Ser ou não Ser… Um PROCRASTINADOR?

Ser ou não Ser… Um PROCRASTINADOR?

Meus avós há séculos atrás.

Meu avô colecionava a revista Seleções Reader’s Digest.

Cheirando mofo, encontrei um exemplar reminiscente de setembro de 1952. Hoje sou assinante. Tirei o mofo e resolvi ler o conteúdo histórico do periódico. Entre ler e não ler, eu recebi a Edição Especial e Limitada que, segundo Raquel Zampil – Editora Executiva, espera que eu também chore e ria, e aproveite as dicas de como a ciência pode nos ajudar a viver felizes por mais setenta anos. Edição comemorativa dos 70 anos.

Há algumas semanas eu estava pensando em escrever algo sobre os acontecimentos que foram assuntos nos idos anos 50. Pensei em falar sobre “DINHEIRO FALSO COMO ARMA DE GUERRA” escrito pelo Major George J. McNally, um estratagema fantástico de Himmler para desorganizar a economia da Inglaterra na última guerra.

Outro assunto interessante foi “De quem é a culpa do massacre de Katyn?” numa condensação do “Commentary” por G. F. Hudson. O episódio conhecido por Massacre da Floresta de Katyn foi noticiado pela primeira vez pelos alemães em abril de 1943.

PROCRASTINEI sem dó…

Não escrevi nada ontem… Nem vou escrever hoje.

Abri a segunda revista Seleções, a atual. Dei de cara com um texto de Will Stanton. Clássico escrito em 1974.

Em “Os riscos de um procrastinador” o autor conta histórias pessoais cômicas e interessantes. Começa com a ponderação de “Talvez seja mesmo melhor não fazer nunca o que deixamos para amanhã”.

Coloquei-me no lugar dele.

Novamente o ano novo se aproxima. Muitas promessas e intenções para viver melhor do que se viveu no ano anterior. Vou fazer isso… Aquilo…

Concordando com o autor pensei: “As resoluções de Ano Novo são uma baita bobagem em minha opinião”. Fiz um monte de coisas. Aonde isso me levou? Acho que minha mulher diria a mesma coisa que a mulher do autor falou para ele:

– Você não continuou praticando as suas resoluções. Aliás, nem começou a colocá-las em prática.

Adiar era meu lema! PROCRASTINADOR MILITANTE!

Sempre uso uma frase em alemão: Alles zu seine zeit!

Tudo ao seu tempo!

Coisa de quem procrastina!

Quando estava na faculdade, nas provas “cabeludas” de concreto armado e estabilidade das construções, eu estudava até meia noite. Quando não conseguia resolver um problema, ia dormir com ele na cabeça, esperando que quando acordasse a solução viesse automaticamente. Sempre deu certo! Aí aprendi a procrastinar!

“No Final Tudo Vai Dar Certo”!

Bom… Estava marcado para o dia 21/12/2012 Il Gran Finale!

Isso se o Grande Arquiteto do Universo não PROCRASTINASSE!

Sei lá se o Geraldo Vandré tinha ou não razão…

“Vem, vamos embora”.

“Que esperar não é saber”!

“Quem sabe faz a hora”

“Não espera acontecer.”

Abaixo procrastinadores…! Deveria ser o lema.

Brasil de outros tempos. Vou cantando essa bola… Pedra? Seria melhor uma pedrinha. Aquela que a gente tira do bolso e começa ter ideia para escrever. Vou indo nesse diapasão. É custoso, mas é bom.

Quando recebi e-mail do primo Michael Wahrhaftig informando discrepâncias da pátria amada, percebi que se deixar para amanhã o que se pode fazer hoje, já era!

Quando a impotência é reinante, resta deitar e rolar?

Transcrevo o e-mail na íntegra:

Nordeste Brasileiro
(Você consegue entender isso?).
 

Vítimas da seca:
Quantos? 10 milhões.
Sujeitos à fome? Sim.
Passam sede? Sim.
Subnutrição? Sim.
ONGs estrangeiras ajudando: Nenhuma!
Índios da Amazônia
Quantos? 230 mil
Sujeitos à fome? Não
Passam sede? Não
Subnutrição? Não
ONGs estrangeiras ajudando: 350(!)
Explicação:
A Amazônia tem prata,  a   maior biodiversidade do planeta (o que pode gerar grandes lucros aos laboratórios estrangeiros) ouro, nióbio, petróleo, as maiores jazidas de manganês e ferro do mundo, zinco, alumínio, diamante, esmeraldas, rubis, cobre, zinco.

E  outras inúmeras riquezas que somam 14 trilhões de dólares.
O nordeste não tem tanta riqueza… Por isso  lá não há ONGs estrangeiras ajudando os famintos (viu bobão!)…

Tente entender: Há mais ONGs estrangeiras indigenistas e ambientalistas na Amazônia  brasileira  do que em todo o continente africano,  que sofre com a fome, a sede,  as guerras civis, as epidemias de AIDS e Ebola, os massacres e as minas terrestres.

Agora, uma pergunta:
Você não acha isso, no mínimo, muito suspeito?
É uma reflexão interessante ou não é?

Por que  não  tem ONGs no Nordeste seco?

Pense, não dói muito…

Respondi o e-mail: “Que merda!”.

Ele comentou: he he he !!! Primo, sensato comentário!!! Realmente?!?!?!? Eheheh!!

“É, e a coisa está trilhando caminhos nebulosos”!

Sei lá!

Mas como me dizia um amigo quando a discussão atingia o auge, “Pessoal, não adianta, amanhã cedo estamos cheios de coisas e temos que pular cedo da cama e trabalhar”!!! Eheheh!

É a lei da PROCRASTINAÇÃO!

Quem trabalha procrastina?

O Vandré tinha razão?

Fiquei sem banho hoje porque não consertei o chuveiro ontem?

Não fui à (ou para a) puta que não pariu?

O gato preto não cruzou a estrada?

O que será que será?

Ainda trocando e-mail com o primo Michael, escrevi:

Estou escrevendo sobre procrastinar.

Vamos estourar o núcleo desse átomo em metástase! Bomba Atômica é a solução…

Segue só para você o inicio do novo artigo… Tem muito mais…

Depois te mando completo.

                                                 Abraço. 

Marco.

Ele respondeu:

Legal Primo, eu acho que o POVO está procrastinando!

Já deveria ter feito o necessário! Mas do jeito que está a tática é baixar nossa autoestima, rindo da nossa cara e assim não fazemos o que deveríamos, pois estamos depressivos!

Muito legal, e acredito que o contra-ataque deve ser assim! Cirúrgico, até que aumente o número de informados com alta autoestima, sem depressão e tanto os relaxados como os nervosos se levantarão e colocarão o País na rota certa! Eheheh! Abs.

Quantas procrastinações o governo dos USA fez antes de soltar as bombas atômicas?

Ou…

“Talvez seja mesmo melhor não fazer nunca o que deixamos para amanhã”.

Cogumelo ou Rosa?

Procrastinada… Seria hoje?

Joaquim Barbosa PROCRASTINOU no Dia do Fim do Mundo. É uma boa alma! Justo e Perfeito!

“Difícil é pegar galinha pela orelha”?

A eutanásia é objeto de postergar… Procrastinar?

Em matéria RETROSPECTIVA 2012 da Revista Veja Millôr Fernandes, com 88 anos, continua dando show de bola!

