Céu e Terra

Céu e Terra

Assim é no cristianismo:

“Seja feita a Vossa vontade, assim na Terra como no Céu”!

Assim é no judaísmo:

Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mélech haolam, hamôtsi lêchem min haárets.

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D-us, Rei do Universo, que faz sair pão da terra.

William Shakespeare foi um poeta, dramaturgo e ator inglês, tido como o maior escritor do idioma inglês e o mais influente dramaturgo do mundo.

Também citou os mistérios entre o Céu e a Terra!

A frase “Não tanto ao céu, nem tanto a terra” remete-nos ao ato sugestivo de não nos tornarmos extremistas.

Sem exageros, com equilíbrio.

Céu é substantivo masculino. Espaço onde se localizam e se movem os astros.

Parte desse espaço, visível pelo homem e limitada pelo horizonte; firmamento, abóbada celeste.

Terra é o terceiro planeta mais próximo do Sol, o mais denso e o quinto maior dos oito planetas do Sistema Solar.

É também o maior dos quatro planetas telúricos.

É por vezes designada como Mundo ou Planeta Azul.

Nesse ir e vir encontrei meu amigo e poeta acróstico Celso de Macedo Portugal.

Eu estava estancado na penumbra impeditiva de criar ao anunciar em uma rede social:

Preciso doadores de três órgãos para transplante imediato: hipófise, hipotálamo e pineal!

Pedi ao Celso:

Sintetize Céu e Terra!

Ele pensou um instante e mandou a síntese:

Cosmos…

Númeno!

Númeno ou noúmeno (do grego νοούμενoν) é um objeto ou evento postulado que é conhecido sem a ajuda dos sentidos. Na filosofia antiga, a esfera do Númeno é a realidade superior conhecida pela mente filosófica. Também pode ser entendido como a essência de algo, aquilo que faz algo ser o que é.

No entanto, este termo é mais bem conhecido da filosofia de Immanuel Kant.

No kantismo, o Númeno é o real tal como existe em si mesmo, de forma independente da perspectiva necessariamente parcial em que se dá todo o conhecimento humano; Coisa-em-si, nômeno, noúmeno (embora possa ser meramente pensado, por definição é um objeto incognoscível.)

Está ligado, em Kant, à expressão coisa em si, no original Ding an sich, embora a natureza desta relação tenha alguma controvérsia.

O termo é geralmente usado em contraste ou em relação com fenómeno, que em filosofia se refere que aparece aos sentidos, isto é, é um objeto dos sentidos.

Obs.: Por “perspectiva necessariamente parcial” devemos entender por aquilo que ocorre no tempo, portanto Númeno é um real que não depende do tempo para existir, e por isso o conceito de Númeno se opõe ao conceito de fenômeno (‘no kantismo’). Equivale ao real absoluto.

Etimologia: Advém do alemão Noumenon, plural noumena, palavra criada pelo filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804), a partir do grego nooúmena usada por Platão ao falar da ideia, propriamente ‘aquilo que é pensado, pensamento’, neutro plural substantivado de nooúmenos, particípio presente passivo de noéó ‘pensar’

Pensei: Isso é metafísica pura!

Eu viajei entre o Céu e a Terra naquele ínfimo momento!

Em “Acróstico em Verso” do Celso de Macedo Portugal pude resgatar parte:

A dúvida

Diante da incerteza

Única da verdade

Vejo com clareza

Ilação e alacridade

Duvidar é cegueira

Ao descrer da realidade!

Os opostos Céu e Inferno lembraram-me da afirmação de alguns filósofos:

“O Inferno é aqui na Terra”!

Resgatei a banda Barão Vermelho:

Foi decretado

Estado de calamidade social

Agora já se paga os pecados

Com carnê mensal

O inferno é aqui

E não adianta, nem tentar fugir

O preço que se paga é alto

Para existir

Na rua

O povo todo traz na cara

A insatisfação

Já não sorriem

Tolos miseráveis

Filhos da nação

O último a sair

Que apague a luz

E desça da cruz

Com tempo pra fugir

Em direção a um futuro

Que não terá fim

Por outro lado, em contrapartida, encontrei o grande fotógrafo e ambientalista francês, Yann Arthus-Bertrand, que há mais de 20 anos viaja sobre os céus ao redor do mundo, capturando com seus clicks a beleza da Terra e sua fragilidade, em uma tentativa de protegê-la das destrutivas mãos dos homens.

E eu fico cá com meus desenhos entre o Céu e Terra!

…o Sol, girando na axial, escalava a montanha ou desabava rumo ao mar…

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