CHURRASCO NA LAJE

CHURRASCO NA LAJE

Jean-Jacques & Emeline Gauer com algum alemão ao lado falando com o cachorrinho abaixo à esquerda.

Proprietários do Scweizerhof Bern – GAUERGHOTEL, onde fiz minha exposição de desenhos como já divulguei em artigo anterior. Hoje eles aumentaram a rede hoteleira e investimentos.

Lausanne Palace & Spa

Situado no coração de Lausanne com vista para o lago de Genéve e para os Alpes.

O casal não deixou de ser meu MECENAS também, como citei no artigo “MECENATO”. Bancaram toda exposição e os nobres convites às personalidades como Roman Polanski e Elizabeth Taylor, hospedes tradicionais. Como retribuição e gentileza de minha parte, fiz o portrait da Emeline sem cobrar um tostão sequer… kkk

Emeline Gauer Bern 83 

Jean-Jacques gostava de contar piadas.

Eram sempre as mesmas.

-Marco, você conhece aquela do Belga que foi comprar carne? (Os franceses, suíços, italianos e, quem sabe, toda Europa estão para os belgas como o Brasil está para Portugal).

Os Belgas lá são os portugueses cá!

-Não Jean-Jacques, qual?

-O belga era sempre chacoteado pelos parisienses.

Com a devida fama de “sonsidade”.

 Cansado das chacotas foi passar um ano em Paris para se tornar um verdadeiro francês. Fez curso de dicção, mandou confeccionar terno com corte de alfaiate famoso, estudou gestual e passou a pensar (segundo ele) como um verdadeiro parisiense.

Quando foi comprar carne, entrou direto para o balcão de um estabelecimento comercial e pediu um quilo de carne.

Imediatamente o balconista olhou para ele e perguntou:

 “O senhor é belga né”?

O belga ficou estupefato e retrucou:

 Como assim?

Não estou falando como um verdadeiro francês?

Sim, respondeu o interlocutor.

Não estou vestido como um verdadeiro parisiense?

Sim respondeu o vendedor.

Então, como sabe que sou belga?

Meu caro senhor, com o devido respeito, aqui não é um açougue…

 É uma SAPATARIA! 

A outra é mais velha e manjada.

Para fazer amor, falamos em italiano.

 Para fazer negócios falamos em Inglês.

 Para sermos gentis falamos em francês e com nosso cachorro falamos em Alemão! Quáquáquá!

Quando me mudei para a periferia de Berna, Kirchlindach, uns 4 km do centro de Berna, passeava num bosque lindo a 18º negativos.

Parecia filme do Walt Disney.

Esquilos pulando de galho em galho e desprendendo flocos de neve que brilhavam como diamantes suspensórios aéreos.

 Que fique bem registrado:

 EU NÃO USAVA DROGAS.

Era o cenário de desenho animado.

 Carneirinhos deixando a grama bem podada!

Kirchlindach

Nos finais de semana, como ninguém é de ferro, ia até Gstaad raspar a bunda na neve como exímio esquiador.

Dois metros e meio era o percurso máximo que eu conseguia ficar em pé. Ficava hospedado num chalé de uma amiga vizinha do Ivo Pitangui.

Chalés onde os vinhos eram colocados no lado de fora das janelas para ficarem na temperatura ambiente. Casinha do Pitangui na 1ª foto.

Como a gente precisava comer, fui ao alto da estação de inverno fingindo que era um vero italiano.

Manja! Manja que te fa benne!

Depois de estar quase ambientado no pequeno país, fui descobrir um pouco do patrimônio histórico.

A rua abaixo, fotografada do alto da catedral de Berna, foi morada do endoidecido Albert Einstein.

O Jogo de telhados agasalhou a teoria da relatividade.

Foto – Marco Alzamora

Albert Einstein, cidadão suíço.

Albert Einstein, que deu nova perspectiva filosófica e científica ao mundo, viveu vários anos na Suíça.

A casa em Berna, onde elaborou a famosa teoria da relatividade, tornou-se um museu muito visitado.

O museu fica na Kramgasse, n° 49, em pleno centro de Berna, na casa onde o cientista viveu 7 anos.

Esses anos berneses foram dos mais fecundos na vida do cientista. Não é por acaso que a teoria da relatividade nasceu na capital suíça.

“Como foi bonito, meu período em Berna”, escreverá um dia o Prêmio Nobel em suas memórias, quando já se tornara uma espécie de símbolo universal da aspiração do homem ao conhecimento.

Parece que Einstein gostava muito dessa cidade tranquila, das longas arcadas sob as quais passeava, com chinelos verdes, perdido em cogitações.

Fonte: swissinfo, R. Rossello/O.Panchaud (Tradução de J.Gabriel Barbosa).

Indo de um lado para o outro, a caminho de Liechtenstein, fiquei uma semana numa fazenda em Lucerna, precisamente em Ruswil, onde em troca de hospedagem e tortas schartswald (floresta negra), feitas com chocolates nacionais, eu pintei um mural na parede que separava o estacionamento do casarão e o chiqueiro.

 Chiqueiro com assepsia. Tudo em aço inoxidável e brilhando de tão limpo.

Painel em Hüswil – Zell – Schweizerland – Marco Alzamora

Após ter visto muita Ferrari e Rolls-Royce no Principado de Liechtenstein:

Fui passear pelas rodovias vicinais degustando o cardápio regional e assistindo aos passeios do Clube do Rolls-Royce formado por cidadãos da classe média proprietários dos mais variados modelos e anos de fabricação.

É mais ou menos como o Club dos Opalas em Astorga, no interior do Paraná!

Paisagem vista da estradinha onde os Rolls-Royce desfilam.

Fotos Marco Alzamora

Aqui ficou clara a observação que o mundo todo faz:

“Os suíços varrem a paisagem”!

Ao lado da casa maior, é habito e costume, se construir uma casinha menor que se chama stöckli, para acomodar os filhos quando se casam.

Eles ficam por um tempo morando ali.

Cada um com seus “pobrema” né?

Quando eu falava que estava morando na Suíça, os italianos diziam que eu era velho e acomodado.

 Que país sem graça e sem sal!

Tudo é muito certinho e o ônibus para no ponto às 11h22min: 33seg e milésimos escambau!

Aí, “piquei a mula” da Suíça e fui jogar francos suíços na Fontana.

A esperança era a de conseguir todos os meus desideratos.

Da Itália fui para a Grécia e da Grécia para o então recentemente institucionalizado o novo Estado do Tocantins.

Antropologia perde! Lá, no norte velho de Goiás, passei a “grunhir”:

Fui fazer churrasco e uma gambira de baixo dum pé de manguba!

Mas isso é papo para outra hora.

Enchi de moedinhas o meu bolso e de esperanças…

 Minha cabeça!

De tanto me perguntarem se eu não havia feito o auto-retrato, esculhambei com a essência d’alma homenageando os meus pares:

Então, antes de retratar-me…

Fui fazer política, pintei minha cara…

E fui comer CHURRASCO NA LAJE!

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