O Tijolo do Universo

O Tijolo do Universo

Hoje me lembrei de “A LEBRE COM OLHOS DE AMBAR” de Edmund De Waal onde ele abre o livro com: “Tire um objeto do seu bolso e o coloque diante de si. Você começa a contar uma história”.

Tirei a segunda pedrinha do bolso!

Em momentos de crise, só a imaginação é mais importante que o conhecimento.
(Albert Einstein).

Não dá para deixar cair a “peteca”, “pedrinha”, “bolinha” ou sei lá o que for!

Assim vou sentindo as pedradas do Universo…. Guardando no bolso… E tirando outra vez!

A primeira pedrinha foi no meu artigo “SEMIÓTICA ARQUITETÔNICA”

Raio no Vaticano, renúncia Papal, meteoro na Rússia, tempestades no mundo inteiro, trovões, ventanias e outras intempéries climáticas e “mentais” nos pontos cardeais! Tá tudo fora de lugar? O que o Cósmico quer sinalizar com tudo isso? Esta semana houve homenagem até pelo Doodle do Google ao astrônomo e matemático Nicolau Copérnico na data de 540 anos de seu nascimento. No doodle é representado um desenho animado ilustrando a teoria heliocêntrica de Copérnico, que colocou o Sol no centro do Sistema Solar.

Assim, a edição especial do logo do Google apresenta a estrela como a segunda letra ‘o’ no nome do buscador, com os planetas girando ao seu redor. É uma representação das teorias de Copérnico. A Terra, representada em azul, inclui a Lua como seu satélite na homenagem ao astrônomo polonês, cuja teoria revolucionou e mexeu com crenças estabelecidas na época.

Coincidências existem da forma em que se define a palavra pelo dicionário.

Quando duas ou mais coisas acontecem de forma que parece que foi combinado.
Ato ou efeito de coincidir.
Realização simultânea de dois ou mais acontecimentos; simultaneidade, contemporaneidade.

Os fenômenos espaciais, raios, “pedradas” cósmicas na Rússia e Copérnico me ligaram ao Carlos Ruiz Zafón outra vez. Em “O Príncipe da Névoa” ele relata o diálogo entre o pai Maximilian Carver (relojoeiro) e o filho Max:

– O que está lendo? – perguntou Max, apontando para o grosso volume.

-É um livro sobre Copérnico. Sabe quem foi Copérnico? – indagou o relojoeiro.

-Estou na escola – respondeu Max.

Seu pai gostava de perguntar cada coisa… Era como se ele tivesse acabado de chegar ao mundo.

– E o que sabe dele? – insistiu.

-Descobriu que a Terra gira ao redor do sol e não o contrário.

-Mais ou menos. E sabe o que isso significou?

-Problemas – devolveu Max.

Pareceu-me que havia combinado com o autor do livro para ler o trecho exatamente naquela hora.

Desde o momento em que comecei escrever essa lavra, já fez sol e chuva, barulho no Céu e na Terra.

As principais partes da teoria de Copérnico são:

  • Os movimentos dos astros são uniformes, eternos, circulares ou uma composição de vários círculos (epiciclos).
  • O centro do Universo é perto do Sol.
  • Perto do Sol, em ordem, estão Mércurio,  Vênus, Terra, Lua, Marte, Júpiter, Saturno, e as estrelas fixas.
  • A Terra tem três movimentos: rotação diária, rotação anual e inclinação anual de seu eixo.
  • O movimento retrógrado dos planetas é explicado pelo movimento da Terra.
  • A distância da Terra ao Sol é pequena se comparada à distância às estrelas.

Se essas proposições eram revolucionárias ou conservadoras era um tópico muito discutido durante o vigésimo século. Thomas Kuhn argumentou que Copérnico apenas transferiu algumas propriedades, antes atribuídas a Terra, para as funções astronômicas do Sol. Outros historiadores, por outro lado, argumentaram a Kuhn, que ele subestimou quão revolucionário eram as teorias de Copérnico, e enfatizaram a dificuldade que Copérnico deveria ter em modificar a teoria astronômica da época, utilizando apenas uma geometria simples, sendo que ele não tinha nenhuma evidência experimental.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Astrônomo Copérnico: Conversa com Deus.

 Imagem: Jan Matejko-Astrônomo Copérnico.

Está chovendo pedra. Acho que é tijolo, pelo estrondo. Minha “2ª pedrinha” caiu do bolso aqui em Curitiba. Foi parar perto do Cesare Mansueto Giulio Lattes, mais conhecido como César Lattes, (Curitiba, 11 de julho de 1924 – Campinas, 8 de março de 2005). Foi um físico brasileiro, codescobridor do méson pi. Dividiu a menor partícula do Universo. “O Tijolo do Universo”.

Dizem que o meteoro que caiu na Rússia passou aqui por cima do Brasil. Deve ter homenageado o físico Lattes.

César Lattes – Publicados Brasil – Google – Imagem.

Em momentos de crise, só a imaginação é mais importante que o conhecimento.
(Albert Einstein).

Google – Imagem.

Enquanto isso Copérnico fica atirando pedrinhas no Universo!

Rocha teria cerca de 10 toneladas, segundo agência russa.

Do micro ao macro cosmo, as dimensionais variam muito.

A segunda pedrinha é bem clarinha. É branca. Está ao lado do meu instrumento de trabalho. Fico olhando para ela e lembrando o tamanho do Tijolo do Universo!

Em momentos de crise, só a imaginação é mais importante que o conhecimento.
(Albert Einstein).

Assim canta a musa da música… Ela, bela, encanta na luz!

É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama…

Elis Regina- Tom Jobim

Coincidências existem da forma em que se define a palavra pelo dicionário.

Quando duas ou mais coisas acontecem de forma que parece que foi combinado.

