PLANO DE GOVERNO E A DIVINA COMÉDIA

PLANO DE GOVERNO E A DIVINA COMÉDIA

Protesto em São Paulo deixa 85 ônibus danificados. As encrencas continuam. Em Curitiba uma cidadã brada em alto e bom tom: Eu, Anamaria Arruda, acuso as autoridades políticas do meu País, por assassinato!  Por, com a sua inércia e sua incompetência, permitirem que de acordo com dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) – apesar de o Brasil representar apenas 2,8% da população mundial, registra 11% dos homicídios em todo o planeta! Isso é inaceitável! É estarrecedor! Estou cansada de ser brasileira…

A insegurança campeia solta nos espaços urbanos.

Para começo de conversa vamos citar Dante Alighieri em italiano: “Lasciate ogni speranza voi che entrate!”.

Abandonai toda esperança, vós que entrastes, escreveu Dante Alighieri em A Divina Comédia, Canto III do Inferno, 9º verso.

Vamos observar os sinais dos novos tempos.

Vamos enxergar os pobres invisíveis que os governos não olharam durante décadas.

Vamos resolver o problema da miséria cujo diagnóstico óbvio é a migração rural, desnível de renda, aumento das favelas que antes eram ralas periferias.

Vamos alocar verbas do governo federal para os coitados de dentro e de fora das prisões, para que eles não apareçam apenas nos desabamentos dos morros ou nas músicas românticas sobre a “beleza dos morros ao amanhecer”.

Os pobres coitados citados estão ficando cada vez mais ricos com a multinacional do pó.

Nós estamos morrendo de medo.

Os coitados são o inicio tardio de nossa consciência social.

Tem coitado lendo Dante na prisão.

Tem coitado que afirma que o país não tem solução.

“A própria ideia de solução já é um erro!” Brada o coitado chefe de todos os chefes.

Vamos governar olhando para as 560 favelas do Rio.

Vamos monitorar de helicóptero a periferia de São Paulo.

Vamos aplicar muitos bilhões de dólares para gastar com organização.

Vamos eleger governantes de alto nível, com imensa vontade política para incrementar o crescimento econômico, revolução na educação, urbanização geral.

Tudo isso será feito sob a batuta de uma “quase tirania esclarecida”, que pule por cima da paralisia burocrática secular, que passe por cima do Legislativo cúmplice (Ou você acha que os 287 sanguessugas vão agir? Se bobear vão roubar até o PCC…) e do Judiciário, que impede punições.

Vamos fazer uma reforma radical do processo penal, criando comunicação inteligente entre polícias municipais, estaduais e federais para não deixar os coitados fazerem “conference calls” entre presídios.

Nós temos medo de morrer fora das prisões.

“Lasciate ogni speranza voi che entrate!”.

Na cadeia nós não podemos entra para matar coitados, mas eles podem nos matar aqui fora.

Tem coitado se dizendo homem-bomba. Nas favelas tem cem mil homens-bomba. Eles estão no centro insolúvel. Eles estão no mal e nós no bem, no meio a fronteira da morte, única fronteira.

Os coitados já são outra espécie, outros bichos, diferentes de nós.

A morte para nós é um drama religioso numa cama, no ataque do coração. A morte para os coitados é um “presunto” diário, desovado numa vala.

Os coitados são guerreiros do pó.

Têm coitados que leem 3000 livros, inclusive Dante, cujos soldados são estranhas anomalias do desenvolvimento torto deste país. Vamos propiciar a todos os coitados o privilégio que somente alguns poucos possuem.

Não há mais proletários, infelizes ou explorados.

Há uma terceira coisa crescendo aqui fora, cultivado na lama, se educando no absoluto analfabetismo, se diplomando nas cadeias, como um monstro Alien escondido nas brechas da cidade. Somos indivíduos endividados!

Já surgiu uma nova linguagem.

As gravações feitas com autorização da Justiça são outra língua.

