A DUALIDADE DO SER… A OUTRA FACE!

A DUALIDADE DO SER… A OUTRA FACE!

Somos o que somos? E o que somos? Bipolares? Tripolares? Entes polares ou… Entre polares?

Ontem foi um dia “daqueles”! Assisti a um programa na televisão falando sobre agorafobia. Agorafobia vem do grego (ágora – assembleia; reunião de pessoas; multidão + phobos – medo) e é originalmente o medo de estar em espaços abertos ou no meio de uma multidão. Em realidade, o agorafóbico teme a multidão pelo medo de que não possa sair do meio dela caso se sinta mal e não pelo medo da multidão em si. Muitas vezes é sequela de transtorno do pânico. Quando o medo surge é difícil saber se estamos tendo um ataque de pânico ou agorafobia, porque ambos têm quase os mesmos sintomas. Parecia que nada iria dar certo. O dia passou e a noite chegou mais amena. Demorei a dormir, tendo conseguido já na madrugada de hoje. O sono vem “com tudo” bem na hora de levantar. Para quem tem hora, é claro! Quem não tem horário a cumprir pode ficar com as juntas encrencadas de tanto ficar na cama. Por razões da dinâmica de ir e vir, o novo dia foi bem diferente do anterior. Mas até que isso acontecesse, foram horas de elucubrações quase psicodélicas. Lisérgicas eu diria!

Como venho dedicando-me a escrever já há algum tempo, fiquei me perguntando sobre a minha identificação com o relato de uma personagem do romance de Khaled Hosseini, “O silêncio das montanhas”. A personagem Nila Wahdati era escritora, escrevia poemas. Ela dizia que não se orgulhava de seus poemas. Fiquei com “meus botões” imaginando se seria o mesmo comigo. Não que eu escreva poemas… Mas escrevo! E basta por enquanto! A personagem pondera sobre conseguir distanciar o seu trabalho do próprio processo criativo. Aí é que me veio o questionamento.

Ela, respondendo a uma entrevista, disse:

 Eu vejo o processo criativo como um empreendimento necessariamente desonesto. Aprofunde-se num lindo texto escrito, monsieur Boustouler, e vai encontrar todos os tipos de desonra. Criar significa vandalizar a vida de outras pessoas, transformando-as em participantes involuntários e inconscientes. Nós roubamos desejos alheios, seus sonhos e embolsamos seus defeitos. Pegamos o que não nos pertence. E fazemos isso conscientemente.”

É a compulsão que a dominava… E me domina!

Ainda lépido, na madrugada que parecia não ter fim, lembrei-me de Mario Quintana escrevendo:

“… Dizem que sou modesto. Pelo contrário, sou tão orgulhoso que acho que nunca escrevi algo à minha altura. Porque poesia é insatisfação, um anseio de auto superação”.

Monumento a Mário Quintana (dir.) e Carlos Drummond de Andrade, na Praça da Alfândega de Porto Alegre, obra de Francisco Stockinger.

Levantei… Fiz alguma coisa… Voltei ao travesseiro, esteio dos meus pensamentos de vigília noturna.

Sim, como poderia escrever algo para ser “bem lido”? Que me satisfizesse o amago do ego?

Acabara de ler um livro de Elie Wiesel, “Uma Vontade Louca de Dançar”, onde ele preconiza que “… Quando a gente chora, não choramos pelos outros e, sim por nós mesmos”.

Elias “Elie” Wiesel (Sighetu Marmaţiei, 30 de setembro de 1928) é um judeu sobrevivente dos campos de concentração nazistas, que recebeu o Nobel da Paz em 1986 pelo conjunto de sua obra de 57 livros, dedicada a resgatar a memória do Holocausto e a defender outros grupos vítimas das perseguições.

Consequentemente, mergulhamos nas profundezas do egocentrismo e do interesse como mola mestra das nossas boas ações.

Agora a coisa encrencou de vez!

Já num limbo literário meu avô José Alzamora me apareceu, em dimensão mística e cósmica, com um exemplar do livro de Menotti Del Picchia.

Meu avô adorava fazer citações. Acho que estou incorporando-o!

Em “OBRAS COMPLETAS – CONTOS – 1946”:

“No fundo de cada renuncia há um interesse. Quando um mal se torna bom, sua bondade é um disfarce acidental da sua perfídia: é uma metamorfose meramente formal da maldade assim transmudada pelo interesse. Uma generosidade que se faz mais intensa, um perdão que varre uma culpa, tudo encapota o interesse. Raspe-se a casca de qualquer ação humana que, no fundo, encontra-se o interesse…”.

Menotti Del Picchia

Paulo Menotti Del Picchia (São Paulo, 20 de março de 1892 — São Paulo, 23 de agosto de 1988) foi um poeta, jornalista, tabelião, advogado, político, romancista, cronista, pintor e ensaísta brasileiro.

No ensaio da vida, percorremos caminhos onde encontramos tudo, que existe no universo, aos pares. Nada existe sem seu oposto.

O bem e o mal, o claro e o escuro, o dia e a noite, a alegria e a tristeza o tudo e o nada, a dinâmica e a estática e etc…

Porém alguns mistérios, e por serem mistérios não são explicados, se apresentam em incógnitas.

Na lei da dualidade, assim como na da lei ação e reação, duas situações não apresentam seus reais opostos.

Uma delas é a questão da dinâmica e da estática. No universo tudo vibra e está em movimento.

As leis da estática foram formuladas por Albert Einstein para justificar a referida dualidade dos opostos.

Se não houvesse isso, haveria o desequilíbrio.

A outra é retórica. É no mínimo intrigante pensar o que ocorre na dualidade “tudo /nada”.

No tudo, pode-se considerar a presença do nada (Se é tudo, até o nada faz parte).

No nada, o tudo não existe (Ou não faz parte). No nada não existe nada.

Albert Einstein

É conhecido por desenvolver a teoria da relatividade.

Acho que ando meio “relativista” mesmo!

Assim, nos tornamos eternos buscadores e não nos incluímos na teoria estática de Einstein.

Sempre estaremos num movimento continuo, até mesmo com a transição da alma.

Como meu pensamento vaga… Que vague com AMOR!

Assim conclamo o poeta maior… Quem sabe?

Ninguém melhor que Carlos Gomes!

Tão longe de mim distante

Onde irá, onde irá teu pensamento

Quisera, saber agora

Se esqueceste, se esqueceste

Quem sabe se és constante

Se ainda é meu teu pensamento

Minh’alma toda devora

Dá a saudade dá a saudade agro tormento

Tão longe de mim distante

Onde irá onde irá teu pensamento

Quisera saber agora

Se esqueceste se esqueceste o juramento!

Não te contei… Não?

Não te contei… Não?

Enquanto estou começando escrever esta lavra, alguém em algum lugar já sabe até o que eu estou pensando!

Fantástico!

Com o advento do norte-americano Edward Snowden, embasado em documentos secretos, o Universo está sendo espionado. Querem fazer crer que somente os Estados Unidos da América possuem esta capacidade. Óbvio que não. Espionagem sempre existiu nos quatro pontos cardeais. Lembro-me muito bem do meu avô, estudante avançado de hipnose e telepatia, contando que os astronautas russos e americanos contratavam paranormais para fazerem parte das suas equipes, objetivando a comunicação entre a central de comando na Terra e os “Deuses Astronautas” em suas naves interplanetárias. Dizia que quando as naves espaciais se posicionavam atrás da Lua, perdia-se a comunicação com a Terra, considerando que as ondas hertzianas transmitidas por instrumentos não atravessavam “paredes sólidas”. Nesse lapso de tempo as comunicações deveriam ser feitas por telepatia, pois as “ondas cerebrais” não são barradas por nenhum obstáculo material. Pensando bem… Não precisamos de “aparelho” nenhum para sabermos alguma coisa.

