República das Bananas

República das Bananas

Ainda guardo na memória ter ouvido dos meus avós a expressão “República das Bananas”. O nome era aplicado a todo país á beira do caos político ou econômico e com governos inoperantes e despóticos.

Era um termo pejorativo que fazia referência a uma nação, geralmente latino-americana, politicamente instável, dependente de uma economia primária, comandada por um governo rico, corrupto, elitista e oligárquico. Enfim, é um termo que vem sendo utilizado desde o início do século XX para caracterizar países em situações caóticas em matéria econômica ou social.

Entre as várias disritmias por onde o Brasil passa hoje, e nas décadas perdidas de subsequentes governos, encontramos um “escândalo” bilionário.

Cantado em verso e prosa na grande maioria dos veículos de comunicação, tanto impressos quanto eletrônicos, a “banana” da vez é o “petróleo”!

O sufrágio majoritário deste ano de 2014 foi repleto de intempéries escandalosas e dividiu a “República das Bananas” em duas partes bem definidas.

República das Bananas

A expressão foi concebida para ser utilizada em uma obra literária de autoria do escritor norte-americano O. Henry (cognome de William Sydney Porter – 11 de setembro de 1862 – 5 de junho de 1910) intitulado “Cabbages and Kings” (Reis e Repolhos). Nesta novela, O. Henry utilizava a expressão “República das Bananas” como uma crítica à fictícia República da Anchúria, que nas palavras do autor era uma “ditadura servil”, que explorava por meio da opressão e da violência a sua população e respectiva mão-de-obra, fazendo de seu país um enorme latifúndio, com especial atenção à produção da banana.  Procurado por fraude bancária pela justiça dos EUA, o autor passou um tempo refugiado em Honduras, onde presenciou as condições difíceis da população local, o que o inspirou sem dúvida nenhuma a compor sua história, bem como o termo que se tornou parte do vocabulário da imprensa mundial a partir de então.

Por Emerson Santiago – infoescola: Navegando e Aprendendo

Na origem do título, a fraude, foi apenas bancária!

Petrobrás! Não vou entrar no mérito dos “bilhões” de dólares que foram “desviados” em propinas e comissões irregulares praticadas pelos gestores desta estatal. Sem contar com as perdas em consequência das péssimas gestões consecutivas.

No momento em que se comemoram os 25 anos da derrubada do Muro de Berlim, barreira física construída pela República Democrática Alemã durante a Guerra Fria, que circundava toda a Berlim Ocidental, separando-a da Alemanha Oriental, incluindo Berlim Oriental, fico pensando sobre a mensagem subliminar instalada nos cerebelos dos brasileiros quando o sufrágio majoritário deste ano de 2014 dividiu a “República das Bananas” em duas partes bem definidas. Postado em várias redes sociais!

Claro que não vejo a menor possibilidade disso acontecer! A formação étnica do Brasil Continental é tão miscigenada que não permitiria tal divisória. Mas o desejo de muitos foi expresso no imaginário coletivo. Pelo mapa, a metade da populaça não tem ideia do que seja a invasão comunista na América Latina. O Foro de São Paulo (FSP) é uma organização criada em 1990 a partir de um seminário internacional promovido pelo Partido dos Trabalhadores do Brasil, juntamente com o cubano Fidel Castro, que convidaram outros partidos e organizações de esquerda da América Latina e do Caribe para discutir alternativas às políticas neoliberais dominantes na América Latina durante a década de 1990 e promover a integração econômica, política e cultural da região. Segundo a organização, atualmente mais de 100 partidos e organizações políticas participam dos encontros. As posições políticas variam dentro de um largo espectro, que inclui partidos social democratas, extrema-esquerda, organizações comunitárias, sindicais e sociais ligados à esquerda-católica, grupos étnicos e ambientalistas, organizações nacionalistas, partidos comunistas e até mesmo grupos guerrilheiros, como as FARC. Estas, entretanto, acabaram por ser impedidas de participar abertamente a partir de 2005.

Com a união dessas ideias e princípios, minha imaginação vai mais longe. Imaginem a República das Bananas renomeada em República da Coca e da Maconha!

A América do Sul tem os três maiores produtores de cocaína do mundo! A Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (JIFE) divulgou em seu Relatório Anual, no qual constata que o tráfico, o crime organizado relacionado às drogas e a violência continuam a serem flagelos para diversos países da América do Sul. Considerado um cultivo milenar na região, a coca é ponto incisivo no estudo. Segundo dados das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC), em 2006, a Colômbia era responsável por 50% da plantação mundial de coca, enquanto o Peru produziu 33% e a Bolívia 17%.

