O Travo e a Trova

O Travo e a Trova

O Travo brigou com a Prosa
Adverso
Travou
O Verso

Há dias o nascedouro de ideias está seco! Poderia titular o texto como: “Deu um Branco”! Muito comum e sem Criatividade! Mesmo que a aquarela da capa induza á caixas cranianas esbranquiçadas… Existe um momento em que o sangue recomeça a correr nas têmporas! Destravar a mente, nem que seja como um parto a fórceps ou por vácuo extrator (ventosa) é mais fácil que pegar galinha pela orelha! O medo de se expor aumenta. Além disso, sempre me lembro de “O Filho DO HIPNOTIZADOR e outras histórias de estranhas pessoas” de Dennis D:

“Escrever é revelar-se. Por isso, talvez, já disseram que toda escritura – como ofício ou como arte – é apenas uma das muitas faces do exibicionismo humano.”

“Acreditem, mostrar a bunda na janela pode ser menos constrangedor do que expor, em letras, as entranhas da própria sensibilidade”.

Pablo Neruda diz que “Escrever é fácil. Você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca ideias”.

Será? Mesmo o meio sendo uma “merda”?

“A verdade é que não há verdade.”

Pablo Neruda

Por isso e por todo o risco que corro agora, escrevendo, invoco o mestre que diz:

“A timidez é uma condição alheia ao coração, uma categoria, uma dimensão que desemboca na solidão”.

Pablo Neruda

Estamos vivendo um momento mundial carregado de intempéries e incongruências. Os meios de comunicação nos “metralham” com todo tipo de disritmias entre os povos e entre as nações! Há desgaste cultural em civilizações milenares! Um esvaziamento da massa encefálica dos indivíduos e do consciente coletivo torna a superficialidade fator dominante, favorecendo ao tal do “branco da mente”.

O Travo brigou com a Prosa

Prosa é o nome que se dá à forma de um texto escrito em parágrafos. O termo deriva do latim prosa, que significa discurso direto, livre, em linha reta. Trata-se da expressão do “não eu” (ou do objeto), por meio de metáforas univalentes.

Aristóteles já observava, em sua “Poética”, que nem todo texto escrito em verso é “poesia”, pois na época era comum se usar os versos até em textos de natureza científica ou filosófica, que nada tinham a ver com poesia. Da mesma forma, nem tudo que é escrito em forma de prosa tem conteúdo de prosa.

Mudando o rumo dessa Prosa, na ansiosa tentativa de punir o Travo, com o sangue já circulando nas têmporas, vamos falar de Arte!

Arte geralmente é entendida como a atividade humana ligada a manifestações de ordem estética ou comunicativa, realizada a partir da percepção, das emoções e das ideias, com o objetivo de estimular essas instâncias da consciência e dando um significado único e diferente para cada obra. A arte se vale para isso de uma grande variedade de meios e materiais, como a arquitetura, a escultura, a pintura, a escrita, a música, a dança, a fotografia, o teatro e o cinema.

Quem sabe se pelo fato de encontrar-me em algumas dessas variadas formas de expressão, tenha que pagar o “preço” do desgaste de criar, com o famoso “branco”?

Quantas “calorias mentais” são gastas para colorir um desenho?

Seria melhor fazer uma Trova?

Ato de falar e tentar convencer a outra pessoa da sua ideia. Falar “abobrinhas” e fazer com que a pessoa acredite. Pode-se também dizer que seria como um “xaveco”. Trovadores são pessoas que te convencem a algo somente com a fala? Com a escrita é Poeta?

A Criatividade é assunto de reflexão de alguns cientistas e escritores como Vygotsky, Dostoievski, Damásio, Leo Szilard e Jonas Salk.

Em sua obra “Criação e imaginação”, Vygotsky afirma que é a atividade criadora que faz do homem um ser que se volta para o futuro, erigindo-o e modificando o seu presente.

Para esse psicólogo e educador, a criação é a condição necessária da existência e tudo que ultrapassa os limites da rotina deve sua origem ao processo de criação do homem e que a obra de arte reúne emoções contraditórias, provoca um sentimento estético, tornando-se uma técnica social do sentimento.

Para Dostoievski a necessidade de criar nem sempre coincide com as possibilidades de criação e disso surge um sentimento penoso de que a idéia não foi para a palavra.

Antonio Damásio, em seu livro “O Erro de Descartes” diz que criar consiste não em fazer combinações inúteis, mas em efetuar aquelas que são úteis e constituem apenas uma pequena minoria.

Para esse neurocientista, inventar é discernir, escolher. Aponta idéias idênticas às suas quando ele apresenta, em seu livro, afirmações feitas por Leo Szilard e Jonas Salk. Szilard: “O cientista criador tem muito em comum com o artista e o poeta”.

O pensamento lógico e a capacidade analítica são atributos necessários a um cientista, mas estão longe de ser suficientes para o trabalho criativo.

“Aqueles palpites na ciência que conduziram a grandes avanços tecnológicos não foram logicamente derivados de conhecimento preexistente: os processos criativos em que se baseia o progresso da ciência atuam no nível do subconsciente”.

Jonas Salk defende que a criatividade assenta numa “fusão da intuição e da razão”.

Criatividade é, portanto, para mim, a capacidade humana de escolher algumas dentre as várias possibilidades preexistentes e mesclá-las, criando algo inusitado.

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Esse personagem da foto acima comeu bastante maracujá… Ficou calminho… Calminho!

Como era dado a projeções de vidências avançadas, se irritou tanto que criou a Teoria da Relatividade.

E o ano novo começou! O litoral descongestionou. A megalópole se entupiu outra vez. O trânsito voltou a sangrar. Deveriam distribuir suco de maracujá para os motoristas… Se os peixinhos não tiverem comido todos lá no mar do sul.

No resto do Brasil… Varonil… O Travo e a Trova!

As Trevas! Alfafas… E… As Favas!

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Sem comentário… E agora José?

Vai de ônibus ou vai a pé?

Mamãe Eu Quero / Tico Tico No Fubá / Aquarela do Brasil.

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