Estamos diante de uma espécie de pós-miséria geradora de uma nova cultura assassinada, ajudada pela tecnologia, satélites, celulares, internet, armas modernas.

É uma merda com chips, com megabytes.

Os comandados do coitado (chefe dos chefes) são uma mutação da espécie social, fungos de um grande erro sujo.

Vamos aplicar mais na periferia.

Quem tem US$ 40 milhões, como Beira-Mar (coitado mor), pode contribuir para um Brasil melhor.

Pode fazer nossas prisões se tornarem um hotel confortável, um escritório de empresa rica e moderna.

Vamos parar de defender a “normalidade”.

Vamos fazer uma autocrítica da própria incompetência.

Vamos entender a extensão do problema, como escreveu Dante, “Lasciate ogni speranza voi che entrate!”.

Nosso PLANO DE GOVERNO É UMA DIVINA COMÉDIA.

Beira-Mar (coitado- mor) lendo Dante Alighieri…

Vamos parar de defender a “normalidade”.

Vamos fazer uma autocrítica da própria incompetência.

Nosso PLANO DE GOVERNO FOI EXTRAÍDO DA ENTREVISTA COM “MARCOLA”.

Só para definir a citação, “coitado”, trata-se de individuo infeliz no coito.

Marcola, que lê Dante, pode fazer nossas prisões se tornarem um hotel confortável, um escritório de empresa rica e moderna.

Voltando à Curitiba, li na Coluna do Aroldo Murá:

CASO POLICIAL

Nos meios policiais, intensas buscas e batidas, com um só alvo: prender os criminosos que assaltaram a mansão da filha do deputado federal André Zacharow (do PMDB) e seu marido (médico). O casal foi barbaramente rendido, anteontem, na casa, no Rebouças. Os bandidos evadiram-se, levando uma fortuna, em joias e objetos de valor.

Em GRITO DE DESESPERO – por Anamaria Arruda (Jefferson Severino – 04/04/2013 SC 01571 JP). No brado da cidadã que citei ao iniciar esta lavra pode-se sentir o desespero, o destempero:

 “O assassinato de um médico aqui em Curitiba, na última terça-feira 19/02/2013, (GAZETA DO POVO) voltou a assombrar a população de Curitiba. Dói imaginar a angústia que esse homem sentiu por ver a sua família ameaçada e não poder fazer nada. Angústia que me leva às lágrimas, ao comentar o caso com minha filha, no café da manhã. Não importa se não há laços de sangue entre nós, somos todos irmãos, vítimas de uma guerra inominável. Mais uma família destroçada!”.

A brava mulher curitibana arremata:

Por aceitar a dignidade perdida, pela preguiça que temos de sair às ruas, exigindo um país com vergonha na cara…

Por achar que viver dessa maneira é uma “fatalidade”.

Não é! Fatalidades são terremotos, maremotos, tempestades…

Por, ao som de um pagode, a vitória do time favorito, ou a última aquisição tecnológica, a maioria de o povo brasileiro achar que vive em um país decente…

A droga escraviza a todos nós, quando nos darão a carta de alforria?

Governo do Estado, Governo Federal acordem! A segurança pública é sua responsabilidade!

Não gastem a verba de que dispõem, com publicidade!  

A melhor publicidade do seu governo é uma população com Segurança, Saúde e Educação!

É, acima de tudo, uma população sem medo!  Chega de ouvir vocês dizerem:

“Não reajam! Entreguem tudo”! Nós é que dizemos a vocês: “Reajam”! …“Entreguem seus míseros cargos, políticos safados, se não são dignos deles”!

O povo do Paraná e de todo o nosso Brasil agradece!

Nosso PLANO DE GOVERNO FOI EXTRAÍDO DA ENTREVISTA COM “MARCOLA”.

“Lasciate ogni speranza voi che entrate!”.

Canoa furada?

Sem contar com os sem tetos e os sem sapatos.

Meu sapato já furou… Minha roupa já rasgou… E eu não tenho onde morar… Meu dinheiro acabou… Eu não sei pra onde vou… Como é que eu vou ficar?

