Amizade

Amizade

Um amigo sugeriu que eu escrevesse sobre esse tema. Pensei que, sendo as relatividades das relações tão diversas ou as diversidades tão relativas, não daria conta de cumprir o desiderato do relato. De qualquer forma vou tentar sentir o desafio. Digo “sentir”! Pois se não houver sentimento nessa empreitada, a própria palavra “amizade” pode perder-se em conjecturas superficiais. Imediatamente veio-me á mente o filme e o livro de JONH BOYNE, “O Menino do Pijama Listrado” onde Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus.

Também não faz ideia de que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos de que sua família está envolvida no conflito.

Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer.

Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e, para além dela, centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com um frio na barriga.

Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. “O Menino do Pijama Listrado” é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.

Ficou “selada” a Amizade mais pura!

Imediatamente fui parar em frente ao escritor australiano Markus Zusak que escreveu “A Menina que Roubava Livros”. Durante a Segunda Guerra Mundial, uma jovem garota chamada Liesel Meminger (Sophie Nélisse) sobrevive fora de Munique através dos livros que ela rouba. Ajudada por seu pai adotivo (Geoffrey Rush), ela aprende a ler e partilhar livros com seus amigos, incluindo um homem judeu (Ben Schnetzer) que vive na clandestinidade em sua casa. Enquanto não está lendo ou estudando, ela realiza algumas tarefas para a mãe (Emily Watson) e brinca com o amigo Rudy (Nico Liersch). A Amizade ficou “selada” com o amigo e com o padrasto em cumplicidade.

Amizade não se rouba! Ela simplesmente… Existe!

Não por acaso, pretendendo dar uma pausa nesta lavra, liguei a televisão e estava lá o filme que corroborou sobre maneira com o tema proposto pelo amigo Luigi.

A Amizade não é prerrogativa somente entre seres humanos. Estava passando o filme “Sempre ao Seu Lado”. Hachiko: A Dog’s Story é um filme de drama norte-americano de 2009, com roteiro baseado em uma história verdadeira de um cão japonês chamado Hachiko. O filme é um remake do original japonês, de 1987.

É um filme muito comovente sobre a lealdade e laços invencíveis raros, onde ocasionalmente aparecem quase que instantaneamente nos lugares mais improváveis.

Ficou “selada” a Amizade mais pura!

Amizade não se rouba! Ela simplesmente… Existe!

Assim constatamos que existe Amor na Amizade.

Nos tempos atuais surgiram outras formas de relacionamentos. São os “amigos” virtuais. Muitos deles são conhecidos pessoalmente. Outros, só por imagens postadas em redes sociais. E desta forma vamos levando… Maridos se vão e esposas ficam… Esposas se vão e maridos ficam… Bom quando todos vão juntos… Ou ficam! Quando existe a “cara metade”, é a alma que se apresenta na relação. Tempos passados com amor, sempre estarão presentes em nossas mentes e corações. Quando alguém canta… Chorei… Não precisava esconder… Todos viram… Fingiram… Pena de mim não precisava… Ali onde eu chorei… Qualquer um chorava! É porque já viveu uma paixão…

Assim, a Amizade é uma dádiva divina que enriquece nossos corações e nossas almas. Por isso, depois de quase 20 anos de pura e verdadeira Amizade, pedi a minha melhor amiga em casamento!

Ela aceitou! A Amizade ficou “selada” para sempre!

 

2 respostas para “Amizade”

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