PLANO DE GOVERNO E A DIVINA COMÉDIA

PLANO DE GOVERNO E A DIVINA COMÉDIA

Protesto em São Paulo deixa 85 ônibus danificados. As encrencas continuam. Em Curitiba uma cidadã brada em alto e bom tom: Eu, Anamaria Arruda, acuso as autoridades políticas do meu País, por assassinato!  Por, com a sua inércia e sua incompetência, permitirem que de acordo com dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) – apesar de o Brasil representar apenas 2,8% da população mundial, registra 11% dos homicídios em todo o planeta! Isso é inaceitável! É estarrecedor! Estou cansada de ser brasileira…

A insegurança campeia solta nos espaços urbanos.

Para começo de conversa vamos citar Dante Alighieri em italiano: “Lasciate ogni speranza voi che entrate!”.

Abandonai toda esperança, vós que entrastes, escreveu Dante Alighieri em A Divina Comédia, Canto III do Inferno, 9º verso.

Vamos observar os sinais dos novos tempos.

Vamos enxergar os pobres invisíveis que os governos não olharam durante décadas.

Vamos resolver o problema da miséria cujo diagnóstico óbvio é a migração rural, desnível de renda, aumento das favelas que antes eram ralas periferias.

Vamos alocar verbas do governo federal para os coitados de dentro e de fora das prisões, para que eles não apareçam apenas nos desabamentos dos morros ou nas músicas românticas sobre a “beleza dos morros ao amanhecer”.

Os pobres coitados citados estão ficando cada vez mais ricos com a multinacional do pó.

Nós estamos morrendo de medo.

Os coitados são o inicio tardio de nossa consciência social.

Tem coitado lendo Dante na prisão.

Tem coitado que afirma que o país não tem solução.

“A própria ideia de solução já é um erro!” Brada o coitado chefe de todos os chefes.

Vamos governar olhando para as 560 favelas do Rio.

Vamos monitorar de helicóptero a periferia de São Paulo.

Vamos aplicar muitos bilhões de dólares para gastar com organização.

Vamos eleger governantes de alto nível, com imensa vontade política para incrementar o crescimento econômico, revolução na educação, urbanização geral.

Tudo isso será feito sob a batuta de uma “quase tirania esclarecida”, que pule por cima da paralisia burocrática secular, que passe por cima do Legislativo cúmplice (Ou você acha que os 287 sanguessugas vão agir? Se bobear vão roubar até o PCC…) e do Judiciário, que impede punições.

Vamos fazer uma reforma radical do processo penal, criando comunicação inteligente entre polícias municipais, estaduais e federais para não deixar os coitados fazerem “conference calls” entre presídios.

Nós temos medo de morrer fora das prisões.

“Lasciate ogni speranza voi che entrate!”.

Na cadeia nós não podemos entra para matar coitados, mas eles podem nos matar aqui fora.

Tem coitado se dizendo homem-bomba. Nas favelas tem cem mil homens-bomba. Eles estão no centro insolúvel. Eles estão no mal e nós no bem, no meio a fronteira da morte, única fronteira.

Os coitados já são outra espécie, outros bichos, diferentes de nós.

A morte para nós é um drama religioso numa cama, no ataque do coração. A morte para os coitados é um “presunto” diário, desovado numa vala.

Os coitados são guerreiros do pó.

Têm coitados que leem 3000 livros, inclusive Dante, cujos soldados são estranhas anomalias do desenvolvimento torto deste país. Vamos propiciar a todos os coitados o privilégio que somente alguns poucos possuem.

Não há mais proletários, infelizes ou explorados.

Há uma terceira coisa crescendo aqui fora, cultivado na lama, se educando no absoluto analfabetismo, se diplomando nas cadeias, como um monstro Alien escondido nas brechas da cidade. Somos indivíduos endividados!

Já surgiu uma nova linguagem.

As gravações feitas com autorização da Justiça são outra língua.

Estamos diante de uma espécie de pós-miséria geradora de uma nova cultura assassinada, ajudada pela tecnologia, satélites, celulares, internet, armas modernas.

É uma merda com chips, com megabytes.

Os comandados do coitado (chefe dos chefes) são uma mutação da espécie social, fungos de um grande erro sujo.

Vamos aplicar mais na periferia.

Quem tem US$ 40 milhões, como Beira-Mar (coitado mor), pode contribuir para um Brasil melhor.

Pode fazer nossas prisões se tornarem um hotel confortável, um escritório de empresa rica e moderna.

Vamos parar de defender a “normalidade”.

Vamos fazer uma autocrítica da própria incompetência.

Vamos entender a extensão do problema, como escreveu Dante, “Lasciate ogni speranza voi che entrate!”.

Nosso PLANO DE GOVERNO É UMA DIVINA COMÉDIA.

Beira-Mar (coitado- mor) lendo Dante Alighieri…

Vamos parar de defender a “normalidade”.

Vamos fazer uma autocrítica da própria incompetência.

