Medo & Superstição

Medo & Superstição

Penso que ambos estão umbilicalmente ligados desde a tenra infância! Medo!

Nana Nenê
Nana nenê…
Que a Cuca vem pegar…
Papai foi na roça…
Mamãe foi trabalhar…

Boi da Cara Preta
Boi, boi, boi…
Boi da cara preta…
Pega esse menino… Que tem medo de careta…

Bicho Papão
Bicho papão…
Sai de cima do telhado…
Deixa esse menino…
Dormir sossegado…

Somos induzidos, desde os primórdios da vida, ao medo e às ameaças de punições caso não façamos aquilo que nos foi determinado por nossos pais, instrutores, professores… Cuidadores!

Vamos além do cotidiano doméstico. Nosso civismo é repleto de ameaças geradoras do medo.

Marcha Soldado

Marcha soldado,

Cabeça de papel…

Quem não marchar direito…

Vai preso p’ro quartel!

O quartel pegou fogo…

A polícia deu sinal.

Acode, acode, acode a bandeira nacional.

Em seguida vem Superstição como consequência do primeiro ato.

Devemos, ou não, fazer isso ou aquilo para não sofrermos as repreensões inseridas em nossos cerebelos infantis?

Como se expressou Albert Einstein:

 “Evitar a felicidade com medo de que ela acabe, é o melhor meio de se tornar infeliz”.

Ou Alfred Hitchcock:

“Morro de medo de ovos, pior do que eu morrer de medo, eles me revoltam. Aquela coisa branca arredondada sem nenhum buraco. Você já viu algo mais revoltante de que uma gema de ovo quebrando e derramando seu líquido amarelo? O sangue é alegre, vermelho. Mas a gema do ovo é amarela, revoltante. Eu nunca a provei.”

Medo é uma sensação que proporciona um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente.

“O medo é a maior fonte de superstição e uma das principais fontes de crueldade.”

Bertrand Russell

Superstição é a crença sobre relações de causa e efeito que não se adequam à racionalidade e que geralmente está associada à suposição da atuação de alguma força sobrenatural, que pode inclusive ser de origem religiosa. Um exemplo é a crença comum, no Brasil, de que quebrar um espelho causa sete anos de azar.

Mário Jorge Zagallo, conhecido por adorar o número 13, afirmou que ele ajudou a Seleção Brasileira a garantir classificação para a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. Agora o apito final da Copa será em 13 de julho de 2014… Daí, eleições!

Falando em Alemanha, encontramos o número 666 onde a profecia da besta menciona “um sinal na mão direita ou na testa”, o que deu margem para associá-la a Hitler e ao gesto da saudação nazista.

É incrível que no capítulo 13 do livro Apocalipse ele é citado como o “número do monstro”. O documento descreve uma besta-fera parecida com um dragão, com chifres de cordeiro, poderes maléficos e características violentas e ameaçadoras.

Segundo interpretações de estudiosos, o número 666 seria o código secreto com que os cristãos do primeiro século poderiam identificar o Anticristo. Um monstro humanizado que viria ao mundo para dominá-lo e tocar o terror.

Por outro lado, a soma dos números 666 é nove, positivamente é o número da compaixão, do ser humanitário, da caridade.

O aspecto negativo é a cólera, vingança, maledicência, crueldade, tirania, perversão…

Esse monstro traz a energia “9” no seu nome mais usado: Hitler!

Já no judaísmo, o principal que aprendemos do número 18, equivalente ao valor numérico da palavra “Chai”, que significa “Vida”, é o cumprimento da Torá e dos preceitos. A Cabala ensina que o número 18 corresponde ao poder de vontade na alma.

Refletindo sobre as variantes da sequencial numérica 666, encontrei o dimensional 66,6!

Arca da Aliança

A Bíblia descreve, no livro de Êxodo, a Arca da Aliança da seguinte forma: caixa e tampa de madeira de acácia, com dois côvados e meio de comprimento (um metro e onze centímetros ou 111 cm), e um côvado e meio de largura e altura (66,6 cm).

Cobriu-se de ouro puro por dentro e por fora, com uma bordadura de ouro ao redor. Wikipédia

Medo & Superstição?

Segundo a Bíblia, Deus revelava-se como uma fumaça que se manifestava com sua shekiná (presença). Tocá-la era um ato tolo, pois quem a tocasse seria morto, razão pela qual existiam varas para seu transporte.

A Arca da Aliança é talvez o maior símbolo da presença do poder de Deus em um objeto físico. Ela foi construída por ordem direta de Deus a Moisés…

“NADA ACONTECE POR ACASO”

Friedrich Wilhelm Nietzsche foi um filólogo, filósofo, crítico cultural, poeta e compositor alemão do século XIX.

Sobre o Acaso e o Destino ele manifestou estranhos comentários. Em suas últimas semanas sãs, precisamente em 7 de dezembro de 1888, escreve uma carta de Turim, a Augusto Strindberg em que faz a seguinte observação:

“Não existe mais qualquer elemento de acaso na minha vida”!

Nesse mesmo ano Nietzsche escreveu ao seu amigo Franz Overbeck, dizendo:

“Nada acontece mais por acaso”!

Durante o período de sua loucura, Nietzsche ficava repetindo determinadas frases:

“Estou morto porque sou estúpido”!

“Sou estúpido porque estou morto”!

“Eu tenho uma sensibilidade boa para as coisas” e “Não gosto de cavalos”!

Dentre os nomes ilustres da história que citei, não poderia deixar de resgatar Titãs e o compositor Sérgio Britto:

Devia ter amado mais…

Ter chorado mais…

Ter visto o sol nascer…

Devia ter arriscado mais e até errado mais!

Ter feito o que eu queria fazer…

Queria ter aceitado as pessoas como elas são!

Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração!

Uma resposta para “Medo & Superstição”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *