Você… Não sabe nada!

Você… Não sabe nada!

É desse tamanho a dimensão da encrenca!

Já escutei essa acusação de alguns indivíduos.

Confesso que eles tinham razão.

Mesmo que um, ou outro, seja mais idiota que eu.

Mas engoli até com compreensão!

A grande diferença foi na forma e no “tom” das expressões.

Quando uma linda criança disse:

“O titio não sabe nada”, fiquei comovido e aceitei carinhosamente a observação.

Claro! Eu não sabia escrever ou falar hebraico!

Estava recentemente vivendo em Israel!

Mas deixando os idiotas para o passado, recomecei um novo aprendizado!

Quem sabe um dia eu saberei mais que eles?

Não é fácil mudar de um país ocidental para um oriental.

Talvez assim eu me “oriente” mais que os pretensos sabedores?

Já vivi em tantos lugares e estudei tantas matérias que não precisava escutar isso de alguém que se achava o proprietário da verdade.

Claro que esta escrita é um desabafo!

Porém, é uma grande forma de reflexão!

Até agradeço ao mancebo que num momento de destempero bradou em meus ouvidos a frase raivosa.

Imagino que a sua disritmia tenha sido maior que a minha na discussão evidenciada.

Fiquei mastigando esse amargo durante muito tempo.

Mas…

Evoluí quando escutei a mesma frase com o carinho de uma linda criança!

Realmente… Não sabemos nada!

Boa parte dessa lavra surgiu com um impulso psicológico ao assistir o filme Palavras de Amor.

Elenco grandioso com Richard Gere e Juliette Binoche.

O sucesso de Eliza Naumann, de 11 anos, em concursos de soletrar acaba por desenterrar segredos familiares, alterando a dinâmica do relacionamento de toda a família.

Pesquisando sobre o filme, encontrei uma crítica interessante pertinente ao título desta minha escrita.

No site sineclickl tudo sobre cinema, lê-se:

Sempre penso que as palavras perdem cada vez mais o significado.

Dizer “eu te amo”, por exemplo, não significa, necessariamente, que existe amor verdadeiro envolvido.

Eu mesma, confesso, já me peguei dizendo coisas que não sinto.

 No entanto, como jornalista – portanto, uma pessoa que valoriza as palavras tanto lidas quanto escritas -, acredito que a banalização na comunicação é algo irreversível.

A existência de um filme como Palavras de Amor faz com que pensemos melhor nessa questão.

Afinal, é isso que a produção dirigida por Scott McGehee e David Siegel (Até o Fim) faz:

Dá valor às palavras perdidas ao vento.

O negrito na frase é minha iniciativa.

Assim vou expelindo minhas mágoas já mofadas.

Enfim…

Assim…

Da Editora Resson, “O Filho DO HIPINOTIZADOR e outras histórias de estranhas pessoas” do ainda não conhecido meu Dennis D:

“Escrever é revelar-se”.

 “Por isso, talvez, já disseram que toda escritura – como ofício ou como arte – é apenas uma das muitas faces do exibicionismo humano.”

“Acreditem, mostrar a bunda na janela pode ser menos constrangedor do que expor, em letras, as entranhas da própria sensibilidade”.

Aqui estou eu novamente expondo sentimentos… Sem bunda na janela!

Na vida ou se perde ou se ganha.

Se empatar vai para os pênaltis e após, persistindo o empate, é cara ou coroa em moedinha de um centavo!

E ainda fico em dúvida sobre a letra da música de Cole Porter:

“Conflicting questions rise around my brain/ should I order cyanide or order champagne?”

“Questões conflitantes rondam minha cabeça/ devo pedir cianureto ou champanha?”.

Nada É Por Acaso

Assim o Acaso é um indivíduo inútil!

Sendo que Nada é por ele.

Vamos dar uma pincelada rápida na etimologia. Filosoficamente ao pensar-se no Nada, associamos à nossa mente a ausência de qualquer coisa que seja o vazio absoluto.

O nada foi pensado como conceito pelos filósofos que questionavam inclusive se “o nada existe?”.

Ao definir o nada como a ausência de qualquer coisa, então do próprio existir, Kant apresentou a existência do nada como um “pseudoproblema”, uma falsa questão. Sartre vai tratar o nada em oposição ao ser, que é o existir de algo.

Heidegger, cujo pensamento foi influenciado pelos místicos, trata em sua aula inaugural, “Que é Metafísica?”, que a pergunta fundamental da metafísica é “por que existe o ser e não o nada?” (ou “por que existe afinal ente e não antes nada?”), e esta pergunta, pelo cosmólogo brasileiro Mário Novello, também é a pergunta fundamental da cosmologia , quando tenta tratar como surgiu o universo, que seria o maior objeto que a ciência pode tratar.

Não sabendo nada…

Vou seguindo minha caminhada!