Procurando… Einstein!

Procurando… Einstein!

“A Pedra”

Quando fui morar em Berna, capital da Confederação Helvética, Suíça, passava quase todos os dias na rua onde morou Albert Einstein.

Do alto da Catedral de Berna, fotografei a rua onde ele desenvolveu a Teoria da Relatividade. É a Kramgasse 49.

Eu já costumava tirar uma pedrinha do bolso para obter alguma ideia criativa. Ali onde o gênio viveu eu respirava o mesmo ar e sentia a presença da genialidade impregnada nas paredes, nos pisos, nos tetos… Nas eternas curvas do universo.

Google Earth – Kramgasse 49 – Morada de Einstein

O Jogo de telhados agasalhou a teoria da relatividade.

Pensando estar conversando com Albert, senti que ele estava me falando: “Marco, continue andando até encontrar uma pedrinha, guarde em seu bolso e retire vez ou outra, para ativar o senso de criatividade”. “Nunca deixe de escutar música, você vai gostar de – Mansamente pastam as ovelhas – de Bach”.

Bom, certamente irei encontrar ovelhas pela caminhada sugerida. Nesta terra onde passou Maurits Cornelis Escher e Sir Charles Spencer Chaplin, não tenho dúvidas quanto ao ambiente ser propício para criatividade.

Com Escher, fiquei pensando por onde começar a caminhada. Não sabia se subia… Ou se descia…

Só existiam “malucos” nessa cidade?

Google – O MUNDO MÁGICO DE ESCHER

Tentei ver se conseguia desenhar a mim mesmo… Tentando imitar o mago do desenho…

Olhei a bola de cristal e vi que era só ele mesmo a conseguir tal façanha…

Google – Imagem

Com Charles Chaplin, comecei aprender a sonhar e rascunhar…

Botei o pé na estrada outra vez… Sem dó dos calos!

… E sem bengalas!

Saindo da rua onde Einstein viveu, fui “curtir” um churrasquinho na laje dos Gauer.

Jean-Jacques e Emeline Gauer com algum alemão ao lado falando com o cachorrinho abaixo à esquerda.

Proprietários do Scweizerhof Bern – GAUERGHOTEL, onde fiz minha exposição de desenhos como já divulguei em artigo anterior.

Hoje eles aumentaram a rede hoteleira e investimentos. LAUSANNE PALACE & SPA.

Situado no coração de Lausanne com vista para o lago de Genéve e para os Alpes.

O casal não deixou de ser meu MECENAS também, como citei no artigo “MECENATO”. Bancaram toda exposição e os nobres convites às personalidades como Roman Polanski e Elizabeth Taylor, hospedes tradicionais. Como retribuição e gentileza de minha parte, fiz o portrait da Emeline sem cobrar um tostão sequer… Kkk

Retrato – Emeline Gauer – Bern 83 – Marco Alzamora

Jean-Jacques gostava de contar piadas. Eram sempre as mesmas.

-Marco, você conhece aquela do Belga que foi comprar carne? (Os franceses, suíços, italianos e, quem sabe, toda Europa estão para os belgas como o Brasil está para Portugal). Os Belgas lá são os portugueses cá!

-Não Jean-Jacques, qual?

-O belga era sempre chacoteado pelos parisienses. Com a devida fama de “sonsidade”. Cansado das chacotas foi passar um ano em Paris para se tornar um verdadeiro francês. Fez curso de dicção, mandou confeccionar terno com corte de alfaiate famoso, estudou gestual e passou a pensar (segundo ele) como um verdadeiro parisiense.

Quando foi comprar carne, entrou direto para o balcão de um estabelecimento comercial e pediu um quilo de carne.

Imediatamente o balconista olhou para ele e perguntou: “O senhor é belga né”?

O belga ficou estupefato e retrucou: Como assim? Não estou falando como um verdadeiro francês?

Sim, respondeu o interlocutor.

Não estou vestido como um verdadeiro parisiense?

Sim respondeu o vendedor.

Então, como sabe que sou belga?

Meu caro senhor, com o devido respeito, aqui não é um açougue… É uma SAPATARIA!

A outra é mais velha e manjada. Para fazer amor, falamos em italiano. Para fazer negócios falamos em Inglês. Para sermos gentis falamos em francês e com nosso cachorro falamos em Alemão! Platz… Platz!

