yann Arthus-Bertrand, que há mais de 20 anos viaja sobre os céus ao redor do mundo, capturando com seus clicks a beleza da Terra e sua fragilidade, em uma tentativa de protegê-la das destrutivas mãos dos homens.

E eu fico cá com meus desenhos entre o Céu e Terra!

…o Sol, girando na axial, escalava a montanha ou desabava rumo ao mar…

O Indefensável

O Indefensável

Transcrevo a tradução de um vídeo que recebi em uma rede social.

O mundo está contra o Islã?

Brigitte Gabriel é uma jornalista conservadora americana, conferencista política nascida em Marjayoun no Líbano e com dupla nacionalidade – Libanesa e Americana.

Leiam a resposta de Brigitte Gabriel a uma estudante Muçulmana em um painel no Congresso Norte-Americano para a Verdade:

Questiona a estudante Muçulmana:

Salaam aleikum! Paz á todos vocês!

Meu nome é Saba Ahmed!

Sou uma estudante de Direito da American University.

Estou aqui para fazer uma pergunta simples á vocês.

Sei que nós retratamos o Islã e todos os muçulmanos como maus, mas há 1,8 bilhão de muçulmanos seguidores do Islã, temos mais de oito milhões de muçulmanos neste país e eu não os vejo representados aqui.

Mas minha pergunta é:

Como podemos travar uma guerra ideológica com armas?

Como podemos terminar essa guerra?

A ideologia jihadista de que vocês falam é uma ideologia.

Como podemos vencer essa coisa se você não endereçá-la ideologicamente?

A resposta de Brigitte Gabriel veio de imediato e sem titubear:

Ótima pergunta!

Eu estou tão feliz que você está aqui e estou muito feliz que você levantou essa questão, pois nos dá a oportunidade para responder!

O que eu acho incrível é que, desde o início deste painel nós estamos aqui para tratar do ataque às nossas pessoas em Benghazi e nem uma pessoa mencionou “muçulmanos”, que estamos aqui contra o Islã ou que estamos lançando uma guerra contra muçulmanos!

Estamos aqui para discutir como quatro americanos morreram e o que o nosso governo está fazendo.

Não estamos aqui para falar mal de muçulmanos.

Você foi quem levantou a questão sobre muçulmanos, não nós!

Mas já que você levantou, permita-me elaborar minha resposta.

Há 1,2 bilhão de muçulmanos no mundo de hoje.

Claro que nem todos são radicais!

A maioria deles é de pessoas pacíficas.

Os radicais são estimados entre 15% a 25%, de acordo com todos os serviços de inteligência ao redor do mundo.

Restam 75% de pessoas pacíficas.

Mas quando você considera 15% a 25% da população muçulmana você está olhando para 180 milhões a 300 milhões de pessoas dedicadas à destruição da civilização ocidental.

São tão grandes quanto os Estados Unidos.

Então, por que deveríamos nos preocupar com os radicais – 15% a 25%?

Porque são os radicais que matam!

Porque são os radicais que decapitam e massacram!

Quando você olha através da história, quando você olha a todas as lições da história, a maioria dos alemães era pacífica.

Mesmo assim os nazistas conduziram a agenda.

E, como resultado, 60 milhões de pessoas morreram, 14 milhões em campos de concentração, seis milhões eram judeus.

A maioria pacífica foi irrelevante.

Quando você olha para a Rússia, a maioria dos russos era pacífica também.

Mesmo assim os russos foram capazes de matar 20 milhões de pessoas.

A maioria pacífica foi irrelevante.

Quando você olha para a China, por exemplo, a maioria dos chineses era pacífica, também!

Mesmo assim os chineses foram capazes de matar 70 milhões de pessoas.

A maioria pacífica foi irrelevante.

Quando você olha para o Japão antes da Segunda Guerra Mundial, a maioria dos japoneses era pacífica, também!

Mesmo assim, o Japão foi capaz de abrir seu caminho como um açougueiro através do Sudeste Asiático matando doze milhões de pessoas, a maior parte delas com baionetas e pás.

A maioria pacífica foi irrelevante.

Em 11 de setembro nos Estados Unidos, nós tínhamos 2,3 milhões de muçulmanos árabes vivendo nos Estados Unidos.