No Equador e na Venezuela, já se percebe um aumento do cultivo, mesmo que em pequena escala.

No Peru e na Bolívia houve um aumento no número de hectares plantados, 12,69 mil hectares peruanos e 5,07 mil hectares bolivianos, enquanto na Colômbia houve uma redução, mas o aprimoramento das técnicas de cultivo, de variedades da planta e processamento da coca nos laboratórios clandestinos fez com que essa diminuição não fosse tão significativa. No relatório, a JIFE pediu que o governo boliviano e peruano que “adotem medidas para proibir a venda, uso e exportação da folha da coca que não estejam alinhadas aos tratados internacionais, pois a JIFE se preocupa com o aumento de impactos negativos do cultivo da coca e produção de cocaína na região”. De acordo com o relatório da JIFE, “toda a região está afetada pelo cultivo ilícito em larga escala da coca, da papoula e da cannabis (maconha), bem como a produção e tráfico de drogas”. No ano passado, foram feitas apreensões de cocaína na América do Sul, que correspondem a 40% de toda a produção mundial da droga. O consumo de cocaína pelos sul-americanos está aumentando. A maconha ainda é a droga mais usada na região, mas a busca por tratamento de dependência química é maior entre os usuários de cocaína, 50%, enquanto 26% são buscados por usuários de maconha.

Na América Central, apesar de a região integrar a rota de tráfico internacional, o consumo de cocaína é, segundo o relatório, baixo.

Navios, iates e aviões particulares são os meios de transporte utilizados na rota de tráfico de cocaína América do Sul – África – Europa.

O caminho mais utilizado é a droga que sai da Colômbia e, pelo Brasil, vai para Cabo Verde e Guiné Bissau, de onde seguem principalmente à Espanha e Portugal. Segundo as autoridades de Guiné Bissau, em relatório da UNODC, 60% da cocaína que chega ao país vem do Brasil, e os outros 40% veem direto da Colômbia. O relatório mostrou também o resultado de um recente estudo comparativo sobre o consumo de drogas entre os estudantes. Ainda assim, a estimativa de uso de maconha na América do Sul é 2,3% inferior à média mundial. O Brasil é o único dos países sul-americanos em que a droga ilícita mais usada não é a maconha, e sim os solventes e inalantes. Na Argentina, foi constatado o nível mais elevado de consumo anual de cocaína entre os estudantes, 2,5%.

República da Coca e da Maconha!

Antes de estourarem os arrepiantes horrores de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina… E só o Marcola deverá nos dizer onde mais acontecerá… Vamos fazendo contrabando de bananas para o Paraguai.

(Entrevista dada ao Jornal O GLOBO por “Marcola”, o líder do PCC. Coluna: Arnaldo Jabor).

– Você é do PCC?

– Mais que isso, eu sou um sinal de novos tempos. Eu era pobre e invisível… Vocês nunca me olharam durante décadas… E antigamente era mole resolver o problema da miséria… O diagnóstico era óbvio: migração rural, desnível de renda, poucas favelas, ralas periferias… A solução que nunca vinha… Que fizeram? Nada. O governo federal alguma vez alocou uma verba para nós? Nós só aparecíamos nos desabamentos no morro ou nas músicas românticas sobre a “beleza dos morros ao amanhecer”, essas coisas… Agora, estamos ricos com a multinacional do pó. E vocês estão morrendo de medo… Nós somos o início tardio de vossa consciência social… Viu? Sou culto… Leio Dante na prisão…

Ele já cantava essa bola!

Esse cara é o Marcola!

Pateta e Patetinha

Pateta e Patetinha

Para quem não sabia, o Patetão tinha um filho. Max é um personagem fictício, jovem filho do popular personagem da Disney Pateta. Apareceu pela primeira vez numa curta metragem clássica de “E o vento levou”.

Max é um dos poucos personagens de cartoon, que não possui uma única idade em encarnações anteriores, mas aparece próximo do tempo real. Ele foi descrito com 11 anos de idade em “A Turma do Pateta”, como um adolescente em “A Goofy Movie”, e mais recentemente, em “An Extremely Goofy Movie” e “A casa do Mickey”, como um jovem adulto. É bem diferente do pai, já que é maduro e muito esperto, e sempre fica constrangido na frente do pai, mas mesmo assim, ele adora ter um Pai Pateta. O lema de Disney sempre foi “Keep moving forward” (“Continue seguindo em frente”).