“O mundo acabou ontem” era a manchete que ele gostaria de ler nos jornais…

Continua…

“DA VIDA SÓ ME TIRAM MORTO”…

A infância não, a infância dura pouco. A juventude não, a juventude é passageira. A velhice sim. Quando um cara fica velho é pro resto da vida. E cada dia fica mais velho. É meu conforto. Da vida só me tiram morto.

Millôr não procrastinou ao escrever seu obituário!

Nem para dar o tom matreiro aos arquitetos idos…

“O banheiro é o que resta de indevassável para a alma e o corpo do homem moderno, e queira Deus que Le Corbusier ou Niemeyer não pensem em fazê-lo também de vidro, numa adaptação total ao espirito de uma humanidade cada vez mais gregária, sem o necessário e apaixonante sentimento da solidão ocasional”.

Millôr Fernandes.

“Talvez seja mesmo melhor não fazer nunca o que deixamos para amanhã”.

É mesmo muito melhor não deixar para amanhã aquilo que podemos deixar pra lá!

Pra lá de Bagdá!

Fiquei dias procrastinando para escrever esse artigo…

Que o Mundo não PROCRASTINE!

III GUERRA MUNDIAL

III GUERRA MUNDIAL

Pelo jeito da madeira… Não restará pedra sobre pedra!

Nem pedra nem madeira e nem porra nenhuma! Nem neném vai querer nascer mais!

Entre os anos 1503 e 1566, viveu um profeta, visionário, médico, astrólogo e ocultista. Até a rainha Catarina de Médicis (1519-1589) era uma das suas mais fiéis leitoras. Infelizmente aqui no Brasil a nossa “Catarina” nem lê! Para não levar tão a sério até brinquei com a Terceira Guerra Mundial!
Crimeia!
Forma sincopada de crime com a mocreia? Não vou contar o nome da mocreia! Anteciparia uma guerra localizada!

Nostradamus previu a Revolução Francesa, a ascensão de Hitler, o governo ditatorial de Muammar Khaddafi e Saddam Hussein. Até Osama Bin Laden foi figura de pré-cognição do mancebo!

Nostradamus teria previsto, entre outras coisas, a queda da União Soviética.

Como sou chegado ao surrealismo e ficção, me pergunto se o fantasma da “bomba demográfica” volta a pairar sobre o planeta?

 Observando o lixo urbano transformando-se rapidamente em lixo humano, aparece-me James Lovelock, renomado cientista, dizendo que o aquecimento global é irreversível e mais de seis bilhões de pessoas vão morrer neste século.

Esse cientista vai além! Afirma que “A raça humana está condenada”!

“Existe no planeta cerca de um bilhão de famintos”.

“Metade dos alimentos e refeições produzidos no mundo vai para o lixo”.

Em entrevista á JEFF GOODELL da Revista Rolling Stone – Edição 14 – Novembro de 2007, pode-se ler:

Na visão de Lovelock, até 2020, secas e outros extremos climáticos serão lugar-comum.

Até 2040, o Saara vai invadir a Europa, e Berlim será tão quente quanto Bagdá. Atlanta acabará se transformando em uma selva de trepadeiras kudzu. Phoenix se tornará um lugar inabitável, assim como partes de Beijing (deserto), Miami (elevação do nível do mar) e Londres (enchentes). A falta de alimentos fará com que milhões de pessoas se dirijam para o norte, elevando as tensões políticas.

Uma nova guerra mundial acelera sobremaneira as expectativas de dizimar parte da população do planeta!

Pode até matar algum lunático desavisado que não “picou a mula” daqui da terra!

O Albert Einstein era do tipo Nostradamus?

E Zaratustra (Zoroastro)?

O Bem e o Mal, para Zaratustra, manifestam-se também na alma humana, e a única forma de poder organizar o mundo e a sociedade é estando o Bem acima do Mal. Este não traz contribuição alguma para a construção de uma vida boa, já que impossibilita uma relação equilibrada entre o ser humano, a sociedade e a natureza. Zaratustra propõe que o homem encontre o seu lugar no planeta de forma harmoniosa, buscando o equilíbrio com o meio (natural e social), respeitando e protegendo terra, água, ar, fogo e a comunidade.

O cultivo de mente, palavras e ações boas são de livre escolha: o indivíduo deve decidir perante as circunstâncias que se apresentam em determinado fato. A boa deliberação, ou seja, uma boa reflexão a respeito de cada ação faz surgir uma responsabilidade social para colaborar com o projeto que Deus propôs ao mundo.

 Os seres humanos, portanto, possuem livre-arbítrio e são livres para pecar ou para praticar boas ações.

 Mas serão recompensados ou punidos na vida futura conforme a sua conduta.

Então vou dizer o que eu penso:

Não concordei em 2006 com governo que, sem consultar o Congresso Nacional, resolveu perdoar as dívidas de quatro países africanos: Moçambique, Nigéria, Cabo Verde e Gabão.

Não concordei em 2013, portanto sete anos depois, com o governo enveredar pelo mesmo caminho e perdoar as dívidas de nada menos que doze países africanos: Congo, Costa do Marfim, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Mauritânia, São Tomé e Príncipe, República Democrática do Congo, Senegal, Sudão, Tanzânia, Zâmbia. E… Gabão.

Ops! Mas a dívida do Gabão já não havia sido perdoada pelo governo em 2006? Que negócio é esse de perdoar duas vezes a dívida do mesmo país?

Mas o que é mais interessante é que justamente os países que tiveram as dívidas perdoadas, são países onde empreiteiras brasileiras estão operando e fazendo obras financiadas pelo BNDES! Os africanos fazem as mega obras a preços não questionados, onde nós não temos controle sobre suas economias e nem o poder de fiscalização? As empreiteiras fazem essas obras e recebem do BNDES? Aí o governo, cujas campanhas receberam grana das empreiteiras, vão lá e perdoam as dívidas? Não concordei!

E Cuba então?

Não concordei com o pagamento de 20% da dívida de cerca de R$ 134 milhões do país com o Banco do Brasil e foram investidos R$ 20 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) na construção de uma usina de álcool combustível.

Não concordei com o empréstimo de US$ 1,47 bilhão e “aditivo” de US$ 176 milhões para a para a ampliação e modernização de cinco aeroportos cubanos: Havana, Santa Clara (centro), Holguín (oriente), Cayo Coco (na costa norte) e Cayo Largo (costa sul).

Que empreiteira fará as obras? A mesma empresa financiadora da campanha política?

Pensando bem…

Aqui já começou a III GUERRA MUNDIAL!

ESTE FUTURO SERÁ DEFINIDO EM OUTUBRO/2014.

Em novembro de 2014, Lewandwoski assume a  Presidência do STF.

Antes disso, diz-se que Joaquim Barbosa se aposenta.

Em 2015 sai Celso; em 2016, Marco Aurélio.

Esse governo, se reeleito,  nomeará cinco novos Ministros.

Acabou.

Como na Venezuela chavista o tribunal virará um mero departamento do partido do governo.

Vamos ver qual será a resposta das ruas…

Seguramente assistimos o prenúncio da III Guerra Mundial!

 

Magia

Magia

O som, a luz, a cor, o ar, a temperatura e… O pensamento do momento é que tornam um ambiente mágico! Tudo é somado às viagens das nossas fantasias, onde o ato de pensar enleva o ato de sentir! Quando na tenra infância ouvíamos as historinhas infantis e nos transportávamos á mundos mais distantes e fantásticos do que as agruras do dia a dia real, assim também, na idade adulta alçamos voar á um mundo lindo da imaginação.