Bastaram 19 sequestradores, 19 radicais, para colocar a América de joelhos, destruir o World Trade Center, atacar o Pentágono e matar quase três mil americanos naquele dia.

A maioria pacífica foi irrelevante.

Logo, por todos os nossos poderes da razão e nós falando sobre muçulmanos moderados pacíficos, estou feliz que você está aqui, mas onde estão os outros se manifestando?

Já que você é o único muçulmano representado aqui…

(Aplauso da plateia!).

Guardem os aplausos para o final.

Já que você é o único muçulmano representado aqui…

E já que você é a única muçulmana representada aqui, você aproveitou a oportunidade e, em vez de falar sobre por que nosso governo…

Eu estou assumindo…

 Você é americana?

Você é uma cidadã americana?

Então, como uma cidadã americana, você sentou neste recinto e, em vez de se levantar e perguntar algo sobre nossos quatro americanos que morreram e o que o nosso governo está fazendo para corrigir o problema, você se posicionou aí para defender a ideia de “muçulmanos moderados pacíficos”!

Eu queria que você trazido dez com você para perguntar como podemos fazer nosso governo responder por aquilo!

Está na hora de pegarmos o “politicamente correto” e jogá-lo no lixo!

Que é onde isso merece estar.

Porém, a tentativa de defender atos extremos existe tanto de um lado quanto do outro.

E a verdade, você sabe!

Algum inconformado que assina como Eduardo Hernandez Fortes imediatamente postou sua opinião em baixo do vídeo:

Achei uma merda de discurso.

 Eu sou ateu e como praxe, vivo dois pontos:

A dificuldade em aceitar os religiosos, e a dificuldade que tem os religiosos em aceitar o meu ponto de vista.

 Agora vai começar uma época discriminatória terrível para os muçulmanos, e esta senhora está colérica citando o nazismo e muitos outros massacres.

Ela, entretanto, esqueceu-se de mencionar que o tal povo americano jogou duas bombas nucleares contra cidades japonesas, devastando basicamente civis.

 Os cristãos foram responsáveis, por exemplo, somente por um período conhecido como Idade das Trevas.

 Enfim, a galera tá discutindo com ódio aos muçulmanos, e sequer sabe, por exemplo, o que significa o ramadã (período sagrado em que os muçulmanos jejuam em solidariedade às pessoas que passam fome no mundo).

 Ou sequer sabem o que significa islamismo (abandono às coisas materiais).

Agora o ser humano é assim e se esquece de uma coisa tão básica:

 “A exceção de uma guerra perdida, não existe nada mais triste que uma guerra ganha.”

Infelizmente somos isso:

 Guerra se combate com guerra, ódio com ódio, fúria com fúria…

 E assim caminha a humanidade.

Obs.: Fiz correções gramaticais e gráficas no texto do “mancebo” defensor “ateu” da causa.

Ateu?

Quem sabe um sonhador romântico?

Fiquei na minha aguardando outras manifestações mais inteligentes.

E veio em seguida.

Aline Villa Nova Bacurau respondeu:

 A meu ver, o único problema é que não existe conversa com esses radicais…

E a MAIORIA que não se julga radical se cala.

Onde estão os líderes repudiando os acontecidos?

 Qual seria a sugestão para acabar com essa barbárie?

Aline Villa Nova Bacurau continuou respondendo ao “ateu”:

Você se submeteria as leis do EI?

 Você ateu aceitaria isso ou a morte?

 Para eles VOCÊ é um pecador.

 Isso entre eles eu respeito, porque é cultura deles, mas bem longe de nós…

Meu amigo Rogerio Costa com o humor de sempre postou:

Tirando petistas, respeito qualquer um.

KKKK!

Outro amigo, Luciano Nader foi mais discursivo sobre a postagem do “ateu”:

Respeito seu ateísmo, mas não podemos compará-lo a intolerância religiosa.

Seria como fazer uma comparação entre Bíblia e Corão, relativizando as coisas em benefício do Islã.

Há passagens BÉLICAS no Livro judaico-cristão, sim, mas nem o cristianismo nem o judaísmo sustenta a ideia de uma guerra santa em nome de Javé.

Já o corão é usado por todo muçulmano, terrorista ou não, como argumento para atacar o ocidente, por diversos meios.