Nesse Brasil brasileiro ainda temos que escutar alguns “políticos” se justificando: “Falta um pouquinho pra daqui a pouco!”… “Pelo menos está melhor que mais ou menos!”… “A revolta e o protesto não são manifestações populares… São orquestrações da oposição!”.

Copa das Confederações… Pão e Circo?

Federação é uma somatória de “fedores”?

O custo para a organização da Copa de 2014 já atinge R$ 26,5 bilhões. A cifra é R$ 2,7 bilhões, maior que o previsto no primeiro balanço orçamentário da União, de janeiro de 2011, e vai aumentar. Folha de São Paulo.

A Arena Nacional de Brasília, de 70 mil espectadores, será o estádio mais caro da Copa do Mundo de 2014. Seu custo passa dos R$ 700 milhões.

Os 12 estádios para a Copa do Mundo deveriam custar, segundo previsão oficial há três anos, R$ 5 bilhões e 389 milhões. O custo na véspera de Brasil x Japão, o jogo de abertura da Copa das Confederações, já bate os R$ 7 bilhões e 107 milhões. Aumento de R$ 1,7 bilhão, 30% a mais. A história da arquitetura financeira e política para a construção dessa dúzia de estádios – que macaqueiam chamando de “arenas” – é uma crônica de como se opera no Brasil. A começar da conversa, mole, de que não haveria “uso de dinheiro público” para estádios. BOB FERNANDES Foi redator-chefe de Carta Capital.

Nosso PLANO DE GOVERNO FOI EXTRAÍDO DA ENTREVISTA COM “MARCOLA”.

“Lasciate ogni speranza voi che entrate!”.

Portugal – favela na cidade de Amadora | Flickr – Photo Sharing!

Essas crianças nunca saberão quem foi Dante Alighieri!

Quem sabe conhecerão Marcola e Beira Mar?

Mas não sê tão ingrata!

Não esquece quem te amou…

E em tua densa mata…

Se perdeu e se encontrou.

Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal:

Ainda vai tornar-se um imenso Portugal!

Have a good time!

Pequenos Incômodos… Grandes Transtornos!

Pequenos Incômodos… Grandes Transtornos!

A somatória das pequenas coisas é o que mensura o tamanho da “encrenca” ou do estado de paz e harmonia!

Sempre tem um pé doente para um chinelo velho.

É infinitamente melhor ser rico com saúde que pobre doente.

Existem momentos na vida em que tudo parece dar errado.

Desde o vazamento de uma torneira até a necessidade de extrair algum dente.

É como diz o ditado popular:

“Deus te dá os dentes, mas não mastiga por você”!

De repente o computador em que estou escrevendo agora deu um “pau”.

Desligou e não havia jeito de fazê-lo voltar.

Foi um “Deus nos acuda”.

Era Control + Shift + Delete insistentemente e nervosamente.

Nada! Absolutamente nada!

A tela do monitor escureceu.

Anotei mais um Pequeno Incômodo em minha mente.

Lembrei-me do Major Murphy:

“Se alguma coisa tem chances de sair errado certamente sairá, e da pior maneira possível”!

E por aí vai andando a empreitada dos Pequenos Incômodos…

Assim nós temos a propensão de achar que:

“Se você esta se sentindo bem, não se preocupe, logo passa!”

Tentando me controlar, levantei da cadeira e fiquei “ciscando” pela casa.

Subi e desci os 18 degraus da escada que une os dois pavimentos da minha morada uma infinidade de vezes.

Afinal:

“O modo mais rápido de encontrar uma coisa é procurar outra”.

“Você sempre encontra aquilo que não está procurando”.

Liguei a televisão e…

Claro que não funcionava.

A TV a cabo estava com problemas de conexão.

Nessas alturas dos acontecimentos, resolvi relaxar.

Confesso que não foi fácil.

Havia uma semana que passei por uma cirurgia de implante dentário.