Como arquiteto, artista plástico e escritor, eu sempre tive o privilégio de projetar ideias. O título desta lavra surgiu em um momento mágico em que me sentei só para fumar um cigarrinho, na parte reservada de um restaurante. A visão que eu tive, documentei na foto da capa desse artigo. Sem dúvida foi um momento mágico.

A etimologia da palavra Magia provém da Língua Persa, magus ou magi, que significa sábio. Da palavra “magi” também surgiram outras tais como “magister”, “magista”, “magistério”, “magistral”, “magno”, etc. Também pode significar algo que exerce fascínio, num sentido moderno, como por exemplo, quando se fala da magia do cinema. Wikipédia. Quando sonhamos também vivenciamos a magia.

Ali, sentado, num momento de ritualismo tabagista, imaginei que não seria politicamente correto citar o fator referente à nicotina! Mas que seja assim… Foi assim… E fim de papo quanto ao certo e errado.

Como estudante de metafísica durante muitas décadas aprendi, pela magia, curar alguns males dos quais fui acometido. Respirando profundamente e segurando o ar nos pulmões enquanto recitava algumas palavras como:

“Ó Poderosa Força Vital do Universo… Alcançai o Espírito que está dentro da minha Alma e renovai a Vida que está dentro do meu Corpo”!

Um dia qualquer do passado eu colori uma foto minha para tentar entender as cores dos meus pensamentos. Sentindo-me como um palhaço do universo, escrevi:

PALHAÇOS SÃO AQUELES QUE SE TRANSFIGURAM NO MOVIMENTO ECTOPLASMÁTICO DA ESSÊNCIA VITAL PARA, NO INSTANTE SUBLIME, MOSTRAR A EXCELÊNCIA DA CRIAÇÃO!

Modéstia ás “favas”! Não estou mesmo politicamente correto hoje. Nem ontem! Narcisista? Quem sabe?

Narciso e Narciso

Se Narciso se encontra com Narciso
e um deles finge
que ao outro admira
(para sentir-se admirado),
o outro
pela mesma razão finge também
e ambos acreditam na mentira.
Para Narciso
o olhar do outro, a voz
do outro, o corpo
é sempre o espelho
em que ele a própria imagem mira.
E se o outro é
como ele
outro Narciso,
é espelho contra espelho:
o olhar que mira
reflete o que o admira
num jogo multiplicado em que a mentira
de Narciso a Narciso
inventa o paraíso.
E se amam mentindo
no fingimento que é necessidade
e assim
mais verdadeiro que a verdade.

Ferreira Gullar

MOVIMENTO ECTOPLASMÁTICO DA ESSÊNCIA VITAL

E o meu pensamento continua fluindo na magia do dia a dia! Das histórias que ouvi!

Das canções que cantei! Dos sonhos que sonhei!

Mágico de Oz – Somewhere over the Rainbow

Em algum lugar além do arco-íris
Bem lá no alto
E os sonhos que você sonhou
Uma vez em um conto de ninar
Em algum lugar além do arco-íris
Pássaros azuis voam
E os sonhos que você sonhou
Sonhos realmente se tornam realidade
Algum dia eu vou desejar por uma estrela
Acordar onde as nuvens estão muito atrás de mim
Onde problemas derretem como balas de limão
Bem acima dos topos das chaminés, onde você me encontrará.

Em alguns lugares além do arco-íris pássaros azuis voam… E o sonho que você desafiar, por que, porque eu não posso? Bom, eu vejo árvores cheias de vida e Rosas vermelhas também.  Eu vou assisti-las florescer pra mim e pra você… E eu penso comigo…

Que mundo maravilhoso! Magia!

 

O Seu Encontro com Você

O Seu Encontro com Você

É Você Singular encontrando com Você Plural

Eu… Je suis… Aussi!

Tu

Ele

Nós

Vós

Eles

Eu posso ser Tu… Tu podes ser Ele… Ele pode ser tanto Eu quanto Tu… Nós podemos ser Eu, Tu e Ele.

Vós podeis ser tanto Eu quanto Ele.

Eles podem ser Eu, Tu, Ele, Nós e Vós… Onde, enfim Vós, Eles e Eu podemos ser Todos Nós!

O verbo nunca encerra o seu tempo. O tempo é relativo. Desta forma entre o Eu e Eles existe Tu, Ele, Nós e Vós Todos. A palavra escrita é a maior conquista da humanidade?

O primeiro livro impresso por Gutenberg foi queimado numa lareira coletiva para aquecer os seres em hipotermia? Seria uma queima do verbo na visão iconográfica da humanidade iletrada?

Quando o Eu olha Eu olhando para o lado oposto… Conflito-Me!

Quando Eu me olho olhando para o mesmo lado… Harmonizo-me!

Quando Eu olho para mim… Encontro-me!

No ensaio da vida, percorremos caminhos onde encontramos tudo que existe no universo aos pares. Nada existe sem seu oposto.

O bem e o mal, o claro e o escuro, o dia e a noite, a alegria e a tristeza, o tudo e o nada, a dinâmica e a estática e assim por diante…

Porém alguns mistérios, e por serem mistérios não são explicados, se apresentam em incógnitas.

Na lei da dualidade, assim como na da lei ação e reação, duas situações não apresentam seus reais opostos.

Uma delas é a questão da dinâmica e da estática. No universo tudo vibra e está em movimento.

As leis da estática foram formuladas por Albert Einstein para justificar a referida dualidade dos opostos.

Se não houvesse isso, haveria o desequilíbrio.

A outra é retórica. É no mínimo intrigante pensar o que ocorre na dualidade “tudo /nada”.

No tudo, pode-se considerar a presença do nada (Se é tudo, até o nada faz parte).

No nada, o tudo não existe (Ou não faz parte). No nada não existe nada.

Qual é a face oculta da minha mente? Quem sou eu? De onde eu vim e para onde vou?

Em meu desenho os “elos” são almas que vagam em harmonia pelo universo!

Já citei algumas vezes, em artigos anteriores, o escritor Richard Elliott Friedman em “O Desaparecimento de Deus”. Por que Deus que era conhecido através de milagres e de interações diretas no início da Bíblia vai pouco a pouco se tornando oculto, até deixar os seres humanos inteiramente sozinhos ao final da Bíblia?

Em um momento triste e trágico da sociedade “civilizada” em que o terror faz novas vítimas num ataque ao jornal Charlie Hebdo em Paris, fica difícil encontrar a presença do Criador! Matar em nome de Deus? Guerra Santa? Política?

No princípio era o verbo, e o verbo estava com Deus! E o verbo era Deus. E o verbo se fez carne e habitou entre nós.

Deve haver algum erro de interpretação, pois assistimos o verbo se fazendo “carnificina”!

Aquilo que for odioso para ti, não faça também ao próximo.

Não é isso que presenciamos nestas guerras pontuais.

Não terás outros deuses diante de mim.

Será que o Divino quis alertar Moisés? Quando disse:

Eu lhes ocultarei a Minha face.

A Guerra Santa continua… Je suis… Aussi!

A ideia de guerra santa nasceu com o conceito de um Deus único. É uma guerra causada por diferenças entre as religiões.

Guerra Santa é um recurso extremista que as grandes religiões monoteístas têm usado ao longo da história para proteger o que consideram ameaça aos seus dogmas e a seus lugares sagrados.  Na origem das primeiras “guerras santas” já travadas na história estão o Islamismo e o Cristianismo. Vivemos os resquícios da Idade Obscura?