Se Walter Elias Disney, que foi um produtor cinematográfico, cineasta, diretor, roteirista, dublador, animador, empreendedor, filantropo e fundador da The Walt Disney Company, estivesse vivo, eu faria uma sugestão para uma historinha bem “tupiniquim” que se passa por estas paragens surrealistas das Américas constipadas pela corrupção.

Gostaria de deixar bem claro que esta escrita é de ficção e qualquer semelhança com a vida real É MERA COINCIDÊNCIA!

Em 1968, durante a ditadura militar, Pateta filiou-se ao Sindicato de Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema.

Já pensava em montar uma equipe de trabalho.

Pronto! A ideia estava criada e “cumpanheiros” existiam aos montões. Era só começar a escolha.

Pateta não era muito chegado à leitura e trabalho.

Mas como teve infância difícil sempre ensinava o Patetinha pescar! Tanto no “volume morto” da Cantareira quanto em águas profundas da camada de pré-sal!

Embora tenha relutado em filiar-se e candidatar-se, ao Sindicato de Metalúrgicos, pois à época tinha uma visão negativa do sindicato e seu grande hobby era jogar futebol, foi em frente.  O lema de Disney sempre foi “Keep moving forward” (“Continue seguindo em frente”). Apesar de não ter qualquer vivência sindical, já era apontado como uma pessoa com espírito de liderança e com carisma. Convencido a integrar a chapa, sob a influência de seu irmão, Patetópólis da Silva – conhecido como Frei Patéchico, militante do Partido Comunista Penúria e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul Pateta foi eleito, em 1969, para a diretoria do sindicato dos metalúrgicos da cidade, dentre os suplentes, continuando a exercer suas atividades de operário.

Após várias tentativas, em 27 de outubro de 2002, o Pateta foi eleito presidente da Penúria (País fictício situado na América Latrina). No seu discurso de diplomação, Pateta afirmou: “E eu, que durante tantas vezes fui acusado de não ter um diploma superior, ganho o meu primeiro diploma, o diploma de presidente da República do meu país”.

Embora o Patetinha não existisse ainda, Pateta conheceu Maga Patalógica.

Que já tinha os olhos voltados para enfiar a mão na “grana” do Tio Patinhas.

Maga Patalógica possuía uma “folha corrida” digna dos Irmãos Metralhas!

Em 1967 foi militante da Política Operária (POLOP) nas Minas Gerais. Em 06/10/68 realizou assalto ao Banespa da Rua Iguatemi subtraindo a instituição em Ncr$ 80 mil. Dois meses após, em 11/12/68, assaltou a Casa de Armas Diana na Rua do Seminário, levando 48 armas. Após assaltar o 4º Regimento de Infantaria em Quitaúna – Osasco – SP, participou ainda de assaltos à casa de um governador e ao Banco Mercantil de São Paulo. Era a parceira ideal para dar continuidade aos Projetos de Poder do Pateta.

Já rico e poderoso Pateta mandou até sua cara metade, Clarabela, fazer plástica! Ela já sonhava em comprar uma fazenda para o Patetinha!

Patetinha estava com o futuro garantido.

Antes trabalhava como monitor do Parque Zoológico de São Paulo onde recebia no ano de 2002 um salário de R$ 600,00 por mês. Hoje é um dos maiores e mais ricos empresários da Penúria (País fictício situado na América Latrina) e até o final do ano de 2010 possuía, sem poder, inclusive passaporte diplomático. Dizem, também, que Patetinha é dono de um frigorífico, e que recebeu recentemente do governo Maga Patológica um empréstimo de 30 bilhões de reais. Segundo informações de um empresário de Porto Seguro, e que possui fazenda no Pará, Patetinha só compra boiadas acima de 50.000 cabeças, sendo o maior comprador de gado para abate do Estado.

A Mutação dos Neutrinos

A Mutação dos Neutrinos

Em uma tarde fria e chuvosa nas plagas do sul brasileiro, acendi a lareira e liguei a televisão.

 Estava passando o filme 2012.

2012 é um filme de catástrofe de 2009 dirigido por Roland Emmerich e estrelado por John Cusack, Chiwetel Ejiofor, Amanda Peet, Oliver Platt, Danny Glover, Thandie Newton e Woody Harrelson.