No dia 6 de junho, o jornal britânico The Guardian, primeiro a divulgar os vazamentos de Snowden, informou como opera a NSA. Um programa de computador dá à agência acesso a e-mails, chats online e chamadas de voz dos usuários dos serviços da Apple, Facebook, Google e Microsoft, entre outros, e tem parceria com uma grande telefônica dos Estados Unidos que mantém relações de negócios com serviços telefônicos no Brasil e noutros países.

Publicado por Associação do Ministério Público de Minas Gerais (extraído pelo JUSBRASIL).

Claro que a utilização de uma “parafernália” de instrumentos e equipamentos detecta e arquiva informações até do nosso DNA.

Mas a leitura do pensamento é muito mais protegida das intempéries climáticas. Faça sol ou… Faça chuva!

A ideia remete-me á Dan Brown em mais uma de suas fabulosas ficções, “Inferno”.

No livro ele fala de um luxuoso iate de 229 pés de comprimento chamado Mendacium. Avaliado em mais de 300 milhões de dólares, onde foi instalado um centro de comando informatizado de nível militar e protegido por uma blindagem de chumbo.

A sala de controle era servida por três links dedicados via satélite e por uma densa rede de estações de transmissão terrestres. O diretor desta “nave aquática” deveria ter o controle de tudo. Ali, o autor descreve, poder-se-ia prever cada possibilidade, antecipar qualquer reação e moldar a realidade a fim de alcançar o resultado desejado. Ele tinha um histórico impecável de sucessos e confidencialidade que lhe garantia uma clientela impressionante: bilionários, políticos, xeques e até governos inteiros.

Portanto a ficção de Dan Brown já nem é tanto assim… Tão fora da realidade! Ops! Desculpe-me…

Volto já! Estou recebendo uma ligação com encriptação em meu computador!

É uma mensagem criptografada!

Pronto! Voltemos ao tema! Ah! Vocês estão curiosos para saber qual mensagem acabei de receber? Pois bem, vamos lá! Em forma de hieróglifos fui informado sobre a criação da DARPADefense Advanced Research Project Agency (em português: Agência de Projeto e Pesquisa Avançada de Defesa). Meu avô José Alzamora voltou à cena! E tem até um brasileiro nessa empreitada metafísica! Seu nome é Miguel Nicolelis.

A Darpa, agência que ajudou a criar a internet e que financia as pesquisas do brasileiro Miguel Nicolelis, terá um projeto próprio para criar um leitor de pensamentos para ajudar soldados dos EUA.

Resultados muito mais palpáveis para os projetos financiados pela Darpa nesta área foram observados na Universidade Duke, na Carolina do Norte. Lá, a equipe liderada pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis conseguiu, em 1999, fazer com que uma macaca movimentasse um braço robô usando apenas o pensamento. Em janeiro do ano passado, um macaco conseguiu controlar o andar de um robô, em uma pesquisa que pode dar o Nobel ao brasileiro. Tudo isso pode parecer muito bizarro, mas o fato é que a Darpa tem um histórico de sucesso. Criada em 1957, após os Estados Unidos terem sido derrotados pela União Soviética na corrida para colocar o primeiro satélite artificial em órbita (os soviéticos conseguiram lançar o Sputnik em 1957 e ainda mandaram Yuri Gagarin para o espaço em 1961), a Darpa deu origem à NASA, a agência espacial dos EUA, e, mais tarde, iniciou a pesquisa que culminou na internet atual. Se há alguma agência capaz de criar uma inovação de impacto tão grande como a da telepatia, certamente é a Darpa.

…Darpa que pretende criar binóculos capazes de ler a mente – e que funcionariam a partir da detecção dos pensamentos dos inimigos quando eles ainda estivessem no subconsciente. REDAÇÃO ÉPOCA.

Não te contei… Não?