Quando me mudei para a periferia de Berna, Kirchlindach, uns 4 km do centro da capital, passeava num bosque lindo a 18º negativos. Parecia filme do Walt Disney. Esquilos pulando de galho em galho e desprendendo flocos de neve que brilhavam como diamantes suspensórios aéreos. Era o cenário de desenho animado. Carneirinhos deixando a grama bem podada.

Vista do fundo do quintal da casa que me hospedei em Kirchlindach.

Nos finais de semana, como ninguém é de ferro, ia até Gstaad raspar a bunda na neve como exímio esquiador. Dois metros e meio era o percurso máximo que eu conseguia ficar em pé. Ficava hospedado num chalé de uma amiga vizinha do Ivo Pitangui.

Chalés onde os vinhos eram colocados no lado de fora das janelas para ficarem na temperatura ambiente. “Casinha” do Ivo Pitangui na 1ª foto.

Fotos – Marco Alzamora

Por enquanto só tinha achado pedrinhas de gelo e neve…

Como eu precisava comer, fui ao alto da estação de inverno fingindo que era um vero italiano.

Gstaad

Mangia… Mangia… Che cosa ti fa bene…

Ainda procurando a pedrinha de Einstein, escutando Johann Sebastian Bach… Franz Peter Schubert e lembrando-me de Maurits Cornelis Escher e Sir Charles Spencer Chaplin, eu fui caminhando…

Indo de um lado para o outro, a caminho de Liechtenstein, fiquei uma semana numa fazenda em Lucerna, precisamente em Ruswil, onde em troca de hospedagem e tortas schartswald (floresta negra), feitas com chocolates nacionais, eu pintei um mural na parede que separava o estacionamento do casarão e o chiqueiro. Chiqueiro com assepsia. Tudo em aço inoxidável e brilhando de tão limpo.

Painel em Hüswil – Zell – Schweizerland – Marco Alzamora

Após ter visto muita Ferrari e Rolls-Royce no Principado de Liechtenstein:

Fui passear pelas rodovias vicinais degustando o cardápio regional e assistindo aos passeios do Clube do Rolls-Royce formado por cidadãos da classe média proprietários dos mais variados modelos e anos de fabricação. É mais ou menos como o Club dos Opalas em Astorga, no interior do Paraná! Brincadeirinha!

Foto – Marco Alzamora

Paisagem vista da estradinha onde os Rolls-Royce desfilam.

Fotos Marco Alzamora

Aqui ficou clara a observação que o mundo todo faz: “Os suíços varrem a paisagem”!

Ao lado da casa maior, é habito e costume, se construir uma casinha menor que se chama stöckli, para acomodar os filhos quando se casam. Eles ficam por um tempo morando ali. Cada um com seus “pobrema” né?

Quando eu falava que estava morando na Suíça, os italianos diziam que eu era velho e acomodado. Que país sem graça e sem sal! Tudo é muito certinho e o ônibus para no ponto às 11h22min: 33seg e milésimos escambau!

Aí, “piquei a mula” da Suíça e fui jogar francos suíços na Fontana. A esperança era a de conseguir todos os meus desideratos. Da Itália fui para a Grécia e da Grécia para o então recentemente institucionalizado o novo Estado do Tocantins. Antropologia perde! Lá, no norte velho de Goiás, passei a “grunhir”: Fui fazer churrasco e uma gambira de baixo dum pé de manguba! Mas isso é papo para outra hora.

Enchi de moedinhas o meu bolso e de esperanças… Minha cabeça! Ops…

Enchi de pedrinhas o meu bolso e de esperanças…

Procurando Einstein! “A pedra”

Ainda procurando a pedrinha de Einstein, escutando Johann Sebastian Bach… Franz Peter Schubert e lembrando-me de Maurits Cornelis Escher e Sir Charles Spencer Chaplin, eu fui caminhando…

Caminhando… Encontrei David carregando uma “pedrinha”! Quase voltei a Berna para falar com Albert… Ele não havia me contado sobre Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni!

