Horizonte Nublado

Horizonte Nublado

Existem dias em que tudo parece esfumaçado e a nitidez fica embaçada.

Por dentro e por fora do observador.

Pensei num tema para escrever e me veio à cabeça…

“Nuvem Sobre o Santuário”…

“Pare o Mundo que eu quero Descer”…

“Chutando o Balde” e assim por diante…

Não era o caso quando fiz a foto da capa, na divisa da Itália com a Suíça.

Lá, o observador enxergava com romantismo a simbiose entre o céu e a terra, na estreita relação da matéria e do espírito.

Outras vezes, revendo a foto, enxerguei de formas diferentes.

Isso corrobora o fato de quando observamos uma pintura ou lemos um livro pela segunda vez, poderemos ter pontos de vistas diferenciados.

O estado de espírito é fator determinante no aspecto daquilo que captamos, sentimos e enxergamos.

Aí deparei com as possibilidades de ir e vir nessa maratona que é viver.

Hoje… Está bom… Amanhã… Será?

Somente esperando para ver! Pensei também na teoria da “Noite Negra”! Todos devem passar por ela.

Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.

Chico Xavier

Nos dois primeiros dias desta semana, em que começo escrever a minha Coluna, permaneci com o cenho franzido desde o acordar até o dormir.

Fiz massagem com os dedos, passei creme para a pele… Nada!

A marca ficou para cultivar rugas.

Sentimentos negativos?

Deve ter sido!

E daí?

Porque não canalizo somente pensamentos positivos?

E as Leis de Murphy?

Fingir Até Conseguir

Sabia que podemos tomar emprestada uma versão melhorada de nós mesmos antes que ela se manifeste?

Imagine como a pessoa que você realmente gostaria de ser lidaria com as questões do dia a dia, e então seja essa pessoa!

Com a prática, esses comportamentos mais positivos passam a ser nossa segunda natureza.

Podemos fingir ser ou sentir algo que não somos ou não estamos sentindo até esse fingimento tornar-se realidade.

Porque as coisas às quais damos energia se tornam nosso destino.

Yehuda Berg

É verdade!

Imagino um diálogo entre Murphy e Yehuda!

Iriam sair faíscas pelas ventas!

Murphy diria: “Um atalho é sempre a distância mais longa entre dois pontos”.

Murphy disse: “Se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível”.

Eu diria que para sair da “zona de conforto”, basta furar um pneu quando a moça está de salto alto.

Ou mesmo com outros trajes, em que não tem para onde correr…

Tudo depende do ponto de vista do observador.

Vera Wilson escreve no Bom Dia Hoje do Sigmar Sabin. Em uma de suas escritas salientou:

Você está desacreditado Marco?

Conecte-se com a beleza natural de tudo que está em sua volta. Nas cores, nos sons e no brilho da natureza. Como não acreditar em algo belo, perfeito quando vemos as flores desabrocharem, os pássaros cantando, o sol nascendo e se pondo com um colorido novo a cada dia? Acredite que você é parte de algo lindo, você é uma peça essencial para que o conjunto se faça, por isso acredite em você e nessa sua força, não a deixe escondida, mostre que é possível renovar as esperanças na vida e alegrar-se com as coisas mais simples. Perdoe, releve, esqueça, aprenda com tudo que de ruim acontece. Sorria, acredite, sonhe, celebre os momentos bons para que se tornem mais presentes na sua vida…

Vera está mais para Yehuda Berg que para o Major Edward Alvar Murphy Jr.

E eu continuo escutando todos eles… Na “zona de conforto” que se encontra em uma “zona” de Horizonte Nublado!

Bem que poderia apreciar as fotos acima da mesma forma como apreciei no momento em que registrei a foto da capa deste artigo.

Que lindos são os sapatos de salto alto da “trocadora de pneus”! Suas pernas… Seus brincos! Que espetáculo!

Ou…

Que beleza são as gotículas de água espirrando na moça contente que dança na enxurrada!

É… Tudo depende de Einstein! Relatividade!

