METAMORFOSE

METAMORFOSE

Em UMA BREVE HISTÓRIA DO MUNDO, Geoffrey Blainey escreveu que “Em 20000 A.E.C., o homem já se encontrava presente em todos os continentes. A Austrália e a Nova Guiné, juntas, formavam uma segunda massa de terra habitada, mas contavam com menos de 5% da população mundial. Havia outra característica curiosa dessa população: estava quase inteiramente confinada às zonas, tropical e temperadas; as áreas mais frias do mundo eram praticamente desabitadas”.

Mais interessante ainda é o fato de que “COMO OS OCEANOS TINHAM NÍVEIS MUITO BAIXOS DE ÁGUA, ERA POSSÍVEL A UM HOMEM CAMINHAR DO SUL DA INGLATERRA ATÉ A FRANÇA”.

Tsunami… Nem pensar nessa longínqua época!

Alguns fatores determinantes levaram-me a escrever este ensaio… Ou ensaiar esta escrita! O calor exorbitante, a falta de chuvas, o livro INFERNO de Dan Brown e as afirmações de James Lovelock, renomado cientista, dizendo que o aquecimento global é irreversível e mais de 6 bilhões de pessoas vão morrer neste século. Esse cientista vai além! Afirma que “A raça humana está condenada”!

O Mundo está sofrendo uma METAMORFOSE mais rápida do que possa qualquer previsão antecipar? Existe no planeta cerca de um bilhão de famintos. Metade dos alimentos e refeições produzidos no mundo vão para o lixo. O Apocalipse seria uma Divina Comédia? Ou vice-versa? Em tempos bastante remotos algumas mentes brilhantes e visionárias expressaram suas visões!

Embora existam muitas interpretações para a palavra, apocalipse, do grego αποκάλυψις, apokálypsis, significa “revelação”, formado por “apo”, tirado de, e “kalumna”, véu. Um “apocalipse”, na terminologia do judaísmo e do cristianismo, é a revelação divina de coisas que até então permaneciam secretas a um profeta escolhido por Deus. Por extensão, passou-se a designar de “apocalipse” aos relatos escritos dessas revelações. Devido ao fato de, na maioria das bíblias em língua portuguesa usarem-se o título Apocalipse e não Revelação, até o significado da palavra ficou obscuro, sendo às vezes usado como sinônimo de “fim do mundo”.

Existem interpretações variadas, como no Cristianismo, na Teologia amilenista, na Teologia pré-milenista, como Linguagem simbólica, na Linguagem profética e na Visão espírita.

As tradições esotéricas e místicas, como gnose, rosacrucianismo, maçonaria, trabalham, desde o tempo em que o livro foi escrito, a ideia de que o Apocalipse recorre à linguagem simbólica, que aponta para processos de transformação através dos quais o homem tem de passar para atingir a plenitude de seu Ser, e a plena União com o Divino.

Os quatro cavaleiros do apocalipse são Peste, Guerra, Fome e Morte.

PESTE

E eu vi, e eis um cavalo branco; e o que estava sentado nele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e ele saiu vencendo, para completar a sua vitória.

GUERRA

E saiu outro, um cavalo cor de fogo; e ao que estava sentado nele foi concedido tirar da terra a paz, para que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada.

FOME

E eu vi, e eis um cavalo preto; e o que estava sentado nele tinha uma balança na mão. E eu ouvi uma voz, como que no meio das quatro criaturas viventes, dizer: “Um litro de trigo por um denário, e três litros de cevada por um denário; e não faças dano ao azeite de oliveira e ao vinho”.

MORTE

Então ouvi a quarta Criatura: “Venha” e apareceu um cavalo baio, o nome do cavaleiro era Morte e o Inferno o seguia de perto.

“… o nome do cavaleiro era Morte e o Inferno o seguia de perto”. Daí me veio quase como um relâmpago à ficção de Dan Brown. Extermínio populacional por insuflar vírus em grande contingente da humanidade em uma teoria “transumaníssima”? (Manipulação biológica).

Não podemos desconsiderar entre as mentes brilhantes e visionárias que expressaram suas visões, o conhecido relato de Dante Alighieri. Foi um escritor, poeta e político italiano. É considerado o primeiro e maior poeta da língua italiana, definido como Il sommo poeta.

“Quanto maior é a sede, maior é o prazer em satisfazê-la”. Dante Alighieri.

Ou como diria Rubem Alves em VARIAÇÕES SOBRE O PRAZER:

Será que Deus fica feliz quando vê os seres humanos sofrendo? Digo isso pelo fato de que os fiéis, ao fazerem promessas a Deus para obter seus favores, o que lhe oferecem são sempre objetos dolorosos. Nunca ouvi de um devoto que tivesse oferecido a Deus uma sonata de Mozart ou um poema de Fernando Pessoa. A Igreja ensinou que o prazer é o ninho do pecado. Como se o mundo fosse um imenso jardim cheio de árvores com frutos doces e coloridos, com placas em todas elas dizendo: “Proibido”.

Observando o lixo urbano transformando-se rapidamente em lixo humano, aparece-me James Lovelock, renomado cientista, dizendo que o aquecimento global é irreversível e mais de 6 bilhões de pessoas vão morrer neste século.

Esse cientista vai além! Afirma que “A raça humana está condenada”!

“Existe no planeta cerca de um bilhão de famintos”.

“Metade dos alimentos e refeições produzidos no mundo vai para o lixo”.

Em entrevista á JEFF GOODELL da Revista Rolling Stone – Edição 14 – Novembro de 2007, pode-se ler:

Na visão de Lovelock, até 2020, secas e outros extremos climáticos serão lugar-comum. Até 2040, o Saara vai invadir a Europa, e Berlim será tão quente quanto Bagdá. Atlanta acabará se transformando em uma selva de trepadeiras kudzu. Phoenix se tornará um lugar inabitável, assim como partes de Beijing (deserto), Miami (elevação do nível do mar) e Londres (enchentes). A falta de alimentos fará com que milhões de pessoas se dirijam para o norte, elevando as tensões políticas.

“Algumas pessoas vão ficar sentadas na poltrona sem fazer nada, paralisadas de pânico. Outras vão se mexer. Vão ver o que está prestes a acontecer, e vão tomar uma atitude, e vão sobreviver. São elas que vão levar a civilização em frente.” James Lovelock.

“Os lugares mais sombrios do inferno são reservados àqueles que se mantiveram neutros em tempos de crise moral.” Dante Alighieri.

Como se o mundo fosse um imenso jardim cheio de árvores com frutos doces e coloridos, com placas em todas elas dizendo: “Proibido”. Rubem Alves.

Córrego seco é escorregão!

Queda e apagão!

Continuo…

Rabiscando com calor!

Hoje que seria o amanhã de ontem!

Amanhã coloco cor!

Evolução do bordado desenhado…

Suado! Ufa! METAMORFOSE!

Marco Alzamora num imenso jardim cheio de árvores com frutos doces e coloridos…

 

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