Presépios e Presídios

Presépios e Presídios

Aproxima-se a data comemorativa do Natal.

A origem dessa comemoração era a celebração do nascimento anual do Deus Sol no solstício de inverno (natalis invicti Solis), a festividade teve ressignificação pela Igreja Católica no século III para estimular a conversão dos povos pagãos sob o domínio do Império Romano onde então passou a comemorar o nascimento de Jesus de Nazaré.

Presépio, na língua portuguesa, designa o local onde se recolhe o gado, que também é denominado estábulo.

De acordo com várias fontes, Jesus nasceu numa manjedoura destinada a animais (no presépio, uma vaca e um burro) e foi reconhecido, no momento do nascimento, por pastores da região, avisados por um anjo, e, uns dois anos mais tarde, não na manjedoura, mas na casa de Jesus, recebeu visita dos reis magos vindos do oriente, guiados por uma estrela, que teriam oferecido ouro, incenso e mirra à criança.

Segundo a história, estes acontecimentos ocorreram no tempo do Rei Herodes, que teria mandado matar todas as crianças por medo de perder o seu trono para o titulado futuro rei dos judeus.

Acho que após uma grande “presepada”… Alguém resolveu criar os presídios! O termo “presepada” é tido como o ato da pessoa que se comporta de forma inadequada e exagerada. Seja fazendo burrada, estardalhaço, manézice, palhaçada e confusão, entre outras cagadas mais… Lá o Rei mandava matar criancinhas… Aqui no Brasil a “rainha” deixa roubarem a nação! Onde a corrupção e a impunidade campeiam às soltas, o “filósofo” Marcola já cantou em verso e prosa:

– Você é do PCC?

– Mais que isso, eu sou um sinal de novos tempos. Eu era pobre e invisível… Vocês nunca me olharam durante décadas… E antigamente era mole resolver o problema da miséria… O diagnóstico era óbvio: migração rural, desnível de renda, poucas favelas, ralas periferias… A solução que nunca vinha… Que fizeram? Nada. O governo federal alguma vez alocou uma verba para nós? Nós só aparecíamos nos desabamentos no morro ou nas músicas românticas sobre a “beleza dos morros ao amanhecer”, essas coisas… Agora, estamos ricos com a multinacional do pó. E vocês estão morrendo de medo… Nós somos o início tardio de vossa consciência social… Viu?

Sou culto… Leio Dante na prisão…

O país é hoje um grande presídio! Também… Com tantas “presepadas” até o clássico presépio está mais para estábulo!… (no presépio, uma vaca e um burro).

Tem até “Lobo Mau” apreciando a cena!

O Presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, disse que pode chegar a R$ 3 bilhões o superfaturamento em obras da Petrobrás investigadas por auditorias da Corte. Mais da metade desse valor se refere a irregularidades na compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, que segundo investigação do tribunal levou a um prejuízo estimado em US$ 792 milhões.

 “Já temos comprovado o superfaturamento na compra de Pasadena. E com os indícios de outras obras é que chega próximo de R$ 3 bilhões”, relatou Nardes após almoço com jornalistas na sede do TCU, em Brasília. Enquanto esse país continental perde a noção dos pilares que deveriam sustentar a Ordem e Progresso, os desmandos e as impunidades se multiplicam e os presídios não são “dignos” de tanta gente “boa”! Destaco os números assustadores da guerra que está sendo travada entre policiais e traficantes no Rio de Janeiro. No confronto que libertou o complexo do Alemão do controle do tráfico, policiais prenderam e mataram bandidos. Além disso, foram apreendidas toneladas de drogas, 50 fuzis e dezenas de motos. O objetivo dos policiais agora é retomar o controle das favelas Rocinha e Vidigal, que ainda estão em poder dos traficantes. O Brasil foi abandonado há décadas!

Aí nem Jesus liberta né?

No excelente texto de Sande Nascimento de Arruda na Revista Jurídica – A ineficiência, as mazelas e o descaso presentes nos presídios superlotados e esquecido pelo poder público lê-se:

A desestruturação do sistema prisional traz à baila o descrédito da prevenção e da reabilitação do condenado. Nesse sentido, a sociedade brasileira encontra-se em momento de extrema perplexidade em face do paradoxo que é o atual sistema carcerário brasileiro, pois de um lado temos o acentuado avanço da violência, o clamor pelo recrudescimento de pena e, do outro lado, a superpopulação prisional e as nefastas mazelas carcerárias.

O que presenciamos nestas plagas Brasílias é a discrepância com disritmia de uma síndrome apocalíptica!  Os “ladrões” da Petrobrás irão para o presídio da Papuda?

Lá serão presos traficantes e assassinos também? Haverá um presépio para a comemoração do Natal? Diante do caos dos presídios e da incapacidade do Estado em investir na área, seja por falta de verbas ou, como em vários casos, por conta da ineficiência na gestão do gasto público, os modelos de administração privada dos estabelecimentos são pensados como boa alternativa, mas a iniciativa é criticada por muitos especialistas. Imagino como seriam feitas as licitações para construção e administração desses “equipamentos” sociais.

Empreiteiras iriam fazer as devidas “coberturas” de preços para realizarem o “rachide” a posteriori? Henrique Pizzolato seria bem servido em presídio de cinco estrelas?

Henrique Pizzolato é um executivo e sindicalista brasileiro filiado ao Partido dos Trabalhadores, ex-diretor do Banco do Brasil, ex-presidente do Sindicato dos Bancários em Toledo e da CUT-Central Única dos Trabalhadores.

O Planalto ofereceu ao deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) uma vice-presidência do Banco do Brasil.

“Jingle Bells”! E o Brasil continua… Sem

 Presépios e Presídios!

Haja bumbum!

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