Pequenos Incômodos… Grandes Transtornos!

Pequenos Incômodos… Grandes Transtornos!

A somatória das pequenas coisas é o que mensura o tamanho da “encrenca” ou do estado de paz e harmonia!

Sempre tem um pé doente para um chinelo velho.

É infinitamente melhor ser rico com saúde que pobre doente.

Existem momentos na vida em que tudo parece dar errado.

Desde o vazamento de uma torneira até a necessidade de extrair algum dente.

É como diz o ditado popular:

“Deus te dá os dentes, mas não mastiga por você”!

De repente o computador em que estou escrevendo agora deu um “pau”.

Desligou e não havia jeito de fazê-lo voltar.

Foi um “Deus nos acuda”.

Era Control + Shift + Delete insistentemente e nervosamente.

Nada! Absolutamente nada!

A tela do monitor escureceu.

Anotei mais um Pequeno Incômodo em minha mente.

Lembrei-me do Major Murphy:

“Se alguma coisa tem chances de sair errado certamente sairá, e da pior maneira possível”!

E por aí vai andando a empreitada dos Pequenos Incômodos…

Assim nós temos a propensão de achar que:

“Se você esta se sentindo bem, não se preocupe, logo passa!”

Tentando me controlar, levantei da cadeira e fiquei “ciscando” pela casa.

Subi e desci os 18 degraus da escada que une os dois pavimentos da minha morada uma infinidade de vezes.

Afinal:

“O modo mais rápido de encontrar uma coisa é procurar outra”.

“Você sempre encontra aquilo que não está procurando”.

Liguei a televisão e…

Claro que não funcionava.

A TV a cabo estava com problemas de conexão.

Nessas alturas dos acontecimentos, resolvi relaxar.

Confesso que não foi fácil.

Havia uma semana que passei por uma cirurgia de implante dentário.

Foram intermináveis dias se alimentando com líquidos, sólidos cremosos ou pastosos.

Sem contar com a “batelada” de medicamentos.

Mais um fator que corroborou os Pequenos Incômodos… Grandes Transtornos!

Nas “Recomendações pós-cirúrgicas”, a primeira foi a que mais contribuiu para incomodar ainda mais:

Não fumar.

Não tomar bebidas quentes nas primeiras 48 horas.

Alimentação fria ou gelada, líquida ou pastosa nas primeiras 48 horas.

Não fazer esforço físico e não praticar esportes durante sete dias.

Falar somente o necessário nas primeiras 48 horas.

Fazer bolsas de gelo nas primeiras 48 horas.

Não se expor ao sol.

Não fazer bochechos logo após a cirurgia.

No dia seguinte bochechar Listerine três vezes ao dia até a remoção das suturas.

Tomar medicação prescrita.

Remoção das suturas entre 7 a 10 dias.

Parabenizo os odontólogos pelas eficientes e excelentes intervenções.

Fico também envaidecido pelo fato de ter conduzido meu corpo e minha mente de forma á contribuir na breve recuperação.

Porém, antes de todo esse processo, cometi uma gama variada de intempéries.

Provavelmente em função dos estados físico e emocional pelos quais eu estava passando.

“Apaguei” sobrinho em discussão sobre religião em rede social.

Fui chamado de “sem noção” por um “amigo”!

Os motivos podem até serem discutidos com mais amiúde…

Uma brincadeira poderá ser de “mau gosto” ou não.

Tudo vai depender dos estados de ânimos entre os partícipes.

Enfim, acabou sendo incluído em Grandes Transtornos!

Tentei concertar, pedindo desculpas…

Não houve resposta.

Tudo bem então!

Vamos em frente!

“Existem dois tipos de esparadrapo: o que não gruda e o que não sai”.

As “coisas” começaram a melhorar quando consegui, após vários telefonemas, transferir valor em transação bancária pela internet.

A TV voltou ao normal, o computador se restabeleceu como se fosse um passo de mágica e as flores no jardim floriram com o início da Primavera!

Será que cometi muitos pecados na vida?

Matei muitos passarinhos com estilingue?

Bom, é chegado o Yom Kipur.

É o Dia do Perdão, uma das datas mais importantes do Judaísmo.

No calendário judaico começa no crepúsculo que inicia o décimo dia do mês hebreu de Tishrei (que coincide com Setembro, Outubro ou Novembro), continuando até ao seguinte pôr do sol.

Os judeus tradicionalmente observam esse feriado com um período de jejum de 25 horas e oração intensa.

Ao longo de todo o ano o homem comete toda sorte de erros e pecados, voluntários e involuntários.

 O processo da teshuvá (arrependimento, retorno ao bem) não poderá realizar-se magicamente em um dia.

 A tradição judaica coloca ao mês de Elul, último do ano, como prefácio para ir preparando o homem para a reflexão profunda, até o grande caminho interior.

 Cedo, nas manhãs de Elul se ouve o som do shofar.

Observa-se também que as más ações ou transgressões têm duas polaridades: uma do homem em relação ao homem e a outra, do homem em relação a Deus.

 A primeira é a da vida diária, exterior, social e inter-humana.

 A outra, do âmbito da alma, é o segredo da consciência.

 A primeira é coisa de homens, e os homens têm de resolvê-la:

 “As transgressões que vão de homem a homem, não são expiadas pelo Yom Kipur, se antes não forem perdoadas pelo próximo”.

Daí que se costuma pedir previamente o perdão de nossos semelhantes, se eles não perdoam Deus não poderá intervir.

Assim…

 Se eu não for perdoado…

Só restará…

Pequenos Incômodos… Grandes Transtornos!

Semelhante ao período em que fiz meus implantes dentários:

É o dia do perdão – quando Deus perdoa a todo Israel.

 Durante esse dia, nada pode ser comido ou bebido, inclusive água.

 Não é permitido lavar a boca, escovar os dentes ou banhar o corpo.

 Somente o rosto e as mãos podem ser lavados pela manhã, antes das orações.

 Não se pode carregar nada, acender fogo, fumar, nem usar eletricidade.

 O jejum não é permitido para crianças menores de 9 anos, pessoas gravemente enfermas, mulheres grávidas e aquelas que deram à luz há menos de trinta dias.

Até que cumpri boa parte dessas “empreitadas”!

Pequenos Incômodos… Grandes Transtornos!

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