Os Gatos e… As Tribos de Israel

Os Gatos e… As Tribos de Israel

Assim começou minha jornada pela Terra Santa!

Realizando o sonho da minha mulher em estar mais próxima dos netos sabras, começou a grande maratona!

Com o calor infernal do verão, fomos mudando de casa em casa até conseguirmos um apartamento mais definitivo para alugar.

Lembrei-me do meu avô José Alzamora quando dizia “Isto é uma Massada”, referindo-se a uma caminhada cansativa.

Massada, que, provavelmente, significa “lugar seguro” ou “fortaleza”, é um imponente planalto escarpado, situado no litoral sudoeste do Mar Morto.

 O local é uma fortaleza natural, com penhascos íngremes e terreno acidentado.

Imagino que a expressão fosse usada pela dificuldade do acesso até lá.

Penso que a minha decisão em mudar radicalmente o “rumo da prosa” ou “zona de conforto”, objeto de assumir essa empreitada, foi uma grande expectativa de encontrar “lugar seguro” ou “fortaleza”!

Assim seja!

Que a “paz profunda” esteja confirmando o Salmo 32:8:

Instruir-te-ei e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos”.

Embora não seja judeu de nascimento, minha alma é judaica.

Invoco a famosa frase na língua alemã:

“Alles zu seiner zeit”!

“Tudo ao seu tempo”!

Tenho que ter paciência para continuar essa grande jornada.

Entre um lindo por do sol e o nascer de uma esplendorosa lua, minha cabeça gira em infinitos megabytes!

Conseguimos um bom apartamento perto da praia de Rishon Lezion ao sul de Tel Aviv.

Como a maioria das edificações, são péssimas as instalações hidráulicas e elétricas.

Não existe mão de obra boa por estas bandas.

Não há manutenção em quase tudo.

Cheguei a pensar:

“É o fim da picada”!

Mudar de casa na mesma cidade já é cansativo. Mudar de um país para outro… Imaginem!

Embora tivéssemos a ajuda de muitos amigos na Terra Santa e muito bem atendidos pelos serviços públicos, nossa ansiedade e angústia não se acalmam.

Vale o sorriso de alegria da minha mulher quando está perto dos netos.

Vale ver o por do sol na praia.

Foto tirada pela minha mulher em um mágico final de tarde em Rishon Lezion!

Vale estar em um país onde se pode deixar a bolsa em qualquer lugar e não ser furtada.

Ok! Vamos discorrer sobre Os Gatos e… As Tribos de Israel.

Praticando uma das matérias que estudei na Faculdade de Arquitetura, mergulhei na fascinante cadeira acadêmica Semiótica Arquitetônica.

Busquei também outra extensão cultural para completar a observação, Sociologia Urbana.

A frase “Quem não tem cão caça com gato” não se aplica na maioria dos Distritos de Israel.

Grande parte dos habitantes possui um cão.

Os gatos estão por toda a parte… Até descansando em um colchão.

Em polêmica questão de castrar os felinos vadios onde, nos últimos anos, mais de 100 mil foram castrados e esterilizados pelas autoridades, está longe de ser uma praga comparável às que se abateram sobre o Egito quando Ramsés se recusou a ouvir Moisés.

Porém, quando o sol se põe, a sinfonia nas ruas da Terra Santa soma-se ao bater das mesas e o barulho dos talheres para o jantar.

Os sons se completam com as canções judaicas e do topo do minarete o muezim (encarregado de anunciar em voz alta) chama os muçulmanos para oração.

Enfim, os gatos, segundo a tradição local, foram trazidos pelos britânicos para pôr fim a uma praga mais próxima das do Antigo Testamento: ratos.

Hoje é difícil avistar um nestas ruas da Terra Santa.

Vamos ás Tribos de Israel!

Sentados numa famosa esquina próxima a prefeitura de Tel Aviv, frente à praça onde foi assassinado Yitzhak Rabin, começamos a reparar os diversos tipos humanos que vagueavam pelas calçadas e ruas.

Todas as Tribos de Israel estavam ali representadas.

Só pra lembrar:

Tribo de Israel (do hebraico שבטי ישראל) é o nome dado às unidades tribais patriarcais do antigo povo de Israel e que de acordo com a tradição judaica teriam se originado dos doze filhos de Yaacov (Jacó), neto de Abraham (Abraão).

O sentido de tribo, na Torá, não se refere ao sentido comum de tribo de povos primitivos ou pré-modernos, como as antigas tribos africanas ou as antigas tribos ameríndias, mas sim ao sentido de clã familiar, que é uma forma de organização que vigorou e vigora, sobretudo na Europa Ocidental. As doze tribos teriam o nome de dez filhos de Jacó.

As outras duas tribos restantes receberam os nomes dos filhos de Yossef (José), abençoados por Jacó como seus próprios filhos.

Os nomes das tribos são: Rúben, Simeão, Levi, Judá, Zebulom, Issacar, Dã, Gade, Aser, Naftali, Benjamim, Manassés e Efraim.

Apesar desta suposta irmandade as tribos não teriam sido sempre aliadas, o que ficaria manifesto na cisão do reino após a morte do rei Salomão.

Com a extinção do Reino de Israel ao norte, as dez tribos desapareceriam exiladas por Sancheriv rei Assirio.

As outras tribos restantes (Judá, Benjamim e Levi) constituiriam o que hoje se chama de judeus e serviria de base para sua divisão comunitária (Yisrael, Levi e Cohen).

As “Doze Tribos”, levando em consideração que os filhos de José (Manassés e Efraim), que foram considerados parte das tribos de Israel ficando no lugar de Levi e José na posse de terras, por seu avô Jacó, considerá-los como seus próprios filhos, formando assim, as doze tribos de Israel.

Wikipédia.

Em Israel cada um se veste como quer sem dar a menor importância pela opinião dos outros.

Não importa se jovem ou idoso.

Tem de tudo.

As bicicletas motorizadas e outros equipamentos de movimentação motora circulam nas calçadas e ruas de toda Tel Aviv.

Tem senhora idosa com cabelo vermelho, azul e verde.

Tem meninas e meninos com tatuagens e piercing no nariz e em todas as partes do corpo.

Uns andam descalços e outros com botas em pleno verão.

São tribos que escolhem seus estilos!

Tem gente muito esquisita nessa praça! Hehehe!

Olha a cabeleira da Zezé ao fundo!

É muito divertido estudar antropologia com aulas presenciais na urbe prometida pelos antigos sábios do Sion!

Na parte religiosa também se observa divisões de indumentária e postura como hábitos tribais.

Uma resposta para “Os Gatos e… As Tribos de Israel”

  1. Que bom que a mudança de lugar não interrompeu a escrita e não fez morrer a musa…
    Continuaremos a ter o prazer de ler suas crônicas.
    Gmar Chatoma Tova!!!

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