Chacotas vão “rolar” em todas as redes! Até naquelas do Nordeste dependuradas em troncos de coqueiros, com sombra e água de coco fresca!

Após a espionagem detectada na China, só nos falta saber como estão se comportando os marcianos! Será que eles existem mesmo? Acho que os chineses vieram para o Brasil alegando interesse no petróleo da camada do Pré-Sal com o objetivo de saber se existem extraterrestres em nosso mar profundo!

Penso que, além da invasão do dragão, já existe um exército de marcianos no fundo desse mar!

Alô, alô, marciano…

Aqui quem fala é da Terra…

Pra variar estamos em guerra…

Você não imagina a loucura…

O ser humano tá na maior fissura…

Os Sapatos… Dos Outros!

Os Sapatos… Dos Outros!

Vestir o sapato alheio pode não ser a mesma coisa que fazer mesuras com bonés alheios, ou seja, “cumprimentar com o chapéu dos outros”! Termo antigo, usado para fazer reverência ao interlocutor. Todos nós já pusemos os sapatos dos nossos pais ou parentes quando éramos crianças. É claro que as “mulherzinhas” tinham um fascínio muito maior do que a curiosidade dos “hominhos”! Sem machismo, que fique bem claro! É que elas são mesmo mais sensíveis do que eles!

O hábito antigo de saudar alguém se tirando o chapéu era denominado chapelada. Tirar o chapéu é um sinal convencional de saudação ou agradecimento, normalmente efetuado apenas pelos homens. Pode ser observado também quando se entra em um templo religioso em sinal de respeito. Quando alguém é homenageado por ações que não praticou, pode-se dizer que fez mesuras com chapéu dos outros.

Há alguns dias escutei, em uma rádio, algo sobre usar os sapatos alheios. Momento Espirita, se não me engano. Os países de língua inglesa usam uma expressão muito interessante para explicar a empatia, “Colocar seus pés nos sapatos dos outros”.

Fui consultar sobre empatia:

O estudo sobre os processos empáticos é relativamente recente, sendo que as primeiras pesquisas científicas conhecidas sobre empatia foram feitas a partir da segunda metade do século XX, embora esse conceito já existisse pelo menos desde o início do século XX.

A empatia é, segundo Hoffman (1981), a resposta afetiva vicária a outras pessoas, ou seja, uma resposta afetiva apropriada à situação de outra pessoa, e não à própria situação. O termo foi usado pela primeira vez no início do século XX, pelo filósofo alemão Theodor Lipps (1851-1914), “para indicar a relação entre o artista e o espectador que projeta a si mesmo na obra de arte”.

Na psicologia e nas neurociências contemporâneas a empatia é uma “espécie de inteligência emocional” e pode ser dividida em dois tipos:

A cognitiva – relacionada à capacidade de compreender a perspectiva psicológica das outras pessoas; e a afetiva – relacionada à habilidade de experimentar reações emocionais por meio da observação da experiência alheia.

Wikipédia.

Começamos a prática desse exercício já em tenra infância, quando colocamos os sapatos maiores que nossos pés. Ao fazermos isso, iniciando nossas vidas, não temos a consciência de estarmos propriamente nos transportando para a personalidade do proprietário dos sapatos. Somente mais tarde, com exercício prático, é que conquistamos a capacidade de suspender provisoriamente a insistência no próprio ponto de vista, e encarar a situação a partir da perspectiva do outro. Pesquisas indicam que a empatia tem uma resposta humana universal, comprovada fisiologicamente. Dessa forma a empatia pode ser tomada como causa do comportamento altruísta, uma vez que predispõe o indivíduo a tomar atitudes não egoísticas. Fico imaginando isso:

Brincadeirinha à parte, o assunto é sério e importante para que possamos entender as diferenças.

Só “calçando os sapatos do outro” saberemos onde o “calo” dói. Assim poderemos compreender e tomar atitudes mais eficazes para consolar e ajudar nossos semelhantes. Sempre julgaremos menos ou, certamente, com menos severidade. Suavizamos o ódio, o rancor e o ressentimento, ficando mais susceptíveis para o perdão.