Na Idade Média, quando o monoteísmo ficou definitivamente na moda, homens de diferentes fés mataram uns aos outros crentes de que estavam ganhando o caminho do céu ao livrar o mundo terreno dos infiéis ou hereges.

Aquenáton, conhecido antes do quinto ano de seu reinado como Amenófis IV, foi Faraó da XVIII dinastia do Egito que reinou por dezessete anos e morreu em 1336 ou 1334 A.E.C. Ele é lembrado por abandonar o tradicional politeísmo egípcio e introduzir uma adoração centrada em Aton, que é às vezes descrita como monoteísta ou henoteísta. Inscrições antigas ligam Aton ao Sol comparado às estrelas, com a linguagem oficial posterior evitando chamá-lo de um deus, dando a deidade solar um status acima dos meros deuses.

Je suisAussi!

“Soldados, do alto destas pirâmides quarenta séculos vos contemplam”. Napoleão Bonaparte

Se vivo fosse ainda, Napoleão diria aos terroristas do Estado Islâmico:

Do alto dessa torre (Eiffel) apenas 126 anos vos observam!

E nada mudou…

E eu descobri que meus castelos se apoiavam sobre pilares de sal e pilares de areia!

Só resta O Seu encontro com Você!

 

O Peso da Pena… A Gota D’água!

O Peso da Pena… A Gota D’água!

Quanto pesa uma pena? A primeira ideia é que se trata de algo bem leve. Assisti a um vídeo recentemente que mostra um balé utilizando uma estrutura geodésica onde havia uma pena colada em uma das hastes. Ao retirar a pena do conjunto, toda peça geométrica se desmanchou ao chão! Era o peso suficiente para manter o equilíbrio.

Qual o volume de uma gota d’água? Da mesma forma que o peso da pena, a gota d’água nos parece insignificante pela ideia de pequenez. Mas ela pode inundar o universo ou fazer transbordar os reservatórios mais diversos. Unidas formam oceanos!

Aquela gotinha nos olhos, que chamamos de lágrima, pode detonar uma explosão de sensações. De amor, de ódio e de dor! Pode ser de alegria também! O que vale e o que não vale a pena? Ops! Não estamos falando de penar! Mas também existe. Sentir pena de alguma coisa ou de alguém é outra situação para a mesma palavra. Um grande sofrimento psicológico.  Desgosto, Dó… Tristeza. Sentimento provocado por sofrimento alheio. Compaixão, Lástima. Um espinho ou uma pua! Como diziam os mais antigos. Como castigo a pena também é reportada. Punição ou castigo imposto por lei a algum crime, delito ou contravenção. Uma sanção.

Meter pena: Dar pena.

Pena capital: O mesmo que pena de morte.

Pena de morte: Sanção que condena à morte.

Pena de talião: Castigo que consiste em fazer sofrer ao delinquente o que ele fez sofrer à vítima.

Na religião católica, Pena Eterna são castigos dos condenados ao Inferno. Seriam “almas penadas”?

Pena última: O mesmo que pena de morte.

Valer a pena: Merecer o esforço, o trabalho. Compensar. Por tudo isso a pena tem pesos diferentes!

Quando estamos vivendo momentos de “tolerância zero”, a gota d’água funciona na mesma forma daquela que faz transbordar o conteúdo líquido de um recipiente.  Tudo isso nos dá a certeza da importância de um grão de areia no equilíbrio do Universo. Temos vivido em constante estado de tensão pelas intempéries do crescimento urbano e do crescimento populacional. Sem contar com as disritmias causadas pelos mandatários “pilantras” na face da Terra! As cidades como “um aglomerado permanente, relativamente grande, denso de indivíduos socialmente heterogêneos, ressente-se da falta de planos de zoneamento e de legislação que possam canalizar o seu desenvolvimento sem detrimento da condição de vida de seus habitantes”. Igualmente generalizáveis para todas as grandes metrópoles, acrescentam-se os problemas com a poluição e com as redes de esgoto que se mostram de todo insuficientes para responder a um crescimento exagerado que não se previu e dificilmente, ou nunca, se poderá conter.

Do acumulo do lixo urbano, a formação do lixo humano é apenas um passo, um curto trecho percorrido pelas classes mais baixas em quase todas as grandes metrópoles.

Como se o céu vendo as penas

Morresse de pena

E chovesse o perdão

E a prudência dos sábios

Nem ousou conter nos lábios

O sorriso e a paixão

Pois transbordando de flores

A calma dos lagos zangou-se

A rosa-dos-ventos danou-se

O leito do rio fartou-se

E inundou de água doce

A amargura do mar

Numa enchente amazônica

Numa explosão atlântica

E a multidão vendo em pânico

E a multidão vendo atônita

Ainda que tarde

O seu despertar

Tem momentos em que se alguém esbarra na gente, saímos cuspindo fogo e bradando impropérios! Como se o esbarrão fosse aquela gota d’água!

Dá vontade de “depenar” os insensíveis que nos importunam com gritos em seus celulares… Arrastando cadeiras barulhentas… Cortando bruscamente sua frente no trânsito… Motoqueiros ziguezagueando em todos os pontos cardeais do seu carro! GRRRRR!

Mas… Aí a pena pesa!

São penas que foram usadas para a libertação da escravatura! Para escrever as 613 mitzvot da Torá!

Pena que vale a pena! Leve na estrutura física, mas pesada em sua função exercida na determinação que orienta e que ensina, principalmente, que liberta!

Voltando à Gota D’água para encerrar esta lavra, deixo aqui registrado um momento em que o nosso país, este grande Brasil Continental, Numa enchente amazônica… Numa explosão atlântica, vive seu limite de tolerância para tantos desmandos seguidos décadas a fio! Patrocinar subliminarmente a Ditadura Cubana, além de ser uma Pena… É a Gota D’água. Quem sabe uma Gota de Sangue! …Em um hospital qualquer!

 

O Pão e O Palito

O Pão e O Palito

Ambos vêm da terra. “Roubar da cana a doçura do mel”! É o cio da terra! O Palito aqui é só figurante. O Pão é fundamental. Mas não podemos desprezar a figuração no decorrer dos tempos mais remotos. Os palitos são pequenos bastonetes, usualmente de madeira ou plástico, usados frequentemente para retirar detrito dos dentes, principalmente após as refeições. O palito habitualmente possui uma ou duas extremidades bruscamente afinadas para melhor inserir entre os dentes. Mas já teve momento vital na história. Os palitos existem há centenas de anos e, provavelmente, são os mais antigos instrumentos de higiene bucal, sendo conhecidos em todas as culturas. Palitos feitos de bronze estavam entre os objetos encontrados em túmulos pré-históricos, no norte da Itália e no leste dos Alpes. Era conhecido também na Mesopotâmia. É relatado que Agátocles, tirano siciliano de Siracusa, foi assassinado em 289 A.E.C. em consequência do veneno colocado nos palitos pelo seu escravo favorito.

É sabido que existe uma gama variada de definições para O Palito.

Desde a Olívia Palito até os palitos de picolé.

Mas O Pão também já foi motivo da derrubada de monarca. A eclosão da Revolução Francesa. Sendo base da alimentação da população francesa há séculos, a severa queda na produção do cereal tornou o alimento caro e escasso. Este foi um dos motivos que levaram à revolta da população francesa e à queda do rei Luís XVI.

A fome sempre foi um fator preocupante em todos os tempos. Segundo James Lovelock, renomado cientista:

“A raça humana está condenada”!

“Existe no planeta cerca de um bilhão de famintos”.

“Metade dos alimentos e refeições produzidos no mundo vai para o lixo”.

