Que Azedume Gelado…

Que Azedume Gelado…

Acordei um limão muito azedo hoje. Nem passarinho cantando adoçava meu azedume.

Nem sei se tinha passarinho cantando com esse frio.

Síndrome de um domingo sem fim, igual ao romance do Kent Follet, “Mundo Sem Fim”.

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O passarinho cantou sim… Eu é que não escutei.

Estava com preguiça de ler 1000 páginas.

Soltei bafos nas mãos para ver se esquentavam…

Após um primeiro turno político, comecei a cuspir fogo pelo bafo quente… Como o amigo da foto abaixo…

Ou melhor, ainda…

Já que com esse, o estresse é politico.

Entre outros estressados é claro…

Quase queimei a mão. Mas esquentou um pouco.

Pensei nas estrofes do Hino Nacional…

Brasil… Sem Lábaro… Sem Buril…

O Resto da Rima…

Fica por Conta… De Quem aqui Pariu!

Fui pagar contas pela internet… Estava fora o sistema.

Tentei outro banco, a senha estava bloqueada. Mandava ir desbloquear num caixa eletrônico. Fui. Estavam todos travados e prendendo meus queridos cartõezinhos…

Queridos? Uma merda… Só iludem a gente mentindo que a gente pode comprar. Pagar é que é “foda”.

Azedo, com frio e com uma gripe que dói na garganta, minha prosa só poderia ser esse limãozinho que estou descrevendo. Tudo bem, amanhã será outro dia.

Opa! Estou tentando me convencer que sou otimista?

Não era essa a ideia quando comecei a teclar.

Estou azedo e quero ficar azedo e ninguém tem nada a ver com isso.

Parece criança né? Síndrome da semana do dia das crianças. Que preguiça ser criança de novo. Mas é melhor que ser adulto azedo.

Tá nervoso? Vai pescar idiota! Com esse frio? Vá ao supermercado e compre o peixe já congelado… Tão custoso quanto!

Se eu quiser fazer alguma coisa eu faço… Se não quiser não faço!

Lembrei-me do José Zokner (Juca), que após ter comprado seu livro “RIMAS PRIMAS & Outras Constatações”, ele me escreveu num guardanapo:

“Ler o meu livro que deverá ficar à mão em cima do criado mudo. Ler antes de… Ou depois de… Jamais ao invés de…”.

“Ah, esse nosso vernáculo”…

Criado mudo? Mesinha de cabeceira? Sei lá Juca!

Indutor ao ato substitutivo?

Faço isso e não faço aquilo?

Acho que eu estou azedo por que eu quero mesmo.

Nem mel adoça. Mas o gelo gela!

Que saco esse frio.

Quem matou Odete Roitman?

Quem matou Max?

Sai fora Carminha!

Vamos brincar no Facebook!

Lá a gente fica sabendo de tudo.

Obá! O domingo está chegando ao fim.

O frio ainda não.

Ah! Mas teve um dia bacana esta semana. Foi o aniversário do meu irmão Luiz Aurélio. Dia 12, dia da criança. Sentei ao lado do Sergio Reis. Que papo interessante. Ex-diretor de marketing do Bamerindus, assim como Luiz Aurélio, elogiou meu ultimo artigo “Aquelas Mulheres de Atenas…”.

Fiquei mais fã dele ainda. KKK… Vaidade! Ego! Escambau!

O domingo gelado e azedo ainda não tinha acabado quando vi meu vizinho Gerson fazendo uma calçadinha de paver na casa dele.

Pensei… Esse Gerson não tem mal tempo!

Será que gente assim não fica azeda?

Acho que ele não! Está sempre fazendo conserto terapia.

Tudo bem, ele é 20 anos mais novo do que eu.

Azedume é coisa de velho?

Rabugento?

Quando eu era criança, eu não cansava andando na Rua XV. Minha Vó Jupira Tomagnini me carregava.

Sem azedume e sem rabugice.

Isso era Curitiba com calçadas ilustradas de pinhão.

Os carros tinham pneus com faixas brancas.

O tempo passa… O tempo voa… E a Poupança Bamerindus continua numa boa…

Lembrei-me do Toni. Aquele barbudo simpático que fazia a propaganda do banco.

Ali tinha também Eloi Zanetti.

O Toni entrava num restaurante ou bar e perguntava para o garçom:

“Tem grapette?”

O garçom respondia:

“Não”…

O Toni continuava:

“Tem Crush?”

“Não”…

“Então me dá um Black mesmo!”…

Êta tempo bão!

Oba! O domingo acabou!

Volto a escrever amanhã. Segunda fria também.

Day by Day!

Alles zu sine zeit!

Na Toca do Coelho da Coluna do Aroldo Murá, a pepita de ouro foi para analise… Deu pirita!

Humor Coelhino.

Brinco sempre com o Antonio Carlos Coelho. Ele me chama de rabequista.

Disse para ele que a lã angorá era confeccionada com pele de coelho domesticado para substituir o cashmere.

A lã angorá é um tecido de lã fino e macio feito a partir do pelo do coelho angorá.

Esse dia ele não quis nem comer cenoura!

Antonio Carlos da Costa Coelho: ouvido atentíssimo

Bom de prosa e verso.

Tô de olho em você!

Domingo é dia de intermináveis passeios no shopping com minha mulher e sogra. Elas passam um milhão de vezes em frente da mesma vitrine e sempre comentam as mesmas coisas sobre os produtos expostos.

Quando minha sogra liga dizendo que não quer ir almoçar, por que passou a noite em claro e está “esbodegada”, lembro-me do meu avô dizendo que uma coisa chata era uma coisa “muito aborrecida”. Quando alguma criança passava fazendo bagunça, ele dizia “não chacoalha menino”.

Vô José Alzamora e meu filho Rodrigo.

Tô de olho nesse seu azedume!

Nem mel adoça essa joça…

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Embora a semana tenha começado com sol, não posso abandonar o azedume. Ele é contagiante e duradouro.

Acho que vai acabar depois do dia 28, eleições. O ar vai ficar mais leve. Em Brasília vão plantar limoeiros nos canteiros das principais avenidas.

Vão lançar a bolsa açúcar e a bolsa 51.

O lema vai ser “mais cachaça nessa joça, uma boa ideia”.

Bebum brasiliense vai ter caipira de “grátis”!

Lewandowski absolve Dirceu e diz que ‘não há prova documental’ contra o réu.

Vai lançar a Vodka Lewandowski.

Vodka Sobieski 750 ml

Como se ele “sobieski” alguma coisa!

Bota limão nessa figura impoluta!

Não dá para dizer que ele é um grande filho da Pátria!

Dá para não ficar azedo?

É sacola “saco cheio” pra lá… Das ilhas Cayman!

Sem fugir das arraias… E da Raia!

Água transparente e vodka fresca dão para arrancar o azedume de qualquer um. Mas tem que ser da turma não muito transparente.

Deitado em rede esplêndida…

Assim como o céu varonil…

Desse Brasil… Sem Lábaro… Sem Buril…

O Resto da Rima…

Fica por Conta… De Quem aqui Pariu!

Encontra a preguiça na caliça… Dessa justiça postiça…

Vai Lewandowski “numa boa” Zé Mané!

Levanta esse seu chulé e vá chupar limão de picolé.

Se você não acrescenta nada…

Sou só Limão!

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