Na viagem quase sem retorno, eu fui até a Bologna…

Quebrar algum galho não substitui procurar pedrinhas de criatividade…

Corri para Veneza atrás de Einstein…

Fiquei com… Beethoven – 9ª Sinfonia – Ode a Alegria…

PATRIMÔNIO CULTURAL

PATRIMÔNIO CULTURAL

Quando tive o privilégio de chefiar a Coordenadoria do Patrimônio Cultural da Secretaria de Estado da Cultura em 1988, fizemos a cultura paranaense passar por bons momentos. Não por mim, mas pelo competente Secretário Dr. René Ariel Dotti e o excelente Governador Alvaro Dias.

Secretário René Ariel Dotti – Coordenador do Patrimônio Cultural Marco Alzamora – Reunião do Conselho Estadual de Cultura – 1988

Nesta ocasião tive o privilégio de criar uma equipe interdisciplinar para rever a Lei de Tombamento que já se encontrava retrógrada e ultrapassada havia anos passados. Entre várias ações analisamos os ícones estaduais (Bandeira do Paraná e Brasão). Para Bandeira, enviamos a Londres o Professor Ferrarini com objetivo de analisar o mapa celeste na data de institucionalização do Estado. Dever-se-ia fazer correção nas estrelas da bandeira. Em heráldica, o Brasão não representava a fidalguia, pois a figura humana estava com a face voltada para a esquerda, enquanto deveria estar voltada para direita. A foice também foi polemizada.

Como Responsável Técnico, inerente ao cargo ocupado, fizemos a maior quantidade de restauros nos bens do Patrimônio Histórico e Artístico e demos ênfase especial ao Patrimônio Natural.

Restauramos a Sede da Secretaria com prospecções nas paredes que escondiam antigas pinturas; o Museu de Arte Contemporânea; Museu Alfredo Andersen; Sala Bento Mossurunga; Sala Miguel Bakun; Auditório Brasílio Itiberê. Lapa e Paranaguá, também foram objetos das atenções aos bens tombados.

Paranaguá – Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas.

A Curadoria do Patrimônio Natural, pilotada pelo iconográfico “Vitamina”, querido amigo Henrique Schmidlin que tinha na alma e no sangue a vocação divina da empatia com a natureza, também foi contemplada com carinho por todos nós.

O José La Pastina Filho, Superintendente Estadual – IPHAN-PR, INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL, igualmente foi um grande parceiro nas empreitadas preservativas da cultura.

Tudo é fascinante.

“O Patrimônio Cultural de uma nação, de uma região ou de uma comunidade é composto de todas as expressões materiais e espirituais que lhe constituem, incluindo o meio ambiente natural”. (Declaração de Caracas – 1992).

Extraído do Programa de Pós Graduação Profissionalizante em Patrimônio Cultural:

“O conceito de Patrimônio não existe isolado”. Só existe em relação a alguma coisa. Podemos dizer que Patrimônio é o conjunto de bens materiais e/ou imateriais que contam a história de um povo e sua relação com o meio ambiente. É o legado que herdamos do passado e que transmitimos a gerações futuras.

“O Patrimônio pode ser classificado em Histórico, Cultural e Ambiental”.

Quando morei na Europa, esbarrava o tempo todo nas reminiscências do passado histórico e artístico. De Firenze a Venezia, o antigo retumba na superfície.

Foto Marco Alzamora

O Patrimônio Natural lá, também é bem cuidado.

O Rio Aare que passa em Berna tem PH O (zero).

Foto Marco Alzamora

Lá, escrevi sobre as questões relativas aos restauros. Não concordando com alguns pontos praticados no Brasil.

Num momento em que o Conselho Estadual de Cultura se reuniu para avaliar os fatores determinantes da proposta de tombamento da Praça do Batel, há que se observarem os cânones do objetivo e do subjetivo. Como escreveu o colunista Celso Nascimento, para haver o tombamento se deve resgatar a forma original do objeto em questão. Resgate pelo restauro pode se tornar apenas arremedo. Originalmente existia uma rua, ali mesmo onde se queria abrir. Hoje, aberta!

A incipiente industrialização e pré-capitalismo dos meados do século XIX, na Alemanha e na Inglaterra, foram o pano de fundo para a vida e atuação de Karl Marx, nascido em Trier.