Em O Óleo de Lorenzo, um filme estadunidense de 1992, do gênero drama, dirigido por George Miller, fica a expressão maior de um ato de amor. Era como se os pais colocassem os sapatos do filho. História real de um casal, Augusto e Michaela Odone, cujo único filho, Lorenzo, começa a apresentar hiperatividade, surdez, desequilíbrio e vários outros sintomas. Os pais do menino não se conformaram com o fracasso dos médicos e com a falta de medicamentos para a doença.  Assim, decidiram estudar e pesquisar sozinhos, na esperança de descobrir algo que pudesse deter o avanço da doença, de caráter hereditário, transmitida geneticamente pela mãe.

Nesse caso triste e ao mesmo tempo lindo, foram os pais que vestiram os sapatinhos do filho!

Na vida real, Lorenzo sobreviveu a sua mãe, Michaela Odone, que morreu em 10 de junho de 2000, vítima de câncer de pulmão. Lorenzo morreu em 30 de maio de 2008 (um dia depois do seu 30° aniversário), em decorrência de uma pneumonia. Ele vivera 22 anos além do que os médicos haviam prognosticado, quando a doença foi diagnosticada. Sua sobrevida foi atribuída ao óleo que seus pais inventaram. Augusto Odone, seu pai, faleceu em 24 de outubro de 2013, de insuficiência cardíaca.

Esse é sem nome… Sem pai… E sem mãe… Quem sabe?

Nunca usou Os Sapatos… Dos Outros! Até aí, nunca pôde “Colocar seus pés nos sapatos dos outros”.

Outros… Mesmo com os sapatos furados… Ainda guardam um pouco da esperança em…

“Colocar seus pés nos sapatos dos outros”.

Meu sapato já furou

Minha roupa já rasgou

E eu não tenho onde morar

Meu dinheiro acabou

Eu não sei pra onde vou

Como é que eu vou ficar?

Eu não sei nem mais sorrir

Meu amor me abandonou

Sem motivo e sem razão

E pra melhorar minha situação

Eu fiz promessa pra São Luís Durão

Quem me vê assim pode até pensar

Que eu cheguei ao fim

Mas quando a minha vida melhorar

Eu vou zombar de quem sorriu de mim

Meu sapato já furou…

Na Moral

Na Moral

Tá ligado? É nóis… Tá me tirando?

Será esse o caminho da “evolução” cultural no Brasil?

Quando nos deparamos com “filósofos” dessa ordem e que já governaram a nação dizendo:

Crise

É uma crise causada, fomentada, por comportamentos irracionais de gente branca, de olhos azuis, que antes da crise parecia que sabia tudo e que, agora, demonstra não saber nada.

Amor

Uma mulher não pode ser submissa ao homem por causa de um prato de comida. Tem que ser submissa porque gosta dele.

Sem contar com afirmações “sábias” como:

Minha mãe nasceu analfabeta!

Ou quando ouvimos de outra cavalgadura da “sabedoria”, na sucessão presidencial da República das Mandiocas, falar e não dizer absolutamente nada, atropelando a língua portuguesa e a lógica, assassinando o verbo em destempero e despreparo:

Pátria Educadora da Presidenta?

Terra curva

Eu, para ir, eu faço uma escala.

Para voltar, eu faço duas, para voltar para o Brasil. Neste caso agora nós tínhamos uma discussão.

Eu tinha que sair de Zurique, podia ir para Boston, ou pra Boston, até por que…

Vocês vão perguntar, mas é mais longe?

Não é não, a Terra é curva, viu?

O que ela queria dizer: Que a escala feita em Portugal na volta de Zurique era justificável.

Estradas de água

Esse país foi descoberto, foi colonizado através das estradas de água.

Essas estradas de água são a forma mais barata de transporte.

O que ela quis dizer: Estradas de água não existem.