Nosso PLANO DE GOVERNO FOI EXTRAÍDO DA ENTREVISTA COM “MARCOLA”.

Só para definir a citação, “coitado”, trata-se de individuo infeliz no coito.

Marcola, que lê Dante, pode fazer nossas prisões se tornarem um hotel confortável, um escritório de empresa rica e moderna.

Voltando à Curitiba, li na Coluna do Aroldo Murá:

CASO POLICIAL

Nos meios policiais, intensas buscas e batidas, com um só alvo: prender os criminosos que assaltaram a mansão da filha do deputado federal André Zacharow (do PMDB) e seu marido (médico). O casal foi barbaramente rendido, anteontem, na casa, no Rebouças. Os bandidos evadiram-se, levando uma fortuna, em joias e objetos de valor.

Em GRITO DE DESESPERO – por Anamaria Arruda (Jefferson Severino – 04/04/2013 SC 01571 JP). No brado da cidadã que citei ao iniciar esta lavra pode-se sentir o desespero, o destempero:

 “O assassinato de um médico aqui em Curitiba, na última terça-feira 19/02/2013, (GAZETA DO POVO) voltou a assombrar a população de Curitiba. Dói imaginar a angústia que esse homem sentiu por ver a sua família ameaçada e não poder fazer nada. Angústia que me leva às lágrimas, ao comentar o caso com minha filha, no café da manhã. Não importa se não há laços de sangue entre nós, somos todos irmãos, vítimas de uma guerra inominável. Mais uma família destroçada!”.

A brava mulher curitibana arremata:

Por aceitar a dignidade perdida, pela preguiça que temos de sair às ruas, exigindo um país com vergonha na cara…

Por achar que viver dessa maneira é uma “fatalidade”.

Não é! Fatalidades são terremotos, maremotos, tempestades…

Por, ao som de um pagode, a vitória do time favorito, ou a última aquisição tecnológica, a maioria de o povo brasileiro achar que vive em um país decente…

A droga escraviza a todos nós, quando nos darão a carta de alforria?

Governo do Estado, Governo Federal acordem! A segurança pública é sua responsabilidade!

Não gastem a verba de que dispõem, com publicidade!  

A melhor publicidade do seu governo é uma população com Segurança, Saúde e Educação!

É, acima de tudo, uma população sem medo!  Chega de ouvir vocês dizerem:

“Não reajam! Entreguem tudo”! Nós é que dizemos a vocês: “Reajam”! …“Entreguem seus míseros cargos, políticos safados, se não são dignos deles”!

O povo do Paraná e de todo o nosso Brasil agradece!

Nosso PLANO DE GOVERNO FOI EXTRAÍDO DA ENTREVISTA COM “MARCOLA”.

“Lasciate ogni speranza voi che entrate!”.

Canoa furada?

Sem contar com os sem tetos e os sem sapatos.

Meu sapato já furou… Minha roupa já rasgou… E eu não tenho onde morar… Meu dinheiro acabou… Eu não sei pra onde vou… Como é que eu vou ficar?

Nesse Brasil brasileiro ainda temos que escutar alguns “políticos” se justificando: “Falta um pouquinho pra daqui a pouco!”… “Pelo menos está melhor que mais ou menos!”… “A revolta e o protesto não são manifestações populares… São orquestrações da oposição!”.

Copa das Confederações… Pão e Circo?

Federação é uma somatória de “fedores”?

O custo para a organização da Copa de 2014 já atinge R$ 26,5 bilhões. A cifra é R$ 2,7 bilhões, maior que o previsto no primeiro balanço orçamentário da União, de janeiro de 2011, e vai aumentar. Folha de São Paulo.

A Arena Nacional de Brasília, de 70 mil espectadores, será o estádio mais caro da Copa do Mundo de 2014. Seu custo passa dos R$ 700 milhões.

Os 12 estádios para a Copa do Mundo deveriam custar, segundo previsão oficial há três anos, R$ 5 bilhões e 389 milhões. O custo na véspera de Brasil x Japão, o jogo de abertura da Copa das Confederações, já bate os R$ 7 bilhões e 107 milhões. Aumento de R$ 1,7 bilhão, 30% a mais. A história da arquitetura financeira e política para a construção dessa dúzia de estádios – que macaqueiam chamando de “arenas” – é uma crônica de como se opera no Brasil. A começar da conversa, mole, de que não haveria “uso de dinheiro público” para estádios. BOB FERNANDES Foi redator-chefe de Carta Capital.

Nosso PLANO DE GOVERNO FOI EXTRAÍDO DA ENTREVISTA COM “MARCOLA”.

“Lasciate ogni speranza voi che entrate!”.

Portugal – favela na cidade de Amadora | Flickr – Photo Sharing!

Essas crianças nunca saberão quem foi Dante Alighieri!

Quem sabe conhecerão Marcola e Beira Mar?

Mas não sê tão ingrata!

Não esquece quem te amou…

E em tua densa mata…

Se perdeu e se encontrou.

Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal:

Ainda vai tornar-se um imenso Portugal!

Have a good time!

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