Entre linhas… Estrelina…. Lê…

Entre linhas… Estrelina…. Lê…

Estrelina é o nome dela. Lê na hora do almoço.

Assim como o palhaço Méguinho, encontrei mais uma amiga na Rua Barão do Rio Branco. Estrelina.

Luiz Carlos, ele me disse. Sou o palhaço Méguinho. Sou amigo do Ratão e do Ratinho! Quem sabe… Amigo da Estrelina?

Não tivemos muito tempo para conversas. Ela estava lendo o livro de R$ 20,00 (Vinte Reais) que comprou num sebo na mesma rua. Seria o preço de duas refeições?

Estou ampliando significativamente meu rol de amigos. Essa rede social não é virtual. É real. O livro era “O Vendedor de Sonhos E A REVOLUÇÃO DOS ANÔNIMOS” de Augusto Cury.

A capa lembra-me, antropologicamente, os personagens que vejo no centro da cidade. Sonhos!

Ela não soube nada sobre as renúncias do Jânio Quadros ou do Charles De Gaulle. Muito menos do primeiro Papa que renunciou. Do atual… Ela escuta falar. Ela também renunciou… O almoço! Lê! Ela come as letras, as palavras, as frases e… Pensa! Pergunta-se… Por que alguém renuncia a alguma coisa? Sobre o Renan, ela não sabe. Um milhão de brasileiros pedem pela internet a renúncia de Renan Calheiros. A internet, Estrelina conhece. Navega.  Senado da República, ela também conhece. Não sabe que ao conseguir 1,3 milhão de assinaturas, o que representa 1% do eleitorado brasileiro, a iniciativa pode ser apresentada como uma “ação popular” no Senado, que seria obrigado a analisá-la. Tudo a ver com “A REVOLUÇÃO DOS ANÔNIMOS”.  “Entre linhas… Estrelina… Lê…”.

Política e religião não se discutem? Cada um com seus problemas? Direito de ir e vir? Direito de ler e de comer? Renunciar é desistir? O que está por trás de cada renúncia? Como disse meu neto, ainda aprendendo as primeiras palavras: “Mudi di ideia!”.  Ele resolveu ir ao cinema sim… Já na saída do estacionamento do shopping.

Mudar de ideia, desistir, renunciar, nunca é uma situação muito cômoda. Transtorna segmento definido à priori.

Vamos falar de Papas, de políticos e de nós mesmos no dia a dia. Liberdade e livre arbítrio. Guerras religiosas e políticas. Qual delas vem primeiro? Quem está com a razão? Existe razão? Certo ou errado?

Minha amiga Estrelina continua lendo… E vendo… Nas “Entre linhas…”.

Meu avô João Quadros Gonçalves, era primo irmão do Jânio da Silva Quadros. “Nhonhô” como Jânio o chamava.

Meu avô, escrivão, e Jânio seu primo. O Primeiro não era louco… O segundo… Dizem que foi… Eu morava perto da Reitoria, na Rua Marechal Deodoro, com meus avós.

Quando anunciou sua renúncia, o primo “louco”, “fabricante de caspas” (dizem que colocava talco nos ombros para parecerem caspas, assim ficava mais popular), comentou sobre o motivo: “Forças Ocultas”!

Na época eu tinha 10 anos de idade. Como Estrelina, estava aprendendo ler nas entre linhas.

Jânio da Silva Quadros nasceu em Campo Grande, 25 de janeiro de 1917 falecendo em São Paulo, 16 de fevereiro de 1992. Foi um político e o vigésimo segundo presidente do Brasil, entre 31 de janeiro de 1961 e 25 de agosto de 1961 — data em que renunciou. Em 1985 elegeu-se prefeito de São Paulo pelo PTB. Quando criança morou em Curitiba, tendo feito os quatro primeiros anos do ensino fundamental no Grupo Escola Conselheiro Zacarias, hoje Colégio Estadual Conselheiro Zacarias; mais tarde, estudou no Colégio Marista Arquidiocesano de São Paulo para, depois, formar-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, abrindo banca na capital paulista em 1943, logo após a sua graduação. Mesmo querendo chorar, não tinha lágrimas! Achava que repetiria o feito de Charles De Gaulle, que foi reconduzido ao poder com plena votação dos franceses. Ledo engano, meu caro primo! Não deu!

Até fez dobradinha com Ney Amintas de Barros Braga. “Jânio e Ney”! Vassourinha era o mote!

Utilizou como mote da campanha o “Varre, varre vassourinha, varre a corrupção”.

Muitas foram as “Forças Ocultas”!

“Os Estados Unidos precisam compreender que hoje enfrentam um desafio do mundo socialista. O mundo ocidental precisa mostrar e provar que é somente o planejamento comunista que promove a prosperidade das economias nacionais. O planejamento democrático precisa também fazer o mesmo, com a assistência dos que são economicamente capazes”.

“Que solidariedade pode existir entre uma ação próspera e um povo desgraçado? Que ideais comuns podem, no curso do tempo, suportar a comparação entre as áreas ricas, cultivadas, dos Estados Unidos e as zonas assoladas pela fome no Nordeste do Brasil?”

Estas são algumas ideias de Jânio Quadros que selaram a sorte de seu governo.

Não é difícil adivinhar que as “forças terríveis” se conjuraram para a derrubada dessas ideias e do seu defensor.

O defensor foi obrigado a renunciar.

Assim, mesmo querendo chorar, não tinha lágrimas!

Já era! Os brasileiros não fizeram como os franceses no caso De Gaulle! Degolaram mesmo!

Enquanto isso…

Minha amiga Estrelina continua lendo… E vendo… Nas “Entre linhas…”.

Quando encontrar com ela novamente eu vou perguntar sobre o presidente francês que renunciou.

“A renúncia é a libertação. Não querer é poder”.

Fernando Pessoa

Charles De Gaulle – Google – Imagem

Charles André Joseph Marie de Gaulle foi um general, político e estadista francês que liderou as Forças Francesas Livres durante a Segunda Guerra Mundial. Nasceu em 22 de novembro de 1890 na cidade de Lille e faleceu em 9 de novembro de 1970 em Colombey-les-Deux-Églises. Durante seu mandato, De Gaulle também enfrentou a oposição política dos comunistas e dos socialistas.

Apesar de ter sido reeleito presidente em 1965, desta vez por voto popular direto, em maio de 1968 parecia provável que perdesse o poder, em meio a protestos generalizados de estudantes e trabalhadores. No entanto, sobreviveu à crise com uma ampliação da maioria na Assembleia. Pouco depois, em 1969, depois de perder um referendo sobre a reforma do Senado e a regionalização, renunciou. Faleceu no ano seguinte.

Derrotadas em referendo as suas propostas de modificação do Senado e de reorganização regional, renúncia do seu cargo presidencial para se retirar para Colombey.

Enquanto isso… Minha amiga Estrelina continua lendo… E vendo… Nas “Entre linhas…”.

Assim, mesmo querendo chorar, não tinha lágrimas!

Vamos falar de Papas, de políticos e de nós mesmos no dia a dia. Liberdade e livre arbítrio. Guerras religiosas e políticas. Qual delas vem primeiro? Quem está com a razão? Existe razão? Certo ou errado?

Até no interior do magnifico Templo… Existe Renúncia!

Quem iniciou o Papado.

A basílica do Vaticano leva o seu nome.

Primeiro Papa da Igreja Cristã.

Raio sobre o Vaticano e Renúncia – Google – Imagem

Papa Bento XVI

Papa Bento XVI, nascido Joseph Alois Ratzinger, Cardeal-Bispo Emérito de Roma, foi o Papa de Roma desde o dia 19 de Abril de 2005 até 28 de fevereiro de 2013.

Se ele pudesse contar tudo que sabe… Talvez chorasse! Se lágrima restasse!

Enquanto isso… Minha amiga Estrelina continua lendo… E vendo… Nas “Entre linhas…”.

Assim, mesmo querendo chorar, não tinha lágrimas!

O Papa Bento XVI, em sua primeira fala em público desde que anunciou sua renúncia, disse nesta quarta-feira (13) no Vaticano que tomou a decisão de abandonar o pontificado “em plena liberdade, pelo bem da Igreja”.

Bento XVI disse que “Orou arduamente e examinou sua consciência” antes de tomar a decisão.

Globo.com MUNDO.

Claro que a saúde pesou na decisão da renúncia do Papa. Porém, como todos os “renunciantes”, religiosos, políticos, ou quem quer que seja sempre existirão razões que levam ao cansaço ou stress fatigantes.

Os escândalos de pedofilia o levaram, em várias ocasiões, a expressar um pedido de perdão público às vítimas e parentes e a reconhecer, durante sua viagem a Portugal, em maio de 2010, que a maior perseguição que sofria a Igreja não vinha de seus “inimigos externos” e sim de seus “próprios pecados”. Na ocasião, ele prometeu que os culpados responderiam “diante Deus e a justiça ordinária” pelos crimes.

Globo.com MUNDO.

Em janeiro de 2009, ele suspendeu a excomunhão de quatro bispos integristas do movimento ultraconservador de Marcel Lefebvre, entre eles o britânico Richard Williamson, que nega a existência do Holocausto nazista.

Muitas foram as “Forças Ocultas”!

Assim… Fica difícil para religiosos e políticos.

Até para minha amiga Estrelina, que continua lendo… E vendo… Nas “Entre linhas…”.

Assim, mesmo querendo chorar, não tinha lágrimas!

O carnaval acabou… O Papa renunciou… E o Renan tá numa boa! Igual à poupança Bamerindus!

E bota “BOA” nisso… Né Calheiros?

“O que dá pra rir… Dá pra chorar”?

Canta aí Estrelina!

Quero chorar, não tenho lágrimas.

Que me rolem na face…

Pra me socorrer…

Se eu chorasse talvez desabafasse…
O que sinto no peito…
E não posso dizer!

Só porque não sei chorar…
Eu vivo triste a sofrer…
Estou certo que o riso não tem nenhum valor…

Enquanto isso…

Minha amiga Estrelina continua lendo… E vendo… Nas “Entre linhas…”.

 

Uma resposta para “Entre linhas… Estrelina…. Lê…”

  1. Li tudo, procurei entender.Alguns personagens me foram bem familiares. Jânio Quadros, fiz campanha para ele.Conheci dona Eloá (Que distincao!!!)Pena a renúncia de Jânio .

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