O filme faz referências ao Maianismo, ao Calendário de Contagem Longa e ao fenômeno 2012 em um retrato de eventos cataclísmicos que se desenrola no ano de 2012.

 Na trama, devido a bombardeamentos de erupções solares, o núcleo da Terra começa a aquecer a um ritmo sem precedentes, provocando o deslocamento da crosta terrestre.

 Isso resulta em vários tipos de cenários apocalípticos, que vão desde a Califórnia caindo no Oceano Pacífico, a erupção do supervulcão de Yellowstone, grandes terremotos e vários mega tsunamis ao longo de toda a crosta na Terra, mergulhando o mundo em caos.

 A película centra-se em torno de um elenco de personagens e em como eles escaparem das catástrofes múltiplas em um esforço para atingir alguns navios construídos no Himalaia, junto com cientistas e governos do mundo todo que estão tentando salvar tantas vidas quanto podem antes das catástrofes decorrentes.

Envolto ao tema do filme, em clima frio e chuvoso, nos recentes acontecimentos mundiais onde o ser humano perde gradativamente o senso de equilíbrio, fui atraído para um quadro na parede da minha casa.

É a ilustração da capa desta lavra.

O triste olhar da retratada colhendo folhas, frutas ou sei lá o que, levou-me á uma viagem mental.

Criativo, nominei a tela de:

Colhendo as folhas de setembro!

Óleo sobre tela com espátula pintada por Suzanna Villela em 1975.

Uma infinidade de imagens tomou conta do meu cérebro.

Com tantas notícias mostrando a desordem existente, do micro ao macro, tive meus olhos lacrimejados e uma dor no âmago do meu ser quando deparei com a imagem triste divulgada nos quatro cantos do mundo.

As imagens de um menino sírio morto numa praia da Turquia viraram símbolo da crise migratória que já matou milhares de pessoas do Oriente Médio e da África que tentam chegar à Europa para escapar de guerras, de perseguições e da pobreza.

O mundo enfrenta a pior crise de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial, segundo organizações como a Anistia Internacional e a Comissão Europeia.

Mais de 350 mil imigrantes atravessaram o Mediterrâneo desde janeiro de 2015 e mais de 2.643 pessoas morreram.

Cá com meus “botões” fiquei amargando pensamentos e inquirindo sobre os acontecimentos.

A Mutação dos Neutrinos teria alguma coisa com isso tudo?

Partícula elementar da matéria, fantasma ou camaleão, o neutrino pode estar um milhão de vezes mais presente no universo do que cada um dos constituintes dos átomos, mas continua a ser incrivelmente difícil de detectar.

Pesquisando no Diário de Notícias CIÊNCIA encontrei:

O neutrino, que desde os anos 1960 intriga os físicos, é desprovido de carga eléctrica, o que lhe permite atravessar paredes.

 A cada segundo, 66 mil milhões das suas partículas fantasmagóricas atravessam o equivalente a uma unha humana.

 No entanto, um neutrino emitido pelo Sol tem apenas uma hipótese em cem milhões de chegar a Terra.

Emitidos pelas estrelas e pela atmosfera, os neutrinos podem ser criados pela radioatividade dita beta, como a das centrais nucleares. Será culpa da Mutação dos Neutrinos?

  Assim que um próton se transforma num nêutron (eletricamente neutro) ou um nêutron se transforma num próton, esta mutação sucede acompanhada pela emissão de um eléctron negativo ou positivo e de um neutrino (ou de um anti-neutrino).

O comportamento destas partículas imperceptíveis interessa muito aos cientistas, uma vez que permite explicar por que é que o mundo é majoritariamente constituído por matéria e não por anti-matéria, uma vez que as duas deveriam existir em quantidade equivalente depois do ‘Big Bang’.

A observação das “oscilações” de nêutrons, que por vezes se transformam com outras formas, é também um elemento fundamental para a Física.

 Isto porque, para oscilarem, estas partículas devem ter uma massa, o que foi cientificamente estabelecido em 1998, depois de 30 anos de investigação.

“A existência de um modelo que possa explicar por que é que o neutrino é tão pequeno, sem se desvanecer, terá profundas implicações na compreensão do nosso universo, de como ele era, como evoluiu e como eventualmente morrerá”, afirmou Antonio Freditado, físico do Instituto Italiano de Física Nuclear.