Cidade mais antiga da Alemanha, Trier tem mais de dois mil anos. Em nenhum lugar o passado romano está tão presente. Situada às margens do Mosela, oferece bons vinhos e muitas atrações. A casa onde nasceu Karl Marx é hoje um museu sobre o fundador do comunismo e o movimento operário. Fundada pelos romanos no ano 16 antes de Cristo como Augusta Treverorum, Trier é a cidade mais antiga da Alemanha. Como foi residência imperial e a capital do Império Romano do Ocidente no final do século 3º, chegou a ser considerada a “segunda Roma”.

Seis imperadores residiram na cidade, que no século 4º já tinha 80 mil habitantes.

Fonte DW Cidades & Roteiros

Porta Nigra data do século 2º D.C.

Como “filósofo da prática“ e criador do socialismo científico, influenciou decisivamente o desenvolvimento internacional político e social dos últimos 150 anos. Como aconteceu com todos os teóricos contemporâneos, seu pensamento foi marcado pela análise idealista de Hegel, que ele se propôs a enfocar do ponto de vista materialista e a tirar do campo teórico para passá-la á realidade. Karl Marx foi influenciado pelos pré-socialistas franceses, pela filosofia materialista e pelas teorias dos economistas britânicos.

Martin Hengel (14 de dezembro de 1926 – 2 de julho de 2009) teólogo e historiador alemão, que estudou o Segundo Templo.

Modelo do Templo de Herodes – Fonte Wikipédia

Em 1848, juntamente com Friedrich Engels, Karl Marx publicou o “Manifesto Comunista”. Em 1867, publicou em Londres, no exílio, o primeiro volume do que viria a ser sua obra mais importante, “O Capital”, uma análise e crítica do capitalismo. Trier, fundada pelos romanos em XVI A.C., é a cidade mais antiga daquela região. Ela conta com numerosos monumentos históricos em bom estado de conservação e foi declarado pela UNESCO Patrimônio Cultural da Humanidade.

Friedrich Engels (Barmen, 28 de novembro de 1820 — Londres, 5 de agosto de 1895) foi um teórico revolucionário alemão que junto com Karl Marx fundou o chamado socialismo científico ou marxismo. Ele foi coautor de diversas obras com Marx, sendo que a mais conhecida é o Manifesto Comunista. Também ajudou a publicar, após a morte de Marx, os dois últimos volumes de O Capital, principal obra de seu amigo e colaborador.

Grande companheiro de Karl Marx escreveu livros de profunda análise social. Entre dezembro de 1847 a janeiro de 1848, junto com Marx, escreve o Manifesto do Partido Comunista, onde faz uma breve apresentação de uma nova concepção de história, afirmando que:

“A história da humanidade é a história da luta de classes.”

Lá não há arremedo do passado na vã intenção de preservá-lo. Em toda Europa, desde os tempos mais remotos, berço da cultura e da civilização, o patrimônio nosso, da humanidade, é cultuado com respeito e sem “arremedamento”. O que foi a duzentos anos, trezentos ou sei lá quantos “entos” antes, não tem que ser copiado “capengamente”. Restauro… Sim!

Em Berlim, o contraste da arquitetura entre o velho e o novo valoriza tanto um quanto o outro.

Berlim

Enfim, a Praça do Batel em Curitiba, agora com o “Quarto Templo de Salomão” (Grande shopping ali instalado) ficaria linda apenas com a revitalização do espaço urbano. Embora com trânsito meio caótico!

Com a obra do projeto de Oscar Niemeyer, Curitiba continua com os olhos atentos para o PATRIMÔNIO CULTURAL!

Ora mais… Ora menos!

Acho que tanto Marx quanto Engels concordam com Darwin:

“Cada macaco no seu galho”!

Aquela banda que tocava no coreto daquela praça deixa na memória e na lembrança o conjunto de bens materiais e/ou imateriais que contam a história de um povo e sua relação com o meio ambiente. É o legado que herdamos do passado e que transmitimos às gerações futuras.

Vamos continuar “praceando”!

Os Arredios Sem Rédeas

Os Arredios Sem Rédeas

Pode até ser redundante o título, porém há controvérsias sobre o termo arredio ser somente utilizado á quem não tem rédeas.

Desgarrado.

O país continental da América Latina está condenado por décadas e décadas perdidas de desgovernos, corrupção crônica e desleixo sistemático!

Há tempos perdeu-se a rédea que conduz esse “animal” emburricado!

Um Brasil à deriva e sem rumo, sem prumo e sem rédeas. Rédea é a correia presa ao freio e com a qual se conduz a montaria ou animal de tração.

