O Tratado de Latrão

O Tratado de Latrão

Quando ouço alguém dizer que política, futebol e religião não se discutem, eu discordo em número, gênero e grau! Discutem-se sim… E é muito bom discutir! Brasília e Vaticano tem coisa em comum!

No site História do Mundo encontrei que o pequeno estado do Vaticano foi criado em 1929 quando o papa Pio XI e o ditador Benito Mussolini assinaram o Tratado de Latrão que previa o Vaticano como um estado independente e o recebimento de uma indenização pela perda do seu território durante a unificação alemã e em contra partida, a Igreja Católica teve que abrir mão das terras conquistadas na Idade Média e também teve que reconhecer Roma como a capital da Itália.

Em 1947, o Tratado de Latrão passou a fazer parte da Constituição e o Papa teve que jurar neutralidade sobre termos políticos.

Em um momento histórico em que o Papa Francisco é responsável por intermediar uma reaproximação dos EUA e Cuba, eu achei o tema pertinente… Embora exista tanta impertinência nas políticas atualmente.

A “reaproximação” se dá após 53 anos de destemperos!

Parece-me um pouco surreal e contraditório a união entre o Comunismo com Deus e com o Capitalismo ao mesmo tempo.

O Brasil encontra-se em um mar de lama envolvido até a alma com a corrupção. Brasília enclausura-se como uma Cidade-Estado ao modelo do Vaticano em Roma. Segundo Dermi Azevedo em Carta Maior:

O Vaticano ocupa o 8º lugar do mundo entre os países que lavam dinheiro sujo, oriundo da sonegação de impostos, da obtenção de lucros ilícitos, do tráfico de armas e de drogas, entre outras fontes criminosas. O Vaticano conseguiu deixar para trás, em matéria de lavagem de dinheiro, países como a Suíça, Bahamas, Liechtenstein, Nauru e as Ilhas Maurício. A pesquisa foi realizada pela rede de organizações sociais francesas Voltaire, com base em dados fornecidos por autoridades alemãs e suíças. No ano passado, o Instituto de Obras da Religião (IOR), nome oficial do Banco do Vaticano, epicentro do problema, teria lavado cerca de 33 bilhões de dólares.

Esta informação tem um caráter aproximativo, porque ninguém (nem mesmo o Papa) tem acesso ao balanço real da instituição bancária mais secreta do planeta.

Fico cá com meus botões a pensar…

O governo brasileiro não sabia de nada mesmo sobre a Petrobrás? E o resto das falcatruas que vão aparecendo gradativamente?

Enquanto isso, em 1947, o Tratado de Latrão passou a fazer parte da Constituição e o Papa teve que jurar neutralidade sobre assuntos políticos.

No Brasil, em valores atualizados, identificamos mais de 30 casos de corrupção ente 1980 e 2014 que geraram um rombo ao erário público de R$ 120 bilhões. Verdadeiro Carnaval com o erário público!

O Banestado apresentou rombo de R$ 60 bilhões, o da Petrobras vai girar em torno de R$ 20 bilhões. Fatos públicos e notórios!  É certo que a cleptocracia mundial se entusiasme com esse nosso “Vaticano”, onde a certeza da impunidade aflora-se em todos os pontos cardeais! No Brasil ganha-se a eleição com os discursos progressistas e inclusivos da esquerda e governa-se com os rigores restritivos da direita.

Já que o papa Pio XI e o ditador Benito Mussolini assinaram o Tratado de Latrão, não é impossível que o atual Papa assine qualquer coisa com a Ditadura Castro!

O Tratado de Latrão previa o Vaticano como um estado independente e o recebimento de uma indenização pela perda do seu território!

O Tratado do Ladrão previu a barganha pelo comando no Planalto Central do Brasil.

O Diário Oficial da União publicou decreto no qual a presidente condiciona explicitamente a liberação de emendas parlamentares à aprovação da proposta que altera a lei orçamentária para poder fechar as contas do governo de 2014 no vermelho.

A presidente Dilma Rousseff se antecipou às pressões de parlamentares e resolveu, ela própria, chantagear a sua base de sustentação, para que deputados e senadores aprovassem o projeto que altera as regras de superávit primário, em sessão no Congresso. Em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) o governo ofereceu R$ 10,032 bilhões de recursos discricionários (eram R$ 7,8 bilhões), dos quais R$ 444 milhões em emendas parlamentares. Mas condicionou a liberação dos recursos à aprovação do projeto do superávit, cuja meta de superávit primário caiu de R$ 80,8 bilhões para R$ 10,1 bilhões, o que significa 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB). No início do ano, o percentual era de 3,1%.

Haja óleo de peroba! Poderoso Chefão!

Dentro desse quadro de desmandos, ao invés de Tratado de Latrão… O óbvio seria Tratado de Ladrão!

 

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