Se existissem e o Atlântico fosse considerado uma delas, talvez a referência ao descobrimento fizesse sentido.

Árvores plantadas pela natureza

A Zona Franca de Manaus, ela está numa região, ela é o centro dela porque é a capital da Amazônia (…). Portanto, ela tem um objetivo, ela evita o desmatamento, que é altamente lucrativo – derrubar árvores plantadas pela natureza é altamente lucrativo.

O que ela queria dizer: Que a Zona Franca de Manaus oferece uma alternativa econômica ao desmatamento. Em tempo: Manaus é a capital do Estado do Amazonas.

Chuchar

Nós sabemos, e eu já estive aqui várias vezes antes, que essa é uma cidade arborizada, cercada por rios, e que tem essa interessantíssima característica de ter muitas mangueiras.

De fato, deve ser muito bom morar numa cidade que de repente você pode chuchar uma árvore e cair uma manga na sua mão.

É de fato algo que todo mundo quer, é pegar e ter acesso a uma boa manga.

O que ela quis dizer: O sentido de “chuchar” nesse contexto ainda é um mistério.

Cachorros

É interessante que muitas vezes no Brasil, você é como diz o povo brasileiro, muitas vezes você é criticado por ter o cachorro e, outras vezes, por não ter o mesmo cachorro.

Esta é uma crítica interessante que acontece no Brasil.

O que ela queria dizer: Que os críticos muitas vezes são injustos.

Ciência

E nós criamos um programa que eu queria falar para vocês, que é a Ciência sem Fronteiras.

Por que eu queria falar da Ciência sem Fronteiras para vocês? É que em todas as demais…

Porque nós vamos fazer agora o Ciência sem Fronteiras 2.

O 1 é o 100 000, mas vai ter de continuar fazendo Ciência sem Fronteiras no Brasil.

O que ela quis dizer: A segunda etapa do programa “Ciência Sem Fronteiras” é essencial, apesar de a primeira edição do programa ter atendido 100.000 estudantes. Enquanto eu fico estarrecido com tamanha desenvoltura intelectual ela fala de Cultura!

Criar cultura

A cultura permite isso, permite que a gente perceba como a vida é diversa, e como ela permite que nós sejamos capazes de criar cultura e, como espectadores ou consumidores de livros, de filmes, de curtas, de televisão, enfim, de todas as telas, que a gente sinta uma imensa alegria no coração.

O que ela quis dizer: A cultura nos permite criar cultura e sentir alegria.

Dez mil

O que é 10. 000?

O que ela quis dizer: Que ela prefere manter 150 000 reais em espécie dentro de casa a lucrar 10 000 por ano aplicando esses recursos na poupança.

Bacalhau

O bacalhau é uma moleza de fazer.

Posso falar, é simplíssimo o bacalhau.

Você corta várias coisas, bota uma camada, bota outra, bota, você vai ver o bacalhau… Agora, é sem reclamações, sem reclamações. Tchau. Ah, não, não pode reclamar, porque senão não tem graça.

O que ela quis dizer: Que o bacalhau é uma moleza de fazer.

Corrupção

Não acredito que tenha alguém acima da corrupção. Acho que todo mundo pode cometer corrupção.

O que ela quis dizer: Que é preciso ter mecanismos eficientes para punir corruptos.

SENAI para economista

Eu acho Elizabeth, que seria interessante que você olhasse entre os vários cursos que tem sido oferecido inclusive pelo SENAI.

O que ela quis dizer: Que uma economista com 55 anos de idade deve fazer um curso técnico para arranjar um emprego.

Mano Brown

Assim, como todos merecem a oportunidade de conhecer e se emocionar com as letras pungentes dos raps cantados por Mano Brown, cada homenageado, e cada homenageada dessa edição da Ordem do Mérito Cultural assim como todos que vivem intensamente a sua opção pela cultura merecem nossas homenagens.

