A Bruxa… Está Solta!

A Bruxa… Está Solta!

Divina Comédia! Cavaleiros do Apocalipse! As coisas já estavam previstas. Nada se cria… Tudo se transforma!

Peste, Guerra, Fome e Morte. Inferno, Purgatório e Paraíso. Tufões com velocidades de 250 km/h. Congestionamentos com mais de 300 km de extensão.

O nó cego no trânsito até parece à formação de um furacão. A bruxa solta e o homem aprisionado em suas máquinas barulhentas e poluidoras. Os barulhos das cidades ultrapassam os decibéis saudáveis para tímpanos sensíveis.

Como o desejo de viver pode se transformar em disposição para matar?

Manifestantes exigem fim de matança de cães de rua.

Liberdade, Igualdade e Fraternidade sempre foi uma utopia! Tempos de cobra engolindo cobra! Corrupção material e espiritual. Abusos dos excessos de poder.

Massacre dos menos privilegiados. Condenados e presos que vão para a prisão acenando com gestos de vitória, sabedores da impunidade! Soberba! É o homem cambaleando perdido num mundo que se adensa de forma desumana e violenta.

Arte e Arquitetura?

Joana Gontijo – Lugar Certo

A partir da observação deste panorama que, por si só, carrega um grande potencial imagético, o fotógrafo alemão Michael Wolf criou o projeto intitulado de “Arquitetura de Densidade”.

Com uma população superior a 7 milhões de habitantes, é fácil perceber que altos edifícios formam uma paisagem comum em Hong Kong. A cidade na China é um dos locais mais densamente povoados do planeta, levando o conceito de arranha-céus a um patamar inteiramente novo, sendo que a configuração destes prédios é um verdadeiro espetáculo visual em particular. O número de construções verticais na região supera a marca de 6,5 mil, acima da quantidade de arranha-céus em Nova York, e, a cada quilômetro quadrado, estão 6,4 mil pessoas.

Não existe planejamento que acompanhe o crescimento vertiginoso dos grandes conglomerados urbanos.

Do lixo urbano… O lixo humano está a apenas um passo. Onde as populações menos favorecidas amargam o “caput mortum” da civilização, parido em fezes e urinas a poluição original.

No best-seller de Geoffrey Blainey “UMA BREVE HISTÓRIA DO MUNDO” ele nos relata sobre “As Bruxas estão Soltas”. Nas questões religiosas onde o bem e o mal sempre disputaram espaço nas mentes crentes e aguçadas, “O mal foi personificado nas bruxas: Quando tragédias aconteciam, eram atribuídas à conspiração de alguma bruxa”. Mas não parava por aí. Quando havia dificuldade econômica em algum lugar ou em alguma família, logo se procurava a bruxa agressora. Nas adversidades da vida cotidiana, nas brigas e tensões, acusavam-se uns aos outros de bruxaria. Existiram locais específicos na Europa entre os anos 1450 e 1750, onde havia a maior concentração de bruxas.  O contingente de bruxas, mais de 100 mil “comprovadas”, vivia no sudeste da Escócia e no leste da França. A Alemanha também foi endereço preferido das “feiticeiras”, onde uma em três dessas possuidoras de vassouras vivia lá. Não que os “bruxos” fossem inexistentes. Porém, “Esses eram os padrões de disseminação da bruxaria. Assim, na Inglaterra e na Hungria, nove de cada dez bruxos condenados eram mulheres, embora na Islândia e na Estônia a maioria dos acusados e condenados fossem homens”.

A maioria das pessoas sentenciadas à morte por bruxaria na Europa, 75% eram mulheres. A imagem que temos é de que eram velhas e desfiguradas. Na Inglaterra a bruxa típica seria solteira ou viúva, velha e pobre, sempre arranjando encrencas com seus vizinhos. A ilustração a baixo pode ser de uma neta qualquer dessas citadas no livro de Geoffrey Blainey.

Peste, Guerra, Fome e Morte. Inferno, Purgatório e Paraíso. Tufões com velocidades de 250 km/h. Congestionamentos com mais de 300 km de extensão.

Condenados e presos que vão para a prisão acenando com gestos de vitória, sabedores da impunidade! Soberba!

William Adolphe Bouguereau (18251905)

Agora só fica faltando o José parar de brigar com o João. Diga aí Gil:

O rei da brincadeira

Ê, José!

O rei da confusão

Ê, João!

Um trabalhava na feira

Ê, José!

Outro na construção

Ê, João!…

A semana passada

No fim da semana

João resolveu não brigar

No domingo de tarde

Saiu apressado

E não foi prá Ribeira jogar

Capoeira!

Não foi prá lá

Pra Ribeira, foi namorar… A Bruxa Solta!

 

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