O Tempo Voa

O Tempo Voa

Vamos brincar com a relatividade do tempo e do espaço! O tempo tem tempo? Quanto tempo o tempo tem? Espaço de tempo!

A ideia veio á cabeça quando me encontrei em um estado de expectativa sobre as coisas que teria de fazer e se daria tempo de cumprir o desiderato. Na minha cabeça veio logo o Salvador Dali. Em seguida Albert Einstein.

A Persistência da Memória – Salvador Dali

Em 1934, Salvador Dali, pintor catalão radicado em Paris e uma das figuras líderes do grupo surrealista, expõe numa galeria de Nova Iorque o quadro “A persistência da memória”, o que se tornaria num dos momentos fundamentais da sua carreira artística, responsável pelo incremento da sua notoriedade pública.

Esta pintura traduz o interesse do pintor pelas conquistas da ciência moderna, cruzando teorias mais abstratas de física, nomeadamente a relatividade de Einstein, que colocou em causa a ideia de espaço e tempo fixos, com as pesquisas de Freud relativamente ao inconsciente e à importância dos fenómenos dos sonhos.

Fui dormir um pouco e sonhei…

Acordei e pensei! O mundo tem realmente 4,54 bilhões de anos? Quem mensurou esse dimensional? Não fui eu com certeza! Para mim o tempo passa… O tempo voa… E a minha poupança continua… Muito atoa!

Quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha?

Como eu não sou astrônomo, nem astrofísico, estava longe de saber que a chave desse cálculo foi encontrada medindo a quantidade de urânio e de chumbo nas rochas mais antigas do planeta.

Voltando a ideia que me levou ao tema, lembrei-me de que sempre vem à cabeça uma frase em alemão, idioma utilizado pelos maiores filósofos e ensaístas da história pelo fato de expressar muito bem as ideias: “Alles zu seiner Zeit”, “Tudo ao seu tempo”, quando estou correndo, ou voando, contra o tempo. Não sabendo se vai ou não dar certo, eu me contenho e relaxo com a indução da frase.

Dar tempo ao tempo também é bom!

Ato contínuo apareceu Kurt Vonnegut Jr., que nasceu em Indianapolis, 11 de novembro de 1922 e passou pela transição em Nova Iorque em 11 de abril de 2007. Foi um escritor estadunidense de ascendência germânica. Em “Matadouro 5” o tempo e espaço são relativos!

“Matadouro 5” é um romance pelo qual o escritor se tornou mundialmente conhecido. Publicado em 1969, em plena Guerra do Vietnã, o livro conta a enlouquecida, fantasiosa, sarcástica, engraçada, satírica, irônica e triste história de Billy Pilgrim, um americano médio e interiorano que passa a se deslocar no tempo e visita diversos momentos de sua própria vida. O ponto crucial da existência de Billy é o episódio em que ele – um soldado lutando na Segunda Guerra – é feito prisioneiro e vivencia o bombardeio da cidade alemã de Dresden, em que morreram 135 mil pessoas – o dobro de mortes resultantes da bomba de Hiroshima.

Assisti ao filme também. Do começo ao fim não sabia se o tempo era tempo e se o espaço era espaço. Ir e vir constante no tempo e no espaço! O homem prisioneiro do tempo!

O filme “Matadouro 5” (Slaughterhouse Five, 1972)  é um dos mais niilistas e desesperançados filmes gnósticos: sem saída, o homem é prisioneiro no tempo e condenado por alienígenas a repeti-lo por toda a eternidade. O que torna o filme “Matadouro 5” um clássico dos filmes com temática gnóstica é que ele inicia uma crítica metafísica de fatos que tradicionalmente são abordados pelo viés da crítica política ou social. No filme, a guerra não é mais enquadrada pela crítica ideológica ou política, mas, agora, como mais um fato dentro de um absurdo plano cósmico levado a cabo por demiurgos alienígenas. Wilson Roberto Vieira Ferreira-Cinema Secreto. Abaixo Kurt Vonnegut.

Sem perceber quantas vezes voltei ao inicio dessa escrita, já nem sabia se havia ou não terminado o texto. Dando-me conta do tempo passado e do por vir, num momento relâmpago do presente, chegou ao meu cérebro, certo Benjamin Button!

O orçamento do filme foi de US$ 150 milhões.

Benjamin Button (Brad Pitt) nasceu de uma forma incomum, às portas da morte, e com a aparência e doenças de uma pessoa em torno dos oitenta anos. Ao invés de envelhecer com o passar do tempo, Button rejuvenesce. Benjamin “cresceu” ao lado da menina Daisy (Cate Blanchett), que ele encontra nas férias quando a garota vai visitar a avó no asilo.

E logo se apaixona pela jovem. A diferença de idade aparente, porém, os afasta. Até que eles se encontram anos depois – ela 20 anos mais velha, ele 20 anos “mais jovem”. Aparentemente com a mesma idade, eles enfim podem se envolver e viver um grande amor. Site Eu Capricho – Luiza Gomes

Aí o tempo foi de trás para frente? Não me importa mais! Já acabei de fazer o que havia começado e ainda escrevi isso em tempo bem alado…

O Tempo Voa!

Tão longe de mim distante…

Onde irá, onde irá teu pensamento… Minh’alma toda devora…

Dá a saudade…

Dá a saudade agro tormento!

Quem Sabe…

Carlos Gomes.

Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo: Nem ele me persegue, nem eu fujo dele.

Um dia a gente se encontra.

Mario Lago

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