Mas vamos em frente. O Pão existe desde os tempos mais remotos e das formas mais variadas. Quando O Palito ficou sabendo que seu companheiro da capa deste artigo já foi fermentado, semelhante ao que comemos hoje, sendo consumido pelos egípcios por volta de 4000 anos A.E.C., no Antigo Egito, e que se pagavam salários onde os camponeses ganhavam três pães e dois cântaros de cerveja por dia de trabalho…

O Palito foi rapidinho, encostar-se com a cevada…

Mas a realidade era mais cruel que uma simples mordida no pão ou um gole de cerveja!

O Palito que era apenas um figurante no contexto inicial dessa lavra, meditou sobre suas origens e pensou nos seus antepassados coloridos.

De repente… O Palito ficou triste!

Para ganhar O Pão alguém matou os seus antepassados… E O Palito, triste, foi encostar-se a outro copo. Parecia saudável em sua nova função!

Quando o farto alimento acabou… Ficou triste e solitário outra vez!

O desmatamento irregular e ganancioso deixou rastros onde nem o trigo pode renascer. O trigo e O Pão!

Meu irmão Vinicius (Poeta e Publicitário) comentou ontem em uma rede social:

 Eis que o ambiente ficou tão tóxico, mas tão tóxico, que até o ar livre foi preso”.

Foto de Gabriel Lordello em incêndio na Serra do Curral Del Rey em Belo Horizonte!

Como Minas Gerais veio á tona, não poderia deixar de citar Milton Nascimento:

Debulhar o trigo

Recolher cada bago do trigo

Forjar no trigo o milagre do pão

E se fartar de pão

Decepar a cana

Recolher a garapa da cana

Roubar da cana a doçura do mel

Se lambuzar de mel

Afagar a terra

Conhecer os desejos da terra

Cio da terra propícia estação

E fecundar o chão

Já desenhei sobre o tema Cultivar a Terra…

Para encerrar essa lavra de pouca verve, deixo um relato descontraído e bem humorado da nossa família.

“Bugão”, forma sincopada de “Sabugão” (sabugo grande), era o apelido do Marcelo (nosso sobrinho). Vivia com um palito cravado nos dentes após as refeições. Parecia um caminhoneiro de estrada após parada alimentar na estrada. Sua esposa Rafaela, de tanto insistir, corrigiu o hábito de assepsia bucal usada pelo marido. Afinal, ela é odontóloga, além do mais!

A família penhoradamente agradeceu a ingerência positiva sobre a postura do Marcelo. O Palito não se fez presente mais nos dentes do sobrinho.

Mas O Pão permaneceu nas discussões travadas com o herdeiro do Marcelo, Rodrigo. Herdada a alcunha do progenitor Marcelo, Rodrigo é o “buguinho”. Sempre de sorriso aberto e provocador discute comigo nos jantares de Shabat todas as sextas feiras. A Chalá é um pão trançado especial que é consumido no Shabat e nas festas judaicas, excluindo a festa de Pessach. Um dos 613 mandamentos é consumir no Shabat três refeições. Segundo a religião judaica, a refeição deve conter pão. Assim como na religião católica existe uma prece sobre O Pão nosso de cada dia, no judaísmo também se faz uma prece de agradecimento ao pão: Baruch ata adonay, eloheinu melech haolam. Hamotzie lechem myn ha’aretz. (Bendito sejas Tu, Eterno, nosso D’us, Rei do Universo, que faz crescer o pão da terra).

O “buguinho” grita de um lado: É Pão! Eu grito do outro: É Chalá! Ele sorri e continua provocando!

O Palito sumiu da boca do Marcelo… E O Pão pode ser a Chalá!

 

Eco… O Brado… Do Vento…

Meu grito de ontem é o meu brado de hoje… De amanhã… Perde-se no tempo e no espaço como imagens em espelhos de frente um para o outro. É o eco infinito que vibrará na eternidade. Muitos ecos ao mesmo tempo são reverberações. O Universo é reverberante. Um grito de dor é tão expressivo quanto um brado de amor. Quando jovem eu fazia ritmos em percussões que se propagam até hoje em minha alma. Notícias tristes chegam de todos os lados. São entes queridos com data para a transição. Como se fosse uma cópia do filme “Encontro Marcado”!

Hoje recebi um e-mail de um querido amigo que há alguns anos não nos comunicávamos. Estudamos juntos em Belo Horizonte. Científico, como era denominado o curso na época. Dizia o seguinte:

Marquinho,

Boa semana…

Com ótimas lembranças, agradecendo o privilégio que Deus nos deu:

San Francisco Nights – Eric Burdon & The Animals.
https://www.youtube.com/watch?v=uWb5YQPlAJc

Abraço,

Moacyr.

Moacyr Santos Brasiliense é esse amigo irmão. Sensível.

Falei: Moa,

Que surpresa boa você me dá!

Saudades… Muitas! Lembranças… Maravilhosas!

Vivemos juntos num período mágico.

Incrível que falei sobre The Animals hoje de manhã com a Sandra. Ela riu… Chamou-me de Beatniks!

Lindo resgate!

Obrigado pelo e-mail.

Não fique muito tempo longe.

Abraço irmão.

Boa semana!

Cantamos juntos San Francisco Nights. Reverbera no Eco… O Brado… Do Vento… Até hoje… Sempre!

Na ocasião meu som pegou carona no primeiro vento e ecoa até agora.

Batuquei, cantei, chorei, sorri, vivi e morri… Renasci… Escutei como brisa, outra vez, a música que foi emitida em tempos passados. Lembrei-me das nossas caras, das nossas roupas… Das dores e dos amores!

Meus irmãos furaram as orelhas para acomodar adereços e penduricalhos. Um deles parecia um pirata barbudo. O outro parecia com Vincent Damon Furnier, mais conhecido por seu nome artístico, Alice Cooper.

Éramos conhecidos como os “Irmãos Metralhas”!

Como nossa mãe sofreu! Com esse bando de “artistas” para cuidar e educar! Ecoa até hoje nos cabelos brancos que contribuímos para emoldurar sua face amorosa e cuidadosa. Obrigado mãe! Já conquistou seu lugar no céu!

Escutando e tocando o Eco… O Brado… Do Vento!

Este tema começou a ser elaborado com a sugestão de outro amigo, Juan Campesino. Perguntou-me: Cadê a coluna da semana?

Meio sem vontade de escrever, falei com ele:

Dê-me um tema teimoso… Amanhã a noite estará pronto!

Não escrevi nada… Absolutamente nada.

Meu dente doeu… Tomei Dorflex… Nada… Tomei Tylenol… Nada… Jack Daniel’s… Melhorou consideravelmente.

Estou sem inspiração.

Dá uma ajudazinha aí…

Respondeu:

Que tal falar sobre o “Eco”. Onde o som da para ser ouvido através das paredes. E no coração, a paixão, pode ser ouvida através do olhar. Por aí. Que tal?
Entre o ir e vir da noite ao dia, da tristeza a alegria, comecei teclar uma lavra lavada em risos e lágrimas.

É impressionante como algumas almas puras percebem, mesmo distantes fisicamente, aquilo que nós estamos pensando, sentindo, vivendo ou morrendo. Morre-se um pouco todos os dias. O mistério da morte é o mesmo mistério da vida.

Em Wuthering Heights (traduzido para português como O Morro dos Ventos Uivantes, O Monte dos Vendavais ou ainda Colina dos Vendavais), lançado em 1847, foi o único romance da escritora britânica Emily Brontë. Hoje considerado um clássico da literatura inglesa, recebeu fortes críticas no século XIX.

