Sublime Som das Esferas!

Sublime Som das Esferas!

A ideia de escrever sobre esse Sublime Som, que paira em nossos tímpanos pela eternidade, foi quando assisti a um vídeo enviado de Israel. Beni, o cineasta autor da pequena película, filmou aquela linda criança que atende por Avraham Israel e que apelidamos de Pitz Pon (pequeno) Embora o pai dele (Beni) já ache que ele (Pitz Pon) seja gadol (grande). Aprendendo tocar shofar, o encantador menino faz uma apresentação de som e imagem que nos enleva aos píncaros do etéreo!

Google – Imagem – Shofar

Shofar (do hebraico שופר shofar) é considerado um dos instrumentos de sopro mais antigos.

Somente a flauta do pastor – chamada Ugav, na Bíblia – tem registro da mesma época, mas não tem função em serviços religiosos nos dias de hoje.

O shofar não produz sons delicados como o clarim moderno, a trombeta ou outro instrumento de sopro, mas para os judeus, o shofar não é apenas um instrumento “musical”.

É um instrumento tradicionalmente sagrado.

Na tradição judaica, lembra o carneiro sacrificado por Avraham (Abrão) no lugar de Yitschac (Isaac) através da história da Akedá (amarração de Yitschac), lida no segundo dia de Rosh Hashaná. Wikipédia.

Com esse tema em minha cabeça, resgatei alguns momentos sublimes onde participei de Convocações Ritualísticas na AMORC – Antiga e Mística Ordem Rosa Cruz. Fiz parte da Equipe Ritualística e Iniciática laborando como Guardião Interno do Templo.

 Os sons vocálicos emitidos possuíam vibrações que nos transportava ao patamar mais elevado do Universo.

Os Sons Vocálicos harmonizam os ambientes. Nos ensinamentos da AMORC aprendemos que se entoa “à plena voz” sem que nos preocupemos com a qualidade da mesma, uma vez que as vibrações dos nossos pensamentos são recebidas pelo Cósmico, responsável por produzir resultados específicos, desde que todas as condições estejam atendidas. Como no som do shofar!

Google – Imagem – Mantras e Sons Vocálicos

Os movimentos dos céus não são mais que uma eterna polifonia.

Harmonices Mundi (1619), Kepler.

Pesquisando no excelente site do Portal do Astrônomo sobre as Leis de Kepler, esbarrei com a conclusão filosófica e metafísica:

A diversidade dos fenômenos da Natureza é tão vasta e os tesouros escondidos no Céu são tão ricos precisamente para que a mente humana nunca tenha falta de alimentos.

Mysterium Cosmographicum (1596), Kepler.

Mas o que corrobora o assunto em questão é a 3ª Lei, relacionando os sons produzidos pelos diversos planetas. Concluindo que os planetas mais longínquos eram mais lentos, Kepler entendeu que os sons produzidos seriam mais graves à medida que a distância ao Sol aumentava.

Kepler deduziu os intervalos musicais produzidos por cada planeta. Para ele, a melodia produzida por cada planeta não era uma sequência de notas distintas, mas sim um único som eterno, a variar continuamente entre o mais grave e o mais agudo, como o som produzido por um violinista deslocando continuamente o seu dedo, sem o levantar, sobre a corda do seu violino.

Enquanto vou teclando minha lavra, num quase silêncio, pensando no tutu emitido pelo shofar do Pitz Pun, cujo pai dele acha que já é Gadol, me dou conta de que existe som no silêncio. Tudo é sonoro na natureza. Fui andar na chuva e escutei os pingos d´água jorrando e emitindo sons diferenciados, dependendo da superfície em que caíam. Ontem, antes de cair no sono, o silêncio era tanto que meus ouvidos escutavam meus pensamentos. “Durma com um barulho desses”! Sim! Conforme nosso estado de espírito até o “barulho” pode ser sonoramente agradável. Se nós estamos irritadiços, qualquer “triscar” sonoro nos incomoda!

Cantando Simon e Garfunkel:

Olá escuridão, minha velha amiga…

Eu vim para conversar com você novamente…

Por causa de uma visão que se aproxima suavemente… Deixou suas sementes enquanto eu estava dormindo…

E a visão que foi plantada em minha mente…

Ainda permanece…

Dentro do som do silêncio…

Em Música Nas Esferas – Espaço de Reflexão Sobre Questões Musicais lê-se o seguinte:

Amphion, filho de Júpiter e Antíope. Quando se torna rei de Tebas, quer fortificar a sua cidade construindo uma muralha à sua volta. O seu talento musical era de tal forma que, ao cantar, as pedras se deslocavam ao ritmo da voz, marchando para as suas posições na fortificação. Talvez seja a mais antiga referência escrita à importância do ritmo como elemento primordial da música.

“Isso é música para meus ouvidos”!

Para Ludwig van Beethoven, não foi só em seus ouvidos que a música se perpetuou.

Sublime Som das Esferas!

Em Viena surgiram os primeiros sintomas da sua grande tragédia. Foi-lhe diagnosticado, por volta de 1796, estando com seus 26 anos de idade, a congestão dos centros auditivos internos, o que lhe transtornou bastante o espírito, levando-o a isolar-se e a viver grandes depressões.

“Devo viver como um exilado. Se me acerco de um grupo, sinto-me preso de uma pungente angústia, pelo receio que descubram meu triste estado. E assim vivi este meio ano em que passei no campo. Mas que humilhação quando ao meu lado alguém percebia o som longínquo de uma flauta e eu nada ouvia! Ou escutava o canto de um pastor e eu nada escutava! Esses incidentes levaram-me quase ao desespero e pouco faltou para que, por minhas próprias mãos, eu pusesse fim à minha existência. Só a arte me amparou!”.

Ludwig van Beethoven, in Testamento de Heilingenstadt, a 6 de Outubro de 1802.

Assim:

Pessoas escrevendo canções

Que vozes jamais compartilharam

E ninguém ousava

Perturbar o som do silêncio…

Ludwig van Beethoven já escutava no futuro as notas de Simon e Garfunkel

O Som do Silêncio! Sublime Som das Esferas!

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