Foram intermináveis dias se alimentando com líquidos, sólidos cremosos ou pastosos.

Sem contar com a “batelada” de medicamentos.

Mais um fator que corroborou os Pequenos Incômodos… Grandes Transtornos!

Nas “Recomendações pós-cirúrgicas”, a primeira foi a que mais contribuiu para incomodar ainda mais:

Não fumar.

Não tomar bebidas quentes nas primeiras 48 horas.

Alimentação fria ou gelada, líquida ou pastosa nas primeiras 48 horas.

Não fazer esforço físico e não praticar esportes durante sete dias.

Falar somente o necessário nas primeiras 48 horas.

Fazer bolsas de gelo nas primeiras 48 horas.

Não se expor ao sol.

Não fazer bochechos logo após a cirurgia.

No dia seguinte bochechar Listerine três vezes ao dia até a remoção das suturas.

Tomar medicação prescrita.

Remoção das suturas entre 7 a 10 dias.

Parabenizo os odontólogos pelas eficientes e excelentes intervenções.

Fico também envaidecido pelo fato de ter conduzido meu corpo e minha mente de forma á contribuir na breve recuperação.

Porém, antes de todo esse processo, cometi uma gama variada de intempéries.

Provavelmente em função dos estados físico e emocional pelos quais eu estava passando.

“Apaguei” sobrinho em discussão sobre religião em rede social.

Fui chamado de “sem noção” por um “amigo”!

Os motivos podem até serem discutidos com mais amiúde…

Uma brincadeira poderá ser de “mau gosto” ou não.

Tudo vai depender dos estados de ânimos entre os partícipes.

Enfim, acabou sendo incluído em Grandes Transtornos!

Tentei concertar, pedindo desculpas…

Não houve resposta.

Tudo bem então!

Vamos em frente!

“Existem dois tipos de esparadrapo: o que não gruda e o que não sai”.

As “coisas” começaram a melhorar quando consegui, após vários telefonemas, transferir valor em transação bancária pela internet.

A TV voltou ao normal, o computador se restabeleceu como se fosse um passo de mágica e as flores no jardim floriram com o início da Primavera!

Será que cometi muitos pecados na vida?

Matei muitos passarinhos com estilingue?

Bom, é chegado o Yom Kipur.

É o Dia do Perdão, uma das datas mais importantes do Judaísmo.

No calendário judaico começa no crepúsculo que inicia o décimo dia do mês hebreu de Tishrei (que coincide com Setembro, Outubro ou Novembro), continuando até ao seguinte pôr do sol.

Os judeus tradicionalmente observam esse feriado com um período de jejum de 25 horas e oração intensa.

Ao longo de todo o ano o homem comete toda sorte de erros e pecados, voluntários e involuntários.

 O processo da teshuvá (arrependimento, retorno ao bem) não poderá realizar-se magicamente em um dia.

 A tradição judaica coloca ao mês de Elul, último do ano, como prefácio para ir preparando o homem para a reflexão profunda, até o grande caminho interior.

 Cedo, nas manhãs de Elul se ouve o som do shofar.

Observa-se também que as más ações ou transgressões têm duas polaridades: uma do homem em relação ao homem e a outra, do homem em relação a Deus.

 A primeira é a da vida diária, exterior, social e inter-humana.

 A outra, do âmbito da alma, é o segredo da consciência.

 A primeira é coisa de homens, e os homens têm de resolvê-la:

 “As transgressões que vão de homem a homem, não são expiadas pelo Yom Kipur, se antes não forem perdoadas pelo próximo”.

Daí que se costuma pedir previamente o perdão de nossos semelhantes, se eles não perdoam Deus não poderá intervir.

Assim…

 Se eu não for perdoado…

Só restará…

Pequenos Incômodos… Grandes Transtornos!

Semelhante ao período em que fiz meus implantes dentários:

É o dia do perdão – quando Deus perdoa a todo Israel.

 Durante esse dia, nada pode ser comido ou bebido, inclusive água.

