Por Onde Começar

Por Onde Começar

O óbvio é que seja pelo começo. Sim. E daí?

Escrevia semanalmente na coluna da Iza Zilli onde tive a honra e o privilégio de ser convidado pela minha amiga Iza e seu fiel escudeiro Luigi (Juan Campesino). Ele é o responsável pela formatação e divulgação do referido blog.

Acontece que as postagens da minha escrita são feitas normalmente nos domingos.

Hoje é apenas terça-feira.

Quando isso ocorre, fico cá com meus botões a pensar: Será que até lá o tema não perde o trem do tempo?

Acordei, lavei o rosto, beijei minha mulher e fui para mesa de trabalho.

A imagem, eu registrei e fiz a capa desta lavra. Começava assim o dia.

Sempre tenho um ou mais livros nos espaços da minha casa por onde ando.

Até em frente à TV tenho livros.

Porém, o que me chamou a atenção hoje foi um folheto que guardo há mais de 20 anos.

Veio junto com uma das monografias da AMORC – Antiga e Mística Ordem Rosa Cruz, na qual sou membro desde 1969.

O folheto é sobre o Ciclo Diário do Horário Biorritmo.

Confesso que não leio todos os dias. Mas quando a cabeça fica muito cheia de questionamentos e a vida se apresenta com um ritmo mais acelerado, ou a expectativa de algum projeto está vibrando no tecido cerebral… Vou ler e consultar se o momento é ou não adequado para fazer isso ou aquilo.

Compartilho com meus queridos leitores essas “dicas”!

A ideia desse tema veio ao observar minha mesa de trabalho ás 9 horas desta terça-feira. Horário “S” do Ciclo Diário.

Aos turbilhões, jorram pensamentos de todas as ordens.

É a amostra grátis de 150 ml, O Desaparecimento de Deus de Richard Elliott Friedman, Uma Breve História do Mundo de Geoffrey Blayney, uma agenda e uma caneta!

A vida começa todos os dias!

 Érico Veríssimo

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares.

É o tempo da travessia! E, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.

Fernando Teixeira de Andrade.

Enquanto escrevo estou recebendo uma gama enorme de mensagens e outros tipos de comunicações externas. Sons, e-mails, telefonemas, campainha e até trovoadas!

Recomeço esta escrita hoje, que já é quinta-feira. Observem que estou RECOMEÇANDO!

São 08h30min. A tabela do Ciclo Diário remete-me á letra “T”.

Realmente não estou apto para mover ações judiciais, solicitar favores nem tanto assim, lidar com armas e… Donativos nem pensar nessa penúria atual! Embora não seja hora de insetos, apareceu um alado estranho onde tive que usar a amostra grátis de 150 ml, retratada na capa desta lavra.

Aí, me lembrei dos comentários de alguns amigos, sobre a foto postada, em uma rede social.

Como é interessante a ótica de cada observador em seus determinados momentos.

Assim, quando nós apreciamos uma pintura mais de uma vez, vamos receber informações bastante variadas da mesma tela em tempos diferentes.

É a amostra grátis de 150 ml, O Desaparecimento de Deus de Richard Elliott Friedman, Uma Breve História do Mundo de Geoffrey Blayney, uma agenda e uma caneta! Vejam os pontos de vistas:

Kátia Regina Goebel Nichele: Comece agendando um momento com Ele!

Diloé Paulina Do Nascimento: Gostei do livro. É fácil achá-lo para compra? Não consigo seguir o horário do meu. Medite por uns minutos antes de iniciar seu trabalho!

Respondi: Respirei fundo e já comecei escrever a coluna da semana! Vai ser assim a capa!

Paulo Sergio Maioque: Pelo começo… Já dizia um poeta…

Respondi: Assim não vale Paulo Sergio Maioque! Já está cantando até o primeiro paragrafo do texto? Quero ver se vai adivinhar a música! Figuraça! Abraço.

