Nascer! Viver! Morrer!

Nascer! Viver! Morrer!

O tempo todo é um “ir e vir” constante. Quando perdemos um ente querido nos damos conta das transições do universo divino!

O corpo se deteriora e o espírito evolui!

Recebi mensagem de um amigo querido por conta do falecimento recente e fulminante do meu pai:

Marco

Nascer, viver, morrer!

Esta é nossa história.

No Colégio me ensinaram que um bom conto, tem que ter começo, meio, e fim.

Será que esta não é a história de nossas vidas?

Escreva esta história.

Luigi

Sempre tive o incentivo e inspiração nas sugestões de bons amigos. Comecei teclar antes mesmo da “ficha cair”!

Lembrei-me de tantas coisas, que não pude sequer mensurar datas e cronologias ordenadas.

Aos turbilhões as ideias se alastraram com velocidades alucinantes e vertiginosas jorrando comandos aos verbos atemporais em minha lavra de alma lavada!

Pensei em reencarnação. Um poeta místico escreveu algo parecido como: “Estou cansado da vida, da morte… E do retorno á vida”! A frase ficou em minha memória quando morei na França: “Je suis fatigué de La vie, de La mort… Pour Le retour a La vie”! Acho que ele era da AMORC – Antiga e Mística Ordem Rosa Cruz.

No intervalo entre uma palavra e outra, observei nova mensagem, linda e sublime, que falava sobre Partida e Chegada:

A Morte segundo o Rabino Henry Sobel

Quando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espetáculo de beleza rara.

O barco, impulsionado pela força dos ventos, vai ganhando o mar azul e nos parece cada vez menor.

Não demora muito e só podemos contemplar um pequeno ponto branco na linha remota e indecisa, onde o mar e o céu se encontram.

Quem observa o veleiro sumir na linha do horizonte, certamente exclamará: Onde? Já se foi? Terá sumido? Evaporado? Não, certamente. Apenas o perdemos de vista. O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha quando estava próximo de nós. Continua tão capaz quanto antes de levar ao porto de destino as cargas recebidas. O veleiro não evaporou, apenas não o podemos mais ver.

A vida é feita de partidas e chegadas. De idas e vindas. Assim, o que para uns parece ser a partida, para outros é a chegada. Assim, um dia, todos nós partimos como seres imortais que somos… Todos nós ao encontro daquele que nos criou.

Quando nascemos, choramos para insuflar a primeira baforada de ar da vida. Pneuma. “Sopro da Vida”. Espírito. Alma. Enquanto o novo rebento chora com expressão de dor, os entes envoltórios queridos choram de alegria.

Nascer! Viver! Morrer!

Existe “choro” para todo tipo de situação. Já chorei de tristeza, de alegria, de raiva, de agonia, quando alguém nasceu e quando alguém morreu.

Chorei na maternidade, no cemitério, na formatura, no casamento, em frente à televisão, escutando o rádio do carro, sozinho e, até, sonhando! Existem lágrimas até quando se chora sonhando… É só sentir a fronha do travesseiro molhada para constatar essa verdade.

Assim continuo “tocando o barco”! Nascendo, vivendo e morrendo o tempo todo.

É muito estranha a sensação de perder um pai!

Só perdendo para se saber o vácuo deixado no Ar que se respira… Na Água que se navega… No Fogo que se queima… Na Terra que se emerge o corpo!

Ciclo da Vida! Ir e Vir! Reencarnação!

O “barco” sumiu no horizonte!

“E nós ficamos no porto, acenando em cada partida, esperando por cada volta!”

Silvana Coelho – Publicitária

A doutrina da reencarnação é uma das principais doutrinas dos Rosa Cruzes e nós não fazemos segredo disso.

De acordo com a lei de encarnação, cada ser humano renasce no plano terreno a cada 144 anos, em média. Em outras palavras, se pudéssemos acompanhar as reencarnações de uma pessoa em um período de mil anos atrás, verificaríamos a ocorrência de um renascimento em um novo corpo a cada 144 anos, em média.

Se uma pessoa vive somente 80 anos neste plano terrestre e, em seguida, eleva-se a uma vida mais alta pela transição, a alma e a personalidade da referida pessoa permanecem no plano cósmico psíquico 64 anos antes de se reencarnar, a fim de completar o ciclo de 144 anos… A criança que passa para o plano cósmico aos quatro anos de idade teria de permanecer no mesmo 140 anos aguardando a reencarnação.

Embora não tenha seguido uma ordem cronológica neste texto desabafado, concluo com uma homenagem àquele que deixou plantada nesta Terra a semente divina da procriação.

Nascer! Viver! Morrer!

Chorei na maternidade, no cemitério, na formatura, no casamento, em frente à televisão, escutando o rádio do carro, sozinho e, até, sonhando!

Existem lágrimas até quando se chora sonhando… É só sentir a fronha do travesseiro molhada para constatar essa verdade.

Cito abaixo um dos princípios que herdei do meu progenitor e conservo em minha mente como exemplo de conduta: Que o legado deixado ilumine os rumos da Justiça!

“A propósito, já se disse alhures de que nada adiantam leis, por mais perfeitas que sejam se não há meios de fazê-las cumprir e respeitar. É mesmo mil vezes preferível não tê-las de qualquer sorte, a tê-las desmoralizadas, servindo apenas como prova do desrespeito da autoridade”.

Zanoni de Quadros Gonçalves

Meu pai gostava muito dessa música e cantava imitando Nat King Cole! Solamente una vez…

Ofereço essa lavra de alma lavada á você meu progenitor…

Onde quer que esteja agora!

Solamente una vez

Ame en la vida,

Solamente una vez

Y nada más…

Una vez nada más en mi huerto

Brillo la esperanza,

La esperanza que alumbra el camino de mi soledad

Una vez nada más

Se entrega el alma,

Con la dulce y total renunciación…

Y cuando ese milagro realiza el prodigo de amarse

Hay campanas de fiesta que cantan en el corazón…

A vida é feita de partidas e chegadas. De idas e vindas.

 

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