Portanto, seria eu dizer que ambos os livros podem ser desvirtuados e justificar a violência, não é uma linha lógica e historicamente defensável.

Se tivessem detido Hitler em 1936 ou 1938, possivelmente a guerra seria evitada, mas deixaram o cara crescer, sempre em nome da paz e dos “direitos” que os Aliados reconheciam nas ousadias dos nazistas.

 Deu no que deu.

 O Islamismo é a mesma coisa.

Muçulmano odeia cristão, ATEU, ou quem quer que seja que não concorde com sua religião medieval, violenta e implacável que busca destruir os infiéis, ou seja, todo mundo que NÃO SEJA MUÇULMANO, sim senhor!

Pois eu os considero inimigos e ponto final.

Não os quero como vizinhos, como amigos, como imigrantes.

Quero-os bem longe daqui, preferencialmente que se matem lá pelo oriente médio, ou África mesmo.

Podemos muito bem passar sem essa gente por perto.

Acha que isso é xenofobia?

 Entre no Youtube e vejam as barbaridades que esses fanáticos praticam na França, na Inglaterra, e depois me responda.

Imagine Eduardo, esses extremistas muçulmanos que possuem diversos “ódios” com relação à França, entre muitos: destacamos o grande liberalismo “imoral”, permissivismos diversos, cultos à orgia, e outros aspectos que os radicais extremistas simplesmente não toleram, em função da degradação moral e atentado aos princípios familiares muito considerados por esses extremistas,

E OS QUE JÁ VIVEM aqui no Brasil?

 São milhares de muçulmanos.

Quando essa comunidade apresentar alguma expressividade quantitativa será que tolerarão o “Bordel” a céu aberto que é este país?

Senão vejamos algumas coisas que atingirão frontalmente essa comunidade – Carnaval e suas Mulheres Nuas, Parada Gay, Marcha das Vadias, Bicicletada Sexy, Virada Pornográfica, Marcha da Maconha, Novelas e seus Exércitos de Gays, Funkeiras altamente sensuais, Peladões pelas ruas, Doutrinação do Gênero e Kits Gays em nossas escolas, enfim, e outras modalidades, infelizmente, imorais e altamente ofensivas e inaceitáveis aos Muçulmanos radicais.

Imagino que seja algo que teremos que começar a pensar imediatamente, um terrorista não manda avisos, A QUESTÃO MAIOR INDEPENDE de você ser ateu, eu católico, sicrano evangélico, beltrano judeu… Qualquer religião que não a deles, precisa ser eliminado…

E o vídeo do líder dos atentados puxando os corpos naquela 4X4 e dando risada?

Para não relatar toda a polêmica interminável de…

 O Indefensável…

Deixo uma mensagem cantada em prosa e verso!

Haverá um tempo em que ouviremos um chamado!

Quando o mundo deverá se juntar como um só!

Há pessoas morrendo!

E é tempo de emprestar uma mão para a vida!

Esse é o maior presente de todos!

Nós não podemos continuar fingindo todos os dias!

Que alguém, em algum lugar, irá em breve fazer a diferença!

Nós somos toda a parte da grande família de Deus!

E a verdade, você sabe!

Amor é tudo o que precisamos.

CHURRASCO NA LAJE

CHURRASCO NA LAJE

Jean-Jacques & Emeline Gauer com algum alemão ao lado falando com o cachorrinho abaixo à esquerda.

Proprietários do Scweizerhof Bern – GAUERGHOTEL, onde fiz minha exposição de desenhos como já divulguei em artigo anterior. Hoje eles aumentaram a rede hoteleira e investimentos.

Lausanne Palace & Spa

Situado no coração de Lausanne com vista para o lago de Genéve e para os Alpes.

O casal não deixou de ser meu MECENAS também, como citei no artigo “MECENATO”. Bancaram toda exposição e os nobres convites às personalidades como Roman Polanski e Elizabeth Taylor, hospedes tradicionais. Como retribuição e gentileza de minha parte, fiz o portrait da Emeline sem cobrar um tostão sequer… kkk

Emeline Gauer Bern 83 

Jean-Jacques gostava de contar piadas.

Eram sempre as mesmas.