Não é atoa que prezo meus amigos. Postei no Facebook: Quando tirei a primeira pedrinha do bolso… Escrevi esse artigo!

Esta semana, depois da “pedrinha” que caiu do céu da Rússia, achei outra no meu bolso! Vou escrever sobre isso.

Estava divulgando “SEMIÓTICA ARQUITETÔNICA” e anunciando um novo artigo, impulsionado com a segunda pedrinha. Logo, meu amigo e vizinho Paulo Sergio Maioque escreveu:

Quando começo a ler seus artigos, fico imaginando: Qual vai ser a música? Igual aquele quadro antigo do Silvio Santos. Desta vez passei longe. Pensei que fosse encerrar com aquela: “Se esta rua, se esta rua fosse minha, eu mandava eu mandava ladrilhar, com pedrinhas, com pedrinhas de brilhantes para ver o meu amor passar”. Surpresa boa: Elis Regina com aquela voz de veludo. Valeu…

Respondi de bate pronto:

Você é um dos meus melhores incentivadores. Aí vizinho nota 1000! Interessante que nesse novo artigo, que estou elaborando ainda, não consegui escutar qual música será! Nessa, até eu vou ficar surpreso! Hehehe. Obrigado amigo. Vê se não acorda muito cedo amanhã, tá? Vamos falar.

De noitinha ele ligou para meu interfone. Queria falar com a Denise. Falei: Aqui não tem Denise! – Oh Marco, desculpe, eu liguei pra casa errada. Perguntei: Levou uma pedrada na cabeça? – Respondeu: Um TIJOLO! Kkk…

Inventei a estória do tijolo para justificar o título! Mas o resto é a mais pura verdade!

A verdade é que só fui identificar a música cabível para essa escrita no outro dia. Ele só vai saber quando ler o próximo artigo. Mas vai tentar adivinhar!

Anoitecendo outra vez, o manto celeste enegrecido com pinceladas púrpuras se manifestou no espaço etéreo.

Novamente vieram o barulho ensurdecedor dos trovões e os flashes incandescentes dos raios. O “manda chuva” lá de cima está meio nervosos nesses novos tempos. Dizem que o apelido dele é “Pedroca”! Acho que tem algo a ver com os raios do Vaticano. São Pedro, dono da “chave do céu”… Representante da divindade renunciando aqui na Terra… Deve ser “pedrada” das brabas!

Está prevista a oficialização da renúncia do Papa em 28 de fevereiro de 2013. No Vaticano!

Assim como é uma grande Coincidência entre as 24 horas de um dia e as 24 latinhas de cerveja de uma caixa, assim como no Vaticano, deveria também acontecer em Brasília. Dá-lhe Renan Calheiros!

Deve ser cabalístico! E tem pedra a dar de pau ainda!

Descoberta a menor partícula do Universo:

É pau, é pedra, é o fim do caminho.

É um resto de toco, é um pouco sozinho.

É um caco de vidro, é a vida, é o sol.

É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol…

Quando era adolescente, inquiridor, eu queria contrariar dogmas, leis, normas, teorias e tudo que existisse no Universo. Briguei com Copérnico, Einstein… Comigo mesmo, principalmente. Era meu umbigo o Centro do Universo. Tudo girava em volta dele. O resto era farelo, napo (Do termo francês garde-nappe)… Residual. Para mim, o Sol, girando na axial, escalava a montanha ou desabava rumo ao mar… Hoje sou um pouco menos obliterado, obtuso… Obnubilado! Que pujança de saber linguístico, hein? Tudo bem, eu já estou indo… Alguém deve estar me mandando ir… Se “catar”! Quirelas e mais quirelas esfacelando-se e formando a poeira, aquela que formata O Tijolo do Universo.  Tudo coberto com nuvem, escurecido, obscurecido… Nublado! Raios que o partam! Tá tudo dominado!

Bom, brincadeiras à parte, vamos falar sério.

Tive que dar uma saidinha para o dentista e o trânsito estava uma verdadeira merda. Acho que o motorista curitibano tem “titica” na cabeça. Como diria meu saudoso amigo Dino Almeida. Pensei em ficar bravo, mas logo lembrei que todos nós vamos virar poeira no final das contas. Vou deixar passar “batido” mais essa.

“Dó pó da terra foste formado e ao pó voltarás”!

…o Sol, girando na axial, escalava a montanha ou desabava rumo ao mar…

Movimento Solar – Desenho – Marco Alzamora

Esse papo de “ao pó voltarás”, me soa meio estranho, embora saiba da poeira cósmica. O corpo humano é 80% líquido, água. Se cremado, vira cinzas. Cinza é pó?

E o tempo climático continua abafado.

Num dos almoços com minha sogra, ela comentou:

 – Como está quente… Abafado, né?

Respondi cantando: – Se chovesse… Talvez desabafasse… E o que eu sinto no peito… Não posso dizer!

Ela me olhou de rabo de olho… Desconfiada rebateu:

– Não é “Se chovesse”… É “Se eu chorasse”… Seu boboca!

Continuei: – É o sinal do Fim dos Tempos!

-Você acredita nisso?

– É o que os antigos diziam frente às disritmias cósmicas!

– Não acredito! O Fim dos Tempos é quando a gente morre…

– É… Daí acaba mesmo. Pelo menos uma das etapas deste ir e vir!

Enfim, não tem choro nem vela… Tudo se transforma na Excelência Divina do Ser… Mesmo não sendo!

O Tijolo do Universo… É somente Poeira… Cósmica!

Poeira Cósmica – Desenho – Marco Alzamora

Ela me olhou de rabo de olho… Desconfiada rebateu:

– Não é “Se chovesse”… É “Se eu chorasse”… Seu boboca!

Essa era a Bina!

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