 Não é permitido lavar a boca, escovar os dentes ou banhar o corpo.

 Somente o rosto e as mãos podem ser lavados pela manhã, antes das orações.

 Não se pode carregar nada, acender fogo, fumar, nem usar eletricidade.

 O jejum não é permitido para crianças menores de 9 anos, pessoas gravemente enfermas, mulheres grávidas e aquelas que deram à luz há menos de trinta dias.

Até que cumpri boa parte dessas “empreitadas”!

Pequenos Incômodos… Grandes Transtornos!

Torre de Pizzas

Torre de Pizzas

SONORO DESPERTAR

Acordei, abri a janela e o bem-te-vi cantou olhando para mim. Ontem o sono demorou a chegar. Nem sei se chegou. Às vezes o limbo confunde a percepção. Estava pensando como escrever a continuidade das minhas incursões europeias.  Falando da Suíça, lembrei-me do saudoso amigo Oscar Bolliger, Cônsul que me atendeu e orientou quando, após ter voltado da Europa, pensei em retornar à Confederação Helvética. A ideia era montar uma Comercial Importadora em Berna, onde levaria algumas representações brasileiras. O Bolliger me apresentou o então Secretário de Indústria e Comércio, Antônio Fernando Miranda, que se tornou um bom amigo também. Fernando Miranda, sabendo do meu desiderato, apresentou-me Nicola Minervini, alto executivo da Brown Boveri (empresa multinacional com sede em Zurique) para a América Latina. Acompanhei Nicola durante dois anos em suas andanças pelo Brasil, realizando palestras sobre comércio exterior. Bondade do Fernando Miranda e paciência do Minervini ao me proporcionarem tamanha oportunidade. Fiz muitos contatos para angariar marcas e produtos susceptíveis de serem comercializados na Europa. Em determinado momento, para realizar o pretendido, com boa parte da documentação já providenciada, me foi solicitado pelo Governo Suíço, uma Carta de Apresentação de algum órgão oficial ligado ao setor de exportação e importação. Ingo Zadrozny, então dono da Artex e presidente da entidade mor de comércio exterior no Brasil, me agraciou com tal Carta. Como precisava de um capital inicial de grande envergadura, não pude realizar o projeto de retorno ao coração da Europa. Embora não tenha vingado vitória na empreitada historiada, ganhei muitos amigos e uma experiência impar na caminhada da vida.

Conheci Arnaldo Macedo Caron que me proporcionou a concepção do logotipo de sua empresa de transportes aéreos e o projeto arquitetônico do primeiro terminal de containers fora do Porto de Paranaguá, na saída para as praias em Curitiba.

Logotipo da Comissária de Transportes. Marco Alzamora.

Henrique Lenz Cesar, competentíssimo Desembargador e Presidente do TJP eu já conhecia do próprio Tribunal de Justiça do Paraná, por intermédio do meu pai Juiz de Direito Zanoni de Quadros Gonçalves. A amizade ficou fortalecida pelo convívio de vizinhança nas férias de Caiobá. Sua casa ficava em frente à do Renato Schaitza, meu então sogro, e já tínhamos o Rotary em comum.

Renato Schaitza, minha filha linguaruda Renata com os priminhos Otávio e Alfredo em Caiobá.

Apadrinhado pelo Rotary Club Curitiba (o Curitibão), fiz parte da fundação do Rotary Club Curitiba-Marumby, no qual fui Secretário. Muitas vezes saímos, eu, Henrique e Caron, no enorme iate do último (maior barco do Iate Clube de Paranaguá) e após belíssimos passeios em alto mar, ancorávamos próxima a Ilha do Mel para saborear a moqueca especialidade do bom chef Lenz Cesar. Como era bom de serviço o saudoso companheiro. Chegava a empatar com a moqueca do Rubens Teig nos jantares da Confraria do Lechaim (Grupo de amigos do Centro Israelita do Paraná que se confraternizam todas as terças feiras de cada mês, revezando-se na cozinha).