Governo incompetente tende ficar arredio quando os problemas aparecem em velocidades vertiginosas.

Sem o comando direcional que conduz aos caminhos certeiros, governantes se apartam das suas responsabilidades onde, muitas das vezes, querem transferir as próprias incapacidades e incompetências para outros.

Alguns possuem tanta “cara de pau” que colocam as disritmias como culpa de gestões anteriores.

Pior é quando a gestão anterior foi de suas próprias responsabilidades, como é no caso das reeleições.

Já amargamos com disparada da inflação, aumento destacado do desemprego, interrupção do crédito, maior endividamento da população e grande salto do dólar. Vivemos todo o tipo de mazelas. Como diria o “caboclo”: “É uma fartura”! “Farta isso, farta aquilo, farta tudo”!

Seria redundante enumerar os motivos que colocam o país em estado de caos. Quando a chamada “grande imprensa” anuncia em todos os canais de comunicação as notícias diárias sobre a “Pátria Grande” em colapso, a pátria pequena, porém continental, se esvaece em “leites derramados”. Não vai adiantar nem chorar o óleo da Petrobrás que escoou pelo ralo da corrupção sistêmica.

Enquanto em países com culturas mais acirradas…

Envergonhado com a corrupção, ministro japonês se suicidou…

No governo Getúlio Vargas, por meio da Lei nº 2004, de três de outubro de 1953, foi criado a Petróleo Brasileiro S/A – Petrobrás.

A nova empresa era responsável pela execução do monopólio estatal do petróleo para pesquisa, exploração, refino do produto nacional e estrangeiro, transporte marítimo e sistema de dutos.

A publicação registrou a posse do novo presidente do Conselho Nacional do Petróleo, Plínio Cantanhede, e do primeiro presidente da Petrobrás, Coronel Juracy Magalhães, além da legislação que fundamentava a política nacional de petróleo no País.

“Procuremos ser os bandeirantes desta nova cruzada através das ínvias terras brasileiras, e só pedimos a Deus que ao chegarmos ao fim da caminhada longa e esfalfante, encontremos lá, não as falsas esmeraldas da lenda, mas as verdadeiras riquezas petrolíferas de que o Brasil precisa, para construir a sua grandeza ao lado das maiores nações do Universo”.

(Do discurso de posse do Coronel Juracy Magalhães na presidência da Petrobrás).

Em 1950, Getúlio Vargas ganhou as eleições presidenciais.

Após 15 anos de governo ditatorial, o gaúcho deveria governar o Brasil por um período de 5 anos em um regime democrático.

 Ao iniciar o seu governo, Getúlio sente as primeiras dificuldades encontradas em não ter uma bancada totalmente favorável no Congresso que apoiasse os seus atos nacionalistas.

A construção da Petrobrás, com apoio popular, após a Campanha “O Petróleo é nosso”, fez com que a rivalidade entre o presidente e o Congresso aumentasse, já que essa decisão ia contra os setores empresariais – a indústria nascida era totalmente estatal.

Além disso, com ações cada vez mais independentes, como o aumento em 100% do salário mínimo em 1954, as críticas dos adversários continuavam a aumentar, de modo particular, vindas de setores da UDN, lideradas pelo jornalista Carlos Lacerda, declarado opositor de Vargas.

O fato culminante da crise que antecede o suicídio do presidente aconteceu em agosto de 1954.

Na madrugada do dia 05, o jornalista Carlos Lacerda sofre um atentado, no qual sai ferido e um Marechal da Aeronáutica, Rubens Vaz, é assassinado. Após uma investigação, chega-se ao mandante do crime que era o chefe da guarda-pessoal do presidente, um ex-policial, chamado Gregório Fortunato.

Embora eu estivesse com apenas três anos de idade, senti por anos posteriores a comoção nacional.

Na madrugada do dia 24 de agosto de 1954, Vargas toma a decisão que mudaria totalmente o rumo de sua trajetória na história do Brasil.

Sozinho, em seu quarto, no Palácio do Catete, Vargas toma uma arma e dispara contra o próprio peito.

