“Saudosa Maloca…”

“Saudosa Maloca…”

FAVELA

Favela (português brasileiro), bairro de lata (português europeu) ou musseque (português angolano), tal como definido pela agência das Nações Unidas, UN-HABITAT, é uma área degradada de uma determinada cidade caracterizada por moradias precárias, falta de infraestrutura e sem regularização fundiária.

A origem do termo em português brasileiro, favela surge no episódio histórico conhecido por Guerra de Canudos. A cidadela de Canudos foi construída junto a alguns morros, entre eles o Morro da Favela, assim batizado em virtude da planta Cnidoscolus quercifolius (popularmente chamada de favela) que encobria a região.

Wikipédia

MALOCA

Maloca é um tipo de cabana comunitária utilizada pelos nativos da região amazônica, notadamente na Colômbia e Brasil. Cada tribo tem sua própria espécie de maloca, com características únicas que ajudam a distinguir um povo do outro.

“Maloca” vem do araucano malocan, “fazer hostilidade”. Pode ter vindo também do tupi “mar’oka”, quer dizer “casa de guerra; ranchada de índios”.

Google – Malocas Lodge

Pronto, agora que já fomos buscar informações no tataraneto do Francisco Júlio de Caldas Aulete e da sua companheira Barsa, um rapazinho chamado Google, mago da modernidade, vamos desenvolver o tema.

Para não ficar “malocado” nem parecer “maloqueiro”, “Vamu que Vamu” em frente.

É claro que o incêndio recente em favela de São Paulo não é o problema crucial. Salienta-se que o programa contra incêndio não teve verba!

A Lei aprovada em 2009 prevê a instalação de hidrantes, extintores de incêndio e rotas de fuga. Aplicada em 50 favelas, esse número representa 3% das comunidades na capital paulista.

Quando disse Charles de Gaulle em alto e bom tom que “O Brasil não é um país sério”, certamente não estava se referindo a incêndios em favelas.

A França também tem “malocas conglomeradas”.

Penso tratar-se de administrações públicas capengas no decorrer de anos a fio.

Quando o impostômetro brasileiro esbarra às raias do trilhão de reais e a corrupção campeia solta em todas as paragens deste gigante continente é que se mensura a tal seriedade da qual o francês falava.

Favelas existem em todos os lugares.

The New York Times

Dragoi, de 19 anos, é da Romênia, mas vive na França desde que tinha nove anos, recolhendo e vendendo sucata, indo de favela a favela, sendo forçada a sair, conta ela, pelas autoridades francesas, que recebem instruções para manter a ordem pública.

Com já escrevi anteriormente aqui:

Para a maioria das famílias, o problema da moradia ocupa tanto no aspecto material como no imaterial, o primeiro lugar nas preocupações da sua existência. O problema maior é que o mercado imobiliário é regido por órgãos e pessoas que se preocupam somente com receitas, deixando de lado os fatores vitais para que os usuários tenham um nível de vida minimamente desejável.

Devido a sua privilegiada situação, os investidores e promotores exercem um controle absoluto, quantitativa e qualitativamente no que diz respeito à concepção e execução das moradias. Desgraçadamente, o empreendedor não controla com a mesma precisão a “funcionalidade” das moradias, pois enfim não as constrói para si mesmo e sim para vendê-las, ou alugá-las. Essa situação, desfavorável a qualquer inovação, se agrava cada vez mais pelo fato de que o empresário não tem muito interesse no desenvolvimento de princípios ou métodos de construção que ofereçam maior número de alternativas ou possibilidades de utilização múltiplas.

Não falo do morador de rua!

               Flagelo Humano!

Foto Search

Como diria Millôr Fernandes: “É o Caput Mortum da civilização, parido em fezes e urinas a poluição original”.

Em compensação, nem tanto assim compensada, os cariocas possuem em seus morros poéticos, muito mais que barracões de zinco.

Cada acordar deve ser um espetáculo quando o fogo cruzado de fuzis não é o despertador!

Assim “O Rio de Janeiro continua lindo…”.

O Google é o – Tataraneto do Francisco Júlio de Caldas Aulete e da sua companheira Barsa.

Em Israel, o fabuloso arquiteto Moshe Safdie, inspirou-se muito bem nos volumes aglomerados, como as favelas dos morros cariocas e “mandou bala” numa arquitetura racional e de linda concepção plástica.

Arquiteto Moshe Safdie

Imagem Google

Já no Rio de Janeiro…

Rio foi à primeira cidade a se tornar Patrimônio Mundial como paisagem cultural urbana (Foto: AFP)

Enquanto isso, Charles de Gaulle deve estar se torcendo na cova:

Tiririca é eleito um dos melhores parlamentares do Brasil.

Tiririca foi eleito um dos melhores deputados do ano. (Foto: Dida Sampaio/AE)

Da palhaçada à seriedade!

País sério ou engraçado?

Melhor é Palhaço Político que Político Palhaço!

E eu continuo, melhor que o Charles, a “Couché dans un berceau splendide”.