Relata trama de amor, ódio e vingança, ecoando durante gerações após gerações.

O uivo do vento é eco bradando.  Como sugere meu amigo Juan Campesino: “Onde o som da para ser ouvido através das paredes. E no coração, a paixão, pode ser ouvida através do olhar”.

Assim, também ventou e criou eco num brado de despedida em “O Vento Levou”.

O filme, na sua primeira parte, mostra uma visão idealizada da sociedade branca do velho sul dos Estados Unidos da América. Os senhores de escravos são mostrados como protetores benevolentes, e a causa confederada como nobre defesa da terra natal e de um modo de vida. Essa civilização que o vento levou é definida assim na abertura do filme:

“Existia uma terra de cavalheiros e campos de algodão chamado “O Velho Sul”. Neste mundo bonito, galanteria era a última palavra. Foi o último lugar que se viu cavalheiro e damas refinadas, senhores e escravos. Procure-a apenas em livros, pois hoje não é mais que um sonho. Uma civilização que o vento levou!”.

Na segunda parte do filme, após a derrota do Sul na Guerra Civil, são mostrados os ex-escravos, juntos com os nortistas, (os ianques), explorando os endividados fazendeiros sulistas.

Cartaz de “E O VENTO LEVOU” – Google

No decorrer da vida, sempre houve um vento sonoro cujo brado se fez eco. “Bons Ventos o Levem”!

O vento que me bate na face e na porta da alma, não é dos mais amenos.

Nem todos possuem uma “Árvore dos Problemas”.

Trata-se de história, várias vezes relatadas, cujo autor eu desconheço. Li agora no Bom Dia Hoje do Sigmar Sabin.

É a história de um homem que contratou um carpinteiro para ajudar a arrumar algumas coisas na sua fazenda. O primeiro dia do carpinteiro foi bastante difícil. O pneu do carro furou, a serra elétrica quebrou e ele cortou o dedo. No final do dia seu carro não funcionou. O homem que contratou o carpinteiro ofereceu-lhe uma carona para casa. Durante o caminho, o carpinteiro não falou nada. Quando chegaram à casa do carpinteiro, ele convidou o homem a entrar e conhecer a sua família. Quando os dois homens estavam se encaminhando para a porta da frente, o carpinteiro parou junto a uma pequena árvore e, gentilmente, tocou as pontas dos galhos com as duas mãos. Depois de abri a porta de sua casa, o carpinteiro transformou-se. Os traços tensos do seu rosto abriram-se em um grande sorriso, ele abraçou seus filhos e beijou sua esposa. Um pouco mais tarde, o carpinteiro acompanhou sua visita até o carro. Assim que eles passaram pela árvore, o homem perguntou:

– Por que você tocou na planta antes de entrar em casa?

– Ah! Esta é minha Árvore Dos Problemas.

– Eu sei que não posso evitar ter problemas no meu trabalho. Mas eles não devem chegar até os meus filhos e minha esposa. Então toda noite eu deixo os meus problemas nesta árvore quando chego a casa e os pego no dia seguinte.

– E você quer saber de uma coisa? Toda manhã, quando eu volto para buscar os meus problemas, eles não são nem metade do que eu me lembro de ter deixado na noite anterior.

Existem árvores onde você pendura desejos e árvores onde você deposita problemas! O Vento, bradando em eco, leva ou traz o objeto de seu desiderato.

Google – Imagem

Que não seja a árvore da ficção de Anne Tyler, em “O Começo do Adeus”, que cai em cima da casa e mata sua esposa amada.

O relato abaixo “rola” na internet, nos e-mails mais afoitos. É como se jogássemos nossas ansiedades e angústias ao vento… Preservando nossos entes queridos.

Eu nunca trocaria meus amigos surpreendentes, minha vida maravilhosa, minha amada família por menos cabelo branco ou uma barriga mais lisa. Enquanto fui envelhecendo, tornei-me mais amável para mim, e menos crítico de mim mesmo. Eu me tornei meu próprio amigo.  Eu não me censuro por comer biscoito extra, ou por não fazer a minha cama, ou para a compra de algo bobo que eu não precisava, como uma escultura de cimento, mas que parece tão… Avant garde? No meu pátio. Eu tenho direito de ser desarrumado, de ser extravagante.
Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento.
Quem vai me censurar se resolvo ficar lendo ou jogar no computador até às quatro horas e dormir até meio-dia? Eu dançarei ao som daqueles sucessos maravilhosos dos anos 60 e 70, e se eu, ao mesmo tempo, desejo chorar por um amor perdido… Eu vou.
Eles, também, vão envelhecer.
Eu sei que às vezes esqueço algumas coisas. Mas há mais algumas coisas na vida que devem ser esquecidas. Eu me recordo das coisas importantes.
Claro, ao longo dos anos meu coração foi quebrado. Como não pode quebrar seu coração quando você perde um ente querido, ou quando uma criança sofre, ou mesmo quando algum amado animal de estimação é atropelado por um carro? Mas corações partidos são os que nos dão força, compreensão e compaixão. Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril e nunca conhecerá a alegria de ser imperfeito.
Eu sou tão abençoado por ter vivido o suficiente para ter meus cabelos grisalhos (ou não tê-los), e ter os risos da juventude gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto.
Muitos nunca riram, muitos morreram antes de seus cabelos virarem prata (ou caírem).
Conforme você envelhece, é mais fácil ser positivo. Você se preocupa menos com o que os outros pensam. Eu não me questiono mais.
Eu ganhei o direito de estar errado. A idade me libertou. Eu gosto da pessoa que me tornei. Eu não vou viver para sempre, mas enquanto eu ainda estou aqui, eu não vou perder tempo lamentando o que poderia ter sido, ou me preocupar com o que será. E eu vou comer sobremesa todos os dias (se me apetecer).
Que nossa amizade nunca se separe porque é direto do coração!

Dessa forma, que o barulho se repita estrondosamente pela eternidade, fazendo todos os ecos possíveis!

Eco… O Brado… Do Vento…

Vento que balança as palhas do coqueiro… Vento que encrespa as ondas do mar… Vento que assanha os cabelos da morena… Me traz notícia de lá…

 

Segundo Sol – Falando com Pássaros

Outro sol mais belo não há, este sol meu está na sua frente!

Ma n’atu sole cchiu’ bello, oi ne’, ‘O sole mio sta ‘nfronte a te!

Era 18:00 horas em ponto, sentado ao lado de uma das colunatas do Templo de Zeus no extremo sul da Grécia, quando fotografei um Sol vibrante! Hora sublime!

Na maioria das vezes tive mais afinidades com o Sol do que com a Lua. Meu signo, leão, é vinculado ao Sol.

Em meus desenhos é constante a figura do Sol.

Os pássaros não escapam muito dessa regra. Houve quem dissesse que eu era “Ave Noturna”. Preferia a noite ao dia. “Aves Passadas”.

Nesta semana duas coisas vieram-me à cabeça tomando conta dos meus pensamentos. Primeiro a notícia de que teriam descoberto um novo Sol bem maior e mais antigo que aquele do Templo de Zeus e dos meus desenhos. Não tenho tanta certeza se foi quanto aos meus desenhos. Quando estamos em estado de transe criativo, podemos absorver vertentes cósmicas atemporais e surreais. Numa dessas… Eu já havia desenhado um segundo Sol e nem sabia! A segunda foram os pássaros.