Marco e um amigo “sabra”. Confraria do Lechaim!

Le Grand Chef Rubens Teig e o Poderoso Chefão da Confraria Isaac Ingberman.

Ao fundo o Guardião da Vodca (Lechaim) Claude Hasson.

Nessas andanças, eu não poderia deixar de citar dois grandes companheiros dos tempos idos:

Odone Fortes Martins (Jornal Indústria e Comercio) e Miguel Zattar (Labra).

Odone Fortes Martins

O empresário Odone Fortes Martins já foi membro dos Conselhos Superior e Deliberativo, vice-presidente (1990/94), primeiro vice-presidente (94/96), vice-presidente e coordenador do Conselho Político (2008/2010) e vice-presidente e coordenador do Conselho de Comércio Exterior e Relações Internacionais na Associação Comercial do Paraná.

Se o meu amigo “Sancho Pança” comentasse a foto, diria:

“Lá vai o ‘Mala’ e as malas”

De pronto eu responderia:

São malas com alças! Mané! Viu SSP*?

*Seu Sancho Pança – El Bruxo doravante!

No Brasil a Torre se chamaria:

“BALANÇA… Mas Não Cai”!

E… Io cammino per le strade!

E Ando Devagar…

Guardando na memória:

Oscar Bolliger

Antonio Fernando Miranda

Nicola Minervini

Ingo Zadrozny

Arnaldo Macedo Caron

Renato Schaitza

Henrique Lenz Cesar

Zanoni de Quadros Gonçalves

Rubens Teig

Isaac Ingberman

Claude Hasson

Odone Fortes Martins

Miguel Zattar

TRANSITANDO… POETIZANDO… POLEMIZANDO POLETIZANDO… – Licenciosidade poética –

TRANSITANDO… POETIZANDO… POLEMIZANDO

POLETIZANDO

 – Licenciosidade poética –

Minha mulher olhou para mim e me desafiando falou:

“Quero ver você ser poeta falando deste trânsito”!

Todos os dias, penso duas vezes quanto à coragem de sair de casa. 

Fui buscar os DANTES!

Lembrei-me da escrita do Dante Mendonça para completar o caos:

Para o eleitor do sexo masculino, machista por natureza, é próprio das mulheres a falta de espírito de decisão, a capacidade de decidir ou resolver de pronto. Usando como exemplo uma velha piada, no trânsito temos uma colisão na via de mão dupla: 

– Seu guarda, a madame  fez sinal que ia entrar à esquerda. Acelerei, também desviei à esquerda, e fui com tudo pra cima do carro dela. 

– Mas a senhora não estava sinalizando que ia entrar à esquerda? 

– Justamente! É inacreditável, mas ela entrou de fato à esquerda! Quem iria imaginar? O normal seria a madame sinalizar à esquerda, e entrar à direita!

Quando não penso no trânsito, saio mais rápido, sem titubear.

Protelado o massacre do stress, vencido o primeiro medo, mergulho no fluxo sanguinário de artérias entupidas, congestionadas, cujo sistema nervoso assemelha-se às questões anatômicas de um corpo doente.

Não dá para ser poeta do caos.

Dante Alighieri em sua viagem guiada pelo poeta romano Virgílio, poetiza o inferno.

Dante e Virgílio no Inferno, quadro de William-Adolphe Bouguereau. Wikipédia.

No trânsito esses corpos se metamorfoseiam em automóveis de aço.

No estado e na capital paranaense temos os ANÉIS como forma de sugerir fluxos mais fluídicos e induzir ao progresso.

ANÉIS…

Anel de integração… Anel viário…

Anelado, continuo pensando em como fazer poesia, sem heresia e com cortesia.

No poema de Dante, o inferno é descrito com nove Círculos de sofrimento localizados dentro da Terra.

Belo Horizonte, a primeira cidade brasileira projetada e concebida, pelo urbanista Aarão Reis, tem como conceito concepcional o sistema radial, com muitos anéis até a Avenida Contorno. Os raios têm seu ponto central na Praça Sete. A cidade foi planejada para acomodar 600 mil habitantes.