Curitiba, cidade modelo para muitos parâmetros urbanos, também perece do sintoma de ocupação desordenada.

Paola Carriel e Polianna Milan/Jornal de Londrina

800 mil paranaenses residem em habitações irregulares

Por Amauri Brevilheri em ago. 19th, 2011.

Cerca de 800 mil paranaenses vivem em favelas ou loteamentos irregulares.

O Paraná não foge a regra e carece, tanto quanto os outros estados, de maior atenção ao problema.

É notável a incapacidade de controle das administrações públicas no que tange ao crescimento desordenado.

A desordem urbana é característica na maioria das metrópoles. A cidade não planejada tem seu crescimento espontâneo, desordenado e, a partir de um determinado estágio, vê estrangular-se a qualidade de vida desejada. Com o aumento da população, a vida se torna cada vez mais proibitiva, social e economicamente, as condições de vida são precárias nos centros superpovoados, onde é peculiar a minimização de áreas livres e aspectos de salubridade bastante deficientes. A cidade como “um aglomerado permanente, relativamente grande, denso de indivíduos socialmente heterogêneos, ressente-se da falta de planos de zoneamento e de legislação que possam canalizar o seu desenvolvimento sem detrimento da condição de vida de seus habitantes”.

Igualmente generalizáveis para todas as grandes metrópoles, acrescentam-se os problemas com a poluição e com as redes de esgoto que se mostram de todo insuficientes para responder a um crescimento exagerado que não se previu e dificilmente, ou nunca, se poderá conter.

Do acumulo do lixo urbano, a formação do lixo humano é apenas um passo, um curto trecho percorrido pelas classes mais baixas em quase todas as grandes metrópoles.

Imagem Google

Dentro deste quadro de “rush” permanente, ruído, lixo, poluição e isolamento, o homem das classes médias em especial (que não conta com os recursos das faixas mais abastadas para afastar-se das grandes metrópoles e não possui a mesma capacidade de luta e resposta das camadas mais baixas) encontra-se asfixiado, acuado e oprimido por uma vivência em ritmo permanentemente acelerado, dentro de um monstro de tecnologia e concreto, cuja realidade e complexidade são capazes de entender.

Se em termos clínicos, situássemos os problemas da cidade grande, longe de ser grande cidade, concluiríamos pela existência de uma síndrome, isto é, de um grupo conexo de sintomas. E certamente iniciaríamos o quadro desta síndrome pelos evidentes sinais de hipertrofia presente neste crescimento vertiginoso, irregular e patológico.

Se de um lado os métodos clínicos empregados pelos urbanistas, nas metrópoles mais antigas, têm-se mostrado de todo insuficientes, as previsões ressalvam algumas esperanças para as cidades mais novas, em fase de crescimento, cujos administradores deverão valer-se dos exemplos deixados pelo velho mundo.

Num questionamento mais astronômico, pergunta-se:

Quanta gente poderia habitar esta nave espacial que chamamos Terra?

Está o mundo urbano evoluindo de forma que permita acreditar que pelo menos 10 bilhões de pessoas poderão habitar nas cidades deste planeta no ano 2020 vivendo razoavelmente?

O que acontecerá com o homem? Com suas instituições políticas e seus traços culturais, num mundo que se urbaniza assim desta forma e tão rapidamente?

Um grupo londrino conhecido por “Archigram” desenhou uma cidade-esteira para unir toda a Europa, na qual os prédios são encaixados nas mais diversas ordens e hierarquias.

Google Archigram

Em Israel, Moshe Safdie construiu casas que são como brinquedos de armar e diz que a “arquitetura morreu”.

Google Moshe Safdie

Nos EUA, Buckminster Fuller levou para prancheta uma cidade-casa, construída sob um domo tetraédrico, para flutuar na baía de Tóquio, com um milhão de pessoas.

Google Buckminster Fuller

Em Atenas, Doxiadis, autor do plano do Rio, nos disse que os homens estão se tornando meio-gente, meio-automóveis.

Google Doxiadis, autor do plano do Rio.

Em Paris, Candilis nos diz que a megalópole (áreas metropolitanas que se juntaram) é o “casamento da vaca com a chaminé”.

Hygiene school in Oran, Hammam Bou Adjar, Algeria, by Mauri ET AL, Candilis, ATBAT-Afrique, 1957.

Qualquer semelhança é mera “sacanagem”.

É claro que o projeto do Oscar é mais bonito!

Qual destes gênios poderia definir a solução para os problemas que surgem entre a superpopulação e o meio ambiente?

Google A SUPERPOPULAÇÃO MUNDIAL. Fonte: TUDO SOBRE.

Quem vai enfiar o pé na jaca?

Imagem Google

A solução?

Ganhe na sorte grande e compre uma maloca na favela do Dubai…

Imagem Google

Imagem Google

“Saudosa maloca, maloca querida”.

“Dim… Dim donde nóis passemo os dias feliz de nossas vidas”.

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