Como gosto de resgatar a história, reproduzo a carta manuscrita deixada ao povo brasileiro:

Deixo à sanha dos meus inimigos, o legado da minha morte. Levo o pesar de não ter podido fazer, por este bom e generoso povo brasileiro e principalmente pelos mais necessitados, todo o bem que pretendia. A mentira, a calúnia, as mais torpes invencionices foram geradas pela malignidade de rancorosos e gratuitos inimigos numa publicidade dirigida, sistemática e escandalosa.

Acrescente-se a fraqueza de amigos que não defenderam nas posições que ocupavam a felonia de hipócritas e traidores a quem beneficiei com honras e mercês, à insensibilidade moral de sicários que entreguei à Justiça, contribuindo todos para criar um falso ambiente na opinião pública do país contra a minha pessoa.

Se a simples renúncia, ao posto a que fui levado, pelo sufrágio do povo me permitisse viver esquecido e tranquilo no chão da pátria, de bom grado renunciaria.

Mas tal renúncia daria apenas ensejo para, com mais fúria, perseguirem-me e humilharem-me.

Querem destruir-me a qualquer preço. Tornei-me perigoso aos poderosos do dia e às castas privilegiadas.

Velho e cansado, preferi ir prestar contas ao Senhor, não dos crimes que não cometi, mas de poderosos interesses que contrariei, ora porque se opunham aos próprios interesses nacionais, ora porque exploravam, impiedosamente, aos pobres e aos humildes.

Só Deus sabe das minhas amarguras e sofrimentos.

Que o sangue dum inocente sirva para aplacar a ira dos fariseus.

Agradeço aos que de perto ou de longe me trouxeram o conforto de sua amizade.

A resposta do povo virá mais tarde…

Encerrando este resgate da história do Brasil e assistindo, inconformado, os rumos por onde passa a nação… Eu deixo aqui…

A sugestão “Getuliana” e “Japonesa”… Para quem servir possa!

Dona Maria Tereza, diga a seu Jango Goulart, que a vida está uma tristeza, que a fome está de amargar…

E o povo necessitado, precisa um salário novo, mais baixo para o deputado, mais alto pro nosso povo.

Dona Maria Tereza, assim o Brasil vai pra trás, quem deve falar, fala pouco, Lacerda já fala demais.

Enquanto feijão dá sumiço, e o dólar se perde de vista, o Globo diz que tudo isso, é culpa de comunista.

Dona Maria Tereza, diga a seu Jango porque, o povo vê quase tudo, só o parlamento não vê,

Dona Maria Tereza, diga a seu Jango Goulart, lugar de feijão é na mesa, Lacerda é noutro lugar háháhá!

E que Os Arredios Sem Rédeas… Fiquem…

Com cada macaco no seu galho!

The End Brazil! Have a good time!

Entre linhas… Estrelina…. Lê…

Entre linhas… Estrelina…. Lê…

Estrelina é o nome dela. Lê na hora do almoço.

Assim como o palhaço Méguinho, encontrei mais uma amiga na Rua Barão do Rio Branco. Estrelina.

Luiz Carlos, ele me disse. Sou o palhaço Méguinho. Sou amigo do Ratão e do Ratinho! Quem sabe… Amigo da Estrelina?

Não tivemos muito tempo para conversas. Ela estava lendo o livro de R$ 20,00 (Vinte Reais) que comprou num sebo na mesma rua. Seria o preço de duas refeições?

Estou ampliando significativamente meu rol de amigos. Essa rede social não é virtual. É real. O livro era “O Vendedor de Sonhos E A REVOLUÇÃO DOS ANÔNIMOS” de Augusto Cury.

A capa lembra-me, antropologicamente, os personagens que vejo no centro da cidade. Sonhos!

Ela não soube nada sobre as renúncias do Jânio Quadros ou do Charles De Gaulle. Muito menos do primeiro Papa que renunciou. Do atual… Ela escuta falar. Ela também renunciou… O almoço! Lê! Ela come as letras, as palavras, as frases e… Pensa! Pergunta-se… Por que alguém renuncia a alguma coisa? Sobre o Renan, ela não sabe. Um milhão de brasileiros pedem pela internet a renúncia de Renan Calheiros. A internet, Estrelina conhece. Navega.  Senado da República, ela também conhece. Não sabe que ao conseguir 1,3 milhão de assinaturas, o que representa 1% do eleitorado brasileiro, a iniciativa pode ser apresentada como uma “ação popular” no Senado, que seria obrigado a analisá-la. Tudo a ver com “A REVOLUÇÃO DOS ANÔNIMOS”.  “Entre linhas… Estrelina… Lê…”.