-Marco, você conhece aquela do Belga que foi comprar carne? (Os franceses, suíços, italianos e, quem sabe, toda Europa estão para os belgas como o Brasil está para Portugal).

Os Belgas lá são os portugueses cá!

-Não Jean-Jacques, qual?

-O belga era sempre chacoteado pelos parisienses.

Com a devida fama de “sonsidade”.

 Cansado das chacotas foi passar um ano em Paris para se tornar um verdadeiro francês. Fez curso de dicção, mandou confeccionar terno com corte de alfaiate famoso, estudou gestual e passou a pensar (segundo ele) como um verdadeiro parisiense.

Quando foi comprar carne, entrou direto para o balcão de um estabelecimento comercial e pediu um quilo de carne.

Imediatamente o balconista olhou para ele e perguntou:

 “O senhor é belga né”?

O belga ficou estupefato e retrucou:

 Como assim?

Não estou falando como um verdadeiro francês?

Sim, respondeu o interlocutor.

Não estou vestido como um verdadeiro parisiense?

Sim respondeu o vendedor.

Então, como sabe que sou belga?

Meu caro senhor, com o devido respeito, aqui não é um açougue…

 É uma SAPATARIA! 

A outra é mais velha e manjada.

Para fazer amor, falamos em italiano.

 Para fazer negócios falamos em Inglês.

 Para sermos gentis falamos em francês e com nosso cachorro falamos em Alemão! Quáquáquá!

Quando me mudei para a periferia de Berna, Kirchlindach, uns 4 km do centro de Berna, passeava num bosque lindo a 18º negativos.

Parecia filme do Walt Disney.

Esquilos pulando de galho em galho e desprendendo flocos de neve que brilhavam como diamantes suspensórios aéreos.

 Que fique bem registrado:

 EU NÃO USAVA DROGAS.

Era o cenário de desenho animado.

 Carneirinhos deixando a grama bem podada!

Kirchlindach

Nos finais de semana, como ninguém é de ferro, ia até Gstaad raspar a bunda na neve como exímio esquiador.

Dois metros e meio era o percurso máximo que eu conseguia ficar em pé. Ficava hospedado num chalé de uma amiga vizinha do Ivo Pitangui.

Chalés onde os vinhos eram colocados no lado de fora das janelas para ficarem na temperatura ambiente. Casinha do Pitangui na 1ª foto.

Como a gente precisava comer, fui ao alto da estação de inverno fingindo que era um vero italiano.

Manja! Manja que te fa benne!

Depois de estar quase ambientado no pequeno país, fui descobrir um pouco do patrimônio histórico.

A rua abaixo, fotografada do alto da catedral de Berna, foi morada do endoidecido Albert Einstein.

O Jogo de telhados agasalhou a teoria da relatividade.

Foto – Marco Alzamora

Albert Einstein, cidadão suíço.

Albert Einstein, que deu nova perspectiva filosófica e científica ao mundo, viveu vários anos na Suíça.

A casa em Berna, onde elaborou a famosa teoria da relatividade, tornou-se um museu muito visitado.

O museu fica na Kramgasse, n° 49, em pleno centro de Berna, na casa onde o cientista viveu 7 anos.

Esses anos berneses foram dos mais fecundos na vida do cientista. Não é por acaso que a teoria da relatividade nasceu na capital suíça.

“Como foi bonito, meu período em Berna”, escreverá um dia o Prêmio Nobel em suas memórias, quando já se tornara uma espécie de símbolo universal da aspiração do homem ao conhecimento.

Parece que Einstein gostava muito dessa cidade tranquila, das longas arcadas sob as quais passeava, com chinelos verdes, perdido em cogitações.

Fonte: swissinfo, R. Rossello/O.Panchaud (Tradução de J.Gabriel Barbosa).

Indo de um lado para o outro, a caminho de Liechtenstein, fiquei uma semana numa fazenda em Lucerna, precisamente em Ruswil, onde em troca de hospedagem e tortas schartswald (floresta negra), feitas com chocolates nacionais, eu pintei um mural na parede que separava o estacionamento do casarão e o chiqueiro.

 Chiqueiro com assepsia. Tudo em aço inoxidável e brilhando de tão limpo.