O que ela quis dizer: Mano Brown é autor de letras pungentes e os homenageados merecem homenagens.

Submarinos

Essa unidade principal do prédio… Que constitui a unidade principal, o prédio principal desse complexo de estaleiro de construção de submarinos, ela se constitui em mais um passo, mais um passo para fazer aqui o complexo naval de Itaguaí, um verdadeiro polo tecnológico, um polo industrial de imensa relevância para o nosso desenvolvimento, para o desenvolvimento do nosso país.

O que ela quis dizer: Uma explicação cheia de ecos sobre a construção de submarinos.

É verdade Pátria Educadora!

O que dá pra rir… Dá pra chorar!

Seria cômico se não fosse trágico!

Na Moral

Tá ligado? É nóis… Tá me tirando?

Se os líderes da República das Mandiocas detêm tamanha sabedoria e cultura, tendo os “professores” formados por uma esquisita política comunista, não poderia ser diferente no ENEM:

“O calor é a quantidade de calorias armazenadas numa unidade de tempo”.

“O Ateísmo é uma religião anônima”.

“A fé é uma graça através da qual podemos ver o que não vemos”.

“A floresta está cheia de animais já extintos. Tem que parar de desmatar para que os animais que estão extintos possam se reproduzir e aumentarem seu número respirando um ar mais limpo”.

“A ciência progrediu tanto que inventou ciclones como a ovelha Dolly”.

“Os dois movimentos da Terra são latitude e longitude”.

“O dia tem 24 oras, mas 8 delas são noite”.

“Ângulo é duas linhas que vão indo e se encontram”.

“A alimentação é o meio de digerirmos o corpo”.

“Uma tonelada pesa pelo menos 100 kg de chumbo”.

“Lenini e Stalone eram grandes figuras do comunismo na Rússia”.

Depois dessa eu peço pra ir ao banheiro e me retiro do recinto!

Sem antes fazer algumas conjecturas sobre a Pátria Educadora.

Lendo:

Atentei para o seguinte, na contra capa do livro:

Quais são as razões da profunda crise na escola?

É possível encontrar uma espécie de vírus no gene de nossa sociedade e de nosso sistema educacional?

Podemos concluir que é urgente uma redefinição do papel da escola e de suas prioridades?

Inúmeros pais e educadores testemunham, estupefatos, a revolução em curso.

Interrogam-se sobre as profundas mutações que de forma acelerada vêm ocorrendo em nosso sistema educativo.

Porém, nenhum governo, seja de direita ou de esquerda, vem a público esclarecer os fundamentos ideológicos dessas constantes reformas no ensino e tampouco se preocupam em apresentar, de forma clara, as coerências e os objetivos dos métodos adotados.

Mas que ainda tudo nos pareça muito obscuro, podemos encontrar todas as respostas na filosofia da revolução pedagógica, que se expõe, em termos explícitos, nas publicações dos organismos internacionais como a UNESCO, a OCDE, o Conselho da Europa, a Comissão de Bruxelas e tantas outras…

… As técnicas de manipulação psicológica, que não se distinguem muito das técnicas de lavagem cerebral (os grifos são meus), estão sendo utilizadas de forma maciça.

Naturalmente os alunos são as primeiras vítimas; porém, os educadores e também o pessoal administrativo, diretores, pedagogos e até mesmo inspetores, não estão sendo poupados.

Essa revolução silenciosa, antidemocrática e totalitária, quer fazer dos povos meras massas ignorantes e totalmente submissas à classe governante.

Ela ilustra de maneira exemplar, a filosofia manipuladora e ditatorial que tem abrigo na chamada Nova Ordem Mundial. (o grifo é meu e esse assunto é tema para outra análise).

Tal filosofia é imposta por meio de ações sutis e indiretas, porém poderosíssimas, gerando resultados catastróficos à inteligência humana.

Na Moral

Tá ligado? É nóis… Tá me tirando?

Será esse o caminho da “evolução” cultural no Brasil?