Quanto aos pássaros, tudo começou quando meu vizinho Cristian Michel Gulin ficava assobiando ao chegar a casa, imitando pássaro. É um amigo especial pela sensibilidade e solidariedade com os semelhantes. Seguramente ele fala com os pássaros. Aprendi a falar também. Um dia desses postei em uma rede social:

Acordei com uma sinfonia de pássaros do “modelo” quero – quero!
Era quero pra lá… Quero pra cá!
Fui até a janela e gritei: EU TAMBÉÉÉM QEEEROO!
Todos eles… DEBANDARAM!

Pensei… “Eles” entenderam o meu recado. O melhor de tudo isso é que quando saio de casa e paro em algum sinaleiro vermelho, sempre tem um pássaro dando alguma mensagem. Prontamente respondo… E quando minha mulher está no carro comigo acha que estou “pirando”! Nesse momento exato em que escrevo, tem um bando de passarinhos tagarelando entre eles e, vez ou outra uma dessas aves vem até a janela me provocar conversa. Perguntei ao “amiguinho visitante”:

Vocês que vivem voando nos céus da vida podem dizer-me se existe mais Sóis esparramados no Universo?

O alado respondeu-me:

“Gente da sua espécie já presenciou isso em NY e Londres!”.

Fui pesquisar. Não que não acreditasse no pássaro. Queria me certificar de que havia compreendido sua “fala”. Era verdade! Até na China houve quem os visse.

Sem querer esbarrei com o Professor Geoffrey Blainey numa livraria. Em UMA BREVE HISTÓRIA DO MUNDO ele relata no capítulo 22 – O OLHO DE VIDRO DA CIÊNCIA:

A ciência estava a todo vapor na Europa. Deixando de engatinhar, começou a andar e, em seguida, a correr. Continuou a correr por algum tempo antes de ultrapassar a China na maior parte das áreas, mas, na década de 1520, já havia fortes indícios de que estava ganhando velocidade. A mesma imprensa que expôs Lutero explicava as últimas descobertas da ciência. A página impressa viajava com facilidade, ao contrário dos típicos estudiosos europeus. Grande parte dos cientistas famosos da Europa de 1550 nunca chegara a conhecer a maioria de seus contemporâneos estrangeiros cara a cara, mesmo quando vivia apenas a algumas centenas de quilômetros de distância.

Novos avanços vieram do estudo do Sol, da Terra e das estrelas. Nessa área, o grande descobridor foi Nicolau Copérnico, um estudioso polonês que usou toda sua capacidade de medir e observar, bem como aquela atividade pouco comum conhecida como “raciocínio”, para provar que o Sol era o centro do universo. Com isso, destronou o planeta Terra, uma vitória tão louvável que parecia inicialmente desafiar a Bíblia e toda a essência do cristianismo, que via a Terra como o centro do universo.

Copérnico começou a destronar a Terra por volta de 1510, logo após Colombo e suas viagens de descobrimento terem ampliado o mapa do mundo. A vitória de Copérnico, entretanto, não estava assegurada, mesmo depois de sua morte em 1543. De certa forma, ainda hoje, sua visão é só parcialmente aceita. A voz do povo e a imagem poética ainda indicam que a Terra é o centro do universo. Todas as manhãs, aos olhos da mente, é o Sol que nasce e, não a Terra que se põe.

Com o Segundo Sol, a briga entre o Céu e a Terra vai “esquentar”!

O mundo está realmente muito estranho, ainda mais com a notícia sobre o fenômeno raro que aconteceu o aparecimento de dois sóis no céu chinês. O acontecimento foi filmado por diversos jornalistas chineses, o que reduz qualquer chance de farsa e efeitos de vídeo. Os Cientistas informam que se trata de um efeito raríssimo de gases na atmosfera que forma uma espécie de miragem, como as frequentemente existentes nos desertos. (Midia Gospel.com).

Senti que o passarinho visitante na janela queria dizer mais coisas sobre o assunto. Emiti sons agudos e ele bateu asas informando que voltaria com novas informações mais tarde. Fui fazer um retrospecto sobre as variadas formas em que me expressei na pintura e no desenho. Percebi que sempre criei o Segundo Sol…

O passarinho estava me sondando de novo na janela! Acho que ele gostou de me ver revendo alguns trabalhos de artes plásticas. Fez um “piuuui” mais agudo e senti que era de alegria. Estava dando-me a entender que eu havia acreditado na visão do Segundo Sol. Fiz um esboço em homenagem a ele e contei como eu me projetava no tempo e no espaço…

Vendo que o representei em um voo livre e desimpedido, sorriu para mim!

Comentei com o pássaro amigo: Você que circula pelos ares… Bem que poderia pedir, a quem de direito a criação de um segundo Sol em Curitiba. O que existe, quase não se dá ao luxo de aparecer durante boa parte do ano solar!

Dessa vez… O “alado” riu!

Contou-me sobre a “língua deles”. Feliz, pensei ser um privilegiado. Um iniciado!

O primeiro “piu” do meu amiguinho voador foi explicando-me que a língua dos pássaros é uma linguagem mística, divina, mítica e mágica, onde eles se comunicam com os iniciados! Senti que eu e o amigo da mesma espécie, o Cristian, citado no início dessas “piadas”, fazíamos parte de um rol bastante importante na história do mundo. Estávamos na mesma lista em que Demócrito, Anaximandro, Apolônio de Tiana, Tirésias, Melampo e Esopo, todos citados na mitologia grega como conhecedores da língua dos pássaros.

Dizem que a proverbial sabedoria de Salomão devia-se a dádiva divina de compreensão da língua dos pássaros.

Era “voz corrida” também entre os alquimistas na Cabala.

Há quem diga que os olhos são os Sóis da alma dos indivíduos. Quando pintei o quadro acima, percebo ter desenhado algo relativo a este ensaio que lavro agora.

Culturalmente, na França Medieval, a língua dos pássaros (La langue des oiseaux) era uma linguagem secreta dos trovadores, ligada ao Tarô, alegadamente baseada em trocadilhos e simbolismo extraído da homofonia.

No árabe falado no Egito, a forma escrita hieroglífica é chamada de “o alfabeto dos pássaros”. No próprio Antigo Egito os hieróglifos eram chamados de medu-netjer (“palavras dos deuses” ou “língua divina”).

Cientificamente, o canto das aves tem revelado certo montante de fonologia combinatória, um aspecto compartilhado com as línguas humanas.

POEMINHA DO CONTRA

Todos estes que aí estão…

Atravancando o meu caminho…

Eles passarão…

Eu passarinho!

Mario Quintana

 

O Tratado de Latrão

O Tratado de Latrão

Quando ouço alguém dizer que política, futebol e religião não se discutem, eu discordo em número, gênero e grau! Discutem-se sim… E é muito bom discutir! Brasília e Vaticano tem coisa em comum!

No site História do Mundo encontrei que o pequeno estado do Vaticano foi criado em 1929 quando o papa Pio XI e o ditador Benito Mussolini assinaram o Tratado de Latrão que previa o Vaticano como um estado independente e o recebimento de uma indenização pela perda do seu território durante a unificação alemã e em contra partida, a Igreja Católica teve que abrir mão das terras conquistadas na Idade Média e também teve que reconhecer Roma como a capital da Itália.

Em 1947, o Tratado de Latrão passou a fazer parte da Constituição e o Papa teve que jurar neutralidade sobre termos políticos.

Em um momento histórico em que o Papa Francisco é responsável por intermediar uma reaproximação dos EUA e Cuba, eu achei o tema pertinente… Embora exista tanta impertinência nas políticas atualmente.