Fazer brincadeiras com algumas leis tidas como “imutáveis” também faz parte dessa gozação de viver o ir e vir…

“O seguro cobre tudo, menos o que aconteceu”. (Lei de Nonti Pagam).

“Quando você estiver com apenas uma mão livre para abrir a porta, a chave estará no bolso oposto.” (Lei de Assimetria, de Laka Gamos).

“Quando tuas mãos estiverem sujas de graxa, vai começar a te coçar no mínimo o nariz.” (Lei de mecânica de Tukulito Tepyka).

“Não importa por que lado seja aberta a caixa de um medicamento. A bula sempre vai atrapalhar.” (Princípio de Aspirinovisk).

“Quando você acha que as coisas começam a melhorar, é porque algo te passou despercebido.” (Primeiro teorema de Tamus Ferradus).

“Sempre que as coisas parecem fáceis, é porque não entendemos todas as instruções.” (Principio de Atrop Lado).

“Você vai chegar ao telefone exatamente a tempo de ouvir quando desligam.” (Principio de Ring A. Bell).

Yehuda Berg diria: “O modo mais rápido de encontrar uma coisa é procurar outra”.

Major Edward Alvar Murphy Jr. rebateria: “Você sempre encontra aquilo que não está procurando”.

Nessas alturas do campeonato… Permanece a dúvida sobre o tema para escrever e mantenho-os à cabeça… “Nuvem Sobre o Santuário”… “Pare o Mundo que eu quero Descer”… “Chutando o Balde” e assim por diante…

Nem sei se sou torcedor do S. C. Corinthians Paulista!

Acaba de chegar o boleto da anuidade de manutenção do meu terreno no Cemitério Parque Iguaçu. É o meu único.

Ter que pagar pra nascer…

Ter que pagar pra viver…

Ter que pagar pra morrer…

Assim como o Jabor, invoco a letra da música de Cole Porter: “Conflicting questions rise around my brain/ should I order cyanide or order champagne?”. “Questões conflitantes rondam minha cabeça/ devo pedir cianureto ou champanha?”.

Ou fazer como o amigo que me respondeu um questionamento desta forma:

Não sei… Vou pensar… Ando muito ocupado, e com problemas na coluna. Talvez, vamos ver. Quem sabe. Pode ser. Abs. Xuqui ou Helena.

Pensando nisso escrevi há alguns dias atrás:

Estou procrastinando outra vez! Devo escolher um modo de agir e pensar entre Yehuda Berg e Major Murphy? Ou vou com o Arnaldo Jabor curtir a “Noite Negra Da Alma”?

Em minhas incursões pela metafisica, na AMORC – Antiga e Mística Ordem Rosa Cruz, li:

Que é a Noite Negra da Alma? Trata-se de um termo há muito usado pelos místicos para denotar certo estado emocional e psicológico, assim como para indicar um período de testes por que todo mortal passa alguma vez em sua vida. Essa Noite Negra da Alma é caracterizada por uma série de fracassos; o indivíduo experimenta muitas frustrações. Qualquer coisa que o indivíduo se propõe a fazer parece carregada de incertezas e obstáculos. Não importa o quanto ele tente ou que conhecimentos aplique, o indivíduo se sente amarrado. Quando prestes a se concretizarem, as oportunidades parecem escapar de suas mãos. Coisas com as quais ele muito contava não se realizam. Seus planos tornam-se estáticos e não se concretizam. Nenhuma circunstância lhe oferece solução ou encorajamento quanto ao futuro. Este período é repleto de desapontamento, desânimo e depressão.

É a introspecção que fazemos para evoluir a um nível mais elevado de consciência.

Mesmo numa “Noite Negra” a moça poderia não quebrar o salto do sapato… Diria Yehuda Berg. Por outro lado… Poderia pular da varanda do prédio, sem paraquedas… Rebateria Murphy.  Isso me lembra da piadinha do Manoel e Joaquim em que, saltando de paraquedas, eles não abriram! Um olhou para o outro e comentou: “Só falta o jipe não estar esperando lá embaixo!”.

Desculpe-me, não resisti!

Até o momento ainda estou mais para:

 “Pare o Mundo que eu quero Descer”…

SEM PULAR é CLARO!

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