Minha Mística Mãe

Minha Mística Mãe

Ao iniciar esta lavra me dei conta de que estava escrevendo sobre minha mãe.

Logo me veio à cabeça Mario Quintana:

“… Dizem que sou modesto. Pelo contrário, sou tão orgulhoso que acho que nunca escrevi algo à minha altura. Porque poesia é insatisfação, um anseio de auto superação”.

Minha! É relativo!

Mística! Todos nós sabemos o significado!

Mãe! Todos nós nascemos de uma!

Agora, falar sobre o invólucro divino em que você foi concebido…

É vaidade pra dar de pau!

Consequentemente, mergulhamos nas profundezas do egocentrismo e do interesse como mola mestra das nossas boas ações.

Será muito piegas escrever sobre nossa mãe?

Agora a coisa encrencou de vez!

Já num limbo literário, veio à lembrança do meu avô José Alzamora, pai dessa figura mística que é minha mãe e me apareceu, em dimensão mística e cósmica, com um exemplar do livro de Menotti Del Picchia.

Meu avô adorava fazer citações.

 Acho que estou incorporando-o!

Em “OBRAS COMPLETAS – CONTOS – 1946”:

“No fundo de cada renuncia há um interesse. Quando um mal se torna bom, sua bondade é um disfarce acidental da sua perfídia: é uma metamorfose meramente formal da maldade assim transmudada pelo interesse. Uma generosidade que se faz mais intensa, um perdão que varre uma culpa, tudo encapota o interesse. Raspe-se a casca de qualquer ação humana que, no fundo, encontra-se o interesse…”.

Purificação

“Deixe que um banho de luz limpe seus pensamentos, sentimentos e ações. Lave o drama que encobre sua natureza primordial”.

Estava escrito em um bilhetinho que retirei do recipiente que minha mãe levou em uma reunião de família.

Há várias décadas, minha mãe e eu, começamos estudar metafísica juntos.

Filiamo-nos à Ordem Rosacruz, AMORC – Antiga e Mística Ordem Rosa Cruz.

Estudamos e frequentamos as Convocações Ritualísticas.

Fizemos parte das equipes Ritualística e Iniciática.

Como oficiais ritualísticos ela foi Mestre e eu Guardião Interno do Templo.

Mas vamos direto ao motivo que me levou a registrar esse título.

Após ver publicada em rede social a foto da capa, minha lembrança na caminhada da senda mística ficou aguçada.

Com esse doce olhar que penetra o fundo da alma, Debora Tomagnini Alzamora, minha mãe, foi fotografada por meu filho Rodrigo Machado Coelho Alzamora Gonçalves tendo a foto sido editada pela querida ex-cunhada Vera Diaz.

Daí apareceu no cenário uma mística Elena Petrovna Blavatskaya!

Helena Blavatsky ou Madame Blavatsky!

Outro ponto que me despertou atenção é o fato de eu ter nascido em 31 de julho de 1951 no calendário Gregoriano e Madame Blavatsky em 31 de julho de 1831 no calendário Juliano.

Outros rumos de minha mãe e Helena Blavatsky também foram semelhantes.

Personalidade complexa, dinâmica e independente, desde pequena Elena Blavatskaya mostrou possuir um caráter forte e dons psíquicos incomuns, e logo em torno dela se formou um folclore doméstico. Imediatamente após um casamento frustrado, deixou o esposo e partiu em um longo período de viagens por todo o mundo em busca de conhecimento filosófico, espiritual e esotérico, e nesse intervalo alegou ter passado por inúmeras experiências fantásticas, entrado em contato com vários mestres de sabedoria ou mahatmas e deles recebido na condição de discípula um treinamento especial para desenvolver seus poderes paranormais de forma controlada, a fim de que pudesse servir-lhes de instrumento para a instrução do mundo ocidental.

 A partir de 1873 iniciou sua carreira pública nos Estados Unidos, e em pouco tempo se tornou uma figura tão celebrada quanto polêmica.

 Exibiu seus poderes psíquicos para grande número de pessoas, deslumbrando a muitos e despertando o ceticismo em outros, que não raro a acusaram de embuste, muitas vezes com boas evidências para tal. Entretanto, em muitos outros casos seus poderes pareceram autênticos.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Assim como Blavatsky, Minha Mística Mãe,

Imediatamente após um casamento frustrado, deixou o esposo e partiu em um longo período de viagens por todo o mundo em busca de conhecimento filosófico, espiritual e esotérico…

Fomos para Belo Horizonte e depois Salvador.

Ela percorreu também Israel e sentiu o “sopro cálido” do deserto.

Colocou os pés nas salgadas águas do Mar Morto e… Por um tempo sentiu suas origens judaicas!

Enquanto Minha Mística Mãe e eu aprendemos e exercitamos os ensinamentos místicos para conservação da saúde física e espiritual em nós mesmos e nos outros, recitando silenciosamente:

Ó Poderosa força vital do Universo!

 Alcançai o espírito que está dentro do meu Ser e…

 Renovai a Vida que está dentro do meu Corpo!

A mística Helena Blavatsky ou Madame Blavatsky!

Escreveu:

“Os ramos da árvore são sacudidos pelo vento; o tronco permanece imóvel.”

Assim termino essa lavra deixando meu eterno amor pela Minha Mística Mãe!

Ó Deus Onipotente e Puro
Luz que Adentras em minh’alma
Ser Imaculado e Santo
Paz que Penetras em mim… Pela vida Aquele que brota infinito Amor Fecundo
Gera nosso Mundo com o Sublime de Teu Esplendor!

4 respostas para “Minha Mística Mãe”

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