Painel em Hüswil – Zell – Schweizerland – Marco Alzamora

Após ter visto muita Ferrari e Rolls-Royce no Principado de Liechtenstein:

Fui passear pelas rodovias vicinais degustando o cardápio regional e assistindo aos passeios do Clube do Rolls-Royce formado por cidadãos da classe média proprietários dos mais variados modelos e anos de fabricação.

É mais ou menos como o Club dos Opalas em Astorga, no interior do Paraná!

Paisagem vista da estradinha onde os Rolls-Royce desfilam.

Fotos Marco Alzamora

Aqui ficou clara a observação que o mundo todo faz:

“Os suíços varrem a paisagem”!

Ao lado da casa maior, é habito e costume, se construir uma casinha menor que se chama stöckli, para acomodar os filhos quando se casam.

Eles ficam por um tempo morando ali.

Cada um com seus “pobrema” né?

Quando eu falava que estava morando na Suíça, os italianos diziam que eu era velho e acomodado.

 Que país sem graça e sem sal!

Tudo é muito certinho e o ônibus para no ponto às 11h22min: 33seg e milésimos escambau!

Aí, “piquei a mula” da Suíça e fui jogar francos suíços na Fontana.

A esperança era a de conseguir todos os meus desideratos.

Da Itália fui para a Grécia e da Grécia para o então recentemente institucionalizado o novo Estado do Tocantins.

Antropologia perde! Lá, no norte velho de Goiás, passei a “grunhir”:

Fui fazer churrasco e uma gambira de baixo dum pé de manguba!

Mas isso é papo para outra hora.

Enchi de moedinhas o meu bolso e de esperanças…

 Minha cabeça!

De tanto me perguntarem se eu não havia feito o auto-retrato, esculhambei com a essência d’alma homenageando os meus pares:

Então, antes de retratar-me…

Fui fazer política, pintei minha cara…

E fui comer CHURRASCO NA LAJE!

Os Gatos e… As Tribos de Israel

Os Gatos e… As Tribos de Israel

Assim começou minha jornada pela Terra Santa!

Realizando o sonho da minha mulher em estar mais próxima dos netos sabras, começou a grande maratona!

Com o calor infernal do verão, fomos mudando de casa em casa até conseguirmos um apartamento mais definitivo para alugar.

Lembrei-me do meu avô José Alzamora quando dizia “Isto é uma Massada”, referindo-se a uma caminhada cansativa.

Massada, que, provavelmente, significa “lugar seguro” ou “fortaleza”, é um imponente planalto escarpado, situado no litoral sudoeste do Mar Morto.

 O local é uma fortaleza natural, com penhascos íngremes e terreno acidentado.

Imagino que a expressão fosse usada pela dificuldade do acesso até lá.

Penso que a minha decisão em mudar radicalmente o “rumo da prosa” ou “zona de conforto”, objeto de assumir essa empreitada, foi uma grande expectativa de encontrar “lugar seguro” ou “fortaleza”!

Assim seja!

Que a “paz profunda” esteja confirmando o Salmo 32:8:

Instruir-te-ei e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos”.

Embora não seja judeu de nascimento, minha alma é judaica.

Invoco a famosa frase na língua alemã:

“Alles zu seiner zeit”!

“Tudo ao seu tempo”!

Tenho que ter paciência para continuar essa grande jornada.

Entre um lindo por do sol e o nascer de uma esplendorosa lua, minha cabeça gira em infinitos megabytes!

Conseguimos um bom apartamento perto da praia de Rishon Lezion ao sul de Tel Aviv.

Como a maioria das edificações, são péssimas as instalações hidráulicas e elétricas.

Não existe mão de obra boa por estas bandas.

Não há manutenção em quase tudo.

Cheguei a pensar:

“É o fim da picada”!

Mudar de casa na mesma cidade já é cansativo. Mudar de um país para outro… Imaginem!

Embora tivéssemos a ajuda de muitos amigos na Terra Santa e muito bem atendidos pelos serviços públicos, nossa ansiedade e angústia não se acalmam.

Vale o sorriso de alegria da minha mulher quando está perto dos netos.

Vale ver o por do sol na praia.

Foto tirada pela minha mulher em um mágico final de tarde em Rishon Lezion!

Vale estar em um país onde se pode deixar a bolsa em qualquer lugar e não ser furtada.

Ok! Vamos discorrer sobre Os Gatos e… As Tribos de Israel.

Praticando uma das matérias que estudei na Faculdade de Arquitetura, mergulhei na fascinante cadeira acadêmica Semiótica Arquitetônica.

Busquei também outra extensão cultural para completar a observação, Sociologia Urbana.

A frase “Quem não tem cão caça com gato” não se aplica na maioria dos Distritos de Israel.

Grande parte dos habitantes possui um cão.

Os gatos estão por toda a parte… Até descansando em um colchão.

Em polêmica questão de castrar os felinos vadios onde, nos últimos anos, mais de 100 mil foram castrados e esterilizados pelas autoridades, está longe de ser uma praga comparável às que se abateram sobre o Egito quando Ramsés se recusou a ouvir Moisés.

Porém, quando o sol se põe, a sinfonia nas ruas da Terra Santa soma-se ao bater das mesas e o barulho dos talheres para o jantar.

Os sons se completam com as canções judaicas e do topo do minarete o muezim (encarregado de anunciar em voz alta) chama os muçulmanos para oração.

Enfim, os gatos, segundo a tradição local, foram trazidos pelos britânicos para pôr fim a uma praga mais próxima das do Antigo Testamento: ratos.

Hoje é difícil avistar um nestas ruas da Terra Santa.

Vamos ás Tribos de Israel!

Sentados numa famosa esquina próxima a prefeitura de Tel Aviv, frente à praça onde foi assassinado Yitzhak Rabin, começamos a reparar os diversos tipos humanos que vagueavam pelas calçadas e ruas.

Todas as Tribos de Israel estavam ali representadas.

Só pra lembrar:

Tribo de Israel (do hebraico שבטי ישראל) é o nome dado às unidades tribais patriarcais do antigo povo de Israel e que de acordo com a tradição judaica teriam se originado dos doze filhos de Yaacov (Jacó), neto de Abraham (Abraão).

O sentido de tribo, na Torá, não se refere ao sentido comum de tribo de povos primitivos ou pré-modernos, como as antigas tribos africanas ou as antigas tribos ameríndias, mas sim ao sentido de clã familiar, que é uma forma de organização que vigorou e vigora, sobretudo na Europa Ocidental. As doze tribos teriam o nome de dez filhos de Jacó.

As outras duas tribos restantes receberam os nomes dos filhos de Yossef (José), abençoados por Jacó como seus próprios filhos.

Os nomes das tribos são: Rúben, Simeão, Levi, Judá, Zebulom, Issacar, Dã, Gade, Aser, Naftali, Benjamim, Manassés e Efraim.

Apesar desta suposta irmandade as tribos não teriam sido sempre aliadas, o que ficaria manifesto na cisão do reino após a morte do rei Salomão.

Com a extinção do Reino de Israel ao norte, as dez tribos desapareceriam exiladas por Sancheriv rei Assirio.

As outras tribos restantes (Judá, Benjamim e Levi) constituiriam o que hoje se chama de judeus e serviria de base para sua divisão comunitária (Yisrael, Levi e Cohen).

As “Doze Tribos”, levando em consideração que os filhos de José (Manassés e Efraim), que foram considerados parte das tribos de Israel ficando no lugar de Levi e José na posse de terras, por seu avô Jacó, considerá-los como seus próprios filhos, formando assim, as doze tribos de Israel.

Wikipédia.

Em Israel cada um se veste como quer sem dar a menor importância pela opinião dos outros.

Não importa se jovem ou idoso.

Tem de tudo.

As bicicletas motorizadas e outros equipamentos de movimentação motora circulam nas calçadas e ruas de toda Tel Aviv.

Tem senhora idosa com cabelo vermelho, azul e verde.

Tem meninas e meninos com tatuagens e piercing no nariz e em todas as partes do corpo.

Uns andam descalços e outros com botas em pleno verão.

São tribos que escolhem seus estilos!

Tem gente muito esquisita nessa praça! Hehehe!

Olha a cabeleira da Zezé ao fundo!

É muito divertido estudar antropologia com aulas presenciais na urbe prometida pelos antigos sábios do Sion!

Na parte religiosa também se observa divisões de indumentária e postura como hábitos tribais.