Vinicius Alzamora: Que dúvida, pelo Grátis, é claro!

Antonio Carlos Coelho: Bem, comece pagando as contas.

Respondi: Pode me emprestar um troco aí Antonio Carlos Coelho?

Alexandra Contar: Começando.

Juliano Gusso Fagundes: Isso sim é um kit de sobrevivência… Destaque especial aos dois tubos de wd40, tinta em spray e mata inseto! KKKK

Respondi para Alexandra: Muitas vezes pode ser Recomeçando Alexandra Contar! Aliás, nada se começa na realidade. É vício de expressão da atemporalidade.

Respondi para o Juliano: KKKK Boa! Juliano Gusso Fagundes! “Sacou” o resto da empreitada! Artefatos para impermeabilizar os desenhos e aquarelas! Quem sabe… Sabe!

Pronto!

Vou ter que interromper novamente esta escrita, já começada e recomeçada!

Extração de dente e arrumar parte elétrica do carro! PQP! Ninguém merece! Dizem que “Há Malas Que Vêm de Trem” né?

Bota mala nesse trem doido sô! Como diria o mineirinho de Belzonte!

Pronto! 10h e 50min.

A letra referida ao período do Ciclo Diário é “S”, onde é desfavorável dar dinheiro emprestado.

Pensei: Quem me dera poder!

Resolvida à questão odontológica, a parte elétrica do veículo ficou marcada para as 15h00min, ou seja, letra “V”. Desfavorável para contratar empregados!

Ai, ai, ai! Será que marco outra hora para levar o carro ao conserto?

Vou arriscar?  E se tiver que remarcar, será melhor?

Enquanto pairava a dúvida, reparei que algumas plantinhas da minha casa estavam com folhas amareladas.

Como sempre faço, retirei-as e dei de “beber” as sobreviventes.

Passou um universo de pensamentos em minha cabeça.

Fiz uma analogia imediata entre folhas mortas e as pessoas que, por algum motivo, vivem e morrem na penúria.

Como a capa desse artigo foi o objeto do tema, resgatei na memória outras capas e outros seres carentes que não se sabe… Por Onde Começar.

É a amostra grátis de 150 ml, O Desaparecimento de Deus de Richard Elliott Friedman, Uma Breve História do Mundo de Geoffrey Blayney, uma agenda e uma caneta!

Quando postei a foto de capa de um artigo anterior com a frase, “Estendido em berço esplêndido!”, numa rede social, as reações foram de tristeza e pesar!

Artigo no link:

Berço Esplêndido marco alzamora

Quando o homem do “agasalho listrado” vai para as ruas, com seu chapéu “tapa orelhas” e seu tênis de “andarilho”, alguém pagou impostos ou tributos até pela sacola de plástico que carrega.

Artigo no link:

Dízimos da Ribalta marco alzamora

Quantas estradas precisará um homem andar…
Before you can call him a man? Antes que você possa chamá-lo de um homem?
How many seas must a white dove sail Quantos mares precisará uma pomba branca…
Before she can sleep in the sand? Antes que ela possa dormir na areia?
Yes and how many times must cannonballs fly Sim, e quantas vezes precisará balas de canhão voar…
Before they’re forever banned? Antes de serem, para sempre, abandonadas?

A resposta, meu amigo, está soprando no vento…
The answer is blowin’ in the windYes and how many years can a mountain exist Sim, e quantos anos pode existir uma montanha…

Before it’s washed to the seas (sea) Antes que ela seja lavada pelo mar?
Yes and how many years can some people exist Sim, e quantos anos podem algumas pessoas existir…

Before they’re allowed to be free? Até que sejam permitidas a serem livres?
Yes and how many times can a man turn his head Sim, e quantas vezes pode um homem virar sua cabeça…
Pretend that he just doesn’t see? Fingir que ele simplesmente não vê?

Blowin In the Wind

 Bob Dylan

Enfim, ficamos quase sabendo Por Onde Começar!

Tchau!

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