Política e religião não se discutem? Cada um com seus problemas? Direito de ir e vir? Direito de ler e de comer? Renunciar é desistir? O que está por trás de cada renúncia? Como disse meu neto, ainda aprendendo as primeiras palavras: “Mudi di ideia!”.  Ele resolveu ir ao cinema sim… Já na saída do estacionamento do shopping.

Mudar de ideia, desistir, renunciar, nunca é uma situação muito cômoda. Transtorna segmento definido à priori.

Vamos falar de Papas, de políticos e de nós mesmos no dia a dia. Liberdade e livre arbítrio. Guerras religiosas e políticas. Qual delas vem primeiro? Quem está com a razão? Existe razão? Certo ou errado?

Minha amiga Estrelina continua lendo… E vendo… Nas “Entre linhas…”.

Meu avô João Quadros Gonçalves, era primo irmão do Jânio da Silva Quadros. “Nhonhô” como Jânio o chamava.

Meu avô, escrivão, e Jânio seu primo. O Primeiro não era louco… O segundo… Dizem que foi… Eu morava perto da Reitoria, na Rua Marechal Deodoro, com meus avós.

Quando anunciou sua renúncia, o primo “louco”, “fabricante de caspas” (dizem que colocava talco nos ombros para parecerem caspas, assim ficava mais popular), comentou sobre o motivo: “Forças Ocultas”!

Na época eu tinha 10 anos de idade. Como Estrelina, estava aprendendo ler nas entre linhas.

Jânio da Silva Quadros nasceu em Campo Grande, 25 de janeiro de 1917 falecendo em São Paulo, 16 de fevereiro de 1992. Foi um político e o vigésimo segundo presidente do Brasil, entre 31 de janeiro de 1961 e 25 de agosto de 1961 — data em que renunciou. Em 1985 elegeu-se prefeito de São Paulo pelo PTB. Quando criança morou em Curitiba, tendo feito os quatro primeiros anos do ensino fundamental no Grupo Escola Conselheiro Zacarias, hoje Colégio Estadual Conselheiro Zacarias; mais tarde, estudou no Colégio Marista Arquidiocesano de São Paulo para, depois, formar-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, abrindo banca na capital paulista em 1943, logo após a sua graduação. Mesmo querendo chorar, não tinha lágrimas! Achava que repetiria o feito de Charles De Gaulle, que foi reconduzido ao poder com plena votação dos franceses. Ledo engano, meu caro primo! Não deu!

Até fez dobradinha com Ney Amintas de Barros Braga. “Jânio e Ney”! Vassourinha era o mote!

Utilizou como mote da campanha o “Varre, varre vassourinha, varre a corrupção”.

Muitas foram as “Forças Ocultas”!

“Os Estados Unidos precisam compreender que hoje enfrentam um desafio do mundo socialista. O mundo ocidental precisa mostrar e provar que é somente o planejamento comunista que promove a prosperidade das economias nacionais. O planejamento democrático precisa também fazer o mesmo, com a assistência dos que são economicamente capazes”.

“Que solidariedade pode existir entre uma ação próspera e um povo desgraçado? Que ideais comuns podem, no curso do tempo, suportar a comparação entre as áreas ricas, cultivadas, dos Estados Unidos e as zonas assoladas pela fome no Nordeste do Brasil?”

Estas são algumas ideias de Jânio Quadros que selaram a sorte de seu governo.

Não é difícil adivinhar que as “forças terríveis” se conjuraram para a derrubada dessas ideias e do seu defensor.

O defensor foi obrigado a renunciar.

Assim, mesmo querendo chorar, não tinha lágrimas!

Já era! Os brasileiros não fizeram como os franceses no caso De Gaulle! Degolaram mesmo!

Enquanto isso…

Minha amiga Estrelina continua lendo… E vendo… Nas “Entre linhas…”.

Quando encontrar com ela novamente eu vou perguntar sobre o presidente francês que renunciou.

“A renúncia é a libertação. Não querer é poder”.