Aqui até houve proposta com similaridade conceitual. Plano Agache.

Agache aqui… Aarão lá!

O trânsito continua a “lesma lerda”.

Sem querer ser cínico, engraçadinho ou poeta, a lerdeza é a mesma!

Se colocarmos os nove Círculos de Dante no caminho de onde estamos e para onde vamos, aqui seria diferente de Belo Horizonte. Lá o mineirinho diria: “doncovim, oncotô… proncovô?”.

Aqui, o atleticano xinga o coxa-branca e vice versa. O torcedor do Paraná Clube fica quietinho… E assim o trânsito continua não fluindo!

Há alguns anos passados escrevi que o trânsito em Curitiba funcionava como um relógio suíço.

 Era o arquiteto Marcos Prado o responsável pelo DETRAN.

Sincronia de sinais como sinfonia de pardais!

Outro tempo é claro.

O adensamento vertiginoso despreza a lerdeza do planejamento.

Entre “tapas e beijos”, os tapa-buracos!

É! Obras também corroboram o caos transitório.

Necessárias para melhoria e conforto da população, carecem de planejamentos minuciosos para diminuir os transtornos na saúde da urbe.

Voltemos à poesia de Dante e Virgílio.

Portal do Inferno:

Portal do Inferno não tem portas ou cadeados, somente um arco com um aviso que adverte: uma vez dentro, deve-se abandonar toda a esperança de rever o céu, pois de lá não se pode voltar. A alma só tem livre-arbítrio enquanto viva, portanto, viva se decide pelo céu ou pelo inferno. Depois de morta, perde a capacidade de raciocinar e tomar decisões.

Arco, anel e circulo… Parace que tudo está “redondinho”.

Soma-se a isso tudo, os carrinheiros; motoqueiros; estacionamentos em fila dupla (carros, caminhões e até pedestres afoitos); mal traçado trajeto de coletivos.

Revista Eletrônica do Grupo Educacional Uninter

Foto: Larissa Glass

Êta ferro! Eu que já fui motoqueiro fico pensando que trabalhar com moto deve ser “osso duro de roer”.

Melhor seria fazer como meu irmão Vinícius…

Vai navegando sem destino pelo mundo a fora…

Para trás, só olhando no espelhinho.

Quando chega a alguma paragem, estica os músculos e continua sua viagem rumo ao desconhecido.

É como velejar no asfalto… Com motorzinho bem turbinado.

Ciclonibus via?

Ligeirinho invade trecho da ciclofaixa da Rua Marechal colocando em risco integridade dos ciclistas: “Tenho horário para cumprir”, justifica o motorista.

Alexandre Costa Nascimento/Ir e Vir de Bike

Tire a gravata e vá trabalhar de bicicleta!

Idiosincrasias dicotômicas ou dicotomias idiosincráticas?
“O cérebro encolhe e fica titica de galinha”

Antonio Costa/ Gazeta do Povo

Para taxistas, Avenida Visconde Guarapuava lidera lista das vias com pior tráfego em Curitiba.

Como sempre me dizia o saudoso amigo, companheiro e padrinho das minhas artes, Dino Almeida: “O curitibano já é ruim de boleia… Quando chove então o cérebro encolhe e fica do tamanho de uma titica de galinha”!

Situação bastante comum e incômoda em vários pontos da urbe.

No trajeto minha mulher falou que será difícil poetizar com esse infernal trânsito.

Lembrei-me do Zé Lopes, garimpeiro no Tocantins que comprou diploma de advogado para herdar uma fazenda, como procurador.

“Difícil é pegar galinha pela orelha”! 

Esse trânsito está um chute, de bico, no apêndice pendular masculino!

Pô, o cara tem uma BMW!

No trânsito, para ser poeta… Só se for trabalhar de bicicleta!

Mas… Tem que ser atleta!

Cala a boca seu poeta!