A “reaproximação” se dá após 53 anos de destemperos!

Parece-me um pouco surreal e contraditório a união entre o Comunismo com Deus e com o Capitalismo ao mesmo tempo.

O Brasil encontra-se em um mar de lama envolvido até a alma com a corrupção. Brasília enclausura-se como uma Cidade-Estado ao modelo do Vaticano em Roma. Segundo Dermi Azevedo em Carta Maior:

O Vaticano ocupa o 8º lugar do mundo entre os países que lavam dinheiro sujo, oriundo da sonegação de impostos, da obtenção de lucros ilícitos, do tráfico de armas e de drogas, entre outras fontes criminosas. O Vaticano conseguiu deixar para trás, em matéria de lavagem de dinheiro, países como a Suíça, Bahamas, Liechtenstein, Nauru e as Ilhas Maurício. A pesquisa foi realizada pela rede de organizações sociais francesas Voltaire, com base em dados fornecidos por autoridades alemãs e suíças. No ano passado, o Instituto de Obras da Religião (IOR), nome oficial do Banco do Vaticano, epicentro do problema, teria lavado cerca de 33 bilhões de dólares.

Esta informação tem um caráter aproximativo, porque ninguém (nem mesmo o Papa) tem acesso ao balanço real da instituição bancária mais secreta do planeta.

Fico cá com meus botões a pensar…

O governo brasileiro não sabia de nada mesmo sobre a Petrobrás? E o resto das falcatruas que vão aparecendo gradativamente?

Enquanto isso, em 1947, o Tratado de Latrão passou a fazer parte da Constituição e o Papa teve que jurar neutralidade sobre assuntos políticos.

No Brasil, em valores atualizados, identificamos mais de 30 casos de corrupção ente 1980 e 2014 que geraram um rombo ao erário público de R$ 120 bilhões. Verdadeiro Carnaval com o erário público!

O Banestado apresentou rombo de R$ 60 bilhões, o da Petrobras vai girar em torno de R$ 20 bilhões. Fatos públicos e notórios!  É certo que a cleptocracia mundial se entusiasme com esse nosso “Vaticano”, onde a certeza da impunidade aflora-se em todos os pontos cardeais! No Brasil ganha-se a eleição com os discursos progressistas e inclusivos da esquerda e governa-se com os rigores restritivos da direita.

Já que o papa Pio XI e o ditador Benito Mussolini assinaram o Tratado de Latrão, não é impossível que o atual Papa assine qualquer coisa com a Ditadura Castro!

O Tratado de Latrão previa o Vaticano como um estado independente e o recebimento de uma indenização pela perda do seu território!

O Tratado do Ladrão previu a barganha pelo comando no Planalto Central do Brasil.

O Diário Oficial da União publicou decreto no qual a presidente condiciona explicitamente a liberação de emendas parlamentares à aprovação da proposta que altera a lei orçamentária para poder fechar as contas do governo de 2014 no vermelho.

A presidente Dilma Rousseff se antecipou às pressões de parlamentares e resolveu, ela própria, chantagear a sua base de sustentação, para que deputados e senadores aprovassem o projeto que altera as regras de superávit primário, em sessão no Congresso. Em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) o governo ofereceu R$ 10,032 bilhões de recursos discricionários (eram R$ 7,8 bilhões), dos quais R$ 444 milhões em emendas parlamentares. Mas condicionou a liberação dos recursos à aprovação do projeto do superávit, cuja meta de superávit primário caiu de R$ 80,8 bilhões para R$ 10,1 bilhões, o que significa 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB). No início do ano, o percentual era de 3,1%.

Haja óleo de peroba! Poderoso Chefão!

Dentro desse quadro de desmandos, ao invés de Tratado de Latrão… O óbvio seria Tratado de Ladrão!

 

Atômico

Atômico

Embora eu não tenha sentido nenhum tremor aqui em casa, é noticiado que o Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (Obsis) registrou tremores causados pelo teste feito com a bomba de hidrogênio na Coreia do Norte.

 O teste nuclear teve uma potência equivalente a um terremoto de magnitude 5 na escala Richter.

Ainda bem que não moro em Brasília!

A corrupção deve fazer muito mais estrago na capital do maior país da “América Latrina”!

Mas o rumo da prosa é outro.

Sempre gostei de estudar física.

Nunca esqueço que a aceleração da gravidade é uma dimensional constante de 9,8m/s².

A pequenez de um átomo mostra que se colocarmos um ao lado do outro, 10 bilhões deles cobriria apenas o espaço de 1 metro!

Em sua obra Tratado de Óptica, de 1704, Isaac Newton escreveu que o átomo era tão duro e tão elementar que nunca poderia ser quebrado em pedaços.

Como sou natural de Curitiba, capital do Paraná, não poderia deixar de citar uma proeminente figura conterrânea.

Meus avós e meus pais sempre citavam Cesare Mansueto Giulio Lattes, mais conhecido como César Lattes (Curitiba, 11 de julho de 1924 — Campinas, 8 de março de 2005).

Lattes foi um dos físicos brasileiros mais ilustres e honrados e seu trabalho foi fundamental para o desenvolvimento da física atômica.

 Ele também foi um grande líder científico de física brasileira e foi uma das principais personalidades por trás da criação do importante Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Foi responsável por uma grande descoberta experimental, de uma nova partícula atômica, o méson PI (ou pion), a qual desintegra em um novo tipo de partícula, o méson mu (muon).

 Foi uma grande reviravolta na ciência.

 Era aceito até então que os átomos eram formados por somente três tipos de subpartículas ou partículas elementares (prótons, nêutrons e elétrons).

Ele encontrou uma partícula menor que o núcleo!

Nada disso ainda era previsto no início da Primeira Guerra Mundial.

Na época em que a Alemanha estava bem desenvolvida nas ciências da Física, deve ter atrelado essa ciência à guerra.

Porém, colocando a pureza racial acima da procura pelo conhecimento, muitos cientistas da física eram judeus e, na década de 1930, com muito bom senso, acabaram encontrando refúgio no além mar.

A primeira bomba foi testada em 16 de julho de 1945 no deserto do Novo México.

Depois vieram Hiroshima e Nagasaki.

O imperador do Japão se rendeu pelo rádio!

Como relata Geoffrey Blainey em Uma Breve História do Mundo:

A existência de armas nucleares também foi um choque para a ideia de progresso humano.

A maioria das pessoas do mundo teria se sentido segura se os Estados Unidos sozinhos tivessem possuído essa arma tão superior a todas as outras.

Mas um país, a União Soviética, não se sentiu seguro e, por isso, tinha de possuir uma arma semelhante.

Finalmente, em 1949, os russos secretamente testaram sua primeira bomba atômica.

Como resposta, foi apresentada em 1951, pelo presidente Truman, uma arma ainda mais poderosa:

A Bomba de Hidrogênio!

(O negrito é meu).

Quando li a notícia no G1 MUNDO que a Coreia do Norte anunciou ter feito um teste bem-sucedido com uma miniatura de bomba de hidrogênio – a bomba H ou bomba termonuclear, que pode ser até 50 vezes mais potente que a bomba atômica, eu fiquei pensando cá com meus botões:

Teria influência de César Lattes?

Quanto menor a partícula do átomo faria a “miniatura” mais poderosa?

A rosa hereditária

A rosa radioativa

Estúpida e inválida

A rosa com cirrose

A anti rosa atômica

Será outra vez?