Fernando Pessoa

Charles De Gaulle – Google – Imagem

Charles André Joseph Marie de Gaulle foi um general, político e estadista francês que liderou as Forças Francesas Livres durante a Segunda Guerra Mundial. Nasceu em 22 de novembro de 1890 na cidade de Lille e faleceu em 9 de novembro de 1970 em Colombey-les-Deux-Églises. Durante seu mandato, De Gaulle também enfrentou a oposição política dos comunistas e dos socialistas.

Apesar de ter sido reeleito presidente em 1965, desta vez por voto popular direto, em maio de 1968 parecia provável que perdesse o poder, em meio a protestos generalizados de estudantes e trabalhadores. No entanto, sobreviveu à crise com uma ampliação da maioria na Assembleia. Pouco depois, em 1969, depois de perder um referendo sobre a reforma do Senado e a regionalização, renunciou. Faleceu no ano seguinte.

Derrotadas em referendo as suas propostas de modificação do Senado e de reorganização regional, renúncia do seu cargo presidencial para se retirar para Colombey.

Enquanto isso… Minha amiga Estrelina continua lendo… E vendo… Nas “Entre linhas…”.

Assim, mesmo querendo chorar, não tinha lágrimas!

Vamos falar de Papas, de políticos e de nós mesmos no dia a dia. Liberdade e livre arbítrio. Guerras religiosas e políticas. Qual delas vem primeiro? Quem está com a razão? Existe razão? Certo ou errado?

Até no interior do magnifico Templo… Existe Renúncia!

Quem iniciou o Papado.

A basílica do Vaticano leva o seu nome.

Primeiro Papa da Igreja Cristã.

Raio sobre o Vaticano e Renúncia – Google – Imagem

Papa Bento XVI

Papa Bento XVI, nascido Joseph Alois Ratzinger, Cardeal-Bispo Emérito de Roma, foi o Papa de Roma desde o dia 19 de Abril de 2005 até 28 de fevereiro de 2013.

Se ele pudesse contar tudo que sabe… Talvez chorasse! Se lágrima restasse!

Enquanto isso… Minha amiga Estrelina continua lendo… E vendo… Nas “Entre linhas…”.

Assim, mesmo querendo chorar, não tinha lágrimas!

O Papa Bento XVI, em sua primeira fala em público desde que anunciou sua renúncia, disse nesta quarta-feira (13) no Vaticano que tomou a decisão de abandonar o pontificado “em plena liberdade, pelo bem da Igreja”.

Bento XVI disse que “Orou arduamente e examinou sua consciência” antes de tomar a decisão.

Globo.com MUNDO.

Claro que a saúde pesou na decisão da renúncia do Papa. Porém, como todos os “renunciantes”, religiosos, políticos, ou quem quer que seja sempre existirão razões que levam ao cansaço ou stress fatigantes.

Os escândalos de pedofilia o levaram, em várias ocasiões, a expressar um pedido de perdão público às vítimas e parentes e a reconhecer, durante sua viagem a Portugal, em maio de 2010, que a maior perseguição que sofria a Igreja não vinha de seus “inimigos externos” e sim de seus “próprios pecados”. Na ocasião, ele prometeu que os culpados responderiam “diante Deus e a justiça ordinária” pelos crimes.

Globo.com MUNDO.

Em janeiro de 2009, ele suspendeu a excomunhão de quatro bispos integristas do movimento ultraconservador de Marcel Lefebvre, entre eles o britânico Richard Williamson, que nega a existência do Holocausto nazista.

Muitas foram as “Forças Ocultas”!

Assim… Fica difícil para religiosos e políticos.

Até para minha amiga Estrelina, que continua lendo… E vendo… Nas “Entre linhas…”.

Assim, mesmo querendo chorar, não tinha lágrimas!

O carnaval acabou… O Papa renunciou… E o Renan tá numa boa! Igual à poupança Bamerindus!

E bota “BOA” nisso… Né Calheiros?

“O que dá pra rir… Dá pra chorar”?

Canta aí Estrelina!

Quero chorar, não tenho lágrimas.

Que me rolem na face…

Pra me socorrer…

Se eu chorasse talvez desabafasse…
O que sinto no peito…
E não posso dizer!

Só porque não sei chorar…
Eu vivo triste a sofrer…
Estou certo que o riso não tem nenhum valor…

Enquanto isso…

Minha amiga Estrelina continua lendo… E